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Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

30
Mar22

Agora sim, vai ficar tudo bem


Pacotinhos de Noção

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E pronto, meus amigos. Agora é que a coisa se dá. Vai ficar tudo bem e vai entrar tudo nos eixos. Tomou hoje posse o "nosso" novo Governo. Lembro-vos que termos estado sem quem tão habilmente nos guiasse, levou a uma crise sem precedentes, não só aqui, mas também no Mundo. Estou em crer que se António Costa, e os seus compinchas, já estivessem no poder, o tipo que invadiu a Ucrânia ia pensar duas vezes.

Sim, eu sei que não temos o poderio militar dos E.U.A, a força económica de uma Alemanha, mas o facto é que o biltre, com focinho de Bull Terrier, invadiu o país vizinho quando Costa estava sem o fato-macaco vestido... Coincidência? Se calhar não.

A escalada dos preços dos combustíveis é provável que não pare. Não podemos imputar essa responsabilidade ao nosso tão querido Primeiro-Ministro porque não é ele que manda nos preços. A culpa é desta odiosa guerra que tudo encarece.

Dizem as más línguas, mas eu não acredito, que há muito oportunismo e que agora o conflito russo-ucraniano para tudo serve de desculpa. Que o combustível está caro por pagarmos cerca de 60% de impostos, que o óleo está caro porque aproveitam para dizer que a base da sua produção são cereais importados da Ucrânia, e que o vinho e o azeite, que até são de produção nacional, também encareceram, não por falta de matéria-prima, mas por haver o aumento dos combustíveis. Um litro de azeite que custava 2,80 €, agora custa 3,60 € porque o combustível aumentou e como cada garrafinha de azeite apanha o seu próprio UBER para chegar às prateleiras dos nossos supermercados, então teve que se fazer estes aumentos.

Existem as desculpas de mau pagador, mas aqui temos as desculpas de mau cobrador, que não havendo melhor justificação aproveitam logo aquela que está mais à mão. Até há bem pouco tempo era a pandemia, que tanto nos fustigou, agora isto. Muito resumidamente, é música que o nosso Primeiro toca e que vamos dançando ao ritmo que ele quer.

Neste magnífico novo Governo temos maioria de mulheres. É apenas mais uma do que em relação aos homens, mas como Medina é uma pequena amostra masculina, podemos concluir que o lado feminino ganha por uma ministra e meia.

O que muda isto em relação a outros Governos cuja maioria eram homens?

Para já mudam no que diz respeito à classificação. Dantes dizíamos "estes incompetentes" e agora passaremos a dizer mais frequentemente "estas incompetentes". Depois, e se forem todas tão sensíveis como a Marta Temido, vai ter que haver uma grande fatia do orçamento para lenços de papel. Se bem se recordam Marta Temido chora quando faz trampa, quando diz algo que depois afirma ter sido tirado do contexto, ou quando faz um qualquer discurso fajuto, carregadinho de marketing farsola. Vai ser uma choradeira que não acaba mais.

Gostaria de destacar a nova Ministra da Defesa, Helena Carreiras.

A sua ligação às Forças Armadas acontece porque escreveu alguns livros que abordam o assunto "Mulheres nas Forças Armadas".

Acho bem que tenha sido esse o critério, afinal de contas a Filipa Vacondeus também era apelidada de cozinheira sem nunca o ter sido mesmo, mas como escrevia muitos livros de culinária ganhou esse epíteto.

Pode ser que Helena Carreiras se inspire na cozinheira, tão conhecida pelo seu arroz com cordéis de chouriço, e também consiga fazer uns aproveitamentozinhos, com vista à renovação das nossas tropas.

Vamos aguardar, não quero estar a ser injusto e, como diria Sócrates, o grande Júlio Isidro de Costa, quero deixar o meu voto de confiança a este Governo... "Um voto de confiança de que cada um deles dará o seu melhor, por um país mais justo, por um país mais pobre... Perdão, por um país mais justo, mas também mais solidário." Estas gafes, pá.

29
Mar22

Ainda sobre os ofendidos com o humor...


Pacotinhos de Noção

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Não quero bater no ceguinho, mas vejo tanta gente a defender um acto de agressão que até fico na dúvida se perceberam o que realmente se passou.

Uma agressão tanto é agressão quando se dá um estalo a alguém, quando se ataca uma sede de um jornal, ou se invade um país.

Não são comparáveis? São tudo agressões.

28
Mar22

Não se admite, ó Smith!


Pacotinhos de Noção

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Já todos sabem da lambadona que ontem marcou a noite dos Óscares, e a bochecha do apresentador da gala.

Devo dizer que gosto muitíssimo do Will Smith, não gosto nada da mulher dele (se calhar são ciúmes, sei lá!) e gosto ainda menos do Chris Rock. Na verdade, nem percebi bem o critério para ser ele o apresentador. É mau actor, é mau apresentador, é mau comediante e é mau no que a cirurgias plásticas diz respeito. Aquele botox nas bochechas e aquelas sobrancelhas repuxadas... é que só à chapada. Dito isto, defendo que o vencedor do Oscar, pela lambada mais realista de Hollywood, não teve nenhuma razão para desferir aquele "limpa-queixos".

É mais que sabido que todos os anos, os apresentadores, ainda mais se forem comediantes, aproveitam para fazerem um pequeno "roast" aos actores e realizadores que estão na plateia. Lembram-se da tareia que Ricky Gervais lhe deu? Sempre assim foi e sempre assim será. Will Smith defendeu-se dizendo para não tocar no nome da mulher, mas a mulher também é actriz, e, em abono da verdade, o Chris Rock até foi bastante simpático em colocar Jada Pinkett Smith de novo nas luzes da ribalta, é que de alguns anos para cá, ela deixou de ser a actriz para passar apenas a ser "a ridícula da mulher do Will Smith, que até era girinha, mas que se desfigurou com cirurgias".

Não existem limites para o humor. Existe, isso sim, aqueles que tentam impor limites, mas se for aceitável que se coloquem este género de limitações, o que mais tarde ou mais cedo acontecerá é que tudo será limitado. 

A realidade é que presentemente já é algo que acontece. Basta uma qualquer alminha sentir-se ofendida no seu ego, e vai de tentar limitar piadas, programas, modos de vida. O princípio são as pequenas piadas que servirão de rastilho para algo muito maior.

Agora deixo várias perguntas que me aguçam a curiosidade, e que gostaria de ver respondidas.

1.º — Se Jada Pinkett Smith não revirasse os olhos, como pessoa azeda que demonstra ser, Will Smith, cuja primeira reacção foi rir, iria até ao palco agredir Chris Rock?

2.º — Se em vez de Chris Rock o apresentador fosse Jay Z a fazer a piada, que nem comediante é, mas que tem conhecidas ligações com a máfia de gangues, Will Smith subiria ao palco?

3.º — Se um dos intervenientes desta situação fosse branco, estaríamos perante um flagrante e vergonhoso caso de racismo?

4.º — Jada Pinkett Smith ainda usa champô?

Aguardo respostas.

21
Mar22

Escapadinha ao 3º Mundo


Pacotinhos de Noção

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Na 5.ª feira passada dirigimo-nos ao Hospital de Cascais com a nossa filha mais pequena, que estava com febres altas, na ordem dos 38, 39, 40 graus. 

Tínhamos plena consciência do que seria porque, infelizmente, durante os seus 17 meses, esta já seria a terceira vez a desenvolver uma infecção urinária. De qualquer das formas o diagnóstico tem sempre que ser feito por quem sabe, até para poder ser administrado o antibiótico à miúda.

O cenário com que nos deparámos era dantesco.

A sala de espera da pediatria estava apinhada de gente. Não havia uma cadeira vaga e imensos estavam em pé. Um A/C demasiado quente, pessoas para quem o uso de máscara já não é uma obrigatoriedade e que faziam questão de tossir para o ar. Uma criança que fez diarreia no chão e outra que fez xixi pernas abaixo. São crianças, é natural que estes desastres aconteçam. Aquilo que não será já tão natural é a enfermeira colocar apenas paninhos por cima das porcarias e afirmar que não vai dar para limpar porque as senhoras da limpeza não têm como caber ali, com o seu carrinho da esfregona.

Entrámos pelas 17:30 e só saímos perto das 2:00. A nossa senha era o 148, mas quando viemos embora chamavam pela 346...

Nunca tinha visto um hospital nestes preparos, senti estar num país de 3.º Mundo, e é mais escandaloso ainda quando temos em consideração que é o Hospital de Cascais. Um hospital que até há bem pouco tempo era utilizado como referência para outros hospitais.

O que mudou entretanto?

Será que foi aquele bicho peçonhento que nos andou a atormentar, e ainda atormenta? Só o facto de ainda andar por ai, justifica eu não escrever o nome, para não ter assim o texto, obrigatoriamente referenciado como "texto que aborda nesse assunto"... O assunto do "Quem nós sabemos", "Aquele cujo nome não deve ser pronunciado".

Ou será antes que a culpada é a guerra na Ucrânia? Sim, porque a vez do "outro" foi tomada, e se eu amanhã quiser ir ao barbeiro, e não tiver hora disponível, vão pedir imensa desculpa, "mas com isto agora da guerra, sabe como é..."

Mas não, amigos leitores, vou deixar-me de especulações e dizer, CONCRETAMENTE, o que mudou.

O que mudou foi que o Governo mentiroso, oportunista, explorador e pouco transparente que tínhamos, transformou-se agora num monstro de maioria absoluta, e que fará aquilo que lhe der na real gana.

O Hospital de Cascais, assim como o Hospital de Braga, por exemplo, eram dois exemplos de hospitais PPP (Parcerias Público Privadas) que davam muito certo. Hospitais dirigidos como empresas, não geravam prejuízos, muito pelo contrário, chegavam a gerar lucros, e que mesmo sendo geridos como empresas permitiam que uma pessoa sentisse ser isso mesmo, uma pessoa, quando se ia a um destes serviços hospitalares.

Acontece que "El António Costa — o Afanador" ou se quiserem, "António Costa — O Discípulo Socrático", decidiu que estas PPP deixariam de existir desta forma. Passariam de novo para as mãos do Estado, sem uma justificação plausível, que nos permita perceber o porquê?

Ao não haver explicações, cada um de nós é livre de pensar aquilo que quiser, e eu, mente retorcida como só eu sei ser, começo a imaginar se o término das PPP, que não geravam derrapagens orçamentais, não acontecerá precisamente devido às derrapagens que não aconteciam?

É que os desvios de dinheiro não se fazem em empresas de contas certas, que coloquem tudo preto no branco e sejam organizadas. Para Governos como este, quanto mais bandalheira melhor, porque assim no meio de tanta confusão, uns milhões que fogem para aqui, e outros que fogem para ali, acabam por fazer tal confusão, até na cabeça de quem rouba. Por isso é que depois, nas comissões de inquérito onde são chamados devido a negócios menos claros, nunca sabem bem sobre o que são inquiridos, ou nem sequer se lembram do que "passou-se", como diria o outro.

Voltando ao Hospital de Cascais, e à consequência do mau planeamento, da falta de higiene, em suma, de toda a falta de condições... Estou no segundo dia de internamento da minha filha. A somar à infecção urinária que tinha, agora ganhou uma forte gastroenterite, tendo deixado de comer, de beber. Desonesto não posso chamar ao médico que nos atendeu. Disse, desde logo, que a probabilidade da minha filha ter apanhado este vírus no hospital é de quase 100%. Mas de que me interessa saber de onde vem o vírus, quando eu queria era que ele se fosse embora?

A minha pequenina continua alimentada a soro, ainda não tem grandes apetites e passa a maior parte do tempo a dormir. A febre, felizmente, já parece ter dado tréguas.

Este é um hospital onde trabalha boa gente, caso as deixem trabalhar. É uma pena que o VOSSO Governo (sinta-se ofendido quem neles votou) tente mandar abaixo aquilo que outros construiram e que, pasmem-se, até funcionava.

Em campanha, António Costa e Marta Temido não tiveram pudores em dizer que o SNS estava perfeito. E estará, caso as siglas do SNS signifiquem "SUICÍDIO NATURAL DA SAÚDE"

16
Mar22

Ser cobarde salvaria mais vidas


Pacotinhos de Noção

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O conceito de herói é muito subjectivo e tem cada vez mais sido banalizado. 

A partir de determinada altura todos são heróis. Desde o tipo que salva uma família de um incêndio, até ao outro que conseguiu solucionar o caso de uma torneira que não parava de pingar.

Para mim a palavra herói não tem um sentido tão lato, e muito provavelmente nem vai ao encontro daquilo que a maior parte das pessoas usa como definição. Mas isto é porque sou um pouco cobarde, até caguinchas, e para pessoas como eu, o herói é aquele que consegue evitar o conflito.

Tomemos como exemplo o caso de Zelenskiy.

O presidente ucraniano está, neste momento, catalogado como herói. Concordo e nem tenho nada a apontar.

O homem surpreendeu tudo e todos, surpreendeu principalmente Putin, que pensava poder manietar o adversário com relativa facilidade, mas tal não aconteceu. Zelenskiy fez frente a alguém mais poderoso e até tem a sua vida colocada em risco para defender uma nação... Mas e o que é uma nação? É apenas um pedaço de terra, em determinado lugar, ou uma nação só o é graças às pessoas que a formam?

E a nação, que acaba por ser algo de abstracto, merece que se morra e se mate por ela?

Aquilo que aqui vou expor não é o certo ou o errado, é apenas aquilo que eu faria, tendo em consideração o meu pouco caso para qualquer categoria de conceito de nação, de orgulho nacional ou amor à pátria.

Gosto de Portugal? Gosto do território, do clima, e até de algumas comidas, mas cada vez gosto menos da praga que infesta o país, e que são as pessoas. Dado curioso é que pessoas há em todo o lado e não diferem muito de sítio para sítio. De qualquer maneira mesmo eu apreciando cada vez menos pessoas, não julgo que deveriam desaparecer. Talvez o certo seria eu transformar-me numa espécie de eremita, porque no final das contas quem está mal sou eu. Não posso ser o tipo que vai na autoestrada em sentido contrário, defendendo que sou o único que está correcto.

Como não penso que devam desaparecer, e caso estivesse no lugar de Zelenskiy, mal houvesse a pequena ameaça de uma invasão, que pudesse causar qualquer tipo de baixa, render-me-ia logo. Mas é que nem pensava duas vezes. Sei ser chocante isto que escrevo, mas recordo-vos que quem vos escreve é um tipo assumidamente sem valores patriotas, com pouca coragem pessoal, e que julga que uma vida, seja ela russa, ucraniana, portuguesa ou chinesa, não tem preço. Se for de uma criança então, a dívida que fica, de cada vez que uma é vítima desta guerra (ou de outra qualquer) é impossível de pagar.

As últimas notícias dão conta de pelo menos 100 crianças mortas. Não tenho palavras que consigam transmitir a tristeza que me percorre todos os poros, todas as veias, todos os milímetros do meu corpo, ao imaginar o medo que uma criança tem, neste cenário dantesco. O sofrimento dos pais que perderam quem mais amavam, e a constatação de que estas 100 crianças estão a horas e dias de se transformarem em 110, 120, 200.

É por isso que para mim o acto mais heroico que Zelenskiy, e o próprio povo ucraniano poderia fazer, era entrar em conversações, com o animal do Putin, e dizer-lhe que sim a tudo. Que não querem a NATO, que não querem a Europa, que não vão ter armas nucleares, que saltam ao pé-coxinho... Eu sei, eu sei que em teoria Putin ganharia esta guerra, mas não vejo as coisas por esse prisma. Quem verdadeiramente ganharia a guerra seria quem nela não morreu, nem iria morrer. Seria quem pudesse voltar para sua casa e para junto dos seus, seriam todas as crianças que poderiam voltar a sonhar em ir para a escola, crescerem e serem adultos.

O que realmente iria mudar no dia a dia do comum ucraniano? Julgam que muito? Não me parece. Esta, e todas as guerras de sempre, acabam por acontecer por motivos políticos, e é verdade que um político forte como o Zelenskiy dá outra moral, outro tipo de força, que nos faz ficar mais corajosos. Mas continua a valer mais um corajoso morto do que um cobarde vivo?

Posso garantir-vos que se fosse ucraniano a minha coragem estaria apenas apontada nos esforços para dali conseguir sair, com a minha mulher e os meus filhos. Seria um desertor? Seria, mas neste jogo que é a vida, já em pleno século XXI, devo dizer que não estava à espera de ter que decidir se deveria matar, ou não, inimigos, mas tendo que decidir, decido sempre que prefiro fugir.

Dos fracos não reza a história, aos fortes rezamos nós, no dia dos seus funerais.

16
Mar22

Se arrepia é porque até é bom


Pacotinhos de Noção

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À partida este não seria um filme sobre o qual esperaria escrever, mas apanhou-me desprevenido e acabei por gostar bastante.

Jungle Cruise, com Dwayne Johnson e Emily Blunt, não é o filme perfeito, longe disso, tem as novas manias do costume, de mostrar como as mulheres são empoderadas, ao ponto de conseguirem lutar, fisicamente, de igual para igual com os homens, e teve também que ter representada a sua quota-parte de personagens representativas do movimento LGBT, mas ainda assim consegue ser de algumas formas inesperado, e até causar um certo calafrio, o que nos leva a pensar o que poderia sair daqui se a Disney tivesse apostado num produtor com mais currículo e provas dadas, e numa produção mais demorada e detalhada, como acontece na série dos filmes dos Piratas das Caraíbas.

Algo de interessante neste filme é que existe uma história base, que é a aventura na busca por uma árvore antiga, cujos poderes curativos são lendários.

Para a encontrar a Drª Lily Houghton (Emily Blunt), precisa navegar pelas águas do rio Amazonas, contratando assim os serviços do capitão Frank (Dwayne Johnson).

À procura da mesma árvore está também Prince Joachim, um meticuloso e frio militar alemão, que não olhará a meios para atingir os seus fins.

E parece que o filme se fica por aqui, certo? Errado. Aquilo de que vos falei é apenas uma pequena parte, a partir de determinada altura a história tem um acréscimo de personagens, e recebe uma injecção que dá todo um novo rumo à película, mas que não vou contar, para não estragar o momento.

Torno a dizer que este filme da Disney, tendo outro tipo de produtor e tendo tempo para gravação, poderia ser algo mais, assim como Dwayne Johnson que já vai acumulando anos de representação, mas ainda não teve aquele papel que lhe possa dar o estatuto de bom actor. Talvez seja com um dos próximos filmes, como o Black Adam, por exemplo, em que o ex-lutador de wrestling, fará o papel de uma herói da DC (COMICS).

Para terminar gostaria de sublinhar a banda sonora do filme, que está a cargo do compositor James Newton Howard que teve uma magnífica ideia ao utilizar instrumental de "Nothing Else Matters" dos Metallica, com um novo arranjo, e que serve no filme de moldura a uma cena de retrospectiva, narrada por Dwayne Johnson.

Se tudo o resto no filme não prestasse, só por este pedaço, já teria valido a pena, e eu nem sequer sou fã dos Metallica.

15
Mar22

John Cid ou José Lennon?


Pacotinhos de Noção

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Só hoje tive conhecimento da confusão que o jornalista da CNN, Pedro Bello Moraes fez entre José Cid, Elton John e John Lennon.

Estou em crer que foi realmente uma brincadeira. Se correu bem? Não correu. O jornalista não pareceu engraçadinho, pareceu apenas confuso ou desinformado.

Confuso parece estar também o autor de Adieu, adieu, Auf Widersehen, Goodbye, John Lennon... Porra que me enganei! É o outro, o português falso, o José Cid.

Atenção, com a adjectivação de falso não me refiro à personalidade do senhor, que é do mais justo e correcto. Digo que é falso porque um tipo que tem um gato morto a fazer de cabelo, e um "guelas" a fazer de olho, 100% genuíno não é.

O cantor afirma que vai processar a CNN por esta confusão, e que se sentiu ofendido, desrespeitado e que até está traumatizado. Diz que os jornalistas da CNN enganaram-se e ao emendarem o erro riram-se.

Eu percebo o pequeno Cid. Está com 80 anos e diz-se que a velhice é uma segunda meninice. Quem nunca assistiu a um menino reclamar por ver que o outro se ria dele? No fim de contas nem estava nada, mas o menino mimado empancou com o outro...

José Cid está traumatizado, agredido e desde já avisa que desculpas não bastarão.

Se estivéssemos num país como os E.U.A, eu teria receio de deixá-lo sozinho, num qualquer quarto de hotel, todo depressivo. Provavelmente iríamos dar com ele morto, depois de uma overdose letal, mas como é o José Cid, e estamos em Portugal, se formos dar com ele nalgum lado, será numa qualquer tasca miserável, a mandar abaixo copos de 3.

No meu entender José Cid perdeu o norte. Quer montar um cavalinho de aproveitamento, sabe que a sociedade é cada vez mais "sensivelzinha" e cooperante para quem usa da vitimização e faz beicinho por "dá cá aquela palha".

Mas coloquemo-nos do lado do artista do capachinho, que de tão ofendido defende haver coisas com o qual não se devem brincar, sendo elas, e passo a citar, a sua criatividade, a sua autoria e a sua voz.

Curioso, este caso de se brincar com um assunto, e correr mal, e que me reporta a algo que se passou há uns anos, em que Nuno Markl convidou um artista bem conhecido, para um programa que tinha no Canal Q, sendo que esse mesmo artista afirmou que o pessoal de Trás-os-Montes vem em excursões a Lisboa, para ver o mar, e que seriam pessoas medonhas, feias e desdentadas.

Depois da asneira dita, este artista veio defender que tudo não passava de uma brincadeira, e que os transmontanos deveriam levar a vida com mais leveza e sentido de humor. Conselho sábio para se dar a José Cid, por alguém que foi vítima da ira, que ele agora aponta à CNN.

Queria lembrar-me do nome do artista que brincou com os transmontanos, mas não me consigo recordar. Era um tipo cheio de sentido de humor, e que como caracterização usa um gato morto na cabeça e um "guelas" a fazer de olho. 

14
Mar22

Asasinos do portugês


Pacotinhos de Noção

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Até aposto que um dos requisitos para a contratação, foi "Licenciatura", quando um simples "Que saiba ler, falar e escrever Português", servia.

Cada vez temos mais malta a orgulhar-se de ver filmes em inglês, sem recurso a legendas, e outros que consomem livros, como se fossem completamente viciados, mas também em inglês, porque para eles é quase como a língua nativa. Aos poucos vai acontecer que eles mesmos se tornem nativos, na língua que tentam falar, mas em que só sairão grunhidos.

É uma pequena falha mas todos os dias, várias vezes ao dia, aparecem gralhas destas nos meios de comunicação social, que sendo de comunicação deveriam fazê-la convenientemente.

Quem vier aqui dizer que sou um daqueles chatos, que parecem o corrector ortográfico, só vos digo para irem brada... berda... borda... barda... Pá, vão chatear o Camões.

12
Mar22

No meu tempo...


Pacotinhos de Noção

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Lembram-se desse anúncio do Continente, em que a avozinha dizia que no tempo dela se pagava isto ou aquilo, por determinado produto? Pois bem! Eu ainda sou do tempo em que com 30 € conseguia abastecer com 30 litros de gasóleo. Não foi há tanto tempo assim, mas ainda era num Governo que não tinha um lobo vestido em pele de cordeiro.

Bater-vos, é algo que não farei, por darem a maioria absoluta a pessoas que já deram provas de serem tudo menos sérias, mas é algo difícil de esquecer, admito, mas o assunto de que vos quero falar é outro.

Somos inundados diariamente pela solidariedade, e boa vontade, para com o povo ucraniano. Ainda bem que acontece, mas alerto-vos para que não se iludam, porque o ser humano continua a mesma trampa que foi até agora. 

A coisa está ainda muito quente, é o tema de que todos falam e até fica bem, numa conversa acerca da guerra, dizermos que enviámos um pacote de fraldas, ou enlatados para a Ucrânia, mas quando se passa por uma bomba de gasolina conseguimos compreender que não bate a bota com a perdigota. Isto porque quem é solidário, é sempre solidário. Não é solidário só das 10:00 às 13:00 e na parte da tarde deixa de ser, ou não pode ser só solidário com os ucranianos quando dá para mostrar que se é, mas depois, quando ninguém olha, vai de encher jerricãs de gasóleo até dizer chega.

Os preços dos combustíveis estão proibitivos, e a tendência é aumentar. A guerra é a desculpa mais imediata, mas todos sabemos que o assalto governamental, na forma de imposto, é a verdadeira razão. Seja como for, aquilo que se percebe, é que mesmo que fosse a guerra a principal influenciador, isso não seria impedimento para haver chicos-espertos a abastecerem-se de combustível como se fosse imprescindível para a sua vida, como se de oxigénio se tratasse.

Ir atafulhar de filas, as bombas de gasolina mostra o carácter de quem para lá vai. E mostra-o de várias maneiras. A primeira refere-se, como já afirmei, com as sanções impostas à Rússia. Todos concordam, e fazem questão de o gritar a plenos pulmões. Já piam mais fininho é quando dizem que "sanções sim, senhor, desde que isso não me prejudique directamente".

Quando isto calha a acontecer, estas almas tão bondosas, não têm nenhum pudor em pisar os que estão à sua volta, mas sempre de forma distraída, desavisada, para o caso de se alguém chamar à atenção, fazerem cara de parvos e afirmarem que nem lhes passou pela cabeça que pudessem estar a fazer algo de mal.

Aconteceu com o papel higiénico, logo no início da pandemia. Hoje existem ainda pessoas, com arrecadações forradas a rolos da Renova, e caso tentassem usar todos os que compraram, morreriam com 120 anos, com o cu em ferida, e ainda com muitos por usar.

Agora torna a acontecer com o combustível. Não interessa se há para todos. Interessa, isso sim, que eu tenha o meu carro atestado para poder dar as minhas voltinhas. É verdade que não se falou de racionamento do produto, mas se o preço está tão alto, e se existem fornecedores que deixaram de fornecer, não quero estar aqui a tirar conclusões precipitadas, mas julgo que mais tarde ou mais cedo poderá começar a faltar.

Não interessa se empresas de transporte de produtos básicos, e até ambulâncias, possam sentir falhas de abastecimento, importa, isso sim, é que a patega do Range Rover branco, cuja foto circula aqui pelo Instagram, consiga encher todos os seus jerricãs, caso contrário quando quiser ir aproveitar os seus "sunsets", nos "rooftops" bebericar os seus "cocktails", ainda vai ter que apanhar o n.º15E, que pára na Praça da Figueira.

10
Mar22

Crianças


Pacotinhos de Noção

Ontem foi bombardeado um hospital pediátrico. Uma guerra nunca é justa, mas não tem que ser porca nem maquiavélica, magoando crianças como se de adultos se tratassem.

Este vídeo não vai ajudar em nada as crianças na Ucrânia, mas pode ser que o ajude a si. Na eminência de uma guerra nuclear, e se tiver filhos, ame-os muito, exagere no amor. Ame-os como se não houvesse amanhã porque de facto não sabemos se haverá. E proteja-os.

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