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Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

02
Jan22

Retrospectiva do ano de 2022


Pacotinhos de Noção

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Fartei-me de ver retrospectivas do ano de 2021 e tenho que dizer que me deitaram um pouco abaixo. Vi tanta gente a dizer que foi um ano podre, com confinamentos, teletrabalhos, trabalhar até mais não, para recuperar o tempo perdido, e imenso stress por estar com os putos em casa e afinal não. Parece que fui dos poucos a ter um ano ranhoso, tendo em consideração os desfiles de belas retrospectivas, cheias de brilhantismos, férias magníficas e festas maravilhosas.

Curiosamente, nas várias memórias anuais que me passaram pelas vistas, não vi imagens de cartões de vacinação ou mesmo da própria vacinação. Com tanta foto do género que se foi vendo, pensei que não iam falhar.

Mas não é do ano que acabou agora que vos quero falar e sim daquele que daqui a um ano se findará. Quero ser diferente, e fazer desde já a minha retrospectiva, para ser o primeiro a acertar nalgumas previsões que tenho. Anotem num "post it", e ao longo do ano vão confirmando se acertei ou se errei.

Transportemo-nos então para o final de ano de 2022 e analisemos o ano.

Começamos por aquilo que aconteceu logo em Janeiro e que foram as eleições.

António Costa venceu. Sem maioria absoluta, mas conseguiu construir Governo com uma nova Geringonça.

Não com o PSD, como se poderia pensar, mas com BE e PCP, que inviabilizaram o Orçamento de Estado, mas que alegaram depois que o país não podia ficar refém de lutas políticas e que o PS até recuou nalgumas propostas que anteriormente não aceitaram.

O PS não ganhou por ser o melhor, ganhou por os portugueses serem do piorio.

Saídas na passagem de ano tudo bem, mesmo contra as indicações das autoridades de saúde, mas ir votar foi coisa que nem pensar. "Havia o COVID e o que os gajos querem todos é poleiro".

Não sei se todos querem poleiro ou não, aquilo que sei é que o poleiro onde estes estão fica mesmo por cima das nossas cabeças e eles não têm nenhum pudor em aliviar as suas imensas cloacas, usando-nos como penicos, e tem sido assim já há imensos anos, pelo que a mudança seria essencial. Mas não aconteceu, e agora estamos de bolsos vazios, continuamos a servir de penico e ainda pagamos por isso. E pagamos bem, que a bazuca teimou em não chegar, ou chegou, mas ninguém nos avisou e acabámos por não ver um tostão.

Em relação à política estamos, para já, conversados, pois ao que me parece isto será o que de mais relevante aconteceu.

Agora desporto.

Vou dar uma novidade, que talvez vos custe a crer, mas o Benfica não foi campeão, com muita pena minha.

Na segunda metade do ano estão em primeiro lugar, com Marco Silva como treinador, mas o ano passado ficou perdido e o Sporting foi bicampeão. Sérgio Conceição foi corrido do FC do Porto e agora está lá Jorge Jesus.

Em relação ao COVID vamos tendo estirpes contínuas, mas vão ficando cada vez mais fracas. As medidas do Governo deixaram de se fazer sentir com tanta força, por duas razões. Ganharam as eleições e depois chegou o Verão, o nosso salvador.

Ia-me esquecendo da política internacional.

Nesta questão voltaram dois fantasmas do passado. Lula da Silva, no Brasil e Donald Trump, que já prepara o terreno para as eleições de 2024. Nestes casos o rio passa duas vezes debaixo da mesma ponte.

E pronto, resta-nos agora esperar que 2023 seja melhor que 2022, assim como vamos sempre esperando de ano para ano, porque a esperança é sempre a última a morrer.

Curioso, até hoje ainda não vi ninguém lamentar que determinado ano tenha acabado, e que por lhe ter corrido demasiado bem, gostaria até de mantê-lo "ad eternum".

Já eu, depois desta incursão pelo futuro, posso dizer que houve um ano que gostei particularmente e que gostaria que não tivesse parado, e ficaria lá eternamente. O de 2005. Porquê? Já vos dei a conhecer o futuro, não vos vou contar sobre o passado.

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