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Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

07
Dez22

A dureza da ingratidão


Pacotinhos de Noção

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Começo por dizer que nunca fui dos deslumbrados por Ronaldo, mas a partir de determinada altura passei a admirá-lo. Sempre o preferi ao Messi. Não por ser português, mas por ter a coragem de demonstrar o seu valor em vários clubes, por conseguir deixar a sua marca em todos, por ser um exemplo de trabalho, de evolução e de conceito família. Tinha tudo para se deixar deslumbrar, encostar-se aos títulos e ao dinheiro ganho e aguardar pelo seu fim de carreira, sem se ter que incomodar, afinal de contas já tinha os bolsos cheios. Em vez disso, Ronaldo quis sempre melhorar, quis sempre crescer, bater recordes. Passou a ser um vício, uma necessidade de afirmação, e podemos criticar por isso? Numa sociedade, longe de perfeccionista, que desempenha as suas funções de maneira sofrível, não seria de admirar quem trabalha para ser o melhor?

A grandiosidade deu-lhe alguma falta de modéstia e até alguma gabarolice? Pois com certeza que deu, e se esse é o seu maior mal, então está de bom tamanho.

Cristiano Ronaldo não é o D.Sebastião desaparecido, não é o salvador da pátria, e importa-me muito pouco se nos quatro cantos do mundo sabem o que é Portugal apenas por causa dele. Aquilo que me importa é que Ronaldo já foi O MAIOR, O MELHOR, o arquétipo do perfeito jogador de futebol, e nós pudemos ser testemunhas desse feito. Tivemos outros bons jogadores na selecção, mas poucos com a entrega dele. Todos têm presente a imagem de Eusébio a chorar, em 1966, depois da selecção perder contra a selecção inglesa. É uma imagem que demonstra a entrega de um jogador à selecção. Temos disso em Cristiano Ronaldo, mas não tínhamos, por exemplo, noutro grande jogador português, que chegou a afirmar que se vinha à selecção para perder prestígio, então preferia não vir. Quer proferiu estas palavras foi Luís Figo.

Não era, enquanto CR7 estava no auge, que o mesmo precisava de respeito, de apoio, de amizade por parte dos adeptos. É agora, numa altura em que todos lhe viram as costas, em que ele ainda joga ao mais alto nível, mas em que a populaça, e os comentadores, não hesitam em tentar rebaixar e menosprezar.

Ainda presentemente Paulo Futre, que já não joga há uns anos valentes, é amado, acarinhado e respeitado pelos adeptos do Atlético de Madrid, Ronaldo, ainda no activo, perdeu a imprensa, os comentadores, os treinadores e alguns adeptos.

Relembro que Ronaldo não criou o futebol em Portugal, mas faz parte de um época em que, talvez, o mesmo tenha tido o seu ponto mais alto. Foi campeão europeu... Para mim, sinceramente, isso diz-me muito pouco. Não ligo assim tanto ao futebol que julgue que ser campeão europeu seja algo com tanta importância, mas é verdade que antes de Ronaldo estávamos habituados a um futebol português comparável ao tremoço, e agora temos um futebol comparável ao caviar.

Estão a ser injustos e mal-agradecidos para alguém que acima de tudo sempre trabalhou imenso.

Espero que no resto do Mundial Ronaldo ainda possa dar duas ou três chapadas de luva branca àqueles que sempre precisaram dele para fazer notícias e vender jornais, e que agora dizem cobras e lagartos.

No fim de carreira as pessoas devem ser acarinhadas, não espezinhadas. A imagem que ilustra este texto é demonstrativa de alguém que no fim, depois de tanta ribalta, vai dar graças a Deus por ter investido numa família que ama. São eles que lhe irão dar o colo que irá necessitar.

Temo que para muita gente, Cristiano Ronaldo só será novamente elevado a grandioso no dia em que morrer, e em que relembrarem o artista que foi com os pés.

30
Mai22

Os famosos não andam lá muito famosos


Pacotinhos de Noção

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Longe vão os tempos em que ser-se famoso eram sinónimo de encanto, fascínio e exclusividade.

Evitei até agora falar do caso Johnny Depp/Amber Heard, porque não quis de alguma forma influenciar o julgamento, e, porque temia que se um ou outro lessem o meu post, podiam ficar melindrados comigo, e uma amizade tão forte poderia ficar abalada. Sou amigo de lhes frequentar a casa e fazermos brincadeiras parvas e tudo. Uma vez, a Amber até apostou comigo que eu não conseguia fazer uma coisa em cima da cama deles. Eu ganhei a aposta, e eles mandaram um edredão para o lixo. O que vale é que devia ser do IKEA por isso não era assim tão caro.

Este julgamento, e os relatos de tudo o que se passou, mostram que grande partes das vezes ser famoso e rico só difere de um anónimo e pobre, porque a capacidade de não se ter limites é maior e, ao contrário do que se possa pensar, os limites são algo de positivo, pois são eles que nos impedem de sermos estúpidos, inconsequentes, arrogantes e idiotas, e com estes quatro adjectivos consegui caracterizar alguns famosos. Muito basicamente é isto que os diferencia porque depois, bem vistas as coisas, a desgraça é toda a mesma.

Este assunto veio-me à cabeça ao observar a família do Gonçalo Quinaz, que apareceu hoje no Big Brother para lhe prestar apoio. Aqui impera um pouco a futilidade, mas quando imaginamos a família de alguém "FAMOSO" não estamos à espera de um tipo de calções e meias puxadas, uma mãe com um vestido que parece um repolho cor de vinho, demasiado curto para os joelhos que tem, de alguém que vestiu uma camisa, essa sim, cor de repolho e outro alguém com uma camisa que parece feita de retalhos.

Não esperava ver a família real inglesa, até porque essa também tem uns podres bastante malcheirosos, mas esperamos sempre um pouco mais. E a questão nem é por ser em Portugal, conforme demonstrei no início deste texto, e também não tem que ver com dinheiro. O Cristiano Ronaldo tem dinheiro que não acaba mais, e isso comprou-lhe gosto? A ele ou a alguém da família? A Georgina, por exemplo, é tão deslumbrada, e acaba por ter tão mau gosto, que ser for comprar a mala mais cara que houver na BIMBA E LOLA, tenho a certeza que a única coisa que vai aparecer é a BIMBA, a LOLA, com vergonha, há de ter ido dar uma volta.

As redes sociais são também um dos motivos pelos quais aqueles que dantes eram distantes e inalcançáveis, e sobre os quais pouco saberíamos, agora estão aqui mais ao pé, não hesitam em falar e dar opiniões, por mais escabrosas que possam ser, mas que depois permitem que o tal "glamour" se desmorone e nos dê a sensação real de que eles são apenas mais uns.

São poucos os famosos a quem isso não acontece. Posso dizer, por exemplo, que no caso do Herman José isso não acontece.

O motivo de tal não acontecer, mesmo o humorista partilhando tanto da sua rotina diária, é porque tudo aquilo que ele mostra tem gosto, tem requinte, mesmo que esteja apenas a mostrar os pepinos que tem na sua horta.

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