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Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

17
Dez22

Senhoras de Tires, façam a vossa parte


Pacotinhos de Noção

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A 24 de Junho, no texto que aqui escrevi, intitulado "Jéssica", deixei o meu pesar pelo sucedido e a minha opinião acerca de que os culpados não estavam todos presos, que a mãe - que nem deveria ser apelidada dessa forma - seria também culpada, e que por isso devia ser punida.

As minhas palavras justificavam-se pelo facto de a mãe abandonar a filha à sorte durante 5 dias, de não ter feito queixa à polícia, e de mesmo com a filha sequestrada ter frequentado festas.

Levantaram-se vozes criticando o que escrevi, que não podia carregar uma mãe com uma culpa que não era dela, que desejavam que eu nunca sentisse o mesmo que aquela mãe estaria a sentir, e uma coisa posso garantir, é que por muitos anos que viva, não irei sentir nunca pelos meus filhos aquilo que aquela "mãe" sentiu, e ainda sentirá pela filha, que é descaso, desprezo, desapego, falta de amor, de empatia, carinho ou qualquer outro sentimento pela menina.

O caso é ainda mais grave do que aquilo que se pensaria, e o Estado, e a Segurança Social, deveriam ser fortemente penalizados pela culpa que também carregam, no que à morte da Jéssica diz respeito.

Ficámos agora a saber que a tortura da menina não foram só durante aqueles 5 dias. Jéssica era usada como veículo para transporte de drogas, e a mãe sabia-o. Ao que parece antes de ser mãe, Inês Paula era toxicodependente... Perdão, chamemos a coisas pelos reais nomes, mesmo que, mais uma vez, vozes se levantem. Inês Tomás era, é e continuará a ser, uma drogadita desprezível, miserável, que não merece o chão que pisa, o ar que respira, a trampa que faz. Uma drogadita que permitia que a filha fosse usada como correio de droga para poder assim continuar a consumir o que realmente lhe importava, algo que lhe é mais valioso do que a vida da própria filha. E aí de quem ouse tentar defender esta assassina, alegando que a droga faz as pessoas cometerem actos que nem se imaginam. Para ranhosos como Inês Tomás, haverá sempre quem estenda a mão, à Jéssica ninguém estendeu, nem mesmo um Estado, que a sabia em perigo, dai a terem sinalizado, mas que nada fez.

A necropsia da menina revela ter o ânus ferido, pela repetida inserção de objectos, com o fim do transporte de drogas. Amigos leitores, desculpar-me-ão todo e qualquer comentário um pouco mais destemperado, mas sou pai de uma menina de 2 anos, a quem mudo as fraldinhas, a quem passo pomadinha no rabo quando tem assaduras, para não sofrer, e como é que esta grandessíssima pu7@, esta valente c@br@, permite que lhe façam com a filha o que fizeram. Por mais drogada que seja, não há nem sequer hipótese de imaginar uma justificação.

O filho da ama, que matou a Jéssica, tem que se apresentar periodicamente na esquadra. Digo-vos que me faria muito menos impressão se as televisões nacionais tivessem optado por transmitir um filme pornográfico em horário nobre, e em sinal aberto, ao invés de mostrarem a festa que este bandalho fez em frente ao tribunal, mais uma série de merdosos como ele, por não ter ficado preso, e por só se ter que se apresentar na esquadra. Diz que não teve nada que ver com o crime, que é um homem inocente, mas não é.

Era ele que vendia, e ainda venderá, certamente, a droga que Jéssica transportava. Sendo ele filho de quem introduzia a droga na menina, e sendo ele o vendedor, querem mesmo fazer-me acreditar que ele não sabia de nada?

Nestas alturas lamento vivermos num país que, ainda assim, é pacato. A falta que faz, nestes casos, um linchamento popular.

Sim, sei que são duras as palavras, mas são conscientes. Não incito à violência, porque essa já foi feita, contra uma menina de 3 anos. Incito e clamo por justiça, porque sei que aquela que temos não funciona.

Nos comentários do texto de 24 de Junho falou-se em pena de morte. Um dos meus leitores, que é mais certinho que outros, defendeu que não deve existir pena de morte, que o Estado não pode utilizar essa ferramenta, sob pena de estar a decidir quem vive e quem morre... Exacto, não vamos decidir se quem matou uma criança de 3 anos deve morrer. Vamos antes deixá-los entrar numa cadeia e cumprir apenas 1/3 da pena. Acho justo.

Para acabar, e mais uma vez não incitando à violência, justifico o título deste texto como sendo uma forma de recado às reclusas do Estabelecimento Prisional de Tires que têm telemóveis, que ainda deverão ser algumas.

Muitas de vocês estão presas, sem poder estar com os vossos filhos, e agora têm aí uma colega que podia estar com a filha, mas que em vez disso permitiu que a matassem, sendo que grande parte dessa morte pode-lhe ser imputada. Mais uma vez digo, não apelo à violência, mas aquilo que é verdade é que em algumas zonas do planeta, quando alguém assassina uma criança, acaba por não chegar sequer a cumprir 1/3 da pena que lhe foi dada, e curiosamente acaba também por nunca mais cometer crime nenhum, e não foi a reinserção social que funcionou...

Estou apenas a constatar.

22
Jun21

ALERTA CM: Farinhera mata paio em feira de enchidos


Pacotinhos de Noção

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Calma. Este foi apenas um título sensacionalista para vos captar a atenção.
Tanto a farinheira como o paio estão de perfeita saúde e nem sei se o tipo de iniciativas como as feiras de enchidos voltaram a ser permitidos pela DGS.
Uma vez que já conto com a vossa atenção aproveito o facto e falo-vos da crise que vivemos no que a notícias diz respeito.
Numa altura em que há tanta informação mas que a população não a sabe crivar, aqueles que o deveriam fazer, para esclarecer os cidadãos, demitem-se também das suas funções, por causa da tão conhecida luta pelas audiências.
A informação quer-se imparcial, rápida, concisa e de fácil compreensão. Não é tudo notícia, e quem segue o trabalho do Nuno Markl já deverá ter ouvido a explicação do porquê a sua rubrica se chamar "O Homem que Mordeu o Cão". Uma das primeiras coisas que é ensinado a quem estuda comunicação ou jornalismo é que (e é dado este exemplo) a notícia é sempre "o homem que mordeu o cão" e não "o cão que mordeu o homem", pois isso é o que será sempre normal acontecer.
Aquilo que já há alguns anos se tem vindo a verificar é que o que cada vez mais passa a ser notícia é "o cão que mordeu o homem", porque as outras notícias, aquelas que mais poderiam interessar a quem se quer informar, dão trabalho a conseguir e muitas vezes precisam de confirmação.
Com a chegada da internet o trabalho deste novo tipo de jornalistas passou a ser muito mais facilitado. Basta-lhes visitar uma ou outra página de notícias, ou uma ou outra rede social, e começar a partir dai a construir a narrativa de um serviço noticioso.
Com isto a qualidade vai decaindo cada vez mais e para conseguir encher um bloco de informação, que poderia ser de 30 minutos, mas que acaba sempre por ser de hora e meia ou duas horas, falam acerca dos carros do Ronaldo, da feira do caracol de Vale da Azinhaga, do maior pastel de Chaves do Mundo e daquela praia da Costa Vicentina que uma revista da Cochinchina e que ninguém conhece, definiu que pertence às 17 melhores praias do Mundo para fazer nudismo apenas com o chinelo do pé esquerdo calçado.
Ainda há dias assisti a uma outra falha de um jornalista que até considero sério.
José Alberto Carvalho emitiu a sua opinião em pleno noticiário que apresenta, acerca das pessoas que criticavam os pais do Noah. Não o devia ter feito... Aliás, não o podia ter feito. Deveria apenas dizer que havia pessoas a criticar e acabou. Ou até podia nem mencionar este facto, porque a notícia neste caso concreto foi o desaparecimento, a busca, o final feliz e, talvez um dia mais tarde, a informação se alguém foi responsabilizado ou não.
Os jornalistas têm um código deontológico que contém apenas 11 pontos, mas desses 11 pontos parecem não querer respeitar nenhum.
Já no início da pandemia foi para mim sofrível verificar a falta de profissionalismo de alguns "pivots" de informação que acharam que deviam dar o seu cunho mais pessoal e aconselhar os telespectadores que estavam em casa...
Devo dizer que aos nossos pais pediram-lhes que fossem para a guerra, a nós que ficássemos em casa e aos jornalistas pede-se apenas que sejam jornalistas e informem. Se quiser uma catarse vou ao psicólogo.

05
Mai21

Perdoai-lhes televisão, pois eles não sabem o que dizem


Pacotinhos de Noção

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Sou um adepto confesso da televisão. Sinto sempre algum asco pela falta de agradecimento e pelo "cuspir no prato em que já se comeu", quando ouço alguém afirmar que vê cada vez menos, porque pensam que não tem qualidade. Vejo as coisas de outro prisma.

As pessoas não assistem televisão porque estão cada vez mais preguiçosas. Querem tudo "mastigado" e pronto a consumir. Prova disso são as imensas quantidades de séries que nos são injectadas incessantemente. Existirão séries de qualidade, com certeza, mas a qualidade aumenta substancialmente se for possível ver numa qualquer plataforma de streaming. Se passar na RTP, ou noutro canal qualquer, já não é assim tão boa. Esquisito, não é? Não... Dizer que se viu na Netflix dá outro estatuto. É o estatuto de rebanho, porque acabam por seguir a moda que todos seguem.

Tenho novidades. Séries como Black Adder, Alô Alô, Seinfeld, Cheers, Dexter, Breaking Bad, Friends, Quem sai aos seus, deram todas na televisão e foram todas feitas para essa mesma televisão e perduram todas na história do audiovisual. Já as de agora, uma vez que são feitas em barda, têm o seu grande sucesso mas são de consumo rápido e para serem de memória efémera. Mal comparado são como os "Los del Rio" com a Macarena, ou o "Psy" com o Gangnam Style. Todos os tocam durante um tempo e depois todos os esquecem, para sempre.

Um dos argumentos é que a televisão estupidifica. É verdade. Quando estupidifica mais é naquela altura em que se argumenta que ela estupidifica.

A televisão informa, instrui, esclarece, faz sonhar e ajuda também a discutir opiniões. Além de ser uma autêntica janela para o Mundo. Apenas temos que escolher o que ver.

Quero ver alguém afirmar que se sentiu mais estúpido, depois de ver um episódio do maravilhoso "Portugalmente" do Luís Osório, ou qualquer outro dos seus documentários. Ou uns mais actuais Governo Sombra, Irritações ou Eixo do Mal. Ou com o "Herman Enciclopédia", do Herman ou os episódios dos "Gato Fedorento".

Aprendi imenso com concursos como o "Quem quer ser milionário" do Carlos Cruz, a "Arca de Noé" do saudoso Fialho Gouveia ou até o Palavra puxa Palavra, com o António Sala.

E hoje em dia, o "Traz Prá Frente", com o Alvim, o Markl, a Inês Lopes Gonçalves, o magnífico Júlio Isidro e o Álvaro Costa, só não serve de fonte de curiosidades e informações se não quiserem.

Na televisão há de tudo, é apenas preciso saber escolher, mas a maioria das pessoas não está para isso. Preferem colocar a cabeça enfiada no ecrã de um smartphone ou de um computador e ficar alheios de tudo. Até da família.

Mesmo nessa questão a televisão acaba por ser mais amigável, pois é muito mais simples pais e filhos se sentarem em frente a um televisor e passarem algum tempo, até a partilharem o mesmo espaço, do que cada um pegar no seu aparelho e desaparecerem para os seus cantos acabando por ficarem a viver com estranhos.

Em termos de informação vão dizer que é tudo uma vergonha, mas dizem-no porque só têm a CMTV na ideia. Mas até a CMTV tem o seu mérito. É um facto que acabam por ser sempre os primeiros a chegar.

Mas dizer que a SIC NOTÍCIAS, não tem qualidade, e grande parte da TVI24, é uma desfaçatez. E depois temos, por exemplo, o 6ª às 9, na RTP com a Sandra Felgueiras. Programa de jornalismo de investigação de clara isenção e qualidade.

Não defenderei mais a minha dama. Acho que deixei bem explícito aquilo que penso e relembro que antes da internet a televisão já existia e de uma forma ou outra sempre ajudou a formar e a informar. Não sejam por isso ingratos com ela.

 

 

23
Abr21

Cyborgs das redes sociais


Pacotinhos de Noção

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Há cerca de uma semana, em S.Domingos de Rana, um miúdo de 15 anos (Tomás Braga) foi assassinado por um colega de escola de 18.

O motivo não interessa. Um miúdo morreu, outro, não tão miúdo, matou.

Tirando a CMTV, os restantes canais pouca ou nenhuma relevância deram ao caso. O que morreu era branco, o que matou era preto. Não vi o Mamadou Ba, o Diogo Faro ou a Joacine Katar Moreira a elevar a voz, ou a colocarem posts no Instagram acicatando toda uma multidão contra o preto que matou. Isto porque provavelmente não consideram que tenha sido um crime de racismo. E eu concordo. Aliás, não é este, não é o do Bruno Candé, não é o do George Floyd. O assassino que matou Floyd também mataria um branco, quem matou o Candé também, e o rapaz que matou o Tomás matá-lo-ia tivesse ele a cor que tivesse, porque o que falha aqui não é a cor da pele, são os valores.

O que é que leva um rapaz, com toda uma vida pela frente, a cometer um acto destes?

Simples. Falta de carácter, falta de respeito pelo próximo, falta de sentimentos.

Isto porque andamos a criar seres ciborgues. Não têm um braço ou uma perna robótica mas o cérebro está formatado para "likes" e validações em redes sociais.

Com que fundamentação faço tal afirmação? Analisando este caso concreto.

O rapaz que matou discutiu com o Tomás numa rede social. Os "amigos" disseram-lhe que ele não podia deixar as coisas ficarem assim, que era uma humilhação, que teria que haver sangue e teria que haver facada. Eles filmaram o acto em si porque estavam a transmitir para a rede social. Uma discussão ou uma luta vai dar "likes", vai fazer ganhar seguidores. É para isto que vive a geração mais nova.

Aquele que era um nicho social há uns tempos, que depois formava indivíduos para serem protagonistas de "reality shows", está a deixar de ser um nicho e começa a ser generalizado. Como pai tenho receio. Sei que estou a educar os meus filhos com os valores basilares para saberem viver em sociedade, mas saberá a sociedade de então, viver com eles?

Hoje os comportamentos desviantes ainda são fáceis de identificar, mas será que mais tarde o serão? Ou o comportamento desviante será uma pessoa que demonstra o mínimo de respeito e educação e acabará por ser marginalizado, porque não vive segundo os cânones da sociedade da altura? Ninguém sabe as respostas a estas perguntas e resta-nos aguardar.

Esta febre da malta nova pelas redes sociais deveria ser travada. Tal como a pornografia, o álcool, conduzir e o tabaco, as redes sociais só deveriam ser permitidas depois dos 18 anos, porque ter-lhes acesso enquanto têm o sistema cognitivo em formação, é estar a transformá-los em seres insensíveis e sem escrúpulos.

Em vez de andarem a proibir desenhos animados como o Dragon Bal, onde existe uma clara diferenciação entre o bem e o mal, ou a fazer caça às bruxas porque nos Simpsons o que faz a voz de determinado boneco não é da raça desse boneco, cujo intuito é apenas o de estimular o sentido de humor, que é uma clara demonstração de inteligência, deveriam analisar os prós e os contras das redes sociais na mente dos jovens e crianças, e então tomar decisões...

"Ah, o meu filho tem 3 anos e sabe mexer muito bem no tablet"...

Tudo bem, mas se calhar ainda usa fraldas e não sabe usar um talher. Prioridades, meus amigos, prioridades, para mais tarde não termos que ir à prisão, visitar o nosso filho ou pior, ao cemitério.

Estou a ser dramático? É natural, a situação é dramática.

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