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Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

18
Ago21

Colocar os pontos nos i's


Pacotinhos de Noção

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Não afirmo com convicção que será a última vez que falo acerca do COVID, da vacinação, de negacionistas e de tudo a que este assunto está inerente porque infelizmente é um assunto da actualidade e como tal, por mais que não queira, de vez em quando terei que o abordar. Mas admito que é algo que já me enfada um pouco, porque a realidade é que é sempre "vira o disco e toca o mesmo".

Mas desta vez vou clarificar algumas questões que se prendem com afirmações que faço nas coisas que escrevo e que podem causar alguma confusão.

Comecemos com a minha pouca tolerância para com os negacionistas, ainda que concordando com um ou outro ponto.

Negar que o COVID existe é uma parvoíce.

Existe, mata e tem que ser combatido. Para já a melhor forma de o combater é com vacinação, que para mim não é uma escolha, é um dever cívico. Alguém que não se vacine não se está só a colocar em risco a si e está quase que a perpetuar esta luta com uma pandemia que, embora mais fraca, continua a existir.

Concordar com a vacinação é uma coisa, mas isso não significa que concorde com todas as medidas tomadas por quem toma decisões.

Não concordo com a divisão de pessoas de primeira e pessoas de segunda, apenas porque umas estão vacinadas e outras não.

Se a pessoa não está vacinada apenas por sua vontade, então a consequência, caso seja infectada, deveria ser o ter que suportar a totalidade das custas do seu tratamento. As pessoas que não estão vacinadas por impedimentos de saúde ficariam excluídas desta obrigação.

Concordo com o ponto em que afirmam que neste momento o COVID já serve de desculpa para tudo. Temos tido mortes na casa das 10/11/12 pessoas por dia. Outras doenças têm matado mais que isso, mas como a prioridade é o vírus, há pessoas com cancro, diabetes e outras doenças que passam mal e acabam por não resistir por não terem o seguimento adequado.

Concordo que os testes são um negócio.

Se a prioridade é testar, testar, testar, então os testes deveriam ser comparticipados, se não a 100%, numa percentagem muito próxima disso.

Não concordei com o alargamento do último confinamento e com a tortura que foi para grande parte dos negócios estarem fechados tanto tempo. A propaganda política falou em apoios, mas a verdade é que efectivamente os apoios foram parcos e por isso é que não custou tanto a este Governo socialista, prolongar tanto o confinamento. Não lhes estava a sair do bolso.

Concordo que os números agora apresentados deixam muito a desejar. Uma das notícias que hoje vi foi a de que um idoso morreu num lar com COVID. O senhor tinha 101 anos. Uma pessoa com 101 anos morre repentinamente, esteja infectado ou não. Acho que tudo serve para aumentar os números para que a coisa seja mais mediática. A pergunta que deixo é:

Se um indivíduo se dirige no seu carro para um hospital, para ser internado por estar contaminado, despista-se e morre. O óbito vai referir acidente ou COVID19? A ideia com que fico é que seria COVID.

Resumindo e concluindo. Aquilo que quero dizer é que aqueles que pensamos estarem certos nunca o estão a 100% e aqueles que julgamos estarem errados também, muitas das vezes, têm algo para nos ensinar.

Para terminar queria também afirmar que ser negacionista não pode ser sinónimo de vândalo e bandido. Destruir centros de vacinação é atitude cobarde e de egoísmo. Quem não se quiser vacinar está a errar, mas tem esse direito. O que tem que perceber é que também tem que deixar que os outros exerçam o direito de se vacinarem, se assim o desejarem.

27
Jan21

Uma pandemia sem vacina


Pacotinhos de Noção

 

Todos estão a par deste vírus que se espalhou rápidamente e que não tem vacina e nem parece ter fim à vista.

É um vírus que não mata, mas moe e que tem um efeito de propagação devastador... Não, não estou a falar do COVID 19. Estou a falar da Cristina Ferreira.

Dizem que um país tem os políticos que merece e pelos vistos tem também os ídolos que mais se lhe adequam. O facto de ser uma saloia não é  característica de demérito, e não deveria também ser um estandarte glorioso. Ser saloia faz alguém mais nobre e genuíno que um tripeiro ou alfacinha? Percebo que seja saloia porque é da Malveira, mas não consigo compreender a justificação de ser desprovida de qualquer tipo de senso comum, noção ou capacidade de identificar o ridículo a que se expõe.

Já todos vimos os cartazes que a magnata da azeitice divulgava, quando ia ser transmitido determinado filme ou programa na estação de Queluz de Baixo. Imaginem que iam passar o filme da Disney "A Bela e o Monstro". O cartaz ia ser a cara da Cristina Ferreira no lugar da Bela, no lugar do bule e no lugar do Monstro... e que monstro criei eu, pensará por esta altura Manuel Luís Goucha.

Nem se pode dizer que fossem cartazes com um qualquer tipo de mensagem subliminar porque a mensagem, essa, estava bem explícita, era -"tomem Cristina até mais não. Cristina de manhã, à tarde e à noite, Cristina na televisão. Cristina nas revistas e até no telhado do pavilhão. É Cristina em comprimidos, em gotas e já se está a preparar em supositório (o vulgo foguetão)"-

Não me preocupa minimamente o desgaste da imagem da empresária. Na verdade até tenho todo o gosto que se gaste depressa. Apenas tenho pena que existam tantos e tão bons comunicadores/apresentadores de televisão colocados na prateleira, e que sejamos obrigados a consumir esta pessoa de manhã à noite.

Se me disserem que tenho sempre a opção de mudar de canal, tendo a concordar. Mas isto é uma pandemia, a pessoa já não está circunspecta só ao canal, está generalizada e parece um sonho mau, para onde quer que me vire é só Cristina, Cristina, Cristina.

A única coisa que usaria com gosto, caso a Cristina Ferreira decidisse lá colocar a cara, seriam rolos de papel higiénico, mas de escatologia falarei noutro post em que fale de políticas.

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