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Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

31
Ago21

Agarrar o touro pelos cornos


Pacotinhos de Noção

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Já fui à tourada.

Era miúdo e fui assistir a uma tourada na já inexistente Praça de Touros de Cascais.

Tinha uns 4 anos e admito que achei alguma graça ao espectáculo em si, e sentia um friozinho no estômago quando via que o touro quase apanhava o cavalo ou o toureiro. Na minha infantil inocência pensava que o touro não se magoava e que saindo dali teria um longa e próspera vida.

Cresci e percebi que não era assim. Embora em Portugal não se pratiquem os touros de morte a verdade é que eles também acabam por morrer, ainda que fora da arena.

Dito isto devo frisar que não sou vegetariano e que gosto de um bom bife, mas dai a achar piada a ver o sofrimento de um animal vai uma grande distância.

Durante anos não pensei se as touradas deveriam ou não ser extintas, mas parando e pensando um bocadinho, comecei a formar a minha opinião. As touradas deveriam acabar.

O argumento de que dá trabalho a muita gente é talvez o mais forte, mas no séc. XIX também havia a profissão de vaga lumes (homens que apagavam e acendiam os candeeiros públicos) que entretanto deixou de existir.

Cultura e tradição não são argumentos válidos. A Queima do Gato também era tradição e entretanto deixaram-se disso, felizmente. Pondo a mão na consciência dá para perceber que o ser humano é dos mais estúpidos e animalescos desde sempre.

Nos argumentos contra há apenas um e só um, e que é o suficiente para parar tudo, e que é o de fazerem sofrer o animal.

Caçar para comer, fazer a matança do porco para aproveitar todo o animal, são coisas que eu não faria mas que percebo até quem faça. Magoar apenas para gáudio e júbilo de quem faz e quem vê, é algo com o qual não posso concordar.

Então e se proibiram os animais no circo, que na grande maioria dos casos até eram animais bem tratados (existem sempre excepções), não se proíbem as touradas de imediato porquê? Em relação aos animais do circo nem concordo com o argumento da dignidade do animal que não existe para nos divertir. Se este argumento fosse levado à letra ninguém poderia ter animais de estimação que também são por nós adquiridos para nos satisfazerem, quer como diversão quer como companhia. Mas o assunto não é esse. São as touradas.

Se for para acabar que se acabem já e que se pare também com o pessoal anti-touradas que pensa que para defender um ponto de vista tem que se andar à cacetada.

Quando foi a situação do João Moura, cheguei a ver elementos de uma das claques do Benfica que foram à manifestação apenas com a esperança de que a coisa pudesse dar para o torto, para poderem andar à batatada.

Este exemplo só mostra que violência gera violência, e espetar um animal é uma violência enorme. Para terminar com isto há que haver coragem e vontade política e agarrar o touro pelos cornos.

30
Ago21

Curriculum Virtuale


Pacotinhos de Noção

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Tive a necessidade de comprar parafusos. Sempre me foi dito que tinha falta de alguns e a altura para tratar do assunto foi esta.

Desloquei-me a uma daquelas superfícies de bricolagem que há AQUI e ali, e na dificuldade de encontrar o material que precisava decidi perguntar a quem sabe... Ou que pelo menos deveria saber... Ou que pelo menos, tendo a informação deveria partilhar sem que fosse preciso arrancar a ferros.

A falta de vontade de atender o cliente é de tal ordem que quem compra quase que se sente na obrigação de não incomodar quem arrasta os pés pelos corredores, envergando um uniforme em que houve alturas que era indicador de que "EU TRABALHO AQUI", mas que agora apenas nos mostra que "PAGAM-ME PARA ESTAR AQUI".

Gostava de ser mosca e ter assistido às entrevistas de emprego destes "calinas" laborais. O currículo nem preciso ler. Sei que são todos pró-activos, "multitasking", com facilidade na resolução de problemas e com uma capacidade de atendimento ao público, acima da média. Trabalham também todos muito bem sob pressão.

Serem utilizadores de Word na óptica do utilizador ainda lá está, mas já de nada serve, só que não se apaga porque sempre são mais umas linhas de texto para ler. São currículos pré-fabricados que se encontram pela internet.

Não sei qual o meu espanto no facto de alguém mentir no currículo. Então mas se já tivemos Ministros e Primeiros-ministros que também o fizeram, porque é que para repor artigos numa prateleira, um tipo não o pode fazer?

Se bem que no meu entender, só se mente nos currículos porque muitas das vezes a entidade patronal está mesmo a pedir que se minta.

Quando ainda estudava, um dos meus primeiros trabalhos foi precisamente um destes de arrumar prateleiras em superfícies comerciais. Não me foi pedido currículo. Tenho em crer que nem tinham ideia se eu sabia ler ou escrever, e um dos funcionários mais antigos explicou-me o porquê dessa situação. Segundo ele, só não colocavam macacos a fazer o serviço simples que nós fazíamos, porque acabava por ficar mais dispendioso ensinar os primatas. Tendo isso em consideração, passou a ser, curiosamente, mais simples e prazeroso desempenhar a minha função, pois estavam a pagar-me para fazer algo que qualquer pessoa com meio dedo de testa conseguiria fazer.

Não tenho nada contra trabalhos que não requeiram "canudo" ou curso superior. Muito pelo contrário, acho que toda a sociedade começa pela sua base e como tal tem que ser valorizada. O chato da questão é que quem compõe essa base não respeita o trabalho que faz, não respeita o dinheiro que lhe pagam, não respeita quem lhe dá o dinheiro a ganhar e não consegue perceber que havendo cada mais ofertas de serviços, se o cliente deixa de ir aquele estabelecimento, o patrão não tem dinheiro a entrar e terá que fazer cortes podendo até esses cortes chegarem ao limite de falências e insolvências, ficando o funcionário, que mostrou tanta má vontade ao ajudar-me na procura de um simples parafuso, a continuar a morar em casa dos pais no alto dos seus 35 anos.

No fundo no fundo, e para resolver questões como esta e parecidas com esta, tem que passar a haver respeito.

Respeito pelo trabalho que se faz, respeito pelo cliente que se atende, respeito pelo lugar que se ocupa e que poderia ser ocupado por outro, quem sabe até 

mais competente.

Só respeito, basta isso... E um currículo bem aldrabado.

 

25
Ago21

A bifana do "bife"


Pacotinhos de Noção

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Agora é que Gordon Ramsay arranjou sarilhos.

Então não é que o "chef" britânico foi fazer uma espécie de bifana mas levava rúcula, queijo derretido, cebola e pimento!?

Por mais que ele grite e seja mal-educado, com quem participa nos seus programas, nada o conseguiu preparar para o que ai vem.

O povo que partiu às descobertas, em caravelas com a cruz de Cristo, atravessando os sete mares, aponta agora as suas armas contra este bretão que deve ter esquecido o quão capaz é o povo português, quando o objectivo é dar porrada aos ingleses.

O país parou e todos estão indignadíssimos por este ultraje à tradicional culinária portuguesa. O O Sr.Ramsay utilizou um apetitoso pão de Mafra para servir de cama à sua bifana e todos sabem que bifana que é bifana vem naqueles papos-secos que parecem feitos de algodão. O Ramsay teve o cuidado de preparar a carne e cá já se sabe que para dentro do tacho vai tudo, tenha a carne nervo ou não. O que não mata engorda e até se exercita o maxilar.

A simples hipótese do "tuga" imaginar que pode haver um estrangeiro a violar o conceito de um qualquer petisco português, é motivo para se dizer que "este gajo nunca me enganou, nem uma sandes de mortandela sabe fazer"... E não, não é mortandela, é mortadela.

Parece que o burburinho chamou a atenção de Gordon Ramsay e ele já lançou um comunicado à imprensa pedindo imensas desculpas, que lamenta muito e que para mostrar a boa vontade para com o povo português vai mostrar como se faz uns maravilhosos e tradicionais pastéis de bacalhau, tão típicos de Portugal, em que coloca curgete em vez de batata, adiciona umas azeitonas galegas e umas raspas de trufa branca. Ficará óptimo.

Acho imensa piada aos puristas da culinária portuguesa, que não admitem que haja alterações em receitas do país, mas aceitam bolas com creme de chocolate, doce de leite, geleia e até alfarroba.

E o que dizer dos tão tradicionais pasteis de nata de cereja? Típicos, não são?

Se querem armar confusão por causa de uma bifana armem antes contra o MacDonald's, que a porcaria que lá vendem, como sendo bifana, nem bom aspecto tem e sabe a sabão.

Se todos fossem tão puristas como os portugueses, haveríamos de nos ter a bater à porta um crítico russo, de cada vez que fazemos uma "salada russa", que mais não é do que uma salada com atum.

A verdadeira salada russa tem como nome original "Salada Olivier" e tem nos seus ingredientes batata, cenoura, ovo cozido, pepinos em pickles, uma qualquer carne fria cortada em cubos e até ervilhas. Por acaso é minimamente parecida com aquela mistela com atum, que prepararam tantas vezes, e que teimam em chamar de russa?

Esta conversa abriu-me o apetite. Vou mas é comer um chouriço assado em rum e um creme frio de caldo verde, levemente salpicado de cebolinho.

24
Ago21

Educação Reciclável


Pacotinhos de Noção

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E eis-nos a chegar quase ao fim de Agosto.

Se para alguns miúdos o ideal fossem férias o ano todo, outros há em que já começam a sentir umas borboletas na barriga a imaginar como tudo vai ser.

O medo de mudar de turma, que número é que vão ser e se terão ou não que levar com aquele professor rabugento.

Com o aproximar do início do ano lectivo começam os anúncios de "Regresso às aulas" e as reportagens para saber quanto vão os pais gastar em material escolar.

Uns falam em 300€, outros em 400€ e alguns até em 500€, porque é preciso comprar tudo novo. Mochilas, lápis de cor, canetas de feltro e os caderninhos todos. Para algumas disciplinas será preciso um dossier, porque há professores que preferem assim.

Depois temos os manuais. Todos novinhos e brilhantes, com aquele cheirinho a livro novo, cuja única coisa que se estranha é ainda não se terem lembrado de o transformar em perfume.

Tudo muito agradável, bonito e (mais uma vez) hipócrita.

Então vou comprar uma caixa de aspirinas e se pedir um pequeno saco de papel vegetal, que numa situação de mesmo muito aperto nem para limpar o rabo serve, tenho que pagar 0,10€ como forma dissuasora para que eu não o compre, com o intuito de mais facilmente se criar uma sociedade sustentável. Então não é que todos os anos, e quando digo todos são mesmo TODOS, os papás vão comprar material novo porque o do ano passado não serve. O que estava na altura na moda agora já não está. Os lápis de cor já tem a lata um poucochinho amachucada e assim o Martim não gosta. Grande parte dos cadernos ainda não chegaram a meio, mas o Afonso tinha tão pouco cuidado e então são precisos cadernos novos.

E os manuais?

O Governo, que nos taxa para diminuir a pegada ecológica, o mesmo Governo que não me deixa beber café em copos de plástico, tendo assim que beber nuns de cartão que mais parece o centro de um rolo do papel higiénico, tendo nas mãos uma oportunidade de ouro para incentivar à reciclagem, preferem dar prioridade aos "lobbies" das editoras e lançar manuais novo todos os anos, mudando só textos de página, e um ou outro desenho.

Mas quem quer ganhar dinheiro é natural que componha os seus estratagemas, o que não é natural é que quem não queira gastar o seu, o faça com tanto à vontade.

Porque é que os encarregados de educação este ano não inovam e tentam incutir aos seus pupilos o hábito de reaproveitar. Agarram nos cadernos antigos e criam novas capas. Os lápis de cor já não têm lata então façam um pequeno estojo... Bem sei, isto acaba por ser educar e há pais que se recusam determinantemente a ter este tipo de atitude para com os seus filhos, mas às vezes podem experimentar. Pode ser que resulte e pode até ser que gostem.

Para terminar ousarei fazer uma sugestão ao Ministério da Educação.

Bem sei que convém dotar os meninos todos com tablets e computadores portáteis. Vem ai a bazuca e enquanto se factura 150, gastam 40 e os restantes 110€ esfumam-se como que por magia. Mas se eventualmente conseguirem arranjar outro esquema mais vantajoso para forrar os vossos bolsos, eu sugeria um conteúdo programático obsoleto, é verdade, mas que acredito ser de máximo valor. Em vez dos computadores, que tal ensinar os garotos a ler e escrever!? Em casos extremos até ensinar umas continhas, ou a tabuada. É excêntrico, mas fica a dica.

23
Ago21

Mas que cUBERōes


Pacotinhos de Noção

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Os visados não são apenas os motoristas TVDE e os distribuidores afectos à marca UBER, mas "cuGLOVÕes" não ficava tão bem e o serviço da UBER foi o que abriu a caixa de Pandora, e é por isso que servem de referência.

Não tenho nada contra os serviços prestados, que são até bastante valorosos e, principalmente os distribuidores, ganharam enorme relevo com a situação dos confinamentos. Por terem ganho tanto relevo parece que não há m² que não tenha um tipo numa lambreta com um cubo todo porco e nojento nas costas. E é mesmo essa uma das primeiras questões a apontar.

Pedi uma vez uma refeição com entrega por um destes serviços. Foi experiência única. Além de faltarem itens que tinha encomendado reparei também no aspecto sujo e seboso que a caixa transportadora tinha. Semanas mais tarde, passando junto ao MacDonald's de Santos de manhã, numa altura em que o estabelecimento ainda nem estava aberto, reparei que nos postes próximos haviam acorrentadas caixas da Glovo e da Uber Eats, o que me levou a perguntar a mim mesmo se aquelas caixas passaram ali a noite!? E se passaram quantos cães e gatos vadios andaram ali à volta a cheirar as caixas, que normalmente transportam comida, ou até a marcar território? E numa altura como esta, e quando fiz o pedido até estávamos numa situação bem pior, no meio do primeiro confinamento, é normal as caixas estarem tão sujas e com um aspecto tão pouco desinfectado? Esta é uma das questões. A outra é paralela aos serviços de TVDE.

Utilizei um UBER em detrimento de um táxi.

Embora tenha sido deixado numa rua ao lado da que pedi, no geral até gostei do serviço e é verdade que devo ter poupado 2 ou 3€. Aquilo em que acho que os veículos TVDE falham é no cumprimento das regras de trânsito... Quer dizer, falhar não falham porque pura e simplesmente nem tentam acertar. Desde ultrapassagens em sítios de traços contínuos, carros em 2ª e 3ª fila, pararem em cima das passadeiras para apanhar e largar passageiros. Isto já para não falar que os motoristas TVDE têm especial predilecção para andar em marcha lenta na faixa da esquerda. Se forem dois TVDE seguidos fico sempre na expectativa de ver um carro fúnebre lá na frente, para justificar a velocidade da marcha.

Mas o maior perigo são as motos.

Todas as semanas, aqui no concelho onde resido, têm havido acidentes envolvendo distribuidores da Glovo e da UBER Eats. Quase invariavelmente a situação é de uma mota que rebentou com um espelho de um carro enquanto passava no meio, ou então e mais grave, motos que se atravessaram de repente na frente de algum carro, acabando por levar um toque. O problema é que um toque numa mota pode ser fatal. Felizmente até agora não assisti a nenhum caso desses, mas apenas por uma questão de sorte. A grande chatice não é só para os tipos das motas, que no meu entender são os grandes culpados destes acidentes, mas principalmente para os condutores dos automóveis que têm participado nestes beijinhos às motas, que de tantas que são até parecem um enxame. É que se para mim o culpado é o tipo da mota, para a polícia e para grande parte da população, o grande facínora é o tipo que tem um veículo mais "forte" ou "potente". Senão reparem nestes combates e aqueles que, segundo a grande maior parte, seriam os culpados:

Mota vs. Carro - Culpado Carro

Carro vs. Bicicleta - Culpado Carro

Mota vs. Bicicleta - Culpado Mota

Mota vs. Mota - Culpado Carro

Bicicleta vs Pedestre - Culpado Pedestre

Analisando ao pormenor detectamos que o culpado é quase sempre o carro, e em vez de inocente temos sempre uma vítima, que é a bicicleta.

O trânsito já por si tem-se tornado caótico, reflexo de uma população cada vez menos educada e com muitos traços de egoísmo e arrogância, e estas motas, que agora são uma constante, para conseguirem fazer com que não sejam mal vistas por todos, ao menos que respeitem as regras básicas de trânsito. Isto também se aplica aos senhores da TVDE. Percebo perfeitamente que estejam a trabalhar e a tentar fazer o vosso ordenado, mas isso não justifica tudo. Mesmo as ambulâncias, quando vão em marcha urgente de socorro, têm regras que têm que respeitar. Eu bem sei que há pessoas que alegam estar mortas de fome, mas para saciar o ratinho que têm no estômago, valerá mesmo a pena colocarem em risco a vossa vida e a de terceiros?

Fica aqui a pergunta e termino rápido o texto porque tenho o tipo da Telepizza a tocar-me à campainha. Já vai levar nas orelhas porque atrasou-se 22 segundos. Provavelmente parou nalgum vermelho ou nalguma passadeira, para deixar passar velhas. Só por isso não leva gorjeta.

21
Ago21

A mim só me calam, se quiserem


Pacotinhos de Noção

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Depois do último post sobre negacionistas dei por mim a pensar que embora não concorde com a maior parte das coisas que defendem, existe uma em que lhes tenho que dar 100% de razão, e nem sequer estou a ser irónico.

Reparo que por várias vezes se têm queixado de ver conteúdos seus, que publicam nas redes sociais, bloqueados ou até retirados, o que para mim é bastante grave porque se está a negar um valor basilar das sociedades democráticas de hoje em dia, e que é a liberdade de expressão.

Ao existir um qualquer organismo, empresa ou entidade, que bloqueia artigos e postagens, que são acima de tudo opiniões, entra-se num esquema muito similar à censura.

Para quem é mais distraído isto poderá ser algo de surpreendente mas na realidade esta censura real, mas que é encapotada por "rodriguinhos", vai-se espalhando de forma dissimulada de tal maneira que por vezes acabamos por defendê-la sem reparar que o fazemos, e isto acontece porque as pessoas não pensam que poderão estar a fazer algo de menos positivo.

Calar a boca de cada um é uma forma de opressão e não é raro acontecer minorias, que também elas se sentem oprimidas, acabarem por criar obstáculos que depois nos fazem temer por causa daquilo que dizemos e que, retirado do contexto ou num contexto completamente diferente, poderá ser utilizado como arma contra nós.

Exemplos concretos disso mesmo é a recente definição de discursos de ódio.

Esta definição foi criada por minorias que defendendo a sua liberdade de expressão não hesitam em colocar grilhetas na liberdade de expressão dos outros e em que tudo aquilo que eles quiserem que possa ser definido como discurso de ódio, se não respeitar os seus requisitos.

Sou da opinião que toda a gente deve poder dizer tudo aquilo que quiser, tendo em consideração que não esteja a ser ordinário ou vulgar para um outro alguém, mas quando quem define aquilo que podemos ou não dizer, já está à partida formatado por uma bitola de medida reduzida e tendenciosa, ficando a coisa mais complicada.

Alguém que seja a favor do aborto tem tanto direito, como quem é contra, de exprimir aquilo que pensa. Cabe depois ao receptor tirar as suas ilações.

Imensa gente quer calar o Chega e o André Ventura... Pois que o deixem falar, dêem-lhe toda a corda necessária para se enforcar. Ou não. Vamos supor que André Ventura até ganharia umas eleições, como aconteceu com Trump. Se viesse a acontecer significaria que a maioria teria votado nele e como quem manda é maioria, só nos restaria aceitar e depois colher as consequências de tal cataclismo. Seria posta em prática a velha máxima "quem faz a cama deita-se nela".

De ano para ano a situação tem vindo a extremar-se. A ditadura do politicamente correcto faz-se sentir e depois de ter ouvido tantas vezes que é preciso pensar "fora da caixa", quando queremos dela sair não conseguimos, porque foi fechada, lacrada e ainda enterrada, connosco e a nossa opinião lá dentro.

Tenho estado a falar acerca de opiniões pessoais, mas vamos pender sobre as opiniões de figuras públicas e políticas, por exemplo. Mesmo estas, nos dias de hoje, vivem amordaçadas pelas sociedades, e foram até criados órgãos que dão o nó nessas mordaças. Falo das empresas de "fact check" que vão sendo cada vez mais comuns, sendo que elas próprias acabam por não ter uma entidade reguladora que confirme se os "fact checks" feitos têm fundamento ou não. Isto porque na grande maioria das vezes estas empresas estão associadas a grupos de media que as acabam por guiar para os factos que mais lhes convém.

Com esta conversa toda significa que defendo que deveríamos fazer o que?

Nada. Ou melhor tudo. Dizer tudo como os malucos e ter em consideração que poderemos ter que arcar com as consequências da nossa faladura. Mas o problema não está em quem diz. Está em quem não quer ouvir, e o exercício é esse mesmo.

Quem não quiser ouvir terá que se começar a treinar para perceber que a opinião dos outros é a opinião dos outros, e por não concordarmos com ela não significa que haja a necessidade mudar o pensamento daquela pessoa. 

19
Ago21

É proibido comer, diz o artigo que eu li


Pacotinhos de Noção

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Em 1964 Roberto Carlos lançou uma música cujo refrão era "É proibido fumar, diz o aviso que eu li". Quase 60 anos depois a música poderia ser alterada para o título que encabeça este texto.

É curioso que, numa altura em que todos gritam por liberdade, ninguém admite nem permite que lhes digam o que fazer e até apregoam serem donos dos seus narizes, venha o Governo e proíba determinados alimentos nas escolas, demonstrando que tem laivos de totalitarismo, achando até que pode contar as calorias que cada um pode ingerir.

Curioso é também que passa a ser proibido venderem aos miúdos nas escolas rissóis, chamuças e croquetes, mas é permitido que fumem. E não estou só a falar no ensino secundário, pois assisto com frequência miúdos a fumar nas entradas das E.B 2+3, antigas preparatórias. Outra coisa que assisto com frequência é que hoje em dia os miúdos pouco ou nada comem nas escolas, por variadíssimas razões.

A primeira é porque têm demasiado dinheiro na carteira. Com a idade deles, rara era a vez que tinha 1€, quanto mais cartão bancário.A segunda é porque tendo essa capacidade económica, preferem ir até ao supermercado mais próximo e comprarem lá bolos e refrigerantes que depois consomem, ou nas imediações do supermercado ou nas da escola, mas seja qual o ponto escolhido para a comezaina o resultado final é sempre o mesmo. São porcos e deixam as latas e embalagens espalhadas pelo chão, ou então nos parapeitos de janelas de pessoas que vivem na zona. Até parece impossível, uns jovens tão preocupados com o ambiente, e que até fizeram festa quando veio cá a Greta Thunberg, mas na prática são uns javardolas.

Terceira, mas não menos importante razão é porque a comida que há nas escolas é uma autêntica bodega. Já quase não existem escolas com refeitórios que preparem as suas refeições. A comida vem de fora, de empresas de catering que ganharam um qualquer concurso público em que para que a margem de lucro seja maior, obviamente que não vão gastar muito em produtos de qualidade.

Como a comida não presta os miúdos viam alternativa nos bares das escolas, mas com as novas proibições deixa de ser permitido que esses bares vendam aquilo a que os miúdos estavam habituados e a consequência é a procura de outros bares, pelos jovens.

E encontram. Encontram snacks-bar, geralmente de má fama, onde a comida é barata e a clientela rasca e onde os meninos, que não podem comer comida de plástico, aproveitam e até fazem corridas de imperiais.

"Ah, mas os miúdos comem muitas porcarias e depois ficam obesos."

Pois que o Ministério da Educação aposte mais no desporto extracurricular. A escola não serve só para formar o intelecto, também pode ajudar a moldar o carácter e porque não o físico?

Este tipo de proibições, e indicações de como cada um deve viver a sua própria vida, são características próprias de Estados socialistas. Para quem não percebe o conceito vou tentar simplificar.

O socialismo é como aqueles pais que tentam opinar sobre tudo na vida dos filhos, mesmo quando eles já são maiores, casados, têm casa própria e filhos, mas uma vez pediram 30€ aos pais e dessa forma deram margem para que eles tenham uma opinião sobre tudo. Deu para perceber.

Uma vez que este é um Estado que tem uma palavra a dizer sobre tudo eu queria perguntar se para limpar o rabo, o papel higiénico de folha tripla da Colhogar é o adequado ou também poderá ser proibido?

É o branquinho, não é o cor-de-rosa perfumado.

Aguardo rápida resposta.

18
Ago21

Colocar os pontos nos i's


Pacotinhos de Noção

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Não afirmo com convicção que será a última vez que falo acerca do COVID, da vacinação, de negacionistas e de tudo a que este assunto está inerente porque infelizmente é um assunto da actualidade e como tal, por mais que não queira, de vez em quando terei que o abordar. Mas admito que é algo que já me enfada um pouco, porque a realidade é que é sempre "vira o disco e toca o mesmo".

Mas desta vez vou clarificar algumas questões que se prendem com afirmações que faço nas coisas que escrevo e que podem causar alguma confusão.

Comecemos com a minha pouca tolerância para com os negacionistas, ainda que concordando com um ou outro ponto.

Negar que o COVID existe é uma parvoíce.

Existe, mata e tem que ser combatido. Para já a melhor forma de o combater é com vacinação, que para mim não é uma escolha, é um dever cívico. Alguém que não se vacine não se está só a colocar em risco a si e está quase que a perpetuar esta luta com uma pandemia que, embora mais fraca, continua a existir.

Concordar com a vacinação é uma coisa, mas isso não significa que concorde com todas as medidas tomadas por quem toma decisões.

Não concordo com a divisão de pessoas de primeira e pessoas de segunda, apenas porque umas estão vacinadas e outras não.

Se a pessoa não está vacinada apenas por sua vontade, então a consequência, caso seja infectada, deveria ser o ter que suportar a totalidade das custas do seu tratamento. As pessoas que não estão vacinadas por impedimentos de saúde ficariam excluídas desta obrigação.

Concordo com o ponto em que afirmam que neste momento o COVID já serve de desculpa para tudo. Temos tido mortes na casa das 10/11/12 pessoas por dia. Outras doenças têm matado mais que isso, mas como a prioridade é o vírus, há pessoas com cancro, diabetes e outras doenças que passam mal e acabam por não resistir por não terem o seguimento adequado.

Concordo que os testes são um negócio.

Se a prioridade é testar, testar, testar, então os testes deveriam ser comparticipados, se não a 100%, numa percentagem muito próxima disso.

Não concordei com o alargamento do último confinamento e com a tortura que foi para grande parte dos negócios estarem fechados tanto tempo. A propaganda política falou em apoios, mas a verdade é que efectivamente os apoios foram parcos e por isso é que não custou tanto a este Governo socialista, prolongar tanto o confinamento. Não lhes estava a sair do bolso.

Concordo que os números agora apresentados deixam muito a desejar. Uma das notícias que hoje vi foi a de que um idoso morreu num lar com COVID. O senhor tinha 101 anos. Uma pessoa com 101 anos morre repentinamente, esteja infectado ou não. Acho que tudo serve para aumentar os números para que a coisa seja mais mediática. A pergunta que deixo é:

Se um indivíduo se dirige no seu carro para um hospital, para ser internado por estar contaminado, despista-se e morre. O óbito vai referir acidente ou COVID19? A ideia com que fico é que seria COVID.

Resumindo e concluindo. Aquilo que quero dizer é que aqueles que pensamos estarem certos nunca o estão a 100% e aqueles que julgamos estarem errados também, muitas das vezes, têm algo para nos ensinar.

Para terminar queria também afirmar que ser negacionista não pode ser sinónimo de vândalo e bandido. Destruir centros de vacinação é atitude cobarde e de egoísmo. Quem não se quiser vacinar está a errar, mas tem esse direito. O que tem que perceber é que também tem que deixar que os outros exerçam o direito de se vacinarem, se assim o desejarem.

17
Ago21

Fugir a uma luta que não é a sua


Pacotinhos de Noção

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A foto que aqui vos apresento está datada de 2012.

Os Estados Unidos rumaram ao Afeganistão pouco tempo depois dos ataques às Torres Gémeas. O intuito era o de capturar Bin Laden e desmembrar a Al Qaeda. Várias vozes se levantaram e acusações foram feitas. Os americanos só lá estavam porque queriam o petróleo, que o Bin Laden era apenas uma desculpa e que os americanos deveriam perder o hábito de que são os polícias do Mundo.

Não me iludo, tudo o que tem que ver com guerras e conflitos tem por detrás interesses funestos que beneficiam alguns, mas nunca aqueles que mais sofrem com os conflitos e que são os cidadãos comuns. O normalmente chamado mexilhão.

Não vos consigo dizer o nível de satisfação do povo afegão quando receberam os americanos, como visitas intrusivas que chegam e começam a mudar tudo aquilo que estava já imposto. A ideia que me dá, tendo em consideração as imagens de desespero dos afegãos aquando da saia das tropas americanas, era a de que mesmo que não tivessem gostado no início, perceberam que era necessária e habituaram-se até a viver com ela. Afinal de contas parece que, mesmo com os conflitos que foram havendo, os últimos 20 anos foram os de maior acalmia que o povo afegão teve em muito tempo.

Tudo tem um fim e a estadia dos E.U.A. havia de acabar. Finalmente iria calar a voz de todos aqueles que sempre criticaram o abuso que eram as tropas americanas estarem a ocupar um espaço que não lhes pertencia. Biden foi bem claro, a missão dos Estados Unidos nunca foi a de servirem como polícias eternos dos Talibãs. Para isso estavam lá os governantes do Afeganistão e os militares do país, que até receberam treinamento militar para um dia mais tarde se conseguirem defender.

Esse dia mais tarde chegou. Depois de milhões e milhões de dólares gastos, da perda de vida de soldados americanos e da pressão constante de vários quadrantes para que as tropas fossem retiradas, as tropas foram retiradas. Correu mal. Na verdade correu até muito mal. O que correu pior foi à rápida fuga do presidente Afegão. Claramente que ele não tem conhecimento de histórias como a do Titanic, em que o comandante decidiu ficar mesmo até ao fim, sendo que ali o fim seria a morte.

As vozes que agora se levantam afirmam que os E.U.A. não deveriam ter abandonado o Afeganistão. Esta é aquela velha questão do jogador de bancada que pensa que faz sempre melhor do que o tipo que está no campo, mas nunca calça sequer as chuteiras.

As imagens que nós vão chegando são tristes, são angustiantes e são revoltantes. Mas não são revoltantes porque os americanos se foram embora. São revoltantes por existirem talibãs, são revoltantes por se constatar que os afegãos não se unem para lutar pelos seus ideais, por aquilo que acreditam. Nem uma guerrilha armada conseguiram montar. Um povo que necessita de heróis tem que os conseguir encontrar no seu próprio seio, não pode esperar que sejam terceiros a fornecer-lhes os heróis que precisam.

Neste momento todos criticam os E.U.A., mas convém não esquecer que existe uma ONU e mais países no Mundo.

Hoje, e durante um tempinho, o Afeganistão vai andar na boca do povo, mas daqui a pouco tempo já ninguém vai falar e adivinhem, o problema não há-de ter sido resolvido, assim como existem imensos problemas semelhantes a este e que não são falados nem semestralmente, quanto mais diariamente. Alguém sabe, por exemplo, como está a situação na Ucrânia, que tinha em conflito os ucranianos e os separatistas pró-russos?

Ninguém saberá, até porque o assunto, neste momento, não está na ordem do dia. Vou ser o mais sincero possível que consigo ser.

Não vejo notícias acerca do assunto porque não quero ver imagens de gente que está a sofrer, principalmente mulheres e crianças, e também não quero saber nada sobre o que se vai passando, porque é um assunto com que não me sinto à vontade e sobre o qual me quero mesmo manter ignorante. Choca-me que haja partilhas de vídeos de talibãs a matar pessoas. Dá-me a entender que o Mundo está cheio de pessoas doentes, que utilizam conflitos como desculpa para saciarem o seu voyeurismo e prazer doentio, ao verem o sofrimento dos outros.

 

 

16
Ago21

Gouveia e Melo - Erro de casting


Pacotinhos de Noção

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O assunto já foi mais que falado mas gostaria também de deixar aqui os meus 5 cêntimos.

Gouveia e Melo é claramente um erro de casting por parte de António Costa.

Foi nomeado para o cargo para organizar o processo de vacinação e o que é que o Sr.Vice-Almirante se lembrou de fazer? Organizou o processo de vacinação. MAS O HOMEM ESTÁ LOUCO? Manchar o currículo quase imaculado do nosso 1ºMinistro, que sempre fez questão de se rodear de pessoas exímias em desculpas de mau pagador e que têm na capacidade de transferir culpas para os outros um quase super-poder. Acho uma vergonha.

Outra vergonha foi a situação que se passou em Odivelas.

O militar foi visitar um centro de vacinação em Odivelas e esquecem-se de lhe abrir a porta das traseiras, para poder fugir aos negacionistas. O homem não conseguiu "ir à volta" e acabou por enfrentar os manifestantes, sujeito a que lhe fosse transmitido o vírus. Não o COVID, porque já ouvi dizer que é um vírus inteligente, e sendo inteligente parto do princípio que não se ia meter com gentalha como os negacionistas, que aquilo é pessoal que não é vacinado e hão-de estar cheios de bicharada. Pelas fotos dos manifestantes que gritam na cara de Gouveia e Melo, parece-me que até piolhagem devem ter. Afinal de contas o piolho é parasita que ataca forte os macacos e o que vi foi uma autêntica macacada. Vi macacada e vi agressões vis e destemperadas que deviam ser alvo de queixas-crime. Então não é que o bárbaro do Almirante, enquanto subia as escadas, acabou por ir contra alguns indivíduos que ali se estavam a manifestar de forma pacífica e ordeira sem ofender ninguém...

Peço desculpa mas tive que parar rapidamente porque nunca tive muito jeito para fábulas e até já estava a ficar nauseado. Não me informei e nem sei se por acaso terá havido alguém a defender a tese de que o Gouveia e Melo empurrou pessoas, mas não me admiraria nada de ver umas quantas virgens ofendidas a reclamarem da forma animalesca com que o homem passou por eles. Sabendo de antemão que ia haver manifestação acho que deviam ter sido tomadas medidas. O Vice-Almirante Gouveia e Melo deveria ter contratado o Moisés para o ajudar. Se o líder religioso já conseguiu abrir caminho por entre o Mar Vermelho, abrir caminho por entre um Mar de Trampa não haveria de lhe ser difícil. Mas não havendo Moisés, houve Henrique e é uma pena que ele não ande com um cajado na mão como o Moisés. Assim podia ter dado umas bordoadas naquela gentalha.

Referir-me como gentalha aos negacionistas, principalmente estes que além de o serem querem incomodar quem não é, poderá ser visto como uma forma algo desrespeitosa de me referir às pessoas, mas não pretendo alterar a forma como me refiro porque na verdade é para ser desrespeitosa mesmo. Não respeito quem deliberadamente quer colocar a vida dos outros em risco. Podem ter as suas convicções, mas que as guardem para eles, ou partilhem apenas com os seus ou com quem as quiser saber.

"Não podes falar assim, porque a população está bastante vacinada e as pessoas continuam a morrer." - Posso estar a errar, mas ou muito me engano ou parece-me que continuarão a morrer. Nesta situação, mais uma vez, imputo responsabilidade ao governo... e passo a explicar porquê. Hoje morreram 13 pessoas que foram divulgadas como morrendo por causa do COVID. Estamos a falar maioritariamente de idosos, será que morreram de COVID ou poderiam ter morrido mesmo se não tivessem o vírus. É que nos lares morrem pessoas todos os dias. Afinal de contas os velhos são lá deixados pelos familiares para esperarem a morte, ou vão-me dizer que um velho quando sai de um lar há ainda a hipótese de ir fazer Erasmus? Lares são salas de espera para a morte, e o virus apenas faz as senhas andarem mais depressa. É triste, mas já era triste antes da pandemia, ela apenas veio acelerar o processo.

Voltando ao Sr.Almirante, e agora mais a sério.

Gostei da coragem e da hombridade, e se já tinha o meu respeito pela forma como organizou a vacinação agora tem também a minha admiração pela forma como reagiu aos manifestantes.

Como eu muita gente passou a admirar e a popularidade do homem subiu em flecha, o que me leva ao principal ponto do título.

Depois disto acredito que António Costa, e até Marcelo Rebelo de Sousa, comecem a pensar que poderão ter cometido um erro no casting de Gouveia e Melo. É que alguém que mostre trabalho, mostre coragem e mostre que ganha uma admiração crescente por parte da população, deverá ser retirado. Isto porque o mancebo de hoje pode ser o General de amanhã e os nossos mais altos governantes actuais não gostam de bater continência a ninguém.

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