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Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

25
Fev22

Quem tem medo do Lobo Mau?


Pacotinhos de Noção

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Ninguém tem, ou melhor, ninguém tinha.

Como ninguém tinha, a mãe, senhora de aparente força de carácter, de aspecto europeu, foi inconsciente e deixou que a Capuchinho Vermelho fosse sozinha, levar a cesta à avó. É certo que lhe deu conselhos, como o de não falar com ninguém e não sair do trilho recomendado. Para não atravessar a floresta porque andava por lá o Lobo. Mas o Lobo sabia que não podia sair da floresta e que não podia frequentar o trilho? E porque precisaria ele de falar com a Capuchinho para lhe fazer mal? Seria para pedir autorização?

A Capuchinho foi irresponsável e saiu do trilho. Mandou-se para o meio da floresta ignorando o que lhe foi dito ou pensando que a mãe não seria inconsciente a ponto de a deixar exposta ao perigo. Tudo bem que lhe deu indicações, mas ela é apenas uma menina mais pequena do que o Lobo, com o seu aspecto de leste, com pele branquinha e cabelos loiros, e ela tinha a certeza que os pais protegem sempre os filhos e foi nisso que confiou.

Entretanto, a avó, senhora cheia de história, letrada, pois andou na escola alemã, também deixa a desejar, no que a responsabilidade diz respeito, e permite que qualquer um entre na sua casa, deixando-se enganar, a ponto de confundir um Lobo grande e mau, com a sua simpática e pequenina neta. Nem parece que tem nessa história que já viveu uma aliada, e que sabe que os lobos são seres matreiros e nos quais não se pode confiar, mesmo que sejam ensinados a dar a pata, não rara é a vez em que mordem a mão que lhes foi estendida.

O Lobo, que durante tanto tempo esteve controlado, mas que apenas vestia uma pele de cordeiro, "passou-se" e decidiu que haveria de comer tudo e todos, e foi o que fez.

Na história que hoje se escreve a Capuchinho seria a Ucrânia, que levada pela avó alemã e a mãe europeia, que mais parece madrasta, seguiu os conselhos de ambas e deixou de ter armas nucleares. A mãe e a avó disseram-lhe para não se preocupar, pois elas a defenderiam, mas o que na realidade aconteceu é que o Lobo deu-lhes uma grande volta.

Ao longo dos últimos tempos, deixaram de se focar no essencial e tiverem em linha de conta o acessório.

Enquanto o Lobo acumulava armamento, e enredava todos numa teia de necessidade energética, a mãe e a avó quiseram fazer bonito. Querem carbono zero, querem acabar com o uso de carvão para a produção de energia, não aceitam o nuclear e aquilo que importa é discutir quais os géneros que existem, se há mais riscas brancas do que pretas nas passadeiras, se as palhinhas são de papel ou de plástico e se a Greta está satisfeita o suficiente para não ter que perguntar de novo "How dare you?"

Agora pergunto eu... Como se atreveram, a mãe e a avó, a serem apanhadas com as calças na mão? 

O Lobo controla a energia, o Lobo tem o nuclear, o Lobo devora a Capuchinho e elas só podem olhar.

Já se ouviu o ralhete: — "Oh Lobo, ou páras, ou eu nem sei o que te faço!" — e a verdade é que não sabem mesmo, porque se tentarem matar o Lobo ele explode com tudo e acabou o clima.

A chuva que tanta falta faz, rezaremos para que não caia porque poderá ser ácida, o plástico que diabolizamos será uma inevitabilidade e o carbono zero há de ter os seus zeros, mas acompanhados com outros números à esquerda.

Falta ainda falar no caçador, que na história original acaba por salvar o dia, mas que aqui poderá ser aquele caçador bêbedo que dispara contra tudo o que mexe. Não é por mal, mas a subtileza nunca foi o seu forte e lá de onde vem, as terras do tio Sam, o fogo combate-se com fogo, mas muita gente pode sair queimada.

Estamos metidos numa história que vai ao encontro das dos irmãos Grimm, que embora tenham sido adaptadas como contos infantis, na sua génese são de terror.

Não sei o que vai aparecer ao virar da página, mas se fosse eu a escrever o Lobo ia sofrer, e dele não ia querer nem a pele.

24
Fev22

E VIVA O BENFICA


Pacotinhos de Noção

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Sou adepto do Benfica.

Tornei-me a 23 de Maio de 1990. Nesse dia a minha escola primária fez uma visita de estudo a Vila Viçosa, naquele que era o passeio mais aguardado do ano, o chamado "Passeio Grande". Saíamos de manhã cedo, voltávamos ao final do dia e nesse final de dia jogava-se a final da Taça dos Campeões Europeus. Era o Benfica contra o AC Milan, mas isso a mim pouco me importava. Não ligava nenhuma ao futebol, mas senhor condutor fez o favor de colocar o jogo no rádio e para mim, continuava a não ter a mínima importância. Entretanto, AC Milan marcou golo e o resultado não mais se alterou até ao final, acabando derrotado o Benfica.

Vi alguns dos miúdos da minha escola a chorar e não consegui perceber porquê, mas interessou-me o facto de alguém estar tão ligado a determinado clube que até chorava nas derrotas. 

Ganhei simpatia pelo Benfica numa derrota e a partir dai tomei este clube como o meu, e embora nunca tenha vertido uma lágrima por perderem um qualquer jogo, devo dizer que quando acontece aborrece-me e que raramente perco um jogo.

Dito isto devo também dizer que, não invalidando tudo aquilo que disse anteriormente, sinto-me bastante melindrado quando, depois de um empate do Benfica todos, repito, TODOS os canais de informação portugueses, transmitiam programação referente ao jogo que terminou há pouquíssimo tempo, e que o Benfica até nem ganhou. Mas, e mais notícias, não havia?

Estive o dia todo a trabalhar, cheguei a casa e tinha vontade de saber o que se passava no Mundo, como evoluíram os números da pandemia, sendo agora endemia, se os russos já avançaram sobre a Ucrânia, quanto irá subir o combustível amanhã, se o Cabrita vai ser Ministro dos Transportes... Todas estas pequeninas coisas, que ainda assim considero bastante mais relevantes do que saber se havia ou não grande penalidade, se o Veríssimo deu discurso motivacional ao intervalo ou não, como vão jogar eles na Holanda... Que me desculpem os que amam o futebol mais que aos próprios filhos, mas isto tudo são uma quantidade infindável de trampas sem a mínima importância.

Existem pelo menos 4 canais portugueses de informação e todos eles se vergaram à jornada europeia do Benfica. Falo aqui do Benfica, mas poderia falar de outro clube qualquer.

Aquilo que me parece é que mais uma vez as prioridades estiveram trocadas.

Estamos à beira de uma guerra entre dois países de leste que podem ter como consequência uma nova guerra mundial, conflito este que terá contornos completamente diferentes dos dois que aconteceram em 1914 e 1939, porque existem desta vez armas nucleares aos pontapés, e conforme, supostamente, disse Einstein:

"Não sei com que armas a III Guerra Mundial será lutada. Mas a IV Guerra Mundial será lutada com paus e pedras."

Por isso que se dê a devida "desimportância" ao futebol, e que informem a população daquilo que vai acontecendo na Ucrânia.

Alguns hão de dizer -"Ah e tal, mesmo que haja guerra nunca aqui há de chegar, estão lá do outro lado do Mundo… "- pois é meus queridos amigos, o coronavírus também não ia cá chegar, e também estava do outro lado do mundo, no entanto, fez o estrago que fez.

Mas não faz mal, porque o Benfica jogou, e enquanto houver circo e uma côdea de pão, fica anestesiada a população 

20
Fev22

A D.Leonor foi despedida


Pacotinhos de Noção

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Imaginem então:

D.Leonor, 65 anos, trabalhou mais de 40 numa fábrica que agora fechou. A idade da reforma é 66 anos e 7 meses. 

Recebe subsídio de desemprego, direito que se lhe assiste tendo em consideração os anos trabalhados.

É obrigada a estar inscrita no IEFP, fazer prova de procura activa de trabalho e frequentar cursos de formação profissional, sob pena de que caso não o faça perde o seu subsídio.

Isto não é ficção, são casos reais que acontecem diariamente e que muitos de nós conhecemos.

Os Institutos de Emprego e Formação Profissional, deveriam ser órgãos de apoio à procura de primeiro emprego, formação adequada e procura de novo emprego, mas não o são.

Os IEFP deste país, funcionam apenas como meios fiscalizadores e até dissuasores, com o intuito de fazer com que se falhe uma qualquer reunião, que a pessoa se recuse a fazer uma formação proposta disparatada, ou que não aceite um trabalho que nada tem que ver com a sua área profissional, e que ainda por cima será extremamente mal pago.

No caso específico da D.Leonor, e de tantos como ela, é desumano que depois de uma longa vida de trabalho, seja-lhe dito que para receber um subsídio, seu por direito, tenha que continuar a procurar trabalho, mesmo que seja em algo completamente diferente daquilo em que sempre trabalhou, ou que tenha que frequentar um curso de Animador Sócio-Cultural, ao invés de fazerem como de fossemos um país de primeiro mundo, tendo em consideração que faltando tão pouco tempo para a D.Leonor atingir a idade da reforma, que, se quiser pode procurar algo, ou então aguardar até ser reformada. Posso dar o exemplo dos Países Baixos, em que sei que isto acontece, até porque a minha sogra viu-se nesta mesma situação.

Já nos tempos idos, do nosso mui amável e saudoso Eng.José Sócrates, se engendrara um plano deste tipo. Era o chamado programa Novas Oportunidades, em que o intuito era exactamente igual ao de agora.

E perguntam-me vocês muito amofinados:

"Então, mas o que o Governo ganha com isto?"

Ganha duplamente. Se a D.Leonor os mandar dar uma grande volta, deixa de estar inscrita no Centro de Emprego, baixando assim os números de desempregados do país, dando s entender que foi criado emprego, e não foi, e ganham também menos um subsídio de desemprego que têm que pagar, porque se a D.Leonor se recusar a fazer a formação proposta, essa é logo a mais rápida consequência.

Formação obrigatória a pessoa acima de 60 anos é violência. Não que as pessoas não tenham capacidade de aprendizagem, mas, porque são pessoas que JÁ PASSARAM UMA VIDA A TRABALHAR.

Imaginem que até há uma proposta de trabalho semelhante à função que a D.Leonor desempenhava, e que precisam dela. Pois muito bem, julgo que sim, que a D.Leonor deve ocupar aquele cargo e trabalhar até à reforma, cuja idade é estupidamente alta, aliás, mas só se a proposta for completamente adequada ao perfil da senhora.

Mas como já disse isto é apenas mais uma forma encapotada de total desprezo e desrespeito pelo cidadão comum, e trabalhador que, na verdade, é aquele que sustenta esta máquina ferrugenta e balofa que é o Estado. 

Pergunto, mas de que estou eu a queixar-me? Neste microcosmos que é a minha página, estatisticamente mais de metade das pessoas votaram PS, por isso não há que reclamar. Eles são uma trampa e cheiram mal, mas fomos "nós" (entre aspas porque nós é muita gente, e eu incluo-me fora disso) que decidimos continuar a comer com eles, servidos numa travessa de porcelana caríssima, porcelana essa paga por nós.

17
Fev22

Negacionista do pessimismo


Pacotinhos de Noção

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Sou pessimista por natureza, até porque sendo assim sempre que alguma coisa corre bem a satisfação é redobrada. Mesmo sendo pessimista não consigo ver as coisas tão negras como os meios de informação hoje pintam.

A comunicação social sempre foi alarmista, e até sensacionalista, mas de há uns tempos para cá aproveitam qualquer situação para dar a entender que o Mundo está preso por um fio, e até mesmo prestes a acabar. Tornaram-se fatalistas, mas eu vou dar uma novidade. O Mundo vai certamente acabar, pelo menos para cada um de nós irá acabar e isto não é um aviso, é uma promessa

Bem sei que o argumento é o de que algo tem que mudar para garantir as gerações vindouras, mas tenho mais uma novidade que é a de que não controlamos o futuro. Nos anos 90 o problema era o buraco do ozono. Conseguiu-se diminuir o buraco mas nada melhorou, porque há sempre algo pior a surgir no horizonte, ou pelos menos é assim que se pretende que pareça

Não estou com isto a dizer que não existem problemas e que não devem ser combatidos, mas caramba, tudo serve para fazer umag luta e tudo serve para nos dizimar

Esta moda, não da desgraça à espera de acontecer, mas sim da desgraça que está a decorrer, acentuou-se muito mais desde que a CMTV passou a ser um canal presente em todos os operadores de televisão por cabo. Isto porque as pessoas apreciam ver desgraças, prova disso são os abrandamentos para vislumbrar os acidentes de viação, e uma forma fácil de ter acesso a desgraças é assitir às notícias da CMTV. Ora o que os canais precisam, como de pão para a boca são audiências, e se para isso o que funciona é ter desgraças nos blocos noticiosos, então é isso mesmo que será dado ao teleespectador

Continuo a ser um adepto confesso da informação. Gosto bastante e temos imensos jornalistas cheios de qualidade ( @iryna , @bentorodrigues, @carla, @joaopovoamarinheiro, @mike) mas que não são aproveitados na sua totalidade porque acabam por ter que seguir quase que um guião, de forma a que a notícia seja mais pessoal, mais sensivel, mais tocante, mais sensacionalista

Sou pessimista por natureza, até porque sendo assim sempre que algo corre bem a satisfação é redobrada. Mesmo sendo pessimista não consigo ver as coisas tão negras como os meios de informação hoje pintam

A comunicação social sempre foi alarmista, e até sensacionalista, mas de há uns tempos para cá aproveitam qualquer situação para dar a entender que o Mundo está preso por um fio, e até mesmo prestes a acabar. Tornaram-se fatalistas, mas eu vou dar uma novidade. O Mundo vai certamente acabar, pelo menos para cada um de nós irá acabar e isto não é um aviso, é uma promessa

Bem sei que o argumento é o de que algo tem que mudar para garantir as gerações vindouras, mas tenho mais uma novidade que é a de que não controlamos o futuro. Nos anos 90 o problema era o buraco do ozono. Conseguiu-se diminuir o buraco, mas nada melhorou, porque há sempre algo pior a surgir no horizonte, ou pelos menos é assim que se pretende que pareça

Não estou com isto a dizer que não existem problemas e que não devem ser combatidos, mas caramba! Tudo serve para fazer uma luta e tudo serve para nos dizimar

Esta moda, não da desgraça à espera de acontecer, mas sim da desgraça que está a decorrer, acentuou-se muito mais desde que a CMTV passou a ser um canal presente em todos os operadores de televisão por cabo. Isto porque as pessoas apreciam ver desgraças, prova disso são os abrandamentos para vislumbrar os acidentes de viação, e uma forma fácil de ter acesso a desgraças é assistir às notícias da CMTV. Ora o que os canais precisam, como de pão para a nova lei são audiências, e se para isso o que funciona é ter desgraças nos blocos noticiosos, então é isso mesmo que será dado ao telespectador

Continuo a ser um adepto confesso da informação. Gosto bastante e temos imensos jornalistas cheios de qualidade ( @iryna , @bentorodrigues, @carla, @joaopovoamarinheiro, @mike), mas que não são aproveitados na sua totalidade porque acabam por ter que seguir quase que um guião, para que a notícia seja mais pessoal, mais sensível, mais tocante, mais sensacionalista

Depois, com esta crise pandemica que ainda vivemos, os grandes grupos de comunicação perceberam que o medo vende e deixa o público colado ao ecrã, e obviamente têm que aproveitar

Mas isto que digo nem é novidade nenhuma, pois se até o próximo Governo que tomará posse, ganhou uma maioria absoluta tendo por base programática o medo. O medo do vírus, o medo da extrema-direita (que no final acaba por ser também criação da CMTV que deu asas a que o líder do CHEGA tivesse tempo de antena e criaram um Gremlin que se alimentou após a meia-noite, e que de tanto meter água molhou-se, levando agora a que se multipliquem) o medo da crise económica, o medo de que⁶ não nos calhe um bocadinho da bazuca... Resumindo, somos bons é borradinhos e caladinhos e temos o futuro hipotecado

Ninguém tem a certeza disto, mas pelo sim, pelo não, recuso-me a acreditar nestas fatalidades, nestas mortes anunciadas e sem viver amedrontado... Quero aproveitar porque nunca se sabe... 

Imagina que amanhã um asteróide gigante bate na terra!

 

16
Fev22

Carta escancarada para Bruno de Carvalho


Pacotinhos de Noção

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Caro Bruno,

 

Após a carta aberta escrita por uma activista cuja maior actividade é fazer barulho no Instagram, a Francisca Magalhães Barros, da Carolina Deslandes e a Mariana Mortágua te apontarem o dedo sem qualquer tipo de vergonhas ou pudor, e a Pipoca Mais Doce e o Flávio Furtado terem tido o despautério de terem dado as suas opiniões como se fossem pagos para isso, resolvi escrever esta carta que mais que aberta é escancarada, pois, é um rascunho que não tem medo de ir contra a corrente daquilo que a maior parte da sociedade portuguesa teima hoje em afirmar, e que são os teus alegados crimes de abuso sobre a Liliana.

Tenho que admitir que te dirijo hoje esta minuta com um pouco mais de conhecimento de causa, não porque tenha andado para trás na box ou, porque tenha feito uma aprofundada pesquisa, mas sim por ouvir o Extremamente Desagradável, da Joana Marques, em que foi reunido um maravilhoso "Besta Off" dos grandes laivos de amor que foste tendo ao longo da tua estadia no programa.

Sendo assim aproveito para te pedir desculpa em nome da Carolina, da Mariana e de todos quem, injustamente, te acusaram de seres criminoso quando, afinal, eras apenas uma vítima.

Sim, eu sei que esta minha afirmação não será a mais agradável de se ler por aqueles que te querem mal, mas tenho certeza que todos concordarão comigo quando digo ser passível de acção criminal toda e qualquer pessoa que dê início a um relacionamento amoroso com um indivíduo que claramente padece de uma forte desvantagem mental. Aliás, esta discussão gerou-se toda à volta do assunto da violência doméstica quando, na verdade, se devia ter focado antes noutro assunto muito actual que é a falta de saúde mental.

E é com isto que estou preocupado Bruno. Preocupa-me muito a tua saúde mental, que ao que parece nunca foi muita, mas que está agora pelas ruas da amargura.

A tua saúde está doente, pinga do nariz e não tem lenços com que se assoar.

Um ponto que o demonstra é a fraca capacidade de discernimento em distinguir entre alguém que está apaixonado por ti e alguém que precisa de se aguentar dentro de um programa de televisão e que para isso aproveita o primeiro patego que lhe aparece para fazer de par romântico. Poderia tentar justificar que te deixaste engabelar por teres falta de amor-próprio, mas estaria a mentir, porque amor-próprio é algo que não te falta. Só isso justifica pensares que alguém, que cá fora tinha um relacionamento lésbico, com todas as lutas que isso significa e que hoje ainda se tem que travar na sociedade, para viver esse mesmo amor, ia deitar tudo cano abaixo só pelos teus lindos olhos e o teu magnífico romantismo, vomitado pela tua maviosa voz. É atitude de herói, tenho que reconhecer, herói esse que admito até que possas ser. Para mim tu és o Hulk. És verde, descontrolado e quando falas não se percebe nada... Uns calções roxos e podias até ir fazer parelha com os outros Vingadores.

Para terminar queria fazer menção a alguns "prints" que circulam pelas redes sociais, em que se lê o quão bem te defendes quando alguém te ataca de forma vil e despropositada. Vi aquele giríssimo da senhora que te aconselha a procurar ajuda psiquiatra e em que o meu querido Bruno, simpático, cortês e prestável como só tu sabes ser, perguntas à senhora qual o tamanho de dildo prefere que lhe dês, se o S, M ou L.

Ao ler isto fiquei com dúvidas nalgumas coisas. A primeira é porque é que tens uma colecção de dildos tão impressionante, e a segunda é porque é que omitiste o dildo XL e o XXL? Não estarás aqui a ser um pouco invejoso, ao querê-los só para ti?

E pronto, haveria muito mais para dizer, mas não tenho tempo.

Espero que leias esta carta com todo o amor e carinho com que a escrevi, e que ela te encontre bem, pelo menos fisicamente, porque mentalmente sabemos que a coisa já viu melhores dias.

Forte abraço e por este abraço não precisas de dizer que me amas.

13
Fev22

Maluco Tristeza


Pacotinhos de Noção

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Que era maluco já todos sabíamos, mas nos últimos dias têm chovido comentários e posts nas redes sociais, principalmente no Instagram, a afirmar que Bruno de Carvalho pratica violência doméstica para com a Liliana.

Para se conseguir mais umas quantas partilhas até se fazem cartas abertas ridículas para a TVI. E considero ridículas porquê?

Porque se realmente o tipo tem sido abusivo, e uma vez que o faz em televisão nacional, as meninas Carolina Deslandes e  Francisca Magalhães Barros (e sendo uma figura pública e a outra auto intitulada activista) a coisa certa que têm a fazer, em vez de cartas abertas bacocas e partilhas de vídeo que em nada adiantam, seria apresentarem uma queixa formal na esquadra mais próxima delas, contra Bruno de Carvalho. Afinal de contas violência doméstica é crime público.

Se querem saber a minha opinião digo-vos que é um comportamento abusivo, que a Liliana como mulher que se afirma como empoderada deveria fazer com que acabasse. Não estamos a falar de alguém que possa vir a ter repercussões, porque se há sítio onde pode mandar Bruno de Carvalho à fava, esse sítio será no próprio programa. Não lhe faltam testemunhas e até quem a proteja. Não é uma situação semelhante à de uma mulher que tenha que conviver entre quatro paredes só com o marido, sem ter ninguém que a ajude.

Mas às duas "activistas" sugiro esse passo.

Ajudam uma mulher, punem o agressor e ficam com o sentimento de dever cumprido...

Poderão é não conseguir tantos gostos, partilhas e serem trends.

10
Fev22

Pagar ou não pagar... Eis a questão


Pacotinhos de Noção

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Parece que o pior já passou e para quem é Vodafone a vida começa agora a fazer de novo sentido. É que dois ou três meses confinados em casa ainda é coisa que se aguente bem, agora três horas sem dados móveis é motivo mais que suficiente para começar à chapada e ao pontapé aos filhos, ao cônjuge, ao gato e a qualquer outro ser que se nos atravesse à frente.

O "tugazinho" é mesmo um ser miserável. Digo isto sem qualquer pudor porque é um facto. Poderão aparecer os nacionalistas, que usam como roupa interior a bandeira, porque sentem a nação mesmo no seu íntimo, mas é para o lado que durmo melhor.

Quando o grupo Impresa, do qual fazem parte o Expresso e a SIC, foram também atacados, logo levantaram-se as vozes, e bem devo dizer, afirmando que foi um atentado à liberdade de imprensa, que os biltres que perpetraram o ataque deveriam ser apanhados e punidos e que quem depois se esforçou para combater esse ataque e tentar colocar tudo em ordem merecia os parabéns de todos os quadrantes da sociedade. 

Desta vez o ataque foi a uma multinacional e o tal "tugazinho" viu uma oportunidade de ouro de tentar lucrar com esta situação, e de imediato começaram a lançar a atoarda de que não deveriam pagar a mensalidade à operadora.

A empresa sofreu um ataque informático, vai ter prejuízos enormes, está a esforçar-se para repor os serviços o mais rápido possível, e ainda aparecem uns quantos pategos a criticar, a afirmar que parte da culpa também é  da Vodafone por não se prevenir e deveriam era ficar de castigo no canto, com umas orelhas de burro.

Quem, de forma reivindicativa, afirma que não ser deveria pagar este mês, só o diz porque tem raiva.

É que muito provavelmente apenas está chateado porque o jogo online teve que ficar suspenso, cortando-lhe assim grande parte da vida social que tem.

O que se pretende, portanto, é causar um impacto negativo ainda maior à empresa, de forma a que tenham assim de fazer despedimentos para fazer face aos prejuízos que têm.

Alguns dir-me-ão "Ah as e tal, são uma multinacional por isso têm muito dinheiro".

Fico contente que percebam tanto das finanças dos outros, e de grandes empresas, ignorando que existem accionistas, milhares de trabalhadores, infraestruturas e até outras microempresas que subsistem a prestar os seus serviços a empresas maiores como a Vodafone, por exemplo, e têm agora também, tudo em suspenso.

Mas isso não interessa. O que interessa, isso sim, é que o "Chico-Esperto" que pára em segunda fila com os quatro piscas, só para poupar no parquímetro, acha por bem tentar extorquir algum dinheiro de forma a poder depois dizer que até conseguiu dar a volta a uma empresa tão grande como a Vodafone.

 

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