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Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

30
Dez22

Devia ter recusado a viagem


Pacotinhos de Noção

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Na altura não falei no assunto, propositadamente.

Sabia que o tempo ia mostrar ao artista que um taxista se recusar a levar clientes a determinados sítios, a determinadas horas do dia, não é racismo, é medo, é preservação, e não perceber isso, ou fingir que não se percebe, é querer aproveitar uma situação para se auto-promover e para se vitimizar.

Portugal É um país racista, e é-o cada vez mais, mas utilizar situações de quotidiano para acenar a bandeira do racismo, é vergonhoso.

O motorista assassinado era brasileiro. Não sei qual o pantone da sua tez, mas se calhar não era de mau tom o Mamadou Ba perceber se houve aqui racismo ou não... Se calhar não houve, se calhar foi só um drogado que queria dinheiro. Daqueles drogados que atacam taxistas de madrugada e que vão para a Cova da Moura.

29
Dez22

Estou IRAdo


Pacotinhos de Noção

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Ontem aconteceu-me uma situação curiosa.

Passava de carro em frente ao Centro de Saúde de S.João do Estoril, e reparo que na via de sentido contrário vinha um carro da polícia, em que o Sr.Agente que conduzia, vinha sorridente, em amena cavaqueira com o colega, e distraído (aqui é que está o problema). Tão distraído que nem reparou em algo que me saltou à vista e me fez parar o carro.

Caída no passeio estava uma senhora toda encolhida. Andaria na casa dos 60/65 anos, tinha a boca e um braço ensanguentado, e junto a ela o telemóvel e um pacote de bolachas Chiquilin. Isto em frente ao Centro de Saúde, como já referi, onde há uma paragem de autocarros, que por acaso até tinha lá uma senhora sentada, mas que não se deu ao trabalho de mexer os seus volumosos glúteos para ir ter com a senhora caída.

A minha mulher saiu do carro, ajudou a senhora a levantar-se e perguntou-lhe se estava bem. A senhora balbuciou qualquer coisa, mas em russo. Felizmente a minha mulher fala a língua, e conseguiu algo parecido com um diálogo, porque a senhora estava claramente confusa.

Ao que parece quem vitimizou a senhora foi um agressor que já referi nesta espaço, e que se chama "Calçada Portuguesa". O passeio estava molhado, a senhora escorregou e esbardalhou-se fortemente no chão.

A decisão, ainda para mais que estava ali tão perto, foi a de levar a senhora ao Centro de Saúde.

Lá chegando, a minha mulher dirigiu-se ao segurança e contou que a senhora estava caída no chão, que está ensanguentada e confusa, e precisa de um médico, ao que o segurança respondeu, e pasmem-se com isto: "Então a senhora suba e procura lá em cima um médico disponível", ao que a minha mulher respondeu que ele é que deveria, ou procurar um médico, ou então chamar uma ambulância.

"Ah e tal, há muitos médicos em greve, e outros de férias…" afirmou o segurança.

A minha mulher perguntou então o que sugeria o senhor, e que se ele não iria fazer nada!

A muito custo, o labrego lá puxou de uma caneta e começou a rasquinhar numa folha de papel e começa a fazer perguntas pessoais da senhora, mesmo já depois de a minha mulher dizer-lhe que não conhecia a pessoa de parte alguma, que só a encontrou no chão.

A luta seguinte foi a de a minha mulher não deixar os seus dados pessoais. É que o segurança queria, à viva força, que ela ficasse responsável pela senhora. Depois foram perguntas acerca da socorrida. Se tinha médico de família, se tinha familiares, qual a área de residência... Tudo perguntas muito legítimas, mas que deveriam ser feitas à própria, e não a alguém que há conhecia há quase tanto tempo como o próprio segurança, e que não tinha como ter esses conhecimentos. Sim, estas perguntas poderiam ser feitas à pessoa em questão, mas acabava por ser difícil, pois se durante este tempo todo a senhora queixava-se, gemia e sangrava, até que a minha mulher teve que começar a mudar o tom de voz e exigir que algo fosse feito de imediato, e que este segurança, do alto do seu pequenino poder, voltasse a pôr as ferraduras bem assentes na terra, e que fizesse apenas e só o seu trabalho.

Tudo me indigna nesta situação.

O pouco caso do segurança, a falta de vontade de fazer alguma coisa, as pessoas que poderão ter passado antes e não fizeram nada, a ranhosa na paragem do autocarro, que nada fez, os polícias, que deviam ser indivíduos mais atentos e treinados, uma vez que fazem a ronda, e deviam detectar situações destas...

Estamos a caminhar num sentido em que o ser humano mais não é que um estojo de ossos, completamente dispensável e que se pode deixar a apodrecer num passeio, num banco de jardim, ou fechado em casa, sem haver ninguém que faça nada por ele.

Não tenho nada contra a IRA, que faz o seu trabalho de forma meritória e que é, efectivamente necessário, desde que não extrapole a sua missão, e competências. Muitos matulões, de bastões e tacos de basebol, por vezes pode não dar bom resultado, mas até hoje, podemos afirmar, que o resultado tem sido positivo. Ainda assim, devo dizer que incomoda-me bastante a hipocrisia das pessoas que se for para salvar um Piruças movem mundos e fundos, (desde meio que depois possam por fotos nas redes sociais) mas que se for para ajudar um seu semelhante, não mexem nem uma nádega.

Bem sei que "Quanto mais conhecem as pessoas, mais gostam de animais", mas o facto de gostarem muito de animais, não vos obriga a que gradualmente se transformem num.

Após ter escrito isto tudo tenho que dizer que há uma coisa que não me sai da cabeça, e acredito até que alguns de vocês também estejam a pensar no mesmo... As Chiquilin, será que ficaram muito esmigalhadas?!

26
Dez22

O verdadeiro espírito natalício


Pacotinhos de Noção

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Ah, o Natal!

Época de paz, amor, família, compreensão. Que paraíso na terra.

Poderia até estar a ser irónico, e agora discorreria aqui um enorme texto onde dizia "que não senhora, enquanto para uns, o Natal é tudo de bom, para outros o Natal não é assim tão positivo", e não estaria a dizer nenhuma mentira, seria uma daquelas "verdades de La Palisse", mas das quais ninguém quer realmente saber, precisamente porque disso já todos sabemos. Já para não falar no facto de que agora existe a moda de se tentar ser sempre diferente, e do contra, dizendo que não se gosta do Natal, que é apenas uma época que apela ao capitalismo, mas, entretanto, já adormeci com essa conversa secante da treta.

Aquilo de que vos quero falar é do verdadeiro espírito natalício, aquele espírito que só os autênticos filhos da mãe conseguem ter, e que é o de pensarem que o Natal (e qualquer outra data específica, ou mesmo a vida) só lhes pode acontecer a eles.

Têm nas imagens dois exemplos de pessoas que se queixam de um mesmo mal, que é o de que para os outros, alguém que presta um serviço, só presta para prestar esse serviço. Não terá direito a folgas, a vida social, a ir a casa descansar, a poder aproveitar um feriado ou o Natal. Se estão atrás de um balcão, então é aí que tem que ficar SEMPRE, sem excepção, porque como sabemos, trabalhar atrás do balcão é quase como assinar um contracto com o Rumpelstiltskin, que é para a vida toda.

Aquilo que mais me tira do sério, é que provavelmente muitas destas pessoas, que exigem ser servidas sempre que querem e quando querem, são defensores das semanas de 4 dias de trabalho, por exemplo, ou são os primeiros a aderir a greves, ou a afirmar que a greve é um direito previsto na constituição, mas isto, se estas folgas trabalhistas se referirem ao trabalho deles, e não aos dos outros... Mas isto, muito basicamente, é uma vez mais, uma prova do muito egoísmo que o ser humano demonstra sem qualquer pudor.

Deixo-vos mais um exemplo que aconteceu comigo na noite de Natal.

Tenho os miúdos com uma tosse desgraçada, nem conseguem dormir em condições. Cerca das 20:00 desloquei-me à farmácia de serviço da minha área de residência, e como não podia deixar de ser estava cheia. Afinal de contas é a de serviço, é Natal, há imensa gente com gripe, e todas as outras farmácias estão fechadas, obviamente que quem tem uma urgência é lá que se irá dirigir, e foi isso mesmo que fizeram duas catatuas que, com todas as características que já mencionei atrás, decidiram que aquele era um dia bom para "alugar" o farmacêutico, fazendo com que a fila fosse engrossando cada vez mais, porque tinham que escolher um creme que fosse bom, pois elas "iam para a neve". Pergunto, caros leitores, sou eu que sou picuinhas, ou tendo em consideração os tantos casos de pessoas que ali estão, mesmo a precisar de aviar uma receita, o acto destas anormaloides não é do mais puro egoísmo, falta de noção e passível de umas valentes lambadas na cara? Será que exijo demasiado desta sociedade, que sendo composta por seres bípedes, não me consegue convencer de que a maioria são cavalgaduras? Não sei. Deixo ao vosso critério e avaliação, que já passam das duas da manhã e agora apeteceu-me muito ir procurar uma farmácia de serviço, para ir escolher um creme que disfarce rugas. Nem tenho rugas, mas nunca se sabe se de repente posso vir a precisar.

17
Dez22

Senhoras de Tires, façam a vossa parte


Pacotinhos de Noção

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A 24 de Junho, no texto que aqui escrevi, intitulado "Jéssica", deixei o meu pesar pelo sucedido e a minha opinião acerca de que os culpados não estavam todos presos, que a mãe - que nem deveria ser apelidada dessa forma - seria também culpada, e que por isso devia ser punida.

As minhas palavras justificavam-se pelo facto de a mãe abandonar a filha à sorte durante 5 dias, de não ter feito queixa à polícia, e de mesmo com a filha sequestrada ter frequentado festas.

Levantaram-se vozes criticando o que escrevi, que não podia carregar uma mãe com uma culpa que não era dela, que desejavam que eu nunca sentisse o mesmo que aquela mãe estaria a sentir, e uma coisa posso garantir, é que por muitos anos que viva, não irei sentir nunca pelos meus filhos aquilo que aquela "mãe" sentiu, e ainda sentirá pela filha, que é descaso, desprezo, desapego, falta de amor, de empatia, carinho ou qualquer outro sentimento pela menina.

O caso é ainda mais grave do que aquilo que se pensaria, e o Estado, e a Segurança Social, deveriam ser fortemente penalizados pela culpa que também carregam, no que à morte da Jéssica diz respeito.

Ficámos agora a saber que a tortura da menina não foram só durante aqueles 5 dias. Jéssica era usada como veículo para transporte de drogas, e a mãe sabia-o. Ao que parece antes de ser mãe, Inês Paula era toxicodependente... Perdão, chamemos a coisas pelos reais nomes, mesmo que, mais uma vez, vozes se levantem. Inês Tomás era, é e continuará a ser, uma drogadita desprezível, miserável, que não merece o chão que pisa, o ar que respira, a trampa que faz. Uma drogadita que permitia que a filha fosse usada como correio de droga para poder assim continuar a consumir o que realmente lhe importava, algo que lhe é mais valioso do que a vida da própria filha. E aí de quem ouse tentar defender esta assassina, alegando que a droga faz as pessoas cometerem actos que nem se imaginam. Para ranhosos como Inês Tomás, haverá sempre quem estenda a mão, à Jéssica ninguém estendeu, nem mesmo um Estado, que a sabia em perigo, dai a terem sinalizado, mas que nada fez.

A necropsia da menina revela ter o ânus ferido, pela repetida inserção de objectos, com o fim do transporte de drogas. Amigos leitores, desculpar-me-ão todo e qualquer comentário um pouco mais destemperado, mas sou pai de uma menina de 2 anos, a quem mudo as fraldinhas, a quem passo pomadinha no rabo quando tem assaduras, para não sofrer, e como é que esta grandessíssima pu7@, esta valente c@br@, permite que lhe façam com a filha o que fizeram. Por mais drogada que seja, não há nem sequer hipótese de imaginar uma justificação.

O filho da ama, que matou a Jéssica, tem que se apresentar periodicamente na esquadra. Digo-vos que me faria muito menos impressão se as televisões nacionais tivessem optado por transmitir um filme pornográfico em horário nobre, e em sinal aberto, ao invés de mostrarem a festa que este bandalho fez em frente ao tribunal, mais uma série de merdosos como ele, por não ter ficado preso, e por só se ter que se apresentar na esquadra. Diz que não teve nada que ver com o crime, que é um homem inocente, mas não é.

Era ele que vendia, e ainda venderá, certamente, a droga que Jéssica transportava. Sendo ele filho de quem introduzia a droga na menina, e sendo ele o vendedor, querem mesmo fazer-me acreditar que ele não sabia de nada?

Nestas alturas lamento vivermos num país que, ainda assim, é pacato. A falta que faz, nestes casos, um linchamento popular.

Sim, sei que são duras as palavras, mas são conscientes. Não incito à violência, porque essa já foi feita, contra uma menina de 3 anos. Incito e clamo por justiça, porque sei que aquela que temos não funciona.

Nos comentários do texto de 24 de Junho falou-se em pena de morte. Um dos meus leitores, que é mais certinho que outros, defendeu que não deve existir pena de morte, que o Estado não pode utilizar essa ferramenta, sob pena de estar a decidir quem vive e quem morre... Exacto, não vamos decidir se quem matou uma criança de 3 anos deve morrer. Vamos antes deixá-los entrar numa cadeia e cumprir apenas 1/3 da pena. Acho justo.

Para acabar, e mais uma vez não incitando à violência, justifico o título deste texto como sendo uma forma de recado às reclusas do Estabelecimento Prisional de Tires que têm telemóveis, que ainda deverão ser algumas.

Muitas de vocês estão presas, sem poder estar com os vossos filhos, e agora têm aí uma colega que podia estar com a filha, mas que em vez disso permitiu que a matassem, sendo que grande parte dessa morte pode-lhe ser imputada. Mais uma vez digo, não apelo à violência, mas aquilo que é verdade é que em algumas zonas do planeta, quando alguém assassina uma criança, acaba por não chegar sequer a cumprir 1/3 da pena que lhe foi dada, e curiosamente acaba também por nunca mais cometer crime nenhum, e não foi a reinserção social que funcionou...

Estou apenas a constatar.

09
Dez22

Anúncios fôfos de Natal


Pacotinhos de Noção

Já vem sendo uma tradição tão forte como as rabanadas. No Natal as operadoras investem nos seus anúncios a puxar para o sentimentalismo, e os papalvos vão partilhando, esquecendo que o objectivo é apenas o de divulgar ainda mais a marca, para assim aumentar o seu mercado.

A Vodafone apostou na saúde mental, a NOS a solidão e a MEO o direito à diferença... Pois muito bem, querem mostrar solidariedade e preocupação, então lanço já aqui um repto:

O número do @sosvozamiga é 808, e todos os outros são fixos normais. Desafio os 3 operadores a arcarem com as despesas destas chamadas, e que permitam que as mesmas sejam possíveis de fazer em telemóveis sem saldo, uma vez que é possível que a quem lhe passe pela cabeça o suicídio, não passe que tem que carregar o telemóvel.

Parece-me este um gesto de maior valor, acho eu.

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