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Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

07
Dez22

A dureza da ingratidão


Pacotinhos de Noção

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Começo por dizer que nunca fui dos deslumbrados por Ronaldo, mas a partir de determinada altura passei a admirá-lo. Sempre o preferi ao Messi. Não por ser português, mas por ter a coragem de demonstrar o seu valor em vários clubes, por conseguir deixar a sua marca em todos, por ser um exemplo de trabalho, de evolução e de conceito família. Tinha tudo para se deixar deslumbrar, encostar-se aos títulos e ao dinheiro ganho e aguardar pelo seu fim de carreira, sem se ter que incomodar, afinal de contas já tinha os bolsos cheios. Em vez disso, Ronaldo quis sempre melhorar, quis sempre crescer, bater recordes. Passou a ser um vício, uma necessidade de afirmação, e podemos criticar por isso? Numa sociedade, longe de perfeccionista, que desempenha as suas funções de maneira sofrível, não seria de admirar quem trabalha para ser o melhor?

A grandiosidade deu-lhe alguma falta de modéstia e até alguma gabarolice? Pois com certeza que deu, e se esse é o seu maior mal, então está de bom tamanho.

Cristiano Ronaldo não é o D.Sebastião desaparecido, não é o salvador da pátria, e importa-me muito pouco se nos quatro cantos do mundo sabem o que é Portugal apenas por causa dele. Aquilo que me importa é que Ronaldo já foi O MAIOR, O MELHOR, o arquétipo do perfeito jogador de futebol, e nós pudemos ser testemunhas desse feito. Tivemos outros bons jogadores na selecção, mas poucos com a entrega dele. Todos têm presente a imagem de Eusébio a chorar, em 1966, depois da selecção perder contra a selecção inglesa. É uma imagem que demonstra a entrega de um jogador à selecção. Temos disso em Cristiano Ronaldo, mas não tínhamos, por exemplo, noutro grande jogador português, que chegou a afirmar que se vinha à selecção para perder prestígio, então preferia não vir. Quer proferiu estas palavras foi Luís Figo.

Não era, enquanto CR7 estava no auge, que o mesmo precisava de respeito, de apoio, de amizade por parte dos adeptos. É agora, numa altura em que todos lhe viram as costas, em que ele ainda joga ao mais alto nível, mas em que a populaça, e os comentadores, não hesitam em tentar rebaixar e menosprezar.

Ainda presentemente Paulo Futre, que já não joga há uns anos valentes, é amado, acarinhado e respeitado pelos adeptos do Atlético de Madrid, Ronaldo, ainda no activo, perdeu a imprensa, os comentadores, os treinadores e alguns adeptos.

Relembro que Ronaldo não criou o futebol em Portugal, mas faz parte de um época em que, talvez, o mesmo tenha tido o seu ponto mais alto. Foi campeão europeu... Para mim, sinceramente, isso diz-me muito pouco. Não ligo assim tanto ao futebol que julgue que ser campeão europeu seja algo com tanta importância, mas é verdade que antes de Ronaldo estávamos habituados a um futebol português comparável ao tremoço, e agora temos um futebol comparável ao caviar.

Estão a ser injustos e mal-agradecidos para alguém que acima de tudo sempre trabalhou imenso.

Espero que no resto do Mundial Ronaldo ainda possa dar duas ou três chapadas de luva branca àqueles que sempre precisaram dele para fazer notícias e vender jornais, e que agora dizem cobras e lagartos.

No fim de carreira as pessoas devem ser acarinhadas, não espezinhadas. A imagem que ilustra este texto é demonstrativa de alguém que no fim, depois de tanta ribalta, vai dar graças a Deus por ter investido numa família que ama. São eles que lhe irão dar o colo que irá necessitar.

Temo que para muita gente, Cristiano Ronaldo só será novamente elevado a grandioso no dia em que morrer, e em que relembrarem o artista que foi com os pés.

20
Set22

Desamor à camisola


Pacotinhos de Noção

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Recentemente tivemos a notícia de uma criança que, no jogo Famalicão — Benfica, foi obrigada a despir a camisola do clube que gosta, porque estava na bancada afecta à equipa da casa. Mais recentemente tivemos conhecimento de um adepto do FCP que, com a sua filha de 3 anos no colo, se viu obrigado a sair da bancada onde estava, também por se ter misturado com adeptos do Estoril.

Não sou das pessoas mais esclarecidas nem iluminadas deste Mundo, mas aquilo que me surge no pensamento é que, tanto o miúdo como o pai com a criança, que foram até chamados à atenção por uns quantos idiotas, que conseguem transformar o acto de assistir a uma partida de futebol na porcaria e no desconforto que hoje é, são quem está correcto e que tem no seu ideal aquilo que o futebol deveria ser. Um desporto colectivo, em que assistir, também em colectivo, deveria ser um prazer. Em que o assistir a uma partida de futebol seria um acto de festa e comemoração, podendo os adeptos dos diferentes clubes estar sentados lado a lado, podendo até ter discussões afáveis e salutares. Isto seria num Mundo ideal, e este ideal até nem é impossível de conseguir. Na Inglaterra, que sofria com casos graves de holiganismo, esta limpeza de maus adeptos foi feita. Basta haver vontade e transparência.

Não podemos menosprezar o trabalho das claques legalizadas, e até das ilegais. São de uma importância enorme. Não para o espectáculo do futebol, nem para o adepto comum que gosta de ver a bola, mas são importantíssimas para o comércio e tráfico de droga, importantíssimas como forma de camuflagem a bandidos da pior espécie, que vêem numa claque, e no próprio clube de futebol, a armadura necessária para não terem que responder perante a lei, e são, finalmente, também importantíssimas para alguns presidentes e dirigentes de clubes que têm nestas suas claques autênticos seguranças, capangas e até braços armados, que os protegem e que lhes fazem favores, quando é preciso ameaçar ou invadir negócios pessoais de árbitros, e até apedrejar carros de treinadores pouco eficientes.

Tudo o que atrás referi é parte daquilo que me afasta cada vez mais do futebol. Não gosto, nem nunca gostei de ir aos estádios. Infelizmente o meu filho não concorda com esta minha falta de gosto, e desde que ele nasceu já fui quase tantas vezes quantas as vezes que fui antes dele existir. Ainda por cima agora joga futebol, precisamente no Estoril, e é por isso que falo com conhecimento de causa. Os tipos que tiveram este tipo de atitude para com o adepto do FCP, são pessoas já com muita idade para terem juízo. É trampa em forma de gente, e que precisam daqueles 90 minutos, da partida do futebol, para poderem ter uma pálida sensação do que é ser gente, pensando, estupidamente, que ser gente é gritar, humilhar, fazer uma autêntica luta de território, num território que nem é seu, e ignorando que para se poder lutar por um território é necessário, mais do que ser macho, ser um líder, ser forte e acima de tudo saber respeitar o adversário.

Num remate final (fica sempre bem uma alusão ao desporto a que nos referimos) gostaria de dizer que a direcção do Estoril Praia já emitiu um comunicado com um pedido de desculpas ao pai e à menina, adeptos do FCP. Acho bem, uma vez que a casa é sua, e só lhes fica bem se responsabilizarem pelos macacos que permitem estar do lado de cá do gradeamento, junto dos adeptos a sério.

Ignoro se por parte do Famalicão já houve um pedido de desculpas à criança que teve que assistir ao jogo em tronco nu. Também não tinha ficado mal ao pai deste miúdo, ter aproveitado para lhe demonstrar o conceito de honra e de reclamação. Não assistiria ao jogo por uma questão de honra, já que o filho foi humilhado, e faria uma reclamação, a exigir o dinheiro dos bilhetes de volta. Mas isto é a minha opinião, que é a de alguém que entre um jogo de futebol e um filho, não hesitaria em qual escolher.

14
Ago22

Hipocrisia em estado puro


Pacotinhos de Noção

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Serei curto e grosso, que não há grande coisa a dizer 

Como pode um tipo, numa página de story, se estar a vangloriar de agressões que, ao que parece, ocorreram entre claques, e em que até define o mesmo como desporto, e logo no story a seguir afirmar o quão é bonzinho, e gosta de animais.

Até posso fingir que acredito que goste, o que só mostra que quem é amigo dos animais nem sempre é flor que se cheire.

Não divulgarei o nome da pessoa porque acho não ser necessário, mas faz-me confusão que nenhuma autoridade competente encontre destas coisas no Instagram, e não averigue.

Tal como avisei no princípio -> CURTO E GROSSO.

15
Jun22

Um puxão de orelhas não chegará


Pacotinhos de Noção

Não sei se haverá alguém que não esteja ao corrente do assassinato de Igor Silva.

Ao que parece tudo aconteceu numa rixa entre gangues rivais em claques do Futebol Clube do Porto que, para festejar a conquista de mais um título, decidiram limpar o sebo a um coleguinha. Os assassinos, e não utilizo "alegados" propositadamente, são Marco "Orelhas", Paulo "Chanfras" (cunhado do Orelhas) e Diogo "Xió", amigo de Renato, que é filho de Marco "Orelhas" e que também está preso. Está então montado um círculo familiar, e de amigos, do mais fino recorte.

É verdade que falei no FCP, mas peço a todos os que lêem estas linhas, que esqueçam as clubites, os regionalismos, e todas as idiotices inerentes ao mundo da bola. Aquilo que se passou podia acontecer com qualquer outro clube, assim como já aconteceu com o assassinato daquele adepto italiano do Sporting, atropelado por benfiquistas, e é certinho que vai voltar a acontecer, enquanto não for tomada uma atitude para acabar com estes grupos de crime desorganizado.

Se em Inglaterra foi possível de fazer, em Portugal também será, basta haver vontade. Claques de futebol são esquemas montados para toda a pirâmide de negócios ilegais que vão desde tráfico de droga, assaltos, roubos, crimes de violência e ódio racial. Todas as claques deveriam ser banidas do futebol português, e se por acaso vier algum membro de uma dessas corjas comentar este texto, tenho a certeza que será para insultar ou ameaçar, porque realmente não dará para mais.

Não acrescentam nada de novo ou de especial ao futebol, a não ser medo, clima de insegurança e afastamento de outros adeptos que se recusam a ir ao estádio com receio de dar de caras com atrasados mentais como estes.

A grande generalidade dos elementos de uma claque têm registo criminais mais preenchidos que um boletim do Euromilhões numa Sexta-feira de Jackpot. São indivíduos desempregados, mas que normalmente se deslocam em carros, topo de gama, e eu gostaria de saber como.

Não sei se repararam, mas não houve uma única vírgula de lamento em relação à morte de Igor Silva, e isto acontece porque, na verdade, não lamento. Aqui não consigo ser hipócrita e dizer que qualquer morte é de lamentar, e "paz à sua alma". Relembro que também ele fazia parte da claque de futebol, e se isso, por si só, não é motivo para merecer morrer, a verdade é que é um dado quase adquirido de que pode acontecer, ainda para mais quando há uma luta de gangues no seio da própria claque, e se é um elemento activo de um desses gangues.

Vivemos tempos em que os tribunais querem dar o exemplo, aplicando algumas penas duras, às vezes em crimes onde judicialmente nem é costume uma rigidez assim tão grande, como no recente caso do Rendeiro, por exemplo. Pois, julgo que para um caso de assassinato em praça pública, com a violência de 18 facadas, mais espancamento, mais pedradas, deixando até o corpo irreconhecível, a pena máxima parece-me até pouco, e ainda assim duvido que exista um juiz com coragem para dar penas assim tão pesadas a elementos que pertencem a claques de futebol. Recordo que "pessoas" como este "Orelhas" e o "Macaco", por exemplo, não têm nenhum pudor em ameaçar directamente, ou em fazer visitas a casas, locais de trabalho, de quem lhes desagrada, ou até a familiares, causando o terror.

Em Itália existe a Camorra, no Japão os Yakuza, aqui temos um bando de marginais protegidos por equipas de futebol, o que nos mostra que até na Máfia somos uns bacocos.

24
Fev22

E VIVA O BENFICA


Pacotinhos de Noção

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Sou adepto do Benfica.

Tornei-me a 23 de Maio de 1990. Nesse dia a minha escola primária fez uma visita de estudo a Vila Viçosa, naquele que era o passeio mais aguardado do ano, o chamado "Passeio Grande". Saíamos de manhã cedo, voltávamos ao final do dia e nesse final de dia jogava-se a final da Taça dos Campeões Europeus. Era o Benfica contra o AC Milan, mas isso a mim pouco me importava. Não ligava nenhuma ao futebol, mas senhor condutor fez o favor de colocar o jogo no rádio e para mim, continuava a não ter a mínima importância. Entretanto, AC Milan marcou golo e o resultado não mais se alterou até ao final, acabando derrotado o Benfica.

Vi alguns dos miúdos da minha escola a chorar e não consegui perceber porquê, mas interessou-me o facto de alguém estar tão ligado a determinado clube que até chorava nas derrotas. 

Ganhei simpatia pelo Benfica numa derrota e a partir dai tomei este clube como o meu, e embora nunca tenha vertido uma lágrima por perderem um qualquer jogo, devo dizer que quando acontece aborrece-me e que raramente perco um jogo.

Dito isto devo também dizer que, não invalidando tudo aquilo que disse anteriormente, sinto-me bastante melindrado quando, depois de um empate do Benfica todos, repito, TODOS os canais de informação portugueses, transmitiam programação referente ao jogo que terminou há pouquíssimo tempo, e que o Benfica até nem ganhou. Mas, e mais notícias, não havia?

Estive o dia todo a trabalhar, cheguei a casa e tinha vontade de saber o que se passava no Mundo, como evoluíram os números da pandemia, sendo agora endemia, se os russos já avançaram sobre a Ucrânia, quanto irá subir o combustível amanhã, se o Cabrita vai ser Ministro dos Transportes... Todas estas pequeninas coisas, que ainda assim considero bastante mais relevantes do que saber se havia ou não grande penalidade, se o Veríssimo deu discurso motivacional ao intervalo ou não, como vão jogar eles na Holanda... Que me desculpem os que amam o futebol mais que aos próprios filhos, mas isto tudo são uma quantidade infindável de trampas sem a mínima importância.

Existem pelo menos 4 canais portugueses de informação e todos eles se vergaram à jornada europeia do Benfica. Falo aqui do Benfica, mas poderia falar de outro clube qualquer.

Aquilo que me parece é que mais uma vez as prioridades estiveram trocadas.

Estamos à beira de uma guerra entre dois países de leste que podem ter como consequência uma nova guerra mundial, conflito este que terá contornos completamente diferentes dos dois que aconteceram em 1914 e 1939, porque existem desta vez armas nucleares aos pontapés, e conforme, supostamente, disse Einstein:

"Não sei com que armas a III Guerra Mundial será lutada. Mas a IV Guerra Mundial será lutada com paus e pedras."

Por isso que se dê a devida "desimportância" ao futebol, e que informem a população daquilo que vai acontecendo na Ucrânia.

Alguns hão de dizer -"Ah e tal, mesmo que haja guerra nunca aqui há de chegar, estão lá do outro lado do Mundo… "- pois é meus queridos amigos, o coronavírus também não ia cá chegar, e também estava do outro lado do mundo, no entanto, fez o estrago que fez.

Mas não faz mal, porque o Benfica jogou, e enquanto houver circo e uma côdea de pão, fica anestesiada a população 

04
Set21

Aos pontapés nas bolas


Pacotinhos de Noção

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O recente caso do Rúben Semedo seria de fácil resolução se de cada vez que um futebolista tivesse a infeliz ideia de se meter com uma rapariga num bar, numa discoteca ou noutro qualquer lugar de engate fácil, aparecesse um tipo que lhe desse um valente pontapé nas bolas. Mas um pontapé daqueles em que os testículos até vão fazer cócegas ao cerebelo.

Não porque eu pense que estão a ser misóginos ou abusadores, como parece estar a começar a provar-se neste caso que não foi o que aconteceu. Segundo as notícias mais recentes foi tudo consensual, nos exames forenses ficou provado não ter existido violação e uma mensagem em que a rapariga ameaça o jogador, afirmando que ele vai parar à cadeia se não lhe der 15 mil euros, deixam perceber o "modus operandi" desta pilantra que deveria ir bater com os costados na cadeia.

Isto é fruto da semente lançada pelo caso Mayorga. Na altura a americana utilizou o mesmo estratagema, conseguiu um bom dinheiro do Ronaldo e agora seguem-se as cópias.

Rúben Semedo já mostrou ser alguém com conduta mais que repreensível, mas o facto de já ter errado não pode ser o pressuposto para que agora todas as vozes que contra ele se levantarem, sejam as correctas.

Quando foi a situação do Ronaldo, por ter o historial limpo e ser o melhor do Mundo, apareceu logo quem o defendesse. Já a este desgraçado não faltaram carrascos prontos a puxar a alavanca do cadafalso, quando afinal de contas não tinha culpas no cartório, ou pelo menos quase que não tinha culpas.

Não vou comentar o facto de a rapariga ser menor, até porque a menoridade dela é relativa, pois se a situação foi consensual, aqui os 17 anos resultam como sendo maior, e embora ainda não tenha visto a personagem, 17 anos é uma fase da vida em que facilmente se consegue mentir na idade. A culpa do jogador, e é nesta fase que poderei eriçar os pêlos da nuca às feministas, é que toda a gente sabe que mulheres que parece que se querem aproveitar de jogadores de futebol, normalmente querem mesmo aproveitar-se de jogadores de futebol. Os nossos amigos brasileiros até têm a definição de "Maria Chuteira" para identificar estas meninas.

Pois que parece que é verdade, assim como há homens de pouco carácter também há mulheres que partilham dessa mesma virtude, e por mais que possa haver quem não queira dar a mão à palmatória, este foi um claro caso de tentativa de aproveitamento de um jogador de futebol por uma miúda de 17 anos... Isto mostra mais uma vez, que os valores estão todos deturpados e até aproveito e chamo a atenção para o seguinte. Os valores são-nos entregues em grande parte por quem nos educa, e se esta rapariga tem 17 anos, significa que muito provavelmente os pais são da geração de 80, que é a minha geração. O que se passa pessoal de 80, que andamos a criar uns merdinhas sem valores, sem empatia, com as prioridades trocadas? Sim, porque estou a escrever sobre esta notícia, mas todos os dias há notícias que mostram aquilo que acabo de dizer.

Esta geração de malta mais nova (não todos, como é óbvio, mas grande parte) tem demonstrado que o futuro não augura nada de bom.

Quem podemos culpar!? A internet, os telemóveis e tablets? A PlayStation?

Não meus caros. Devemos culpar a sociedade e os pais, que ao tratar estes míni ditadores a pão de ló, demos-lhes a confiança que agora nos faz ter receio de lhes fazer frente. Falo por mim. Tenho um filho de 4 anos e se alguma vez lhe dei uma palmada na rua há-de ter sido a medo, não vá um qualquer justiceiro das causas ridículas dizer que agrido o meu filho e causar-me problemas, e a verdade é que as palmadas que não lhe dou até poderão a vir fazer falta.

E no final é isto que acaba por acontecer. Criamos jovens sem pudor de inventar histórias que podem causar a desgraça de alguém que é famoso, mas que poderia também ser um cidadão comum.

Em relação aos futebolistas... Andaram o Rui Costa, o Zidane e o Figo a tentar lutar para afastar o estigma de que os jogadores de futebol são burros. Aparece o Rúben Semedo e o Ronaldo, provando que afinal basta darem-lhes um bocadinho de trela e eles lá vão, abanando as caudas, alegres e contentes, colocando a vida e a reputação nas mãos de quem os quiser dominar.

Burros do caraças.

14
Jul21

Ao futebol só vou com guarda-costas


Pacotinhos de Noção

zslip96aexgtm4wt_1626063748.jpegDesde o final do Euro 2020 que se tem falado dos ataques racistas aos jogadores ingleses por não terem ganho, ao jogadores italianos, por terem ganho, e aos adeptos italianos, porque os jogadores ingleses perderam e os italianos ganharam. A questão do racismo aqui interessa-me pouco. Não porque tenha uma gravidade diminuta, nada disso, é na verdade gravíssimo. Não lhe dou a devida importância porque o crime aqui cometido, o racismo, é apenas mais um no meio de tantos outros. Além do racismo temos, agressões, roubos, vandalismo, invasões no estádio e até tentativas de homicídio com recurso a armas brancas...

Devo confessar que desde que Portugal foi afastado, também eu me tinha afastado do Euro, não tenho visto notícias por falta de tempo e desse modo mantive-me na ignorância. Fiquei a saber destas agressões na página do  de Instagram do @carapau_desportivo. São vergonhosas mas não são nada a que nunca cá se tenha assistido.

É curioso que aqueles que pior se portaram sejam os de terras de sua majestade, com lordes, duques e duquesas. Os que são conhecidos por serem a nobreza do planeta, quando tudo o resto é plebe. Mas quem segue o futebol sabe que nisto de se ser grunho, besta e anormal, não é exclusivo da nacionalidade e sim da idiotice. O desporto, que é considerado rei, consegue ser rei de uma população de seres cuja capacidade de utilizar talher ainda está por descobrir. Acham que apreciar futebol é apanhar pielas antes do jogo, andar nas bancadas a desfilar as panças peludas e gregoriadas e no fim saltarem para cima uns dos outros, como se dum ritual de acasalamento se tratasse, caso ganhem, ou então saltarem e agredirem os outros, como se em vez do acasalamento estivessem a disputar território.

O espectáculo do futebol é algo de bonito quando bem jogado mas também quando bem apreciado. Pagar por um bilhete não dá direito a que se molhe a sopa a torto e a direito, nem é validação para puxar da ficha da caixa dos neurónios para que assim se mantenha desligada.

No Reino Unido, quando jogam lá só entre eles, existe um sistema que não permite a entrada de hooligans. Uma vez que o jogo entre Inglaterra e Itália foi lá disputado, porque é que não foi implementado esse sistema.

Justificações para estas atitudes não há, agora impressões há muitas, e aquela mais forte com que fiquei é que, e embora seja triste de ver, o maior mal do futebol são os adeptos e os estádios deveriam continuar vazios.

A corrupção no futebol é o pior? Não. Todos devem ser punidos, mas na corrupção tens um só bandido, numa claque tens centenas e aleijam mais.

28
Jun21

Acabou a tortura


Pacotinhos de Noção

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Eis que finalmente chegou ao fim aquilo que tantos seguiram atentamente.

Devo admitir que não segui. Tentei ver o primeiro, que me mostrou aquilo que se confirmou. Que a prestação dos elementos foi paupérrima e que se arrastavam de cada vez que deveriam entrar em acção.

A selecção dos escolhidos foi uma desgraça e mais uma vez foi-nos mostrado que em relação aos estrangeiros somos uma vergonha. Eles são muito mais organizados e têm outro ritmo.

Mas finalmente acabou e acabou sem a glória pretendida. É verdade que contámos com uma vedeta, quase de outro mundo, mas nem isso foi a salvação.

Agora é ver o que a vedeta Cristina e a TVI, engendraram para as noites de Domingo.

Pensaram que estaria a falar de futebol?

Nada disso. Ao longo dos anos aprendi a não colocar demasiadas expectativas no futebol. Gosto do jogo, não do que se passa à volta, e com as expectativas baixas, de vez em quando até há surpresas.

Voltando ao All Together Nau.

Nau não é gralha. Naus eram navios de grande porte e este programa foi vendido como sendo algo de grandioso. E até foi. Foi um grandioso "flop" e a nau meteu água por tudo o que é lado.

Bem sei que muita gente apreciou. Pessoalmente, devo dizer que sempre me incomodou quando há acidentes e o pessoal desacelera para ver a desgraça. Aqui foi o mesmo.

Não minto ao dizer que não vi. Aquilo de que tive conhecimento foi o que fui vendo em promoções do programa, em divulgações nas redes sociais e em algum "zapping" que fui fazendo. Perco credibilidade criticando algo que não vi com tanta atenção? Pode até ser, mas se nos poucos meios com que me foram chegando informações, não houve nenhum em que houvesse vislumbre de qualidade ou talento, então alguma coisa está mesmo muito mal, pois normalmente nestes meios escolhem apenas os melhores momentos.

Para terem uma ideia... Hoje, sendo o último episódio, pensei ver o que se estava a passar. Um rapaz cantava "O Melhor de Mim" da Mariza. Se ele estava a dar o melhor dele então posso desde já avançar que o melhor dele só era um bocadinho melhor do que o do Jorge Jesus, quando viralizou ao tentar cantar a mesma música.

Uma inocente criança de 4 anos, que por acaso até é meu filho, ao ouvir o mesmo que ouvi, perguntou-me se aquilo era a brincar. Respondi-lhe que sim e mudei de de canal. Não lhe quis ter que explicar que para a Cristina Ferreira "talento" é sinónimo de "tádifícil" e que o "tádifícil" se referia ao facto de que Portugal não tem estrutura para tentar fazer um programa como o "All Together Now" nivelando então assim muito, mas mesmo muito por baixo.

Defendo que não tem estrutura em várias vertentes.

Não tem estrutura para os jurados, que nos outros países apostam em famosos e aqui apostam em senhoras que batem palmas no programa do Goucha.

Não têm estrutura de talentos, porque cá, nos vários "talent shows" que já existiram, conseguimos contar pelos dedos de uma mão aqueles artistas que vingaram, e mesmo assim um desses dedos é o João Pedro Pais.

Não tem estrutura de apresentação, porque aqui o nome do programa devia ser "Primeiro a Cristina, com o seu ego e os seus vestidos e só depois All Together Now".

Já começa a ser um hábito bater na Cristina Ferreira, mas incomoda bastante quando alguém se acha o melhor, afirma aos 4 ventos que é realmente a melhor, mas que depois, na realidade não o consegue mostrar. O Cristiano Ronaldo, por exemplo. Esse afirma que é o melhor e não tem pudor em o assumir. A diferença é que depois prova que realmente o é, ou que pelo menos está entre os melhores.

Já Cristina Ferreira não o tem conseguido mostrar, nem de perto nem de longe.

Uma pessoa que afirma que é a melhor mas que depois não o consegue demonstrar, então não é a melhor, é só uma gabarolas.

Tendo em consideração o que fui lendo das audiências, o programa foi fraquinho.

Cristina Ferreira tem coleccionado tiros no pé e mostra não ter qualidades como Directora de Entretenimento, na TVI. Mas como a bola é dela e se ela não jogar ninguém joga... Então é deixar rolar.

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