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Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

16
Nov21

Pantomineira do PAN


Pacotinhos de Noção

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Para se ser moralista é preciso ter imensa moral, para se ser deputada do PAN há que ter um misto de moral e falta de vergonha na cara.

Inês Sousa Real, deputada do PAN, que se bate bravamente contra a agricultura intensiva, o uso de plásticos nas produções horticulas e fruticulas, e também pela produção local, quase que conseguiu fazer bingo ao acertar ao lado, em grande parte das coisas que defende.

Veio a saber-se que a deputada, e o seu marido, foram donos de duas explorações agrícolas de frutos vermelhos que são pouco amigas do ambiente, utilizam pesticidas, plástico nas embalagens, practicam agricultura intensiva e o principal alvo de negócio é a exportação, quando o PAN defende ferozmente o negócio local. 

Atenção, eu escrevi "foram" porque de facto a deputada já não é a dona deste negócio desde 2013, e foi isso que serviu como justificação.

Uma justificação que demonstra ainda mais a hipocrisia, e até a muita falta de carácter, quando se verifica que Inês deixou de ser dona da empresa apenas porque fez uma cedência de quotas, e estaria tudo muito bem se a dita cuja cedência não tivesse sido feita à própria sogra, o que significa que nos dias de hoje a líder parlamentar do PAN, continua ligada às empresas.

Bonito isto, não é? É o tão bom e interessante "Chico Espertismo".

O verdadeiro problema de se ser tão extremista é esta incongruência.

Qual o fundamento de se ter tão extremo, quando defendemos determinados ideais que devem ser impostos a outros, mas que quando deveriam ser impostos a nós então deixam de fazer sentido? Será este apenas mais um caso de "em casa de ferreiro espeto de pau" ou um simples querer "sol na eira e chuva no nabal"?

Não temos aqui um caso de corrupção, de branqueamento de capitais ou de enriquecimento ilícito. Não temos um crime de lesa - pátria, e se colocarmos a mão na consciência a gravidade deste caso é apenas relativa. 

Era pior se esta pessoa tivesse na sua luta a defesa pelos animais mas depois, nas férias de Agosto, abandonasse o seu cão apenas porque não lhe dava jeito levá-lo consigo. Há muita gente que faz este gesto, infelizmente, mas pelo que se sabe, e até agora não sairam notícias que nos fizessem acreditar no contrário, nenhuma amora, framboesa ou mirtilo foram abandonados à sua sorte, e por essa razão está tudo bem, ficando eu mais descansado.

Por fim gostava só de referir que afinal Portugal não é um jardim à beira mar plantado mas sim um pomar, e um pomar com tantas tentações como o de Adão e Eva e aos quais há muitos a não resitir.

Só assim de repente lembro-me de 3 casos envolvendo frutas.

Este, o da Margarida Martins e os famosos casos da fruta, imputados ao FC do Porto.

Uma coisa é certa, de falta de vitaminas ninguém se pode queixar.

 

 

 

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