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Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

16
Mar22

Se arrepia é porque até é bom


Pacotinhos de Noção

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À partida este não seria um filme sobre o qual esperaria escrever, mas apanhou-me desprevenido e acabei por gostar bastante.

Jungle Cruise, com Dwayne Johnson e Emily Blunt, não é o filme perfeito, longe disso, tem as novas manias do costume, de mostrar como as mulheres são empoderadas, ao ponto de conseguirem lutar, fisicamente, de igual para igual com os homens, e teve também que ter representada a sua quota-parte de personagens representativas do movimento LGBT, mas ainda assim consegue ser de algumas formas inesperado, e até causar um certo calafrio, o que nos leva a pensar o que poderia sair daqui se a Disney tivesse apostado num produtor com mais currículo e provas dadas, e numa produção mais demorada e detalhada, como acontece na série dos filmes dos Piratas das Caraíbas.

Algo de interessante neste filme é que existe uma história base, que é a aventura na busca por uma árvore antiga, cujos poderes curativos são lendários.

Para a encontrar a Drª Lily Houghton (Emily Blunt), precisa navegar pelas águas do rio Amazonas, contratando assim os serviços do capitão Frank (Dwayne Johnson).

À procura da mesma árvore está também Prince Joachim, um meticuloso e frio militar alemão, que não olhará a meios para atingir os seus fins.

E parece que o filme se fica por aqui, certo? Errado. Aquilo de que vos falei é apenas uma pequena parte, a partir de determinada altura a história tem um acréscimo de personagens, e recebe uma injecção que dá todo um novo rumo à película, mas que não vou contar, para não estragar o momento.

Torno a dizer que este filme da Disney, tendo outro tipo de produtor e tendo tempo para gravação, poderia ser algo mais, assim como Dwayne Johnson que já vai acumulando anos de representação, mas ainda não teve aquele papel que lhe possa dar o estatuto de bom actor. Talvez seja com um dos próximos filmes, como o Black Adam, por exemplo, em que o ex-lutador de wrestling, fará o papel de uma herói da DC (COMICS).

Para terminar gostaria de sublinhar a banda sonora do filme, que está a cargo do compositor James Newton Howard que teve uma magnífica ideia ao utilizar instrumental de "Nothing Else Matters" dos Metallica, com um novo arranjo, e que serve no filme de moldura a uma cena de retrospectiva, narrada por Dwayne Johnson.

Se tudo o resto no filme não prestasse, só por este pedaço, já teria valido a pena, e eu nem sequer sou fã dos Metallica.

25
Jan22

Esta doença tem que acabar


Pacotinhos de Noção

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Na tarde de Domingo resolvi ver o filme "Boy Erased".

É um filme de 2018 e que acaba por ser uma biografia de Garrard Conley cujo livro, que conta a sua história pessoal, serviu de base para a adaptação ao cinema.

Jared Eamons é um rapaz de 17/18 anos, filho de um conservador pastor da Igreja Baptista que, aquando da sua ingressão na faculdade, acaba por ter um fugaz relacionamento com um colega.

Não descobriu nessa altura que era homossexual, pois no seu âmago já o sabia, mas sempre resistira aos seus impulsos, amedrontado por aquilo que a sociedade e os seus pais poderiam pensar.

Por motivos que acabam por ser agora secundários, esse rapaz com que Jared se envolveu, liga aos pais conservadores do protagonista desta história e conta-lhes acerca da homossexualidade do filho.

O pai (Russell Crowe) e a mãe (Nicole Kidman) decidem "institucionalizar" o próprio filho numa espécie de casa de correcção católica, para jovens que sofrem da nefasta doença que é a homossexualidade. 

A partir daqui o filme segue o seu caminho e não vos vou contar o final, até porque este texto não serve propriamente para falar acerca do mesmo e sim da doença presente em todo o filme, e que penso que deveria ser tratada rapidamente, sob pena de conspurcar e derrubar a nossa sociedade, até porque essa enfermidade está cada vez mais enraizada e somos constantemente atacados por ela e membros que nos serão próximos, alguns até familiares, começam a "dar ares" de que já a podem ter entranhada em todos os poros do seu corpo.

Nesta fase devo estar a induzir em erro quem me lê, porque a doença a que me refiro não é a da homossexualidade, que essa julgo que a Organização Mundial de Saúde não classificou como sendo uma doença ou condição, mas mesmo que fosse não viria daqui nenhum mal ao Mundo, pois não incomoda ninguém, ou pelo menos não deveria incomodar.

Se incomodar porventura, então significa que os incomodados sofrem da tal doença sobre a qual quero realmente falar, e que é uma que se apresenta com imensos sintomas, que passo a enumerar para que, caso os tenham, se sintam mal... Muito mal.

Sintomas como a intolerância, a idiotice, a imbecilidade, a alarvidade, a estupidez,  a arrogância e a prepotência são resultados de um mal maior e que é a IGNORÂNCIA.

Digo-vos já que não é vírus nem bactéria, mas têm um índice de transmissibilidade com valores muito acima da média de tudo aquilo que já se viu. Também não é nada de novo, mas ganha força ocasionalmente. Uma das suas características é por vezes se conseguir disfarçar de PREOCUPAÇÃO COM O BEM ESTAR DE ALGUÉM ou de SÓ QUEREMOS O MELHOR PARA TI.

Estamos em 2021, 21 anos a mais do que aqueles que deveríamos viver, dado que o Mundo iria acabar no ano 2000, se bem se recordam, mas não acabou e 21 anos após a virada do milénio constato que de facto a evolução é uma suposta verdade conveniente, muito difundida, mas que me parece que serve apenas para camuflar outra verdade, muito inconveniente que é a de que no essencial continuamos a ser uns acéfalos e atrasados que julgam que podem definir como, quando ou quem uma pessoa pode amar. 

No caso desta história, que vos recordo ser real, os pais tentaram mudar aquilo que o filho sentia. Na instituição onde o colocaram, houve até um rapaz que se a suicidou porque interiorizou que o facto de gostar de pessoas do mesmo sexo, e não o conseguir mudar, era grave o suficiente para não poder continuar a viver.

Existe quem defenda que não se morre por amor. Eu discordo, acho mesmo que se pode morrer por amor, mas só acho, não tenho a certeza completa. Já morrer por falta de amor sei que sim, é possível morrer e o mais certo é que aconteça. Seja o amor de um homem, de uma mulher, de familiares ou amigos, se não houver então o destino estará traçado.

Esta não é uma realidade ficcional, é uma realidade que deu em livro que se transformou num filme, mas gostava que tivessem presente que existem vários estados norte-americanos onde os homossexuais são pessoas consideradas secundárias e existe até um país enorme onde nele inteiro ser homossexual ainda não é um crime, mas é proibido e que é a Rússia de Putin.

30
Dez21

Nem bom nem mau, antes pelo contrário


Pacotinhos de Noção

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Já li várias críticas ao filme Don't Look Up. Umas eram muito favoráveis, afirmando ser um filme espectacular, e outras eram não tão favoráveis, dizendo que de comédia tinha pouco, e que era uma desgraça.

Agora a opinião que conta, a minha.

Primeiro devo dizer que é um filme Netflix, e logo aí a minha expectativa fica em níveis muito baixos. Isto não é preconceito, é apenas constatação de um facto.

A empresa lança filmes em catadupa, e como qualquer indústria que visa a quantidade, na maior parte das vezes a qualidade fica muito aquém.

Podem argumentar que todos os grandes artistas estão na Netflix. Claro que estão. Pagando o preço que eles querem, até filmes de Bollywood faziam.

Se as lojas dos chineses pagassem bem por publicidade, também não seriam lojas dos chineses, seriam o El Corte Inglês.

Este filme não vale pela história, pela comicidade, nem pelo desempenho dos actores, que tem em DiCaprio a estrela da companhia. Don't Look Up tem na sátira e na crítica social e política, a sua arma diferenciadora.

Gostaria que transportassem as jogadas políticas, existentes no filme, para a realidade portuguesa e vão perceber o paralelismo que se vislumbra com o que agora se passa com o nosso destituído Governo.

As eleições estão à porta e agora a luta contra a Covid não é uma luta contra o vírus e sim uma pura demonstração de marketing político populista.

As medidas implementadas são como o enorme braço de um pai ausente, que só passa pelos ombros do filho, quando lhe quer pedir que vá ao frigorífico buscar uma cerveja e lhe pede que se mantenha caladinho, para o pai poder ver a bola. É como aquele pavão vaidoso, que não serve para nada, mas que para se fazer notar abre aquele leque grande e colorido.

As jogadas políticas que vemos no filme não foram inventadas para nos entreter. Aliás, no início do filme deveriam ter escrito um pequeno prólogo a informar que "ESTE FILME É BASEADO EM RASTEIRAS POLÍTICAS REAIS".

Temos também todos aqueles estereótipos dos jornalistas bacocos que nada levam a sério. Há uns anos não teríamos como identificar estes "jornalistas", mas agora basta ligar a televisão na TVI, logo de manhãzinha e ver o que por lá se passa. Risinhos amarelos e piadas sem graça nenhuma, mas que geram gargalhadas estéreis, necessárias para que em casa pensem no quão hilariante está a ser a manhã, num programa que, para os velhotes, sempre foi uma pasmaceira, porque eram blocos noticiosos onde teimavam em dar notícias.

Temos a crítica ao tipo de esquerda, que venera a bíblia, e até temos a crítica ao pessoal contra o glúten, a carne e a lactose.

É um filme que por um lado me agrada, por criticar coisas que estão cada vez mais enraizadas na sociedade e que me incomodam, mas por outro lado, também me desagrada, e exactamente pelo mesmo motivo.

Não vou contar o final, mas posso dizer que o resultado é a consequência do pouco caso feito acerca da descoberta efetuada pelos cientistas, interpretados por Leonardo DiCaprio e Jennifer Lawrence, e também aqui 

existe uma crítica ao facto de estarmos tão centrados no "eu" e no "meu" e tudo o que esteja à volta é apenas poeira.

Querem uma comédia para rir que nem uns doidos? Então esqueçam, este não é o filme.

Querem um filme com diálogos profundos e espectaculares? Também não é este filme.

Conta com boas atuações, mas nada que chegue para ser sequer apontado a prémios de cinema ou algo que se pareça.

É um filme inteligente, que nos faz pensar e comparar com a realidade do dia-a-dia. Vai mudar mentalidades? Dificilmente, mas pode ser que limpe alguma névoa mental.

21
Nov21

Décadas para construir, 3 horas para destruir


Pacotinhos de Noção

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ATENÇÃO: Este post tem spoiler forte. Daquele spoiler tão spoiler que foi o que originou a que inventassem a palavra spoiler

Vi este fim de semana o último filme da série do espião James Bond, o "007: Sem Tempo Para Morrer".

Foram quase 3 horas de filme que conseguiram destruir aquilo que levou anos a construir. Desde 1962 que foi construída uma personagem que se poderia considerar perfeita. Tão perfeita que conseguiu resistir ao facto de nestes anos todos ter tido 6 actores diferentes a interpretarem-no. Para mim o verdadeiro James Bond será sempre Sean Connery mas também gostei bastante de Roger Moore e Pierce Brosnan.

Daniel Craig acabou por não me convencer mas também não teve a tarefa facilitada, pois prejudicou-o o facto dos directores começarem a tentar inventar formas de transformar o espião num tipo mais humano e com sentimentos, envolvendo-o em casos amorosos mais pessoais e que lhe toldariam o discernimento, e apostando também na fórmula das conspirações que viriam de dentro da própria organização, MI6.

Neste "Sem Tempo Para Morrer", o director Cary Fukunaga, utilizando um termo mais técnico, inventou para caraças. Foi buscar personagens de filmes anteriores (é moda agora, talvez fruto da falta de imaginação) e vestiu James Bond com uma roupagem ainda mais sensível e familiar, fazendo com que o espião, depois de quase 80 anos de envolvimentos amorosos, muitas vezes mais do que um por filme, engravidasse o elemento feminino da trama para ser depois pai de uma menina.

Nunca se vira um James Bond com lágrimas nos olhos nem um que tivesse a tentação de dar uma seca de valores morais ao vilão.

Este filme do 007 poderia ser confundido com outro qualquer filme de acção. Não se destaca por nenhuma sequência em especial e está demasiado recheado de tiros para lado nenhum, contra capangas do vilão que nem se chegam a ver. 

Os "clichés" da sociedade actual estão lá todos. O empoderamento da mulher, um Q que nunca mostrou ser homossexual, mas que neste filme prepara um jantar para um suposto namorado, e a destruição do estigma racial quando colocam uma personagem feminina negra, como uma nova 007 que tem o poder de actuação e o carisma de uma couve-de-bruxelas.

De sublinhar a frase foleira — "Que horas são? Horas de morrer." — quando esta personagem mata um cientista que, de forma despropositada no contexto do filme, afirma que lhe seria muito fácil destruir todos os elementos da etnia dessa personagem.

Mas para terminar em grande, o que Cary Fukunaga decidiu fazer para vincar o seu nome na história dos filmes do James Bond? Decidiu matar o espião inglês.

Visto que James Bond foi infectado por um vírus que não lhe permitia ter contacto com a mulher e com a filha, e Daniel Craig decidiu que este seria o seu último filme como funcionário do MI6, o director não se sentiu com coragem para fazer a personagem ser alterada de fininho, como se fez das outras vezes, e acabou por matar o espião numa explosão sem hipóteses de fuga.

A ideia com que fica é que estarão, de facto, a preparar o terreno para romperem com a totalidade da génese de 007, inventando ou um 007 negro, ou um 007 feminino, ou um que una ambos.

Virá mal algum ao Mundo? Vir não vem, mas fico a aguardar uma Branca de Neve sem os 7 anões, uma Gata Borralheira que seja afinal um gato e uma Bela Adormecida que seja feia que nem um carapau.

O mal que vem ao Mundo é que a personagem não foi feita desta forma sendo desvirtuar aquilo que foi inventado.

O facto de ser uma personagem negra nem me incomoda, porque de facto o ser caucasiano não altera a essência da personagem, mas o ser mulher... E quem quiser ver aqui um acto de sexismo da minha parte poderá fazê-lo à vontade, assim fica mais fácil para mim, verificar quem realmente pensa ou quem se deixa apenas guiar pelas modas ridículas da sociedade. Não é assim que se atingem igualdades, apagando tudo aquilo que já existia. Faz lembrar as queimas de livros que os nazis tanto gostavam de fazer.

Em relação ao filme... Sempre quero ver o que para aí vem. Para 007 foi injusto este desfecho e também o foi para Daniel Craig, que acabou desta forma por sair pela porta pequena. Vários actores tiveram dificuldade em se descolar da personagem do James Bond, Daniel Craig não nos sairá da memória como o 007 que morreu e poderá ter iniciado o declínio de uma personagem com tanta história.

26
Jun21

Os filmes são como os livros, não se julgam pelas capas


Pacotinhos de Noção

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Penso que devemos deixar o trabalho ser feito por quem sabe, sob a hipótese de podermos vir a meter os pés pelas mãos. Ainda por cima não sou nenhum Rui Pedro Tendinha, mas este filme deixou-me tão satisfeito que tinha que falar sobre ele.

Wrath of Man é baseado num filme francês, de 2004, "Le convoyeur", que não teve o sucesso esperado. A base é a mesma, mas Guy Ritchie acrescentou o "je ne sais quoi" que o francês Nicolas Boukhrief não tinha conseguido.

Inicialmente Jason Statham interpreta o papel de H, um homem que supostamente vai apenas atrás de um emprego como segurança numa carrinha de valores que, logo num dos trabalhos iniciais de H, sofre uma tentativa de assalto. Apenas tentativa porque H impede que o mesmo aconteça.

Quem estiver a ler poderá cair no erro de pensar que vai assistir a uma cena de pancadaria, ao estilo dos filmes The Transporter, mas não.

Na verdade sendo este um filme classificado como, e sendo de acção, Jason Statham não puxa dos seus galões de lutador de artes marciais. Relembro que noutras parcerias com Guy Ritchie, Statham também não usa esta sua característica. Guy Ritchie escolhe o actor pelo actor e não pelas suas capacidades atléticas e, na minha opinião, por participar frequentemente em filmes de pancadaria, a qualidade de Jason Statham tem sido subestimada.

Voltando ao filme em questão.

Aquando da tentativa frustrada do assalto à carrinha de valores de H, conseguimos perceber que existe algo mais do que uma simples procura de trabalho. Isto pela prontidão e pela frieza com que a personagem elimina o problema que lhe surgiu.

A partir deste ponto o filme começa um desenrolar interessante de acções encadeadas que nos mostram o porquê e como tudo sucedeu.

Não vou aprofundar mais pois esta não é sequer a minha área e poderei divulgar mais do que aquilo que seria desejável.

Importa referir que todo o filme se encontra emoldurado por uma bastante aceitável banda sonora que fica a cargo do oscarizado Chris Benstead, que já havia colaborado com Guy Ritchie em The Gentlemen.

Fica a sugestão de um bom filme de acção e algum suspense. Fica mais barato do que irem massivamente a Sevilha.

 

 

12
Mar21

O Tio Patinhas vai doar a fortuna


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Abriram-se precedentes e agora a festa acabou.

O último foi a doninha, Pepe Le Pew que será uma personagem eliminada pela Warner porque contribui para a cultura da violação.

Tivemos o actor Hank Azaria a deixar de fazer a voz do Apu, nos Simpsons, porque um americano, de origem indiana, que por acaso também é actor e comediante e como tal precisava de publicidade (e conseguiu-a) se queixou de ter sido gozado por causa desta personagem... Se ele for sempre assim tão "nho-nho-nho" então é natural que se metam com ele, mas não por culpa do Apu. A culpa será dele mesmo.

A coisa chegou de tal forma ao ridículo que agora, nos Simpsons, nenhum actor caucasiano pode fazer a voz de uma personagem étnica.

A HBO, nos Estados Unidos, retirou o "E Tudo o Vento Levou" da sua plataforma de streaming porque retratava preconceitos raciais.

Aos poucos tudo vai mudar. O tio Patinhas vai ter que deixar de ser avarento e de tratar mal o Donald porque um pato marreco qualquer se vai queixar e ainda o vamos ver a distribuir toda a sua riqueza por aqueles que mais precisam. O filme "A Gaiola das Malucas" vai ver-lhe retirado os prémios e as nomeações para os Óscares, porque não respeita a comunidade LGBT. O "Taxi Driver" também por causa da personagem da Jodie Foster, que era menor...

Mas esta fantochada toda é culpa de quem?

De todos. Eu por exemplo, na frase atrás retrai-me de escrever "mariquice" em vez de "fantochada" mesmo sabendo que esta "mariquice" não tem qualquer tipo de conotação homofóbica, mas como existe a possibilidade de alguém comichoso se sentir ofendido, então evitei o uso da palavra. Mas isto não devia acontecer porque tudo tem o seu contexto e o grave é isso mesmo. As mordaças estão a ser colocadas porque retiram as personagens, as situações, as histórias do contexto e criam um burburinho de tal ordem que quem produz os conteúdos criticados, acaba por se assustar e dar o braço a torcer, mesmo quando não o devia ter feito.

A vida e o mundo das artes, aos poucos vão começando a parecer aquele arroz branco sem sal e sem sabor, que é apenas o que uma pessoa pode comer quando tem uma gastroenterite. E tudo por causa da diarreia mental de uma minoria barulhenta e ridícula.

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