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Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

04
Jan22

Debates são mais que as mães


Pacotinhos de Noção

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Falta pouco tempo para as eleições e se existe desta vez algo de que não nos podemos queixar é da falta de debates.

Vão acontecer cerca de 30. Não sei se os vou conseguir acompanhar a todos, mas aos dois primeiros fiz questão de ver e já cheguei a uma primeira conclusão. Estamos lixados. Tendo em consideração o que vi, a melhor análise é esta. Não sei se o Público ou o Expresso querem pegar na minha válida afirmação, mas é o que me apraz dizer.

No embate entre António Costa e Rui Tavares do LIVRE, tivemos oportunidade de ver quase um ritual de acasalamento, em que o fundador do LIVRE era o macho, de orgulho ferido, e António Costa era a fêmea difícil e que não se sente convencida com o que o espécime masculino tem para lhe oferecer.

Rui Tavares corre atrás do prejuízo. Nas últimas eleições conseguiu eleger um deputado, feito meritório e poderia até alavancar o partido de forma a um dia almejar ser uma força política a ter em conta, mas deram vários tiros no pé.

O primeiro foi a escolha de quem os representaria.

Pelos visto no partido não fazem testes psicotécnicos e escolheram Joacine Katar Moreira, que nos testes, claramente, não passaria na parte do "psico". 

Depois apalhaçaram a sua representatividade no Parlamento, com a história provocatória do assessor de Joacine, que decidiu ir de saia para o hemiciclo, o que me chocou e a tantas outras pessoas.

Em relação às outras pessoas, não posso saber o que as chocou, em relação a mim, posso dizer que o choque não esteve na saia, mas na fraca escolha de uma saia plissada comprida, azul escura, conjugada com umas meias verdes de cano médio. Não combina, não faz sentido e só por isto o lugar deveria ter sido posto à disposição. Se queremos marcar impacto, ao menos que se marque com estilo, mas não marcou. Aquilo que transpareceu foi claramente o uso de saia, não como indumentária usual, mas apenas usada como acessório que pretendia ser disruptivo em relação à maneira de vestir dos deputados. Ora num parlamento em que nos devíamos preocupar mais com a índole dos intervenientes, do que com a farpela que envergam, a atitude foi só parva.

Parvo foi também, mais uma vez, Rui Tavares, que escolheu alguém difícil de controlar, não por ser de forte convicções, mas sim por ter fortes convulsões de linguagem, dizendo tudo como os malucos, e de forma mais alucinada do que os próprios malucos, e perante tal volatilidade o historiador decidiu retirar o apoio político a Joacine.

Para ela tanto lhe vez, o lugar dela estava guardado, mas a verdade é que a representatividade do partido acabou e já muitos se esqueceram que o LIVRE existe.

Isto justifica a apatia de António Costa, no qu diz respeito ao adversário que tinha no debate. Preferiu ignorar as investidas de Tavares, que fez quase juras de amor, desde que pudesse fazer parte de uma nova Geringonça, mas António Costa não lhe fez caso. Devo até dizer que foi indelicado e mal-educado, ignorando o oponente que ali tinha e aproveitando para mandar recados a Rui Rio, fazendo propaganda política barata.

O outro debate colocou frente a frente Catarina Martins e André Ventura.

É devido a debates como este que depois, pessoas com um bocadinho menos de clarividência, optam por votar CHEGA.

Catarina Martins foi insossa, monocórdica, secante e bastante desagradável.

Referiu-se várias vezes ao adversário como o candidato da extrema-direita, o partido da extrema-direita, a extrema-direita isto, a extrema-direita aquilo, ignorando que o BE também pode ser conotado como partido de extrema-esquerda, mas que não se referem assim ao mesmo porque é deselegante.

Bem sei que o alvo da deselegância é André Ventura e o CHEGA, mas haver a mínima hipótese de fazer estes dois elementos passarem por coitadinhos, que é uma das formas fáceis de ganhar votos, é estar a entregar o ouro ao bandido.

A líder do BE falou, acusou e foi populista. Parecia a narradora de uma história para crianças e quis fazer crer que o Lobo Mau estava à sua frente sendo que ela seria o caçador que o ia esventrar, mas a verdade é que se pareceu mais com a avozinha débil que se deixou abocanhar, pois lançou atoardas que foram de fácil resolução para André Ventura, dando-lhe até deixas importantes para poder ele lançar assuntos menos claros e esclarecidos por parte do BE, como o caso Robles, por exemplo, e que Catarina Martins não justificou.

Várias vezes a líder esquerdista foi também apanhada em falso, lançando dados para a mesa que demonstraram não ser correctos, mais concretamente no que diz respeito a propostas no parlamento contra a corrupção, que o doido adepto de Viktor Orban rapidamente tratou de desmentir com factos.

A verdade é só uma, André Ventura ganhou este debate, e isto para a democracia é perigoso. Não podemos fazer quase nada, por a democracia ser isto mesmo, temos que dar voz a todas as facções, desde que não sejam criminosas, por mais idiotas que nos possam parecer, mas cair no erro de tentar usar as mesmas armas que eles é assinar a própria sentença.

Catarina Martins tentou ser populista, até citou várias vezes, diga-se que de forma ridícula e bacoca, o Papa, mas não deixou nunca o adversário sem palavras e em situação menos confortável, já ela escondeu-se por detrás de um discurso com bastante aparência de falso e muito mal ensaiado.

Temo que a continuar assim, o CHEGA vá conseguir conquistar votos a todos aqueles que estão ainda indecisos, desiludidos ou indignados.

Quero assistir ao debate de hoje entre Rui Rio e André Ventura e tenho curiosidade em ver como se sai João Cotrim de Figueiredo nos debates, mas como é óbvio não irei analisar todos os debates, para não vos causar fastio.

Como reparam aqui é possível analisar o Big Brother Famosos, as eleições e assuntos em geral. Isto porque burro não é o que vê o Big Brother, nem inteligente é o que lê Maquiavel. Inteligente é quem vê Big Brother e pesquisa quem é Maquiavel no Google.

E depois desta minha demonstração de superioridade intelectual despeço-me cheio de arrogância e amizade.

02
Jan22

Retrospectiva do ano de 2022


Pacotinhos de Noção

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Fartei-me de ver retrospectivas do ano de 2021 e tenho que dizer que me deitaram um pouco abaixo. Vi tanta gente a dizer que foi um ano podre, com confinamentos, teletrabalhos, trabalhar até mais não, para recuperar o tempo perdido, e imenso stress por estar com os putos em casa e afinal não. Parece que fui dos poucos a ter um ano ranhoso, tendo em consideração os desfiles de belas retrospectivas, cheias de brilhantismos, férias magníficas e festas maravilhosas.

Curiosamente, nas várias memórias anuais que me passaram pelas vistas, não vi imagens de cartões de vacinação ou mesmo da própria vacinação. Com tanta foto do género que se foi vendo, pensei que não iam falhar.

Mas não é do ano que acabou agora que vos quero falar e sim daquele que daqui a um ano se findará. Quero ser diferente, e fazer desde já a minha retrospectiva, para ser o primeiro a acertar nalgumas previsões que tenho. Anotem num "post it", e ao longo do ano vão confirmando se acertei ou se errei.

Transportemo-nos então para o final de ano de 2022 e analisemos o ano.

Começamos por aquilo que aconteceu logo em Janeiro e que foram as eleições.

António Costa venceu. Sem maioria absoluta, mas conseguiu construir Governo com uma nova Geringonça.

Não com o PSD, como se poderia pensar, mas com BE e PCP, que inviabilizaram o Orçamento de Estado, mas que alegaram depois que o país não podia ficar refém de lutas políticas e que o PS até recuou nalgumas propostas que anteriormente não aceitaram.

O PS não ganhou por ser o melhor, ganhou por os portugueses serem do piorio.

Saídas na passagem de ano tudo bem, mesmo contra as indicações das autoridades de saúde, mas ir votar foi coisa que nem pensar. "Havia o COVID e o que os gajos querem todos é poleiro".

Não sei se todos querem poleiro ou não, aquilo que sei é que o poleiro onde estes estão fica mesmo por cima das nossas cabeças e eles não têm nenhum pudor em aliviar as suas imensas cloacas, usando-nos como penicos, e tem sido assim já há imensos anos, pelo que a mudança seria essencial. Mas não aconteceu, e agora estamos de bolsos vazios, continuamos a servir de penico e ainda pagamos por isso. E pagamos bem, que a bazuca teimou em não chegar, ou chegou, mas ninguém nos avisou e acabámos por não ver um tostão.

Em relação à política estamos, para já, conversados, pois ao que me parece isto será o que de mais relevante aconteceu.

Agora desporto.

Vou dar uma novidade, que talvez vos custe a crer, mas o Benfica não foi campeão, com muita pena minha.

Na segunda metade do ano estão em primeiro lugar, com Marco Silva como treinador, mas o ano passado ficou perdido e o Sporting foi bicampeão. Sérgio Conceição foi corrido do FC do Porto e agora está lá Jorge Jesus.

Em relação ao COVID vamos tendo estirpes contínuas, mas vão ficando cada vez mais fracas. As medidas do Governo deixaram de se fazer sentir com tanta força, por duas razões. Ganharam as eleições e depois chegou o Verão, o nosso salvador.

Ia-me esquecendo da política internacional.

Nesta questão voltaram dois fantasmas do passado. Lula da Silva, no Brasil e Donald Trump, que já prepara o terreno para as eleições de 2024. Nestes casos o rio passa duas vezes debaixo da mesma ponte.

E pronto, resta-nos agora esperar que 2023 seja melhor que 2022, assim como vamos sempre esperando de ano para ano, porque a esperança é sempre a última a morrer.

Curioso, até hoje ainda não vi ninguém lamentar que determinado ano tenha acabado, e que por lhe ter corrido demasiado bem, gostaria até de mantê-lo "ad eternum".

Já eu, depois desta incursão pelo futuro, posso dizer que houve um ano que gostei particularmente e que gostaria que não tivesse parado, e ficaria lá eternamente. O de 2005. Porquê? Já vos dei a conhecer o futuro, não vos vou contar sobre o passado.

28
Out21

"Ganda" melão!


Pacotinhos de Noção

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E eis senão quando numa 4ª feira, que é aquele dia da semana chocho, porque está ali mesmo no meio em que ainda falta para o fim-de-semana mas também já não falta tudo, começam a acontecer coisas, e coisas muito engraçadas e os visados não sei se estariam ou não à espera, mas se não estavam "apanharam um ganda melão".

A primeira é uma autêntica salada de frutas.

A Polícia Judiciária fez hoje buscas na Junta de Freguesia de Arroios e na casa da dupla ex-presidente (da Junta e da ABRAÇO).

Ao que parece a PJ, para fazer o caminho da Junta para a casa de Margarida Martins, aproveitou a boleia de um funcionário da Junta que ia levar um quilo de figos à senhora, que são para pagar mas que ficaram assentes no livro dos fiados.

Ao que parece também a senhora é uma pilantra e usou-se do seu lugar de autarca para desviar algum "bago", e não estou a falar de uvas. Estou a falar de pilim, de carcanhol, de cheta.

Para mim não foi novidade que o abraço que esta senhora mais aprecia é o abraço do vil metal. Nos saudosos anos 90 a escola que eu frequentava contactou a então presidente da ABRAÇO para que fosse feita uma visita de estudo com o intuito de dar a conhecer aos jovens os perigos da SIDA, como evitar, a importância de não estigmatizar, e.t.c., ao que a voraz frugívora respondeu que apenas aceita visitas de estudo mediante pagamento. Mandámo-la à fava.

O segundo acontecimento é assim um tanto ou quanto inócuo.

Então não é que o Orçamento de Estado não foi aprovado? Uma oportunidade impressionante de nos podermos afundar a todos um bocadinho mais e o Parlamento não nos permitiu.

O Presidente da República tinha avisado que caso esta situação acontecesse iria convocar eleições, e ao que parece daqui a uns tempinhos lá iremos nós ao sufrágio.

Tenho que admitir que estou em pulgas. Sinto-me como aqueles garotos que têm uns ténis, velhos, sujos, gastos e mal cheirosos mas que sabem que daqui a pouco vão comprar uns novos e estão ansiosos para mandar para o lixo aqueles que já não prestam.

Não sei se a esquerda vai voltar a ganhar. Não tenho confiança no povo votante, que se vende pelas bazucas e promessas que já foram feitas, não foram cumpridas e que serão feitas novamente e o "looping" continuará infinitamente.

Outro "looping" que também acontece quase sempre são os anos de tortura que iremos viver depois de vários anos de desGoverno PS. Foi assim no pós-José Sócrates e vai ser assim no pós-António Costa. A memória do povo é curta e depois dos primeiros anos de um Governo não PS, já se vão começar a inflamar contra quem na altura estiver no poder.

Para finalizar faço apenas uma pergunta.

Hoje, em Outubro de 2021, estamos melhores do que estávamos em 2015, quando Pedro Passos Coelho deixou de ser Primeiro-ministro?

Fica a pergunta.

03
Set21

Que comece a palhaçada


Pacotinhos de Noção

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Eis-nos então chegados à tão falada "silly season".

Os chatos já vão começar a dizer que estou desfasado no tempo, porque esta temporada tão falada nos espaços noticiosos é durante o mês de Agosto e acabámos de entrar em Setembro.

Pois digo-vos que desfasados estão vocês, e é da realidade.

Para mim a "silly season" é uma altura em que podemos apelidar como época da parvoeira, e a única altura em que essa parvoeira está mais diluída é precisamente durante o mês de Agosto. Os responsáveis pelos pais vão quase todos molhar o rabo, nas águas mornas algarvias, e como ficam com o cérebro de molho acabam por não ter tempo para dizer asneiras e fazer patacoadas. Mas mal chega Setembro, lá aparecem eles, bem mais tostadinhos, e de baterias carregadas, para nos dar barrigadas de riso e bastantes dores de cabeça.

João Leão, o nosso valoroso Ministro das Finanças, começou esta semana já com piadolas.

Afirmou que a pandemia nos vai custar 40 mil milhões de euros.

Destes 40 mil milhões apenas 5 mil milhões dizem respeito a ajudas à população ou algo que lhes seja inerente. Tudo o resto são despesas do Estado. Muito provavelmente é para pagar a conta de papel higiénico que o Governo há-de ter comprado logo no início da chegada do vírus. Como se lembrarão houve uma corrida aos pergaminhos higiénicos e como quem faz maiores borradas é o Governo, é bem provável que tenham gasto paletes de papel higiénico, como diria o Herman...

Outra palhaçada que se ficou a saber, já no dia de hoje, foi o pedido de indemnização que a ex-presidente da Raríssimas, Paula Brito da Cunha fez, alegando que a sua demissão foi ilegal e que lhe provocou sérios problemas de ansiedade e depressão e passou até a precisar de acompanhamento psicológico. Considero uma vergonha o que fizeram a esta senhora, que estava habituada a tirar os seus tostões da caixa da Raríssimas e que, assim por dá cá aquela palha a colocaram em tribunal e despediram. Afinal de contas a palha são mais de 300 mil euros, mas não deixa de ser palha. Querem mais "silly" que isto? Então cá vai.

Estão quase a acontecer as eleições autárquicas e aqui a palhaçada é tanta que até acaba por ficar confuso.

Palhaçada de quem está no poder autárquico porque há muito pouco trabalho para mostrar. Posso dar o exemplo da presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, que era um concelho que vinha sistematicamente a crescer e a melhorar, e que nos tempos desta Presidente, estagnou e até regrediu. Quem caminha por Almada ou pela Costa, há-de perceber aquilo que estou a dizer.

Outros palhaços são quem deveria ir votar mas não vai.

Há o argumento de que não vão votar, porque as autárquicas não mudam nada no que ao Governo diz respeito, e é por isto que estão a ser palhaços.

Não se iludam ao pensarem que é o Governo que vos vai tratar de problemas camarários. É o presidente da câmara que vai tratar daqueles assuntos mais corriqueiros, mas que acabam por chatear e melhorar o vosso estilo de vida quando são resolvidos, e os resultados das autárquicas acabam por ser um prólogo no que às legislativas diz respeito. A política começa no poder local e aos poucos vai subindo, para chegar até ao Sr.Presidente da República.

Outros palhaços aqui são toda a oposição, que não se organiza de maneira nenhuma para conseguir fazer assim tremer a máquina do Estado que está mal oleada e trabalha mal, mas que continua a ser a primeira opção da população porque as alternativas são tão boas como bater com o dedo mindinho do pé na esquina de uma cadeira.

E pronto. Em relação a mais palhaçadas que tenham entretanto surgido, encobertas pelo manto da "silly season", lamento mas não vou comentar, porque o dia tem 24 horas e estar a tratar assuntos de fontes inesgotáveis, acabam por levar tempo e como não sou palhaço rico, também tenho que trabalhar.

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