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Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

21
Out21

Post das lamentações


Pacotinhos de Noção

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Ontem foi morto um tipo na estação do metro das Laranjeiras.

Não foi um jovem, não foi um menor, não foi um estudante, conforme se foi noticiando.

Não foi um crime passional, não foi um crime racial, não foi um assalto, como também já vi algumas pessoas a especularem.

Aquilo que já se vai sabendo é que o rapaz que foi morto, o Rafael, pertencia a um gang. Sim um gang, daqueles que se juntam para roubar, destruir, amedrontar, bater e em último caso matar. Daqueles que combinam encontros na internet para depois fazerem autênticas batalhas campais, acabando por vezes até a causar estragos em propriedade que lhes é alheia, como por exemplo em carros que possam estar estacionados nos sítios para onde foram combinadas as lutas.

Tratando-se de um ajuste de contas entre gangs tenho apenas a lamentar todos os danos colaterais que foram causados a quem nada com isto tem que ver.

Lamento por quem estava na estação e assistiu a esta selvajaria, lamento pelos pais do Rafael que por muito que tenham errado na educação do filho certamente quê nunca desejaram que ele tivesse este fim.

Lamento até por quem viu a sua vida atrasada pelo motivo do metro ter ficado várias horas com a estação fechada.

Lamento também que os agressores ainda não tenham sido apanhados e lamento muito caso algum seja menor de idade, pois dessa forma não terá a punição justa e adequada.

Outro dos lamentos grandes que tenho é que estas situações vão sendo cada vez mais frequentes. Há cerca de um ano mataram, também à facada, um rapaz de 16 anos numa estação de comboios na Amadora. Novamente luta de gangs. A meio de Setembro deste ano mataram um rapaz de 20 anos, no Cais do Sodré, com dois tiros na cabeça... Aqui não há a certeza de que tenha também sido um ajuste de contas entre gangs, mas tudo aponta para que sim.

A violência atinge limites fora do normal e chega a pessoas com idades cuja principal preocupação deveria ser se têm ou não uma nova borbulha, se a Jéssica Vanessa está apaixonada por ele, se consegue passar o nível naquele jogo da PlayStation ou se sempre conseguirá aquele primeiro emprego. Nalguns casos a preocupação deveria ser até se vai conseguir ter nota para entrar no ensino secundário ou não. Alguns destes tipos não deviam sequer andar sozinhos na rua, no entanto andam com facas e revólveres no bolso.

Urge ser dado um passo para tentar mudar algo, porque da forma que está não dá para continuar. É demasiado perigoso.

A minha sugestão vai no sentido de acabar com tretas como as Polícias Municipais, por exemplo, que mais não são do que homens armados, mal preparados e que na sua essência servem apenas para multar carros mal estacionados e servirem de polícias sinaleiros em locais com trabalhos na via, e formar algo como uma polícia musculada de Giro, que circularia pelas ruas e pelos transportes com o fim de evitar estes confrontos e apartando toda e qualquer escaramuça que pudesse surgir.

Alguns vão dizer que seria como dar início a uma guerra, mas tenho uma novidade... A guerra já começou e estamos desarmados, bem no meio dela, e não temos quem nos defenda.

Acho que este deveria ser um dos primeiros passos a dar, para que os lamentos que hoje fiz não sejam repetíveis incessantemente, em maior escala e com vítimas que nada tenham mesmo que ver com estas situações.

 

20
Out21

Joana Marques, sua Liliputiana


Pacotinhos de Noção

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Num anterior post intitulado "A estupidez deixa-me estúpido", já tinha enaltecido a capacidade da Joana Marques se rir com a estupidez que nos inunda diariamente, quer na rua, no trabalho e até em casa, mais concretamente ao fim-de-semana à tarde, se tivermos a infeliz ideia de assistir à programação dos canais privados generalistas.

Ao Sábado temos na TVI o "Em Família", com o Rúben Rua.

Considerar que estamos em família até que faz sentido, pois todos temos pelo menos um membro familiar que é sem noção, sem talento e que ainda por cima tem uma enorme falta de sentido de humor. Algo que é também natural pois é defendido que o sentido de humor é uma característica de quem tenha inteligência. Se isto é verdade ou não, não sei, porque nunca achei piada a este tipo de estudos.

Ao Domingos temos o Domingão, com os tripulantes do camião TIR, Luciana e Emanuel.

Uma curiosidade. Já repararam que para a palavra ALUCINADA basta apenas adicionar as letras A e D a LUCIANA, e que em inglês adicionar é ADD. Tem mais um D do que o necessário mas acaba por fazer sentido. O D que sobra do "alucinada" de Luciana pode bem ser entregue ao Emanuel, uma vez que também ele anda ali, em cima do camião, todo alucinado. Estou em crer que possa ser consequência da inalação dos gases de escape da viatura, mas não sei.

Mas o que une Joana Marques, Rúben Rua e Luciana Abreu? A maior parte dos leitores já saberá, até porque quase toda a gente ouve o Extremamente Desagradável, mas eu resumo.

A Joana brincou com uma entrevista parola que o Rúben Rua deu na Rádio Comercial, em que se o modelo/apresentador/namorado da Cristina tivesse o mínimo de noção, fazia-se de morto ou então fingia ter achado piada de tão ridícula que realmente foi essa entrevista. Nela deu para perceber que ele não se acha a última bolacha do pacote, ele é o pacote todo. Vazio, mas é o pacote.

Mas não. Rúben Rua quis demonstrar o quão eloquente conseguiria ser na resposta à humorista, e a ideia que dá é que queria fazer piada com a pouca altura da Joana Marques. Pesquisou "altura" no Google e apareceu-lhe uma explicação da Wikipédia sobre a densidade do ar e ele copiou a parte em que se falava de altura fazendo com que o que escreveu tenha sido uma salgalhada que mistura os limites da comédia, com educação e densidade do ar. Um fartote, digo-vos eu.

Menos discreta acabou por ser aquela que poderia ser considerada a vuvuzela do canal de Carnaxide, Luciana Abreu.

É sabido que a antiga Floribella não nutre grande simpatia pela animadora das manhãs da Renascença, e aproveitou a oportunidade para enviar um recadinho bem endereçado mas sem destinatário explícito, mas que todos perceberam que era a Joana. Até a própria. Deu para perceber porque mais uma vez os pontos comuns com Rúben foram os de que não podem ser ultrapassados os limites do humor, que não se pode brincar com tudo e com todos e, mais importante, indirectas à altura da mulher do quase gigante, Daniel Leitão.

Tanto o Rúben Rua como a Luciana Abreu, são exactamente o tipo de virgens ofendidas que gritariam aos quatro ventos terem sido vítimas de "body shaming", caso alguém fizesse menção a alguma característica física fora do normal da qual pudessem padecer. No entanto é essa a arma que preferiram utilizar... Mas é normal, este é o tipo de arma utilizada pelos ignorantes mas se realmente quisessem ofender a Joana Marques de maneira vincada, mas subtil ao mesmo tempo e em que até fariam o brilharete de mostrar que leram o livro "As Viagens de Gulliver", sem terem tido uma síncope. Poderiam ofender ao dizer que ela era uma "Liliputiana". Ofendiam pela pequena estatura característica dos liliputianos e depois ofendiam também pela fonética "putiana" que não significa nada, mas que reporta logo a algo bem mais ofensivo, se é que me faço entender.

18
Out21

Isto chega para ser machista?


Pacotinhos de Noção

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Para mim não há cá essa mariquice de igualdade de géneros, e a justificação é muito simples.

Não pode haver igualdade de géneros porque os géneros não são iguais. E se isto fosse um meme agora aparecia o senegalês Khaby Lame a abrir os braços, porque isto é lógico.

Se houver feministas a ler neste momento já estarão cheias de urticária. Das duas uma, ou é alergia ao que escrevi ou aos 50 gatos com que vivem, mas antes que me destinem a forca devo desenvolver o assunto, para tentar fazer com que não me definam como um porco machista. Ou então definam porque se o fizerem é por pura e simples ignorância, ou porque apenas têm que ter um alvo para que possam assim dar algum tipo de valor às vossas lutas sem sentido.

Não se confundam. Quando digo que não acredito na igualdade de género não quero com isto defender que o homem é superior, ou que a mulher não deve ter as mesmas oportunidades. Aquilo que defendo ao não acreditar na igualdade de géneros é que deve, isso sim, haver uma igualdade de géneros... Não é gralha. Escrevi exactamente aquilo que queria, e passo a explicar.

Aquilo que se está a generalizar não é igualdade em parte nenhuma do mundo.

O que se está a fazer é a tentar menorizar deliberadamente, e até a ostracizar, toda e qualquer acção que o homem possa desempenhar, afirmando que não a faz por mérito próprio mas apenas porque tem mais testosterona.

Igualdade não é definir quotas mínimas de mulheres no parlamento, numa empresa, no cinema (a desempenhar protagonistas farsolas) ou em qualquer outra situação.

Igualdade não é abolir a definição de "Homem" quando nos referimos à humanidade, ou inventar palavras que não

possam ser definidas como masculinas. Se assim for então também terá que se rever "A" sociedade, que é composta por mulheres mas também por homens, "A" maternidade, que apenas acontece quando um espermatozóide produzido num corpo masculino fecunda um óvulo dum corpo feminino, ou "A" religião, que é para todos os crentes, independentemente do sexo.

Estes exemplos são estúpidos porque o conceito, todo ele, é estúpido.

Esta luta define-se como "Alcançar a igualdade de género e empoderar TODAS as mulheres e raparigas". Logo na definição isto está mal.

Empoderar todas as mulheres parte do princípio que todas têm esse direito, tenham capacidade para ser empoderadas ou não, então qual seria o mérito do empoderamento? Ser mulher? Nesse caso estão apenas a fazer o mesmo que criticam no homem, que é o de ser empoderado apenas por ser do sexo masculino.

Perdoem-me as puristas do feminismo, mas por muitos anos que viva serei, e quero continuar a ser, machista se a definição de ser machista tiver incluído (e actualmente tem) o tratar de forma mais branda uma pessoa por ser mulher, o abrir uma porta, ou deixar que passe primeiro que eu numa qualquer entrada. Isto não é condescendência, é uma questão de educação e é algo contra o qual não quero lutar. Para mim é uma questão de bom gosto, assim como é de bom gosto senhoras que usam desodorizante e que não gostam de andar com os sovacos cabeludos.

Sim senhora, é uma opção de cada uma e o "vosso corpo, as vossas regras" mas o meu nariz faz parte do meu corpo e também existem algumas regras que ele gosta que se respeitem, como as regras da higiene e do civismo, por exemplo.

É um facto que há homens que cheiram a cavalo, mas não me parece que esse seja o método a copiar, para se conseguirem empoderar. Homens porcos sempre houve e sempre houve porque, e mais uma vez chegámos à mesma conclusão, não têm educação e não sabem viver em sociedade.

A sociedade beneficiaria em ter mulheres em cargos políticos não apenas por serem mulheres, ou pretas, ou LGBT, ou com uma qualquer debilidade física ou mental. Estas características não têm qualquer tipo de interesse face àquelas que realmente importam, e que infelizmente são colocadas para segundo plano. São características como a integridade, a inteligência, a educação, o profissionalismo e a competência. Quem reúna estes requisitos pode até vir mascarado de Panda ou palhaço Batatinha, que para mim teria um lugar de destaque onde quer que fosse.

Tivemos casos de mulheres que deram muito certo, é verdade, mas também tivemos outros que eram um desastre anunciado e nem sendo mulheres conseguiram contrariar o que se temia. Podemos lembrar-nos de Dilma Rousseff, por exemplo, ou de Joacine Katar Moreira, que é uma deputada não inscrita e que é também uma deputada a não ser levada em conta, pelas enormidades que gosta de vomitar.

- Temos homens incompetentes a desempenhar altos cargos em empresas e até no Estado? - perguntarão vocês.

Agora assim de repente o meu machismo não me deixa lembrar de nenhum, até porque nem temos uma companhia de aviação e vários bancos falidos, geridos por homens. Mesmo o nosso Primeiro-Ministro é de uma eficiência impressionante.

Quer dizer, ser até é, que ele tem sido eficiente a manter-se no seu lugar. Lembrei-me até de uma analogia nada machista:

"O homem está agarrado ao poder de tal forma que até parece um grupo de mulheres, a segurar a última peça de roupa, em dia de saldos."

15
Out21

Valor€s mais altos s€ l€vantam


Pacotinhos de Noção

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Com esta moda de falar em alta-voz não rara é a vez em que ouvimos conversas que deveriam ser privadas mas que, não se resguardando o interlocutor, também não serei eu a ter que me mobilizar de forma a não ouvir. Neste caso concreto até nem podia porque foi no meu local de trabalho, e por mais que eu quisesse dali sair, e acreditem que queria, mesmo que não estivesse ninguém a falar ao telefone, não o podia fazer.

Falo nesta conversa porque mais tarde vi também uma notícia que acaba por emparelhar com aquilo que ouvi e que demonstra claramente a falta de afecto e valores que vivemos.

Uma tipa na casa dos seus 50, relatava a alguém pelo telefone, e de forma divertida, quão a sua mãe já estava demente, pois foi ao lar e ela já nem a reconhece. Comentou como a mãe não se lembrava que ela esteve lá ontem, que a outra filha agora morava Espanha e que nem fazia ideia de que ia mudar de centro de dia.

Momentos divertidos à parte, e aqui a gravidade na voz mudou, o que a estava a preocupar mais era se a mãe conseguiria assinar a procuração que entregaria ao Banco de Portugal, para ela ter acesso às contas bancárias. Era imperativo que conseguisse para conseguir movimentar as contas antes da irmã.

Já com o pai o conseguiu fazer e convinha que com a mãe também o conseguisse porque senão depois só nas partilhas.

Falou também se haveria de vender ou alugar a casa da mãe. A do pai alugou, mas a da sogra vendeu porque não estava em bom estado e não queria perder dinheiro.

Ao ouvir estas palavras não consegui nunca dissociar de que aquela pessoa estava a falar de quem lhe deu a vida, de quem a viu nascer, quem a acompanhou no seu processo evolutivo e quem esteve provavelmente a seu lado nos momentos mais importantes. Tudo bem, posso estar a especular, e a verdade é que os pais desta pessoa falharam redondamente, porque os valores pelos quais ela se rege são apenas os monetários e os do oportunismo e se assim é é porque hão-de ter falhado na educação da filha. Ou então não. Se calhar até nem falharam e não nos podemos esquecer que somos seres individuais e que a partir de determinado momento, mesmo tendo por base uma boa, ou má, educação, somos nós que escolhemos o caminho que queremos percorrer. O final desse caminho ninguém conhece, mas a forma como o fazemos cabe a cada um de nós decidir. Claro que há sempre aqueles que escolhem o caminho mais complicado ou tortuoso e culpam os seus ancestrais, os seus descendentes, os seus iguais e os seus diferentes, nunca admitindo que o único grande culpado é apenas ele mesmo.

Ouvindo as palavras daquela filha vinha a mim a imagem daqueles filmes de cowboys em que um tipo está abandonado no meio do deserto e os abutres ficam ali, sempre a rondar o indivíduo, à espera que se torne a carniça que tanto anseiam por devorar.

Neste caso estou a falar de filhos que enterram os pais ainda vivos para assim usufruírem daquilo que eles lhes deixarão, caso contrário ser-lhes-á arrancado. E pais que não honram o compromisso de amor que deveriam ter feito com os filhos e que acabam por mostrar que às quatro letras da palavra amor se sobrepõem as cinco que compõem "guito" e "pilim".

Este assunto é controverso mas não é por isso que não lhe toco...

Vi hoje nas notícias que o ex-dux João Gouveia foi absolvido de pagar uma indemnização aos pais das vítimas da praia do Meco. 225 mil euros a cada um. Os pais vão recorrer desta decisão.

Não duvido, nem quero sequer imaginar o sofrimento daqueles pais por terem perdido os filhos, e também aqui, numa tentativa de justificarem o fim da vida daqueles que amavam, tentam imputar a culpa a todo e qualquer um, menos àqueles que foram os maiores culpados e que pagaram o maior preço que se pode pagar e que são os próprios filhos. Mas dizer a um pai que a culpa da morte do filho é do próprio filho é cruel.

Mas e quanto vale a vida e a memória de quem amamos? Quanto dinheiro é necessário para amenizar a dor de um pai que não mais abraçará um filho, tapar o buraco que fica no peito e que sangra sem parar? E que pai é esse, que em lugar de lutar para conseguir que seja preso aquele que considera ser o responsável pela morte da sua cria, ou para conseguir fazer com que sejam proibidas as praxes, luta antes para conseguir uma quantia em dinheiro?

Haverá quem argumente que o dinheiro não é compensatório mas que servirá para punir o responsável. Isto são opiniões e a minha está bem explícita acima. Os responsáveis pagaram com a vida e a eles o dinheiro não lhes trará qualquer tipo de benefício ou prejuízo.

Sendo frio e arriscando-me a ser apelidado de besta, só consigo pensar nos tais abutres dos filmes de cowboys. Se no primeiro caso era a filha a querer beneficiar de uma morte anunciada e mais que esperada, aqui temos pais a quererem beneficiar de uma morte inesperada mas que, passando o período do luto, pensam que algum hão-de conseguir fazer com que lhes entre no bolso. Pelo menos era o que esperavam.

A minha fé na humanidade é nula. Não falo por causa da retirada dos americanos da palestina, ou por causa da fome no Mundo ou na falta de respeito pela natureza. Essas são aquelas causas que ficam bem dizer que se defendem, tal como a sororidade, por exemplo. Estas são causas de lutas perdidas porque não és tu, Zé Manel que lê estas linhas, que vais conseguir mudar o Mundo neste sentido, porque o Mundo não quer mudar. Todas estas causas têm políticas envolvidas e por muito que nos custe, nós para os políticos somos apenas números... Não se iludam com a treta de que o "Estado somos nós". O estado somos nós para pagar e para votar, nada mais. Se queremos que realmente alguma coisa mude comecem por mudar em casa. Amem os vossos filhos e os vossos pais para que eles percebam que têm alguém para quem são importantes. Assim os pais viverão os dias que lhes restam com alguma alegria, no meio desta podridão que é a sociedade, e os filhos, sabendo o que é amor e empatia, poderão aos poucos ir fazendo com que esta podridão seja menos podre. Não vai mudar já na geração a seguir. Isto é como quando nos tornámos bípedes. Não nos levantámos e andámos, levou uma eternidade até endireitar a espinha com orgulho. Um orgulho que cada vez vai sendo mais difícil de manter.

14
Out21

Tanto queixume


Pacotinhos de Noção

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Cambada de amélias queixosas, é o que vocês todos são.

Gasolina a 2,00€ parece-me bem, aliás parece-me até mais do que bem. Estes preços são necessários para a nossa evolução e por isso acho até que deviam aumentar para 4 ou até 8,00€. Ao fazer isto são só vantagens.

Com gasolina a preços proibitivos só vão passar a andar na estrada doutores e engenheiros, tudo o que é a ralé vai de transportes. Desta forma, caso haja algum acidente, coisa que duvido muito tendo em consideração que quem andará na estrada serão só pessoas de educação acima da média, e como tal condutores conscienciosos, mas na eventualidade de acontecer, não haverá escaramuças porque são todos pessoas que não armam barraca por dá cá aquela palha. Chegarão a acordo calmamente e com termos, e podem até preencher a declaração amigável durante um maravilhoso almoço no Gambrinus, regado com um bom Dom Perignon. A conta deste almoço fica ao preço de meio depósito de combustível.

Com os impostos arrecadados, por cada litro de combustível, teremos um Estado rico e poderoso que investirá toda essa maquia na saúde e na educação. Há a probabilidade que seja na saúde e na educação deles próprios, mas acho bem também. Precisamos de políticos saudáveis e educados, para levar o barco a bom porto... Mas tem que ser um barco a remos porque ser for a gasolina não poderá ser um barco, acho até que não é possível porque o combustível precioso agora é um pouco elitista e só aceita servir de alimentação a uma lancha ou um iate.

Se há coisa de que não podem acusar este Governo é o de ser incongruente.

Aumenta o combustível mas também aumenta de novo o imposto sobre as bebidas açucaradas, sobre o tabaco, bebidas alcoólicas e aumenta também o esforço no bolso dos portugueses. Mas o que é um esforçozinho a mais quando no final está o bem comum a toda uma nação, e que é o de fechar buracos financeiros deixados por gestões deficientes em bancos no passado, no presente e no futuro, porque não sou bruxo mas aposto o dedo mindinho de que mais dia, menos dia rebenta outro escândalo bancário.

Mas comecei este texto por ofender quem me lê e gostaria muito de o continuar a fazer.

Mordem a mão de quem vos alimenta, ou pelo menos de quem vos alimenta moralmente, porque com o também mais que provável aumento dos bens essenciais ao consumo, alimentação é coisa que começará a escassear. Mas vejo tanta gente com um apetite tão grande em utilizar está tão bonita palavra que entrou na moda e que é a RESILIÊNCIA, que o nosso querido António Costa apenas vos quer dar obstáculos a superar para que possam assim ser mais resilientes. Ser resiliente numa pandemia, ficando fechado em teletrabalho ou recebendo o "lay off" é uma fantochada, no que a resiliência diz respeito. Ser resiliente é meterem-se em transportes, faça chuva ou faça sol, para enfrentarem, no mínimo 8 horitas de trabalho para receberem a vossa compensação no final do mês para depois, terem o tostão para pagar aquilo que nos mandam pagar. E sem resistência porque resistência na resiliência é algo para que os nossos governantes não têm paciência.

Resumindo: Pagam -> Trabalham -> Recebem -> Pagam.

Em linguagem técnica de economia, que não sei se entenderão, esta situação é apelidada de "Pescadinha de rabo na boca" em que nos comem a pescadinha e nós ficamos com um ligeiro sabor a rabo na boca. É lixado, mas é assim mesmo.

Para terminar. Tenho um jerricã de 20 litros cheiinho de gasolina. Troco por T3 na Albufeira ou no Alvor. Contactem-me.

12
Out21

Metam-me dentro. JÁ!!!


Pacotinhos de Noção

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Hoje mais um passarinho ganhou asas e voou.

Quase todos saberão que me refiro à libertação do inocente Armando Vara.

Existe a presunção de inocência, em que até ser julgado todos são inocentes, e agora vai começar a haver a "desprisão da inocência" que é o nome atribuído quando alguém ligado ao PS esteve preso, mas que afinal estava engaiolado injustamente e quando sai reafirma que mais inocente que ele nem a Madre Teresa de Calcutá, aos 5 anos.

Mas para falar destas miudezas existem imensas pessoas e eu não quero ser apenas mais um e por isso quero abordar o tema que realmente interessa. Aquilo que passou na cabeça de todos que viram as imagens de hoje, amplamente difundidas, e que eram a das declarações daquele garoto, o Armando Vara.

Mas que raio de alimentação andam a dar ao pessoal nas prisões portuguesas?

É a dieta paleo e jejum intermitente? São alimentados a batidos e suplementos da Prozis? Ou são obrigados a fazer ferro nos ginásios da pildra? Pilates duvido, mas nunca se sabe.

As imagens falam por si.

Isaltino Morais, talvez dos únicos que não apregoou inocência depois de sair, não sei se é um caso de descaramento, sentimento de impunidade ou o chamado "estou-me marimbando que eu ganho as eleições à mesma", entrou na prisão claramente fora de forma e com cores pálidas e doentias. Passados uns tempinhos saiu todo moreninho e com uma compleição bem mais composta.

Armando Vara entrou um pilantra de 65 anos e saiu um inocente de 67 mas que parece ter uns 50 e também parece que esteve num spa a fazer bronze. O corte de cabelo foi claramente mudado. Agora tem um corte todo fixe, todo mais para o modernaço.

O Camilo de Oliveira é que tinha razão, "cá fora está-se pior".

Tenho que admitir que agora começo a ficar muito curioso. Como é que vão estar a Rosa Grilo e Pedro Dias, quando vierem cá para fora. Não sendo bruxo quase que aposto que vão estar inocentes, mas Rosa Grilo vai desfilar à Moda Lisboa e Pedro Dias vai estar em melhores condições físicas que o montanhista Bear Grylls e vai-lhe custar muito menos andar a passear no meio dos bosques e matas. Experiência já tem alguma, as capacidades é que ficavam aquém.

As prisões portuguesas são autênticos "health clubs" e acho bem. Farto-me de ver gente dizer que para ficar bonito é preciso sofrer e no meu entender se é para os meliantes sofrerem é dar-lhes aulas de musculação, body pump e até algumas massagens, mas daquelas à bruta.

Quem não concordar com a minha teoria só está a negar as evidências. Dei estes dois exemplos de simpáticos vigaristas que saíram de prisões portuguesas reabilitados, nem que seja só fisicamente. Se olharmos para Vale e Azevedo, que esteve numa prisão inglesa, rapidamente nos apercebemos de como está gasto e envelhecido. Nunca foi um homem bonito, mas podia ter melhorado um pouco.

Isto mostra o quão o sistema prisional português está bom e se recomenda, e é por isso que exijo que me ponham lá dentro. Acho que mereço um tempo de qualidade só para mim, o chamado "miminho".

08
Out21

Deixem os meninos em paz!!!


Pacotinhos de Noção

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Moro a meio caminho de um Pingo Doce e de uma escola secundária.

Hoje, pelas 8 da manhã, por baixo da janela de casa ouço correria, gritaria, um baque e alguém a pedir que outro alguém não se levantasse. Ficaram curiosos? Também eu fiquei, pois corre-me no sangue a genética de gente cusca e codrilheira, e por isso assomei à janela.

O que passou-se, como diria Luís Filipe Vieira.

Passou-se que dois garotos, com os seus 15/16 anos, com as suas calças chino, da Timberland, bem curtinhas, decidiram ir roubar para o Pingo Doce, metendo guloseimas para dentro das suas mochilas da Eastpak. O alarme tocou e uma funcionária foi atrás deles. A correria que ouvi eram as solas de borracha dos Vans, dos betos meliantes a bater no chão e o baque que ouvi foi quando um dos Joões Maria atravessou a estrada a correr, para fugir da funcionária que calçava Seaside, e se espetou contra um Citröen de um senhor com uns 60 anos, que se estava a deslocar para o trabalho e que ficou com o guarda-lamas todo amassadinho.

"Ah, grande besta. O puto pode estar magoado e ficas preocupado com o carro!?"

Precisamente.

O gatuno de gomas estava meio abananado no chão e o senhor saiu do carro e disse-lhe para não se levantar, que podia estar magoado e que ia chamar os bombeiros. O miúdo não fez caso e começa a levantar-se por dois motivos:

O primeiro era a vergonha de ter ido contra um Citröen e não um Bentley ou um Jaguar, e a segunda era porque tinha que terminar a tarefa a que se tinha proposto, e que era fugir da funcionária do estabelecimento que roubou.

Nisto já se tinham juntado algumas pessoas, entre elas homens valentes e rudes, daqueles que trabalham a arranjar jardins e que gostam de assobiar às miúdas, e que são grandes valentões, que iam dizendo para o miúdo não se levantar, mas ele, consciente da sua missão de se pôr ao fresco, sob pena de chamarem a polícia, e os agentes da autoridade terem que interromper alguma importante reunião do Bernardo Sotto Mayor, pai do ladrãozinho, para lhe dizerem que o filho rouba em supermercados e ainda amolga Citröens, levantou-se e já ia começar a seguir caminho, mas o dono da viatura agarrou-o e afirmou que não o deixaria ir embora, pois amolgou-lhe o bólide.

Ao ouvirem isto os valentões jardineiros, insurgiram-se com o facto de o senhor estar preocupado com o carro e não com o bem-estar do miúdo. Ficaram tão indignados que pareciam pombos a arrulhar, de peito feito.

O condutor afirmou que também estava preocupado com o miúdo, obviamente.

Estávamos portanto numa cena quase de amor. Um cenário pouco dignificante para o menino de leite, é certo, mas um cenário amoroso... Ou quase. Lembram-se do outro João Maria, que também esteve a roubar?

Pois é. Como o seu rabo também estava na rota da seringa, e dela ele queria fugir, não podia deixar que o seu amigo, com o qual partilha a maneira de vestir, e de roubar, parecendo serem quase irmãos gémeos, fosse caçado, unindo então com ele força para em conjunto se virarem ao senhor condutor, de cerca de 60 anos, que ia no seu Citröen para o trabalho, e que agora está amachucado.

O homem, fraca figura, contra os dois betos atestados a gomas da Haribo, não teve hipótese e ambos conseguiram fugir.

Os jardineiros valentões que reclamaram com o senhor, ao verem a juventude a suplantar-se fisicamente contra alguém de mais idade, agarraram na sua coragem, e no seu "diz que faz" e enfiaram bem fundo, num sítio onde o sol não brilha. Mas como afinal eles não são só músculos, depois dos miúdos abalarem, deram um sábio conselho ao condutor. Recomendaram que fosse depois procurar na escola pelos miúdos, para eles pagarem o estrago.

Ora, as conclusões que tiro daqui são algumas e todas negativas.

Tiro aquela em que a malta nova é cada vez menos responsabilizada pelos seus actos. Aliás, não é já a primeira vez que vejo alguém a defender-se de malta mais nova, que comete um ilícito, mas que depois tem um grilo falante e defensor dos oprimidos, que pensa que ao defender quem faz trampa, vai ganhar o seu lugarzinho no céu.

Há anos vi um tipo tentar assaltar, com recurso a arma de fogo, um taxista em Almada. O taxista era primo do Chuck Norris, desarmou o puto gatuno e começou a dar-lhe aquilo que em bom português se chama de "ensaio de porrada". Apareceram logo umas velhas justiceiras a dizer para o taxista não bater no menino. Aquele menino, que segundos antes lhe tinha apontado uma arma à cara para lhe roubar o suor de um dia de trabalho. O gatuno, escusado será dizer, fugiu.

 Em ambas as situações quem foi ajudado foi sempre o bandido.

Houve pessoas prejudicadas, e mais prejudicadas ficaram porque houve alguém que achou por bem defender os coitadinhos que, de uma forma ou de outra, terão sempre uma justificativa para cometerem os actos de bandidagem, de vandalismo ou apenas de irresponsabilidade.

Não é uma questão de falta de dinheiro, de se morar em bairros sociais ou de se ser de um extrato social maior ou menor, porque como referi aqui, os Joões Maria tinham falta de qualquer coisa mas não era de dinheiro. Era educação, empatia, moral, consciência e dignidade.

O homem do Citröen é um coitado porque teve a chapa do seu carro amolgada, mas todos os outros, tanto os que cometeram o acto, como os que os defenderam, não são só uns coitados. São uns pobres coitados, uns derrotados e uns desgraçados, que não permitem que outros como eles sejam postos no lugar porque imaginam que um dia podem ser eles naquele lugar. É por isso que a nossa sociedade está cada vez mais podre e decadente, porque mais facilmente nos colocamos no lugar do esgoto e da ratazana, do que no lado de quem trabalha, tem educação e respeito pelo próximo.

07
Out21

Onde pára a superioridade?


Pacotinhos de Noção

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Foi hoje tomada a decisão de demitir o ex-Exmo Sr. Dr. Juiz Rui Fonseca e Castro.

Esta decisão é passível de recurso, mas passa a ter efeitos imediatos, o que significa que neste momento caem por terra os pronomes de tratamento "Exmo.", "Sr.", "Dr." e "Meritíssimo", e passa a ser só usado o "maluco", "chalupa" ou "ridículo".

Ser um juiz mediático e idiota nem sempre dá bom resultado. É possível que se consiga uns quantos retardados que sigam as alarvidades que se dizem, mas mais tarde ou mais cedo leva-se um chuto no traseiro. Quando não é da vida, que essa às vezes demora mais a castigar, é do Conselho Superior de Magistratura.

Agora o Rui já não é assim tão superior a ninguém. Na verdade é até inferior porque eu, por exemplo, posso dizer que nunca fui demitido de nenhum emprego.

Uma demissão é sempre algo que quando acontece nos faz querer dar um abraço reconfortante e alguma solidariedade para com o demitido, mas neste caso a única coisa que me apetece dar ao tolo Rui é um grande, bonito e majestoso pirete.

Gostaria de saber se vai continuar a ser negacionista contra este Governo mentiroso e que nos quer matar a todos com a vacina. Se quer mostrar como despreza estes biltres sugiro que renuncie ao Subsídio de Desemprego, caso a ele tenha direito.

Forte abraço e acho que a PSP está a recrutar. Para ter entrada directa basta ser amigo do Magina.

 

P.S.- Uma curiosidade que tem até um pouco que ver com isto.

O texto recordista para pessoas que deixaram de me seguir no Instagram foi o "SER OU NÃO SER? ELES NÃO SÃO", em que criticava os skinheads. Entre os vários que saíram havia alguns negacionistas declarados... Coincidência? Sei lá, talvez.

07
Out21

Quantidade não é qualidade


Pacotinhos de Noção

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Eu, tal como grande parte dos portugueses, ainda não vi o "Squid Game" mas como os "memes" da série são mais que muitos, e até já nas notícias abordaram a mesma, eu tinha duas hipóteses. Ou fazia como grande parte das pessoas, e para não me sentir excluído fingia que já tinha visto e dizia como a série é a mais genial de sempre desde aquela do mês passado que foi a mais genial de sempre, e a do mês que vem, que também será a mais genial de sempre, ou então podia falar acerca da oferta que hoje temos, no que a conteúdos de filmes e séries de televisão diz respeito.

Não sou fã, nem um bocadinho, de serviços streaming e as razões principais são apenas duas.

A primeira, e aquela que é para mim mais discutível, pois compreendo que exista quem não ache tanta piada ao ritual como eu, e que é o purismo de ver um filme no cinema. A experiência de ir a uma sala, mesmo tendo que levar com o barulho das pipocas, é substancialmente mais prazerosa do que ver em casa, numa televisão. Mesmo que seja em 4K HD, Xpto, WWE e AEIOU.

Bem sei que em casa estamos mais à vontade, mas não temos aquele som envolvente, a luz do projector que sai daquele quadradinho na parede para se expandir no pano enorme que está na parede. Também gosto bastante de ver um filme no conforto do lar, mas cinema é cinema.

A segunda razão é para mim uma constatação de um facto.

Isto não significa que não possam existir opiniões diferentes da minha. Pode com certeza. Considero é que estão erradas.

O surgimento de plataformas de streaming como o Netflix, a Disney+, o Amazon Prime e tantas outras, veio obrigar a que a oferta destas plataformas tenha, obrigatoriamente, que ser maior quão maior seja a concorrência.

A consequência imediata é que exista uma grande variedade e quantidade de oferta de produtos que podemos consumir, mas uma vez que a produção dos mesmos tem que ser agilizada para que seja disponibilizada mais rapidamente, o que acontece é que a qualidade, na grande maior parte das vezes, acabe por sair prejudicada.

Outro fenómeno que também acontece é que, mesmo o produto sendo de pior qualidade, talvez porque foi consumido por muita gente e gente que paga uma mensalidade, mesmo coisas com má qualidade acabam depois por ser publicitadas, mesmo por quem viu e percebeu que até estava fraquinho, como que sendo algo com bastante qualidade.

Eu tenho como exemplo prático o filme "A Viúva Negra", com Scarlett Johansson, que sendo o tipo de filme que é o considerado um blockbuster, e como tal costumam ter orçamentos mais alongados, fica muitos, mas mesmo muitos furos abaixo de outros filmes da saga Marvel.As actuações são fraquíssimas, em particular a de Florence Pugh e da própria protagonista. As cenas de luta têm coreografias pobres, mais uma vez comparando com outros filmes da Marvel (e não só), e custa a engolir esta moda do "girl power" em que todas as personagens de relevo têm que ser mulheres só porque sim. Não é uma questão de machismo. Eu também gosto muito de gelados, mas se mos enfiarem à força goela abaixo, não os vou achar como sendo uma magnífica iguaria. Até a filha do vilão Dreykov tem que ser uma filha, não podia ser um filho.

As falas do filme pautam-se também por muito más e até os efeitos CGI não são do melhor que se tem visto.

Uma comparação simples que ajuda a perceber o que digo são os desenhos animados de hoje em dia, como o Noddy ou a Heidi, em que tem 2386 episódios porque uma vez que são gerados por computador é fácil ir fazendo episódios em catadupa sem se preocuparem muito com o conteúdo.

Se virem a Heidi de antigamente e a de agora, vão perceber que em termos de enredo, os antigos estão muito mais elaborados e feitos com cuidado.

Depois há a criação de novas temporadas das séries que se alongam "ad nauseam" e mais uma vez sem a preocupação da qualidade como ponto fulcral.

Mas isto é em termos generalizados e a culpa é de quem consome por hábito apenas porque sim e que veneram quase todas as séries que sejam disponibilizadas por uma plataforma que seja paga.

E toda esta conversa surgiu, se bem se lembram, por causa de todo o espectáculo que se gerou em torno da série "Squid Game"

Acho vergonhoso que adultos se deixem influenciar por golpes de marketing, que vos entopem o subconsciente com publicidade empacotada acerca de determinado filme ou série.

Acerca do "Squid Game" só tenho a dizer que não me apanham nessa teia conspiradora de que a série é muito boa e que por isso tenho, obrigatoriamente que ver. Sou muito forte mental e psicologicamente e a mim não me manipulam. Tentam mandar na minha vontade e eu não vou ver essa série desgraçada. Pelo menos até ao próximo fim-de-semana, que deve ser quando tenho tempo de ver. Não sei porquê mas estou em pulgas para o fazer.

 

05
Out21

Viva o 5 de Outubro? Aahhh, pode ser.


Pacotinhos de Noção

feriado1.jpg

No feriado que hoje se comemora, o 5 de Outubro, fazem 111 anos desde que foi implantada a república na nossa nação. Qual a verdadeira importância que na realidade este feriado tem para todos nós?

Nenhuma.

Factualmente esta data para nós não tem qualquer tipo de significado. É apenas mais um feriado.

Este fenómeno acontece com todos os feriados, consoante a data específica em que a efeméride se deu,vai ficando mais distante.

Já se vai também notando no 25 de Abril, uma vez que a geração dominante não conheceu a ditadura, nasceu numa realidade que não é igual à anterior a 1974.

Atenção que eu não estou a retirar a importância do acto em si, e não sou monárquico, nem nada que se pareça. Hoje as monarquias existentes são semi-monarquias, uma vez que todas têm um sistema governamental que acaba por ser o fio condutor de cada país, e não existem monarquias absolutistas. Mas isto é agora. Na altura havia muita tensão e insatisfação popular e foi por isso que se gerou uma revolta contra o sistema monárquico, e muito bem, posso até arriscar a dizer.

Se bem que, como se sabe, cerca de 20 anos depois Portugal mergulharia durante uma imensidão de anos, numa ditadura que seria tão má ou pior, do que a monarquia que se havia derrubado. Mas isto é outra história.

Outro feriado importante, e ao qual não se dá já tanta atenção, sendo na verdade basilar para o nosso país, é o 1 de Dezembro e que é o nosso dia da Restauração da Independência. Foi quando nos desligámos de Espanha, e da Dinastia Filipina.

Quase que findava o ano de 1640 e foi um processo que se arrastou durante mais de 28 anos, em guerras sucessivas com Castela, e ainda assim aposto que cerca de um século depois, também já não sentiam este feriado com o mesmo fervor que os antepassados que fizeram essa data, o que para mim é perfeitamente natural.

A história conta-nos como tudo aconteceu, porque é que determinado país ou determinadas leis existem conforme hoje as conhecemos, e é até importante que se comemorem as datas em que tudo sucedeu, com os feriados estipulados e tal, mas assim como defendo que os erros do passado são os do passado, e lá devem ficar, mas sem nunca os esquecermos para que nos sirvam de lição e aprendizagem, também nas situações em que não foram erros e sim exaltações, não os devemos esquecer mas não podemos querer que todos os comemorem como se o acto tivesse sido acabadinho de cometer. Aproveitei o 5 de Outubro para falar neste assunto, mas na realidade aquele que me está mais na ideia é de facto o 25 de Abril, que foi a revolução mais recente e mais importante que o país viveu, mas pedir a gerações mais recentes que sintam a data como se de revolucionários se tratassem, é até uma falta de consideração para quem realmente fez o 25 de Abril. É que há poucas coisas mais ridículas do que ter um puto cheio de borbulhas na cara, no alto dos seus 17, quase 18 anos, a cantar o "Grândola Vila Morena" com a mão ao peito, sem fazer a mínima ideia daquilo que o país foi, daquilo que se tornou e da jornada dura que se passou, mesmo depois do 25 de Abril para sermos aquilo a que chegámos, e falo em termos de população e sociedade, que aos poucos tem vindo a usar o tema da liberdade para ter um pretexto para cometer as maiores alarvidades sem consciência dos actos que comete, ou até com consciência, mas sem dar a mínima importância a isso.

Posto isto... Vou aproveitar o que resta do feriado. Benditos republicanos.

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