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Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

02
Fev23

Pó de palco


Pacotinhos de Noção

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O pó de talco, tão comummente usado, há uns anos, por velhotas menos asseadas, que na sua fuga ao banho, enchiam a sua roupa interior desta neve branca, e também nos rabinhos dos bebés, para evitar assaduras, tem um cheiro bastante agradável, que todos reconhecem. Já o pó de palco, que é o pó que já ganhei a esta história do palco do Papa, pelo contrário, tem um cheiro pestilento, que se nos entranha no nariz, e que dificilmente sairá.

Mais de 5 milhões de euros, para construir uma "mezzanine" celestial, seria valor que pouco me importaria, caso parte desse valor não fosse pago por todos nós, os contribuintes, e sendo eu um triste agnóstico, fico ainda mais aborrecido porque é dinheiro que vai ser gasto em algo que nem sequer me convém. É o mesmo que ir à Women Secret e comprar uma combinação feminina para mim. Se calhar até me ficava bem, mas é coisa que não vou usar, o que significa que, à pergunta de Carlos Moedas, "se querem ou não um evento como as Jornadas Mundiais da Juventude, em Portugal", a minha resposta é que não senhor, não quero, mas essa pergunta devia nos ter sido feita antes, não agora, já próximo do facto consumado. Devia ter sido até um pouco antes daquela figura ridícula que o Palhaço da República... Perdão, Presidente (os correctores ortográficos estão cada vez piores) do "Conseguimos, esperávamos, desejávamos, vitória, conseguimos"... E de facto conseguimos. Conseguimos fazer figura de parvos mais uma vez. Conseguimos arranjar mais um evento de grandes dimensões, com ajustes directos, orçamentos de milhões e compadrios sem fim, para ver onde a derrapagem escorrega melhor. Conseguimos que mais uns quantos políticos se embrenhem ainda mais nas teias da igreja portuguesa, para que aquele, que se deseja um Estado laico, de laico tenha cada vez menos, até porque se laico fosse, os padres pagariam impostos como todas as pessoas normais, que trabalham e também o fazem. Com esta mistura de Estado e Igreja, não é então de admirar que projectos de lei, como o da eutanásia, aborto, casamentos entre pessoas do mesmo sexo, adopção de crianças por essas mesmas pessoas, sejam sempre projectos de difícil resolução, e que demoram muito mais tempo a ser aprovados do que é, por exemplo, a ser construído um palco de dimensões correspondentes ao valor de 5 milhões de euros. Uma obra desta envergadura, feita assim às pressas, é mesmo um acto de fé, porque com mais de 2000 mil pessoas lá em cima, só com muita fé e reza à mistura, é que aquilo não vai tudo abaixo.

5 milhões de euros nem é um valor assim tão elevado, quando temos em consideração que é apenas uma pequena parte de todo um bolo bem mais guloso. Ao que parece a Câmara Municipal de Lisboa vai entrar com 35 milhões, a Igreja com 80 milhões, e há-de haver mais dinheiro de patrocinadores, mais propriamente daquela empresa chamada Estado, e depois todos os voluntários a trabalhar nas jornadas ainda pagam uma inscrição de 140€. É verdade, leram bem, quem quiser ir trabalhar para as Jornadas Mundiais da Juventude, PAGA para lá poder ir trabalhar.

Isto é a Igreja a mostrar como continua a ser Igreja, mas agora em vez de ir ao r@binh0  de criancinhas, fá-lo de uma forma mais generalizada. Exactamente, abordo este tema da pedofilia no seio da Igreja, não de forma displicente. Faço-o para relembrar que a descoberta do encobrimento destes casos não foi assim há tanto tempo como isso. Foi ainda durante o ano passado, mas ao que nos é dado a entender nada disso é importante. Aquilo que realmente importa agora é dar festa, e milhões, a essa classe que marcas tão boas foi deixando no decorrer da história, e que como tal merece todo o nosso amor e carinho. Só gostava de saber como a época dos descobrimentos é motivo para cancelamentos e exaltações à vergonha nacional, e anos de Inquisição, caça às bruxas, pedofilia, jogos de poder nos bastidores, são branqueados e ficam mais castos do que um grupo de cardeais do Vaticano.

Mas chega de tanta conversa e tanto assunto. Comecei por falar no palco e a dizer que o cheiro deste pó de palco é pestilento... Relendo o que escrevi dá para perceber bem por quê. O clero não está podre, sempre foi, e vamos poder aplaudir essa podridão, num palco grandioso, que custa mais de 5 milhões de euros. Obrigado Meu Deus.

 

 

29
Jan23

Embora ajudar?


Pacotinhos de Noção

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NOTA PRÉVIA:

 "Fiz este pedido no Instagram.

Quem tiver conta que vá até ao meu Instagram e que faça o que peço a seguir. Não custa nada e não sabemos se realmente estaremos a ajudar a salvar alguém."

Depois do post acerca da mãe e do filho que moram numa tenda, na praia, curiosamente fui-me deparando com mais algumas situações problemáticas.

Uma delas, vi aqui pelo Instagram, e é a de alguém que atingiu um ponto de desespero tal que até já enviou mensagem para a conta do Primeiro-Ministro

Não sei quem a pessoa é, mas imagino que esteja bastante desesperada, pois fala até em pôr termo à vida, o que me leva a pensar quantas pessoas já terão cometido suicídio por viverem uma situação onde não vêem solução à vista. Uma situação que, tenho que admitir, não têm os nossos governantes a total responsabilidade, uma vez que é uma crise global, mas têm total responsabilidade, isso, sim, por não terem estruturado a nossa economia com alicerces fortes, que não ruíssem sempre que há um sopro de crise. Têm responsabilidade, sendo Portugal um país tão pequeno, em não blindar o nosso sistema económico-social, de modo que todos os cidadãos de Portugal, possam sobreviver à crise, mantendo algo que se pareça com um modo de vida digno, sem ter quer perder o emprego, a própria casa e até a capacidade de adquirir a alimentação básica e indispensável. É por isso que peço a todos quanto leiam este post, que o reencaminhem para aquele que, sendo o Primeiro-ministro, é o mais alto responsável pela falta de defesa dos direitos mais básicos dos cidadãos do seu país, para que se sinta obrigado a prestar auxílio à pessoa que lhe pediu socorro. Nós temos o nome rasurado e não sabemos quem é, mas na caixa de mensagens de quem gere a conta do senhor Primeiro-ministro, não aparecerá rasurado, e poderão assim identificar a pessoa.

05
Jan23

Blockbosta do momento


Pacotinhos de Noção

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Um "blockbuster" é um filme que gera interesse e, acima de tudo, gera retorno financeiro. Temos na saga "Star Wars", e nos seus tantos episódios, o exemplo perfeito disso mesmo.

O blockbosta é um bocadinho diferente. Tem imensos episódios, mais até que as películas de George Lucas, e o intuito não é gerar retorno financeiro, é antes gerar transtorno financeiro. Transtorno não para os protagonistas da história vergonhosa, mas sim para todos os que assistem, e que somos nós. Eles, como protagonistas que são, recebem o seu magnífico quinhão, sendo aquilo que dá a origem ao blockbosta. É então um círculo vicioso, inerente a um círculo de viciados, não por drogas, mas por poder e também por poderem meter-nos a mão ao bolso.

Neste tipo de película António Costa chama garoto a George Lucas, pois cria enredos bem teados e onde não existem heróis, só vilões e otários. Os vilões são os protagonistas, os otários somos nós.

Não é gralha o cartaz desta coboiada de bandidos, ter actores de outras épocas, como José Sócrates e Manuel Pinho. Serve para demonstrar que este grupo de malfeitores percorrem o seu caminho há já muitos anos, e não apareceu ainda um Xerife que lhes conseguisse deitar a mão. Quando houve um que tentou, no seu cargo de Procuradora Geral da República, Joana Marques Vidal foi prontamente afastada do cargo e foi lá colocada uma marioneta que dá pelo nome de Lucília Gago. Poucos a conhecerão, e é natural que assim seja, pois a senhora faz questão de não levantar ondas, e para isso vai ao sabor da maré.

Tantos casos assim, uns atrás dos outros, sendo que todos envolvem desvios de dinheiros do Estado, nomeações que não deviam acontecer, e até atropelos mortais de trabalhadores das autoestradas, seriam motivos, mais que muitos, para que um Presidente da República a sério, pensasse numa dissolução governamental. Relembro os meus amigos que, por muito menos, Pedro Santana Lopes, em 2005, viu o tapete ser-lhe puxado debaixo dos pés, pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio, que não cedeu a pressões, antes pelo contrário, aceitou-as de bom grado, pois sendo o senhor do PS aproveitou assim para abrir caminho, feito Moisés, para que José Sócrates ganhasse as eleições, e desse início à hegemonia destes larápios.

Sim, sei que vão argumentar que pelo meio houve Pedro Passos Coelho, e que foram anos negros... E sim foram, e sim serão. Isto porque depois deste segundo Governo de Costa, também terá que vir alguém arrumar a casa, tapar os buracos que foram deixados, e o português, sendo de memória curta e gostando de viver na base da esmola, vai voltar a cair no mesmo erro e depois vilipendiar aquele que tentará tirar este chiqueiro do lamaçal. Depois virá de novo o PS, esvaziar e rapar os cofres do Estado, para distribuir umas migalhas pelos papalvos, e para dividir o bolo recheado e guloso, com aqueles que são os seus braços direitos, os seus braços esquerdos e todos os outros membros que se possam lembrar porque, como se sabe, os polvos têm muitos braços.

E é assim, o guião deste filme, que sendo fraquinho, é dos mais caros que se vão fazendo, deixando James Cameron ruborizado de vergonha pela mixaria que gastou no Titanic. Mas ao menos esse teve a Céline Dion na banda sonora, que gostando ou não se gostando é uma estrela. Nós, pelo andar da carruagem, aquilo que vamos ter como banda sonora é um grupo de carpideiras, velhas e decrépitas, que chorarão a bom chorar, por verem a economia a definhar. Ainda assim, o Sócrates é o preferido delas, porque é o George Clooney da política portuguesa, e também gostam muito do Costa, a quem apelidam de "Chamuças", mas que lhes ofereceu 120 €, que bastante jeito lhes deram.

Termino com aquilo que sinto, sempre que falo de Costa e dos seus comparsas.

Têm o Governo que merecem, foram vocês que votaram nele.

Eu, admito, em 2005 votei Sócrates, e consequentemente PS, mas foi como chupar uma azeda apanhada num qualquer jardim. Quando a tinha na boca lembrei-me que os cães mijam por perto, e provavelmente mijaram também ali. Nunca mais chupei uma azeda.

06
Dez22

Precious... My precious!


Pacotinhos de Noção

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Quem vai às compras sabe que tudo está pela hora da morte. Os únicos que não se escandalizam com os preços são os inconscientes, os desastrados e os que compram nos supermercados do El Corte Inglês. É a inflação, a guerra e uma falta total de vergonha na cara. Não se justifica que leite de origem portuguesa tenha aumentado o seu valor em quase 50%. Haverá sempre quem diga que a produção também encareceu, mas a esses respondo para irem dar uma grande volta ao bilhar grande, porque posso ser estúpido, mas não sou parvo. Os ordenados não aumentaram 50%, a energia não aumentou 50%, a inflação não é de 50% e os combustíveis também não aumentaram esse valor, e nos últimos tempos até têm baixado (se bem que o larápio do António Costa já decidiu aumentar o ISP, para conseguir amealhar mais algum. Falta de vergonha na cara). Houve aumentos, sim, senhor, mas aumentando leite, natas, queijos, e todos os derivados, os produtores lucram mais do que antes, assim como o Estado, que tendo um preço mais alto vai buscar mais IVA, o que nos leva a crer que afinal esta crise não é má para todos, só para o Zé-Povinho.

Mas indo numa visita ao hipermercado vemos que mesquinho não é só quem vende, mas também quem compra. Vimo-lo com a pandemia, na corrida louca aos rolos de papel higiénico, máscaras e álcool, e agora, nesta nova crise pela qual passamos, vemos noutros produtos ainda mais essenciais do que o papel higiénico, porque quem não limpa, lava... espero eu.

Ao passear pelos corredores de qualquer super ou hipermercado, vemos prateleiras nuas, desprovidas do produto que procuramos, e procuramos porquê? Porque vamos ao mais barato, porém o mais barato já voou. Comecei por falar do leite porque é o exemplo que testemunhei. 

Um litro de leite meio-gordo, de uma qualquer marca branca de supermercado, está pelos 0,83 €, 0,84 €. Ontem, o Jumbo de Sintra, colocou o litro de leite Milhafre a 0,75 €... Meus amigos, as pessoas pareciam hienas, a tentar aproveitar um resquício de carne putrefacta que não serviu aos leões. Corriam a levar paletes e paletes do leite, com medo que viesse alguém e que pudesse levar também. Levaram leite que nunca na vida imaginaram que iriam beber, havia até um ou outro beberrão cujo único líquido que lhes passa pelo estreito é tinto, branco ou a martelo, mas ainda assim são mais espertos do que os outros, e levam aos 30 litros de leite.

Isto mostra que aquele pessoal que costuma dizer que consegue tirar a camisa para dar ao outro, hoje em dia, quando a dá ao outro, diz, "cuidado a passar que não a quero vincada".

O egoísmo é enorme, o desrespeito pelo próximo também. São o tipo de pessoa que dão um pacote de massa ao banco alimentar para depois ficar o resto do ano a dizer que ajudaram. Não é solidariedade, é soberba.

Cada um olha por si e pelos seus, e eu até compreendo, aquilo que não compreendo é o que cada um faz, que é olhar para o outro, tentando fazer com que o outro nunca tenha tanto como ele, para que assim se sinta estúpido. E aqui falamos de alimentação, não são sinais exteriores de riqueza, são antes sinais interiores de pobreza... e que pobreza.

15
Out21

Valor€s mais altos s€ l€vantam


Pacotinhos de Noção

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Com esta moda de falar em alta-voz não rara é a vez em que ouvimos conversas que deveriam ser privadas mas que, não se resguardando o interlocutor, também não serei eu a ter que me mobilizar de forma a não ouvir. Neste caso concreto até nem podia porque foi no meu local de trabalho, e por mais que eu quisesse dali sair, e acreditem que queria, mesmo que não estivesse ninguém a falar ao telefone, não o podia fazer.

Falo nesta conversa porque mais tarde vi também uma notícia que acaba por emparelhar com aquilo que ouvi e que demonstra claramente a falta de afecto e valores que vivemos.

Uma tipa na casa dos seus 50, relatava a alguém pelo telefone, e de forma divertida, quão a sua mãe já estava demente, pois foi ao lar e ela já nem a reconhece. Comentou como a mãe não se lembrava que ela esteve lá ontem, que a outra filha agora morava Espanha e que nem fazia ideia de que ia mudar de centro de dia.

Momentos divertidos à parte, e aqui a gravidade na voz mudou, o que a estava a preocupar mais era se a mãe conseguiria assinar a procuração que entregaria ao Banco de Portugal, para ela ter acesso às contas bancárias. Era imperativo que conseguisse para conseguir movimentar as contas antes da irmã.

Já com o pai o conseguiu fazer e convinha que com a mãe também o conseguisse porque senão depois só nas partilhas.

Falou também se haveria de vender ou alugar a casa da mãe. A do pai alugou, mas a da sogra vendeu porque não estava em bom estado e não queria perder dinheiro.

Ao ouvir estas palavras não consegui nunca dissociar de que aquela pessoa estava a falar de quem lhe deu a vida, de quem a viu nascer, quem a acompanhou no seu processo evolutivo e quem esteve provavelmente a seu lado nos momentos mais importantes. Tudo bem, posso estar a especular, e a verdade é que os pais desta pessoa falharam redondamente, porque os valores pelos quais ela se rege são apenas os monetários e os do oportunismo e se assim é é porque hão-de ter falhado na educação da filha. Ou então não. Se calhar até nem falharam e não nos podemos esquecer que somos seres individuais e que a partir de determinado momento, mesmo tendo por base uma boa, ou má, educação, somos nós que escolhemos o caminho que queremos percorrer. O final desse caminho ninguém conhece, mas a forma como o fazemos cabe a cada um de nós decidir. Claro que há sempre aqueles que escolhem o caminho mais complicado ou tortuoso e culpam os seus ancestrais, os seus descendentes, os seus iguais e os seus diferentes, nunca admitindo que o único grande culpado é apenas ele mesmo.

Ouvindo as palavras daquela filha vinha a mim a imagem daqueles filmes de cowboys em que um tipo está abandonado no meio do deserto e os abutres ficam ali, sempre a rondar o indivíduo, à espera que se torne a carniça que tanto anseiam por devorar.

Neste caso estou a falar de filhos que enterram os pais ainda vivos para assim usufruírem daquilo que eles lhes deixarão, caso contrário ser-lhes-á arrancado. E pais que não honram o compromisso de amor que deveriam ter feito com os filhos e que acabam por mostrar que às quatro letras da palavra amor se sobrepõem as cinco que compõem "guito" e "pilim".

Este assunto é controverso mas não é por isso que não lhe toco...

Vi hoje nas notícias que o ex-dux João Gouveia foi absolvido de pagar uma indemnização aos pais das vítimas da praia do Meco. 225 mil euros a cada um. Os pais vão recorrer desta decisão.

Não duvido, nem quero sequer imaginar o sofrimento daqueles pais por terem perdido os filhos, e também aqui, numa tentativa de justificarem o fim da vida daqueles que amavam, tentam imputar a culpa a todo e qualquer um, menos àqueles que foram os maiores culpados e que pagaram o maior preço que se pode pagar e que são os próprios filhos. Mas dizer a um pai que a culpa da morte do filho é do próprio filho é cruel.

Mas e quanto vale a vida e a memória de quem amamos? Quanto dinheiro é necessário para amenizar a dor de um pai que não mais abraçará um filho, tapar o buraco que fica no peito e que sangra sem parar? E que pai é esse, que em lugar de lutar para conseguir que seja preso aquele que considera ser o responsável pela morte da sua cria, ou para conseguir fazer com que sejam proibidas as praxes, luta antes para conseguir uma quantia em dinheiro?

Haverá quem argumente que o dinheiro não é compensatório mas que servirá para punir o responsável. Isto são opiniões e a minha está bem explícita acima. Os responsáveis pagaram com a vida e a eles o dinheiro não lhes trará qualquer tipo de benefício ou prejuízo.

Sendo frio e arriscando-me a ser apelidado de besta, só consigo pensar nos tais abutres dos filmes de cowboys. Se no primeiro caso era a filha a querer beneficiar de uma morte anunciada e mais que esperada, aqui temos pais a quererem beneficiar de uma morte inesperada mas que, passando o período do luto, pensam que algum hão-de conseguir fazer com que lhes entre no bolso. Pelo menos era o que esperavam.

A minha fé na humanidade é nula. Não falo por causa da retirada dos americanos da palestina, ou por causa da fome no Mundo ou na falta de respeito pela natureza. Essas são aquelas causas que ficam bem dizer que se defendem, tal como a sororidade, por exemplo. Estas são causas de lutas perdidas porque não és tu, Zé Manel que lê estas linhas, que vais conseguir mudar o Mundo neste sentido, porque o Mundo não quer mudar. Todas estas causas têm políticas envolvidas e por muito que nos custe, nós para os políticos somos apenas números... Não se iludam com a treta de que o "Estado somos nós". O estado somos nós para pagar e para votar, nada mais. Se queremos que realmente alguma coisa mude comecem por mudar em casa. Amem os vossos filhos e os vossos pais para que eles percebam que têm alguém para quem são importantes. Assim os pais viverão os dias que lhes restam com alguma alegria, no meio desta podridão que é a sociedade, e os filhos, sabendo o que é amor e empatia, poderão aos poucos ir fazendo com que esta podridão seja menos podre. Não vai mudar já na geração a seguir. Isto é como quando nos tornámos bípedes. Não nos levantámos e andámos, levou uma eternidade até endireitar a espinha com orgulho. Um orgulho que cada vez vai sendo mais difícil de manter.

24
Set21

Adorava chafurdar na lama


Pacotinhos de Noção

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Estou a pouco, mesmo muito pouco, de me tornar um porco capitalista.

A parte do porco chego lá com facilidade, a do capitalista são precisos alguns itens de que, infelizmente, ainda não disponho, sendo que o principal é o dinheiro.

A hipocrisia social tende a desprezar e até a ostracizar quem se assuma capitalista, mas o que é um facto é que de médico, louco e capitalista todos temos um pouco, mesmo que não seja à vista.

 O meu amigo quer carro? É capitalista.

Casa? É capitalista. O novo Iphone, a Playsation 5, vais aos MacDonalds ou ao Starbucks? És capitalista. E tudo isto é verdade. Trabalhamos não porque gostamos e mesmo que se goste daquilo que se faz, quantos dos que estão a ler seriam capazes de ir trabalhar sem ganhar ordenado? Nem um e percebo bem porquê.

Primeiro porque há contas para pagar, e depois porque há coisas que por mais básicas que sejam, temos sempre que comprar ou porque queremos apenas comprar. 

Acho sempre imensa piada quando nas notícias fazem uma reportagem com uma família inglesa ou holandesa, que escolheu Portugal para viver e que vão fazê-lo apenas com o que a natureza lhes dá, e da forma mais sustentável possível.

 E a reportagem inicia assim:

"Cansados da azáfama, e da sociedade capitalista em que estavam inseridos, Brunswichk e Antje pegaram nos seus filhos, viraram costas à Holanda e mudaram-se para uma pequena quinta que compraram no Algarve, onde se alimentam apenas daquilo que a terra lhes dá. De forma a serem mais sustentáveis, instalaram painéis fotovoltaicos..." - PÁRA TUDO. 

Então instalaram painéis fotovoltaicos na quintazinha que compraram? Porra para eles e porra para a reportagem.

Fogem da sociedade capitalista sendo capitalistas? Porquê?

Eu respondo porquê, porque o capitalismo não é uma doença, o capitalismo é a naturalidade das coisas e sempre foi assim. Mesmo noutros tempos em que era praticada a troca direta, em que uma galinha dava direito a um saco de farinha e uma saca de batatas a uma dúzia de ovos, o gajo que criava os porcos tinha sempre mais quem com ele queria trocar do que o gajo que só tinha estrume para a troca.

Chamo a atenção de que até mesmo o comunismo, essa ideologia tão magnífica e que tantos frutos deu à humanidade, que foi inventada por Karl Marx, filho de senhores de classe média alta, e Engels, filho de um industrial rico, assenta no princípio de que para o próprio comunismo existir, tem que beber da fonte do capitalismo. Porque dividir lucros é bonito, mas esses lucros só existem se houver trabalho e dinheiro a circular.

Eu percebo que grande parte das pessoas, quando se refere ao capitalismo, está a querer dar ênfase aos patrões que exploram os trabalhadores, aos parcos ordenados, aos lucros excessivos... Lucros excessivos que para mim são uma falácia. Um lucro nunca é excessivo e se alguém cria um qualquer negócio, obviamente que vai querer lucrar o mais que puder. É legítimo e até salutar que o faça, desde meio que esse lucro advenha daquilo que produz e vende, e não de cortes de pessoal e extensão de horas trabalhadas, sem a devida compensação.

O problema aqui acaba mais uma vez por ser o pessoal hipócrita que quer mandar abaixo o capitalismo, mas apenas aquilo que geralmente não usam ou não gostam. Ou então nem querem mandar nada abaixo, pois têm consciência de que aquilo que dizem são apenas palavras ocas mas que gritadas aos quatro ventos fazem-nos parecer pessoas transcendentes que sabem viver melhor que os outros. Pelo menos é o que as fotos, tiradas com os seus Iphones, dão a entender.

Já eu volto a dizer que quero ser um capitalista.

Anseio pelo dia em que não tenha que me preocupar se há ou não saldo suficiente para o débito desta ou daquela conta inesperada. Quero poder consumir sem pensar se aquele dinheiro me vai fazer falta e quero poder acender os meus charutos, utilizando como isqueiro uma nota a arder. Eu nem fumo, mas passo a fumar só para fazer esta extravagância. Ou então acendo o charuto a alguém, só para não dar cabo da minha rica saúde.

E sim, já agora emprego umas quantas pessoas numa qualquer empresa, só para as poder explorar e assim ser um porco capitalista a 100%

Enquanto isso não acontece, vou-me divertindo a ver os "comunas" capitalistas a apregoarem uma coisa e a fazerem outra.

20
Set21

Ah "ganda" macaco!!


Pacotinhos de Noção

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Este calvo e simpático senhor é Duarte Lima. Grande parte saberá de quem se trata mas para os desinformados faço um pequeno resumo.

É um bandido.

Faço esta afirmação com convicção porque de momento o ex-político até se encontra detido por burla qualificada e branqueamento de capitais.

Escrevi ex-político mas não o deveria ter feito. A política é como a sarna, mete-se na pele e para que saia é um sarilho.

Definir o currículo de Duarte Lima como sendo só bandido é redutor, e até injusto.

Nascido em Miranda do Douro só pode ser boa pessoa. É comum dizer-se o quão boas são as pessoas de Trás-os-Montes e Duarte Lima não há-de ser excepção. É isso e ser desprendido, uma vez que sendo um de nove irmãos, a partilha há-de ter sido valor forte que tem presente até hoje.

Foi deputado da Assembleia da República e Presidente do Grupo Parlamentar do PSD, tacho... perdão, cargo que perdeu quando foi alvo de suspeitas de ocultação de património, tendo colocado grande parte daquilo que era seu em nome de uma sobrinha com poucas posses.

Um pequeno erro que certamente não se tornaria a repetir.

Estava a brincar. Viria a repetir-se e até pior. Duarte Lima é suspeito de ter assassinado uma sua cliente no Brasil, que terá feito uma transferência no valor de 5,2 milhões de euros para a conta do advogado, com o intuito de que os seus filhos não lhos tomassem.

E não tomaram. Tomou antes o carequinha português, alegadamente. O que não é alegadamente é a velhota ter sido morta a tiro.

Duarte Lima fugiu para Portugal e houve depois todo um bailado de processos, trânsitos em julgado, decisões e indecisões.

Esta introdução toda para quê? Para uma pergunta muito simples.

QUANTOS, daqueles 230 deputados ( não interessa de que partido) têm comportamentos hediondos e criminais como os de Duarte Lima, mas que passarão por entre os pingos da chuva e nunca serão criminalizados?

Haverá ainda alguém que defenda que Portugal é um país de políticos sérios, e onde não existe corrupção, como se ouvia à boca pequena nos finais da década de 80, princípios de 90.

Era uma daquelas mentiras que se tornaram numa quase verdade absoluta, para a população desinformada.

Era a treta de não haver corrupção e a de termos das melhores polícias judiciárias da Europa.

Até acredito que a maior parte dos deputados da Assembleia sejam homens com uma seriedade aceitável, mas tenho a certeza que não seria preciso escarafunchar muito para encontrar mais uns 3 ou 4 Duarte's Lima, talvez até com currículos criminais mais extensos do que o dele. Bem escondidos, mas mais extensos.

Gostaria de referir que Duarte Lima continua a receber uma subvenção vitalícia de 2200 euros por mês, o que a mim me parece escandaloso. Qualquer político que seja condenado por um crime deveria perder todas as benesses que aufere, como resultado de cargos políticos que tenha ocupado e que usou para assim obter os seus intentos criminosos.

Finalmente veio a decisão de que o advogado vai ser julgado em solo português.

Parece não ser a hipóteseque mais lhe convém, mas o que é verdade é que já numa primeira instância os tribunais portugueses, mesmo confirmando que houve a transferência dos cerca de 5 milhões para Duarte Lima, disseram não ser possível afirmar que o ex-deputado tenha assim cometido o crime de abuso de confiança.

Pouca fé vou tendo na justiça portuguesa, principalmente quando quem está no banco dos réus é um político, mas será que vai haver coragem para condenar o homem por este crime, que até aconteceu do outro lado do oceano, como se isso retirasse gravidade ao acto?

Haverá quem diga que condenarão, se for caso disso, uma vez que ele agora até está preso. Mas está preso a cumprir uma pena de 3 anos e meio, que é apenas uma fracção da pena total deste crime pelo qual foi punido.

Os políticos portugueses fazem-me lembrar os antigos filmes do faroeste, em que mesmo havendo um Xerife, quem mandava na cidade eram os bandidos.

Todas as semanas vão saindo notícias de erros judiciários ou condenações que não aconteceram, e nalgumas até dá para ficarmos incrédulos.

Ou foi porque a prova não serviu de prova porque foi entregue tarde demais, ou porque a escuta não foi autorizada por um juiz, ou porque os prazos do julgamento não foram cumpridos.

Sinto cada vez mais que vivemos numa república das bananas mas em que nem os macacos conseguimos ser. Os macacos são eles, e os bananas somos nós, que somos devorados, sem nada podermos fazer.

08
Jun21

Quando a esmola é pouca, o pobre não aceita


Pacotinhos de Noção

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Há uns tempos ouvi falar de países onde a gorjeta em restaurantes já começa a ser obrigatória. É cobrada como uma taxa e até vem descriminada no recibo. O valor varia entre os 15% e os 20% do total consumido.

Tenho algumas reticências em pagar uma gorjeta pré-definida, porque desta forma o objectivo principal da gorjeta, que é o de gratificar alguém quando usufruímos de um bom serviço, deixa de fazer sentido. Tenho até para mim que, sabendo que a gorjeta já está definida, algumas das pessoas que possam beneficiar dessa mesma gorjeta, nem sequer se esforcem o suficiente para a receber. Não é preciso, está garantida.

Tenho por hábito deixar gorjeta quando sinto que realmente fui bem atendido ou quando, mesmo que o serviço não tenha corrido bem, constate que houve esforço, ou vontade, por parte de quem estava a trabalhar.

Por cá esta moda ainda não pegou.

A que tem vindo a ganhar destaque é outra. É a do donativo com montante mínimo obrigatório.

Há dias, na bilheteira de um sítio com peixes, em Lisboa, enquanto comprava os bilhetes, o funcionário perguntou-me se eu queria fazer uma doação para determinada Fundação. Dei 0,50€ mas qual não foi o meu espanto quando o rapaz disse: " Faltam 0,50€."

Meio parvo balbuciei um "Desculpe, não percebi!" e o simpático rapaz, que apenas estava a fazer o seu trabalho, explicou-me que só aceitavam doações acima de 1€ e, como tal, ainda faltavam 0,50€.

Perguntei se havia um limite máximo, ele respondeu que não, só mínimo, então passei um cheque no valor de 250€, agradeci e vim embora...

Apanharam-me na mentira porque obviamente que hoje em dia ninguém usa cheques, mas a verdade é que além de não passar nenhum cheque ainda voltei a guardar os meus 0,50€ no bolso.

Não é pelo valor em si, mas sim pela atitude, não do rapaz mas da instituição. Então os meus 0,50€ não são bons o suficiente para fazer doações, mas 1€ sim! 1€ mais não é que duas moedas de 0,50€, mas com uma roupagem diferente.r

Irrita-mem bocado esta mania que é a falta de vergonha de quem pede. Agora é hábito haver um valor mínimo.

Reparem que até os tipos que vêm pedir umas moedinhas para o comboio, ou para comer qualquer coisinha, já não pedem umas moedinhas, aparecem e perguntam se não temos 0,50€ ou um eurinho. São eles que nos gerem as finanças

Sempre ouvi duas coisas. Que quem dá o que tem, a mais não é obrigado e que a cavalo dado não se olha ao dente, mas estes dois dizeres agora deixam de fazer sentido.

Quem dá o que tem muitas das vezes tem vergonha do que tem, porque o cavalo que está a dar pode ter dentes pouco saudáveis e hoje em dia quem recebe quer receber um cavalo com aqueles implantes do Maló que deixam os dentes todos branquinhos e direitinhos que parecem até as teclas de um piano.

Até no Banco Alimentar já inventaram cartões em que pagamos um valor monetário para que depois supostamente, seja convertido em feijão, grão, atum ou arroz, mas a verdade é que aquilo que fizemos foi doar dinheiro.

Resumindo:

Ainda não existem em Portugal restaurantes com gorjeta obrigatória, mas existem imensos sítios onde só podemos gastar o dinheiro que nos permitirem.

Sinceramente não gosto nada que me digam o quão solidário devo ser, e que a solidariedade só assim possa ser chamada, a partir de certo valor. Abaixo disso é esmola e é esmola que poucos aceitarão.

20
Mai21

O vício de ser do contra


Pacotinhos de Noção

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Começou na última 3ª feira a ser vendida a Raspadinha do Património. Para quem não conhece esta raspadinha qual é a diferença para todas as outras? As diferenças são várias, entre elas o facto de que o dinheiro obtido com a sua venda (custa 1€) será para investir na manutenção de museus e teatros históricos, por exemplo. Diz-se que também poderá servir para criar fundos de apoio a artistas, com o intuito de evitar situações vividas pelos mesmos, como a que sentiram por alturas do confinamento.
Outra diferença é o valor máximo do prémio. Logo aqui dá para perceber que quem atribui é o Estado. Enquanto outras raspadinhas apostam em 20.000 e 50.000€ o Estado atribui apenas 10.000€. Mas também não se pode querer tudo, não vá o valor do prémio fazer falta a algum fundo de restruturação de um qualquer banco privado, e sendo assim faz todo o sentido que o prémio seja mais fraquinho.
Agora a diferença maior e mais nefasta nesta raspadinha e que tem gerado uma grande polémica, existindo até vozes que se têm levantado de forma a mostrar a enorme vergonha que é esta raspadinha. A grande e horrorosa diferença é que esta raspadinha PODE VICIAR. É verdade meus caros leram bem, pode viciar.
Nunca tal se tinha visto. Um jogo, que pertence a um leque de jogos que se apelidam de "jogos de azar", pode levar a que as pessoas fiquem com uma ânsia tão grande de raspar, que nem crostas vão conseguir ter no corpo, raspando-as logo... Sim eu sei, não é a imagem mais bonita mas dá para perceber onde quero chegar.
Não tenho o hábito de jogar em raspadinhas, mas isso pode ser porque as outras não viciam, e como tal nunca me seduziram. Já esta Raspadinha do Património vejo-a nos escaparates das papelarias e parece que ouço uma voz cantante a chamar por mim, deixando-me em transe e com uma vontade doida de usar o meu €uro para ganhar 10.000. Mas tal como o Ulisses, eu resisto ao canto desta sereia feita de cartão, e evito entrar no mundo da dependência.
Atenção, posso até brincar com a situação, mas a verdade é que a adição do jogo é real e coloca muitas famílias em situações complicadas. Agora dizer que esta raspadinha em concreto vicia é o mesmo que dizer que os ovos são carecas. Todo o jogo vicia.
Há o argumento de que é uma vergonha o Estado aproveitar-se de algo que leva à adição para com isso obter alguma espécie de lucro.
Também penso que é uma vergonha. Aliás, é uma pouca vergonha, até porque nunca foi feito.
Qualquer dia o Estado ainda se vai lembrar de cobrar um qualquer imposto abusivo no tabaco e nas bebidas açucaradas, por exemplo. Obviamente não seriam capazes disso, mas até aposto que se fossem iriam dizer que o imposto era para colocar um travão às pessoas, no uso destes produtos, uma vez que são muito prejudiciais à saúde pública. Em última análise, e se fossem mesmo muito descarados, podiam até inventar um imposto especial para os combustíveis, dando a desculpa de que seria para a população utilizar os transportes públicos como alternativa, ou haver mais pessoas por cada carro. Mas isto são hipóteses, porque nada disto existe, o que existe é esta raspadinha viciante e vergonhosa que utiliza a fraqueza dos viciados.
Quem for viciado vai sempre jogar, seja a raspadinha do património, da Santa Casa, do Pai Natal. Todo o viciado não deixa de ser viciado porque o Estado deixar de cobrar. É por isso que sou defensor da legalização de qualquer tipo de drogas, sejam elas leves, pesadas, duras, moles ou até se forem todas "fit" e ginasticadas. Quem consome vai sempre consumir e sendo de mais fácil e controlado acesso, fornecido pelo Estado, então poderia baixar a criminalidade, quer de quem rouba para consumir, quer dos cartéis que as vendem, e o imposto aplicado ia acabar até por ser uma mais valia.
Mas isto é outra história, e como já me estou a alongar vou ver ser encontro mas é uma papelaria onde possa gastar 1 ou 2 euritos. Estou com uma vontade de raspar...

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