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Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

20
Jul21

Sei quem foi mas não me acuso


Pacotinhos de Noção

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Agora foi o Ministro do Ambiente e Transições Energéticas, João Pedro Matos Fernandes, que foi tramado pelo seu motorista. Então não é que o raça do homem se pôs a "voar" a 160 km/h numa nacional onde o limite é 90, e a 210 numa auto-estrada em que o limite é "até bateres num trabalhador"!

O Ministro já prestou declarações afirmando que nem deu por isso mas que não se preocupem porque o culpado, que não é ele, já levou um puxão de orelhas. O culpado obviamente que é o motorista.

Não é o mesmo motorista do Cabrita, esse deve estar a tentar atropelar jardineiros sem o conhecimento do patrão, mas começo a ficar preocupado com este padrão.

Sócrates foi tramado pelo motorista que andava a transportar malas de dinheiro para o estrangeiro, sem o seu conhecimento.

Cabrita foi tramado pelo seu motorista que acelerou que nem um louco, por sua livre e espontânea vontade, acabando por atropelar um tipo que teve o topete de vir a falecer.

Matos Fernandes foi tramado pelo seu motorista que sofre do mesmo mal do motorista de Cabrita, mas sem a parte do atropelamento, mas porque não calhou.

Então e qual o ponto comum nestes três casos?

Os mais distraídos cairão no erro de dizer que o ponto comum é o facto de serem motoristas a tentar tramar pessoas de bem, mas como anteriormente disse, estão distraídos. Não são pessoas de bem, eram o Sócrates, o Cabrita e o Matos Fernandes. Indivíduos sem espinha dorsal, sem respeito por nada nem ninguém e que têm imensa dificuldade em assumir seja o que for.

Sócrates e Matos Fernandes sei que têm filhos, Cabrita desconheço, mas admitamos que até tem... Assumem-nos como seus ou colocam também as responsabilidades nos motoristas? Parece uma pergunta descabida, mas já estou por tudo.

Os governos PS são sempre vítimas das circunstâncias. Tudo que de mau lhes acontece, acaba por ter sempre um culpado comum que é o "Não fomos nós".

Culpados da queda da Ponte de Entre-os-Rios?

Governo PS - Não fomos nós

Culpados da chegada do FMI "Troika" a Portugal em 1977, 1983 e 2011?

Governos PS - Não fomos nós

Culpados do buraco financeiro criado pelo BES?

Governo PS - Não fomos nós

Culpados dos incêndios de Pedrógão em 2017 e do grande incêndio de Outubro, também em 2017, totalizando 111 mortos?

Governo PS - Não fomos nós

Culpado da recuperação económica de Portugal, que se deu em 2016, depois de entre 2011 e 2015 se terem feitos cortes de salários, congelamento de pensões, aumentos de impostos?

Governo PS - Não fomos nós... Quer dizer, a parte da recuperação económica fomos nós, o resto não... Foi o Passos Coelho.

Aquilo que com o passar dos anos, em que vamos tendo governos PS verifico é que sendo um governo socialista, demonstra uma falta de respeito pela sociedade e pelo ser humano em geral. Somos tratados como números e algo de descartável.

Economicamente a época de Passos Coelho foi dura. Na verdade foi duríssima, mas agora quando a factura dos confinamentos surgir, é que vamos conseguir perceber o que é um verdadeiro lobo com pele de cordeiro e ainda vamos ter muitas saudades do Passos Coelho, que nos salvou de um Sócrates mas que não sei se salvará de um Costa.

Voltando à questão dos motoristas, penso que se devia tentar desmantelar esta rede obscura de motoristas que tentam descredibilizar Ministros do Governo PS. Está mais que visto que é uma cabala e não me admirava nada que o outro tipo em Espanha e o de Reguengos de Monsaraz, que se atiraram para cima das esplanadas, sejam agentes motoristas dessa dita rede.

Importa saber se no banco de trás dos carros destes tipos vinha algum ministro, a passar pelas brasas.

 

01
Mar21

Os processos do COVID


Pacotinhos de Noção

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O COVID emitiu um comunicado a dizer que está farto de que lhe sejam imputadas as culpas de tudo, sobre tudo, e como tal já instruiu os seus advogados para que comecem desde já a processar, quem denegrir o seu bom nome.

Este parágrafo seria o bom início para uma fábula, acerca de um vírus que teve uma ascensão meteórica. Num dia era totalmente desconhecido e no outro teve uma projecção mundial. Como vírus que é essa projecção não se deveu só a si, mas também a quem lhe serviu de hospedeiro, que não sabendo o propagou mas que mesmo depois de o saber, também foi sendo incauto.

Sendo o vírus o vilão desta fábula depois teriam que existir os heróis, que são todos aqueles que o combatem, todos os que já sofreram com ele, todos os que batem palmas à janela e todos os que desenharam arco-íris. Para apimentar a história são então adicionadas aquelas personagens mesquinhas que acabam por não ser a parte fundamental, mas que por serem tantas,tem grande foco, queiramos nós ou não. São eles os oportunistas/lesados do COVID.

Estas personagens são as que precisaram apenas da oportunidade para assim puderem retirar das suas costas toda e qualquer culpa, incompetência, falta de profissionalismo, imbecilidade e colocar nas costas do COVID.

Temos casos públicos que todos identificam, como o de Jorge Jesus, e do Benfica, que jogam mal e pouco, não pela falta de qualidade, pela diminuta capacidade de prospecção de jogadores, que o treinador e o clube têm demonstrado, mas sim por causa do COVID. Temos o caso do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que parece que só começou a funcionar mal agora, que apareceu o COVID. Dantes não, dantes o SNS parecia um relógio suíço todo afinadinho, que funcionava às mil maravilhas... O raça do COVID é que veio lixar tudo. Mas na área da saúde há coisas que mudaram para melhor, senão reparem. Antes do COVID iamos a uma consulta no Centro de Saúde e quando no dirigiamos ao "guichet" para dar entrada, junto da funcionária, tinhamos que levar com a carantonha de quem está a fazer um frete, ao premir dedo a dedo o nosso nome no teclado do computador. Agora não. Agora com o COVID não nos deixam sequer ir ao Centro de Saúde. Dizem-nos para ligar a marcar consulta ou deixar recado, que depois o médico liga, e assim não temos que ver a tal carantonha, nem sequer ouvir a voz, porque quem já tentou telefonar sabe que dificilmente é atendido.

Mas resumindo:

Atraso nos transportes - culpa do COVID

Extraviou-se uma carta - culpa do COVID

Falhas na internet - culpa do COVID

Combustível mais caro - culpa do COVID

Uma velha mata a filha - culpa do COVID (vi esta notícia na CMTV - curioso é que nenhuma das duas estava infectada)

Sporting vai ser campeão - aqui a culpa não é do COVID... Júpiter deve-se ter alinhado com Saturno, dado uma cambalhota com Plutão, alinhou os chacras e passou na casa partida e recebeu 2 contos. Só esta conjunção de situações permite ao Sporting ser campeão, por isso é que é tão raro.

Mas voltando à fábula acerca do COVID.

Este estilo literário tem como intuito apresentar um final com uma moral que nos dá a conhecer uma característica do ser humano que deveria ser modificado.

Este meu post está então a chegar ao fim e lendo e relendo tento extrair essa moral que vos deixaria a pensar um pouco, mas a verdade é que não me está a ocorrer nada, ou se ocorre não me parece que seja bom o suficiente para escrever.

Como vou então descalçar esta bota!

Na verdade se fosse noutra altura tinha aqui um final fantástico para vos maravilhar, mas com toda esta situação do COVID vou ter que terminar mesmo assim, fraquinho, fraquinho.

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