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Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

25
Jan22

Esta doença tem que acabar


Pacotinhos de Noção

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Na tarde de Domingo resolvi ver o filme "Boy Erased".

É um filme de 2018 e que acaba por ser uma biografia de Garrard Conley cujo livro, que conta a sua história pessoal, serviu de base para a adaptação ao cinema.

Jared Eamons é um rapaz de 17/18 anos, filho de um conservador pastor da Igreja Baptista que, aquando da sua ingressão na faculdade, acaba por ter um fugaz relacionamento com um colega.

Não descobriu nessa altura que era homossexual, pois no seu âmago já o sabia, mas sempre resistira aos seus impulsos, amedrontado por aquilo que a sociedade e os seus pais poderiam pensar.

Por motivos que acabam por ser agora secundários, esse rapaz com que Jared se envolveu, liga aos pais conservadores do protagonista desta história e conta-lhes acerca da homossexualidade do filho.

O pai (Russell Crowe) e a mãe (Nicole Kidman) decidem "institucionalizar" o próprio filho numa espécie de casa de correcção católica, para jovens que sofrem da nefasta doença que é a homossexualidade. 

A partir daqui o filme segue o seu caminho e não vos vou contar o final, até porque este texto não serve propriamente para falar acerca do mesmo e sim da doença presente em todo o filme, e que penso que deveria ser tratada rapidamente, sob pena de conspurcar e derrubar a nossa sociedade, até porque essa enfermidade está cada vez mais enraizada e somos constantemente atacados por ela e membros que nos serão próximos, alguns até familiares, começam a "dar ares" de que já a podem ter entranhada em todos os poros do seu corpo.

Nesta fase devo estar a induzir em erro quem me lê, porque a doença a que me refiro não é a da homossexualidade, que essa julgo que a Organização Mundial de Saúde não classificou como sendo uma doença ou condição, mas mesmo que fosse não viria daqui nenhum mal ao Mundo, pois não incomoda ninguém, ou pelo menos não deveria incomodar.

Se incomodar porventura, então significa que os incomodados sofrem da tal doença sobre a qual quero realmente falar, e que é uma que se apresenta com imensos sintomas, que passo a enumerar para que, caso os tenham, se sintam mal... Muito mal.

Sintomas como a intolerância, a idiotice, a imbecilidade, a alarvidade, a estupidez,  a arrogância e a prepotência são resultados de um mal maior e que é a IGNORÂNCIA.

Digo-vos já que não é vírus nem bactéria, mas têm um índice de transmissibilidade com valores muito acima da média de tudo aquilo que já se viu. Também não é nada de novo, mas ganha força ocasionalmente. Uma das suas características é por vezes se conseguir disfarçar de PREOCUPAÇÃO COM O BEM ESTAR DE ALGUÉM ou de SÓ QUEREMOS O MELHOR PARA TI.

Estamos em 2021, 21 anos a mais do que aqueles que deveríamos viver, dado que o Mundo iria acabar no ano 2000, se bem se recordam, mas não acabou e 21 anos após a virada do milénio constato que de facto a evolução é uma suposta verdade conveniente, muito difundida, mas que me parece que serve apenas para camuflar outra verdade, muito inconveniente que é a de que no essencial continuamos a ser uns acéfalos e atrasados que julgam que podem definir como, quando ou quem uma pessoa pode amar. 

No caso desta história, que vos recordo ser real, os pais tentaram mudar aquilo que o filho sentia. Na instituição onde o colocaram, houve até um rapaz que se a suicidou porque interiorizou que o facto de gostar de pessoas do mesmo sexo, e não o conseguir mudar, era grave o suficiente para não poder continuar a viver.

Existe quem defenda que não se morre por amor. Eu discordo, acho mesmo que se pode morrer por amor, mas só acho, não tenho a certeza completa. Já morrer por falta de amor sei que sim, é possível morrer e o mais certo é que aconteça. Seja o amor de um homem, de uma mulher, de familiares ou amigos, se não houver então o destino estará traçado.

Esta não é uma realidade ficcional, é uma realidade que deu em livro que se transformou num filme, mas gostava que tivessem presente que existem vários estados norte-americanos onde os homossexuais são pessoas consideradas secundárias e existe até um país enorme onde nele inteiro ser homossexual ainda não é um crime, mas é proibido e que é a Rússia de Putin.

07
Set21

"Oh comadre, parece que ele gosta de homens"


Pacotinhos de Noção

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Paulo Rangel gosta de homens.

Quando digo que gosta de homens não me estou a referir a Homens com H maiúsculo, como se à Humanidade me estivesse a referir. Falo no sentido sentimental e sexual.

Uma vergonha, digo eu.

Um homem a sério não gosta de homens. Um homem a sério faz como o José Maria Carrilho, por exemplo, que gostava de dar umas lambadas na Bárbara Guimarães. Tinha aspecto afeminado mas era todo valente e ainda por cima cheio de cultura.

Paulo Rangel gosta de homens e há vídeos dele bêbedo numa madrugada, nas ruas de Bruxelas.

Paulo Rangel gosta de homens, há vídeos dele bêbedo numa madrugada, nas ruas de Bruxelas e teve a audácia de emagrecer... Deve ser doença.

Paulo Rangel gosta de homens, há vídeos dele bêbedo numa madrugada, nas ruas de Bruxelas, emagreceu porque deve estar doente, não gosta de vídeos com gatinhos e uma vez respondeu mal à sua mãe. Isto é só para que saibam como este menino tem o diabo no corpo.

É impressão minha ou Paulo Rangel foi escolhido para saco de pancada, mas os tipos que lhe estão a tentar bater parece que o estão a fazer vendados e não acertam uma. O Paulo Rangel neste momento é uma pinhata em que não acertam nunca.

Quem, no seu juízo perfeito, pode criticar o eurodeputado porque se soube que ele é homossexual. A resposta por ele dada é aquela que, na minha opinião, vale 100 pontos. Nunca escondeu, e a quem lhe interessava que soubesse ele contou.

Estamos em 2021. Há uns tipos que estão a ver se conseguem ir fazer turismo à lua, foi inventada uma vacina num curto espaço de tempo, há já carros que estacionam sozinhos e ainda se perde tempo a discutir a sexualidade de alguém.

Grave não é isto, grave é a perseguição de que Rangel está a ser alvo de forma descarada. O vídeo que surgiu dele bêbedo, depois de um jantar com amigos e que tem já uns anos é mais uma tentativa de descredibilizar o homem. Aproveito para dizer que quando o vi ali a cambalear, todo bêbedo, até ganhou a minha simpatia pelo andar bonacheirão e por não se mostrar como sendo daqueles bêbedos agressivos, a quem não se pode dirigir a palavra. E eu nem suporto bêbedos.

Porque razão é que só agora foi o vídeo divulgado? Serão lutas políticas de boca de esgoto, que têm como protagonistas pessoas que utilizam de todos os estratagemas para tentar manchar a imagem dos adversários? E atenção que adversários não são obrigatoriamente de outra cor partidária. Muitas das vezes isto é utilizado dentro dos próprios partidos, porque antes das lutas externas há lutas internas para marcar posições, escolher lideranças, ocuparem-se lugares.

Paulo Rangel saiu na rifa não se sabe ainda muito bem porquê, mas mais tarde ou mais cedo a neblina dissipa-se e ficaremos a perceber um pouco mais.

Como a coisa não correu como o esperado, José Magalhães, um daqueles deputados que já o são desde sempre e que dificilmente o deixarão de ser porque muito embora se queixem que os deputados ganham mal depois vai-se a ver e têm milhões em propriedades, arte e contas na Suíça, mandou uma "laracha" para o ar de que talvez se viesse a saber também nomes de casas sadomasoquistas de Bruxelas... Porquê o interesse do senhor? Gostaria de frequentar?

A única gravidade que vejo nisto tudo são as insinuações, a pequenez de quem faz "política" na penumbra da maledicência.

Grave grave é termos, por exemplo, uma Ministra da Presidência que nunca trabalhou na área para o qual estudou. De facto nem nunca trabalhou, pois mal acabou o seu curso conseguiu logo uma nomeação directa e depois outra e mais outra, até chegar a número 2 do nosso Governo. E é a isto que estamos entregues, a gente dos "jobs for the boys" que agora são "jobs for the people" por causa da igualdade de géneros.

Ao Paulo Rangel... Que seja muito feliz, da maneira que entender, se assim lho permitirem.

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