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Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

14
Mai23

Um atraso de 11 anos


Pacotinhos de Noção

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Hoje senti-me envergonhado comigo mesmo.

Sou um apreciador do trabalho do Ricky Gervais. Tenho por convicção de que foi um dos melhores apresentadores dos Golden Globe de sempre, e amaldiçoo a Academia por não terem a coragem de o convidar para apresentar os Óscares. Ainda assim, só hoje tive conhecimento de uma série, já de 2012, criada e protagonizada por si.

Tem por título “Derek”, que é o nome do protagonista. Um tipo de meia-idade, com uma aparente deficiência cognitiva, que trabalha num lar de idosos.

Derek é alguém com um coração maravilhoso que retira de todos aquilo que de melhor têm para lhe dar. Tem nos seus utentes velhotes os seus grandes amigos, e trata-os como se da sua família fizessem parte.

É uma comédia dramática, muito ao estilo de Ricky Gervais. Foi a esta série que foi buscar alguma inspiração para o “After Life” e também muitos dos actores.

Neste trabalho Gervais mostra também como é enorme o seu talento para a actuação. Seguindo Derek nos seus afazeres, rapidamente nos esquecemos de que quem ali está é Ricky Gervais, na interpretação de um papel, e a personagem ganha a sua vida, a sua identidade própria.

Quem não viu, recomendo que veja. Está na Netflix e vale bastante a pena. Ricky, amigo, se estiveres a ler estas linhas:

“Maintenaiting the good trabalhaition. You are grandation”.

16
Mar22

Se arrepia é porque até é bom


Pacotinhos de Noção

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À partida este não seria um filme sobre o qual esperaria escrever, mas apanhou-me desprevenido e acabei por gostar bastante.

Jungle Cruise, com Dwayne Johnson e Emily Blunt, não é o filme perfeito, longe disso, tem as novas manias do costume, de mostrar como as mulheres são empoderadas, ao ponto de conseguirem lutar, fisicamente, de igual para igual com os homens, e teve também que ter representada a sua quota-parte de personagens representativas do movimento LGBT, mas ainda assim consegue ser de algumas formas inesperado, e até causar um certo calafrio, o que nos leva a pensar o que poderia sair daqui se a Disney tivesse apostado num produtor com mais currículo e provas dadas, e numa produção mais demorada e detalhada, como acontece na série dos filmes dos Piratas das Caraíbas.

Algo de interessante neste filme é que existe uma história base, que é a aventura na busca por uma árvore antiga, cujos poderes curativos são lendários.

Para a encontrar a Drª Lily Houghton (Emily Blunt), precisa navegar pelas águas do rio Amazonas, contratando assim os serviços do capitão Frank (Dwayne Johnson).

À procura da mesma árvore está também Prince Joachim, um meticuloso e frio militar alemão, que não olhará a meios para atingir os seus fins.

E parece que o filme se fica por aqui, certo? Errado. Aquilo de que vos falei é apenas uma pequena parte, a partir de determinada altura a história tem um acréscimo de personagens, e recebe uma injecção que dá todo um novo rumo à película, mas que não vou contar, para não estragar o momento.

Torno a dizer que este filme da Disney, tendo outro tipo de produtor e tendo tempo para gravação, poderia ser algo mais, assim como Dwayne Johnson que já vai acumulando anos de representação, mas ainda não teve aquele papel que lhe possa dar o estatuto de bom actor. Talvez seja com um dos próximos filmes, como o Black Adam, por exemplo, em que o ex-lutador de wrestling, fará o papel de uma herói da DC (COMICS).

Para terminar gostaria de sublinhar a banda sonora do filme, que está a cargo do compositor James Newton Howard que teve uma magnífica ideia ao utilizar instrumental de "Nothing Else Matters" dos Metallica, com um novo arranjo, e que serve no filme de moldura a uma cena de retrospectiva, narrada por Dwayne Johnson.

Se tudo o resto no filme não prestasse, só por este pedaço, já teria valido a pena, e eu nem sequer sou fã dos Metallica.