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Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

07
Jan22

Serão fracas as forças de segurança?


Pacotinhos de Noção

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Qual a semelhança entre o caso dos GNR, que humilharam e torturaram os imigrantes em Odemira, e o recente caso do Polícia Municipal que foi agredido em Lisboa?

A semelhança é porque ambos aconteceram graças à sensação de impunidade que impera actualmente.

À “posteriori” pode até ser que essa impunidade não se verifique, mas o que trama tudo é o "pode ser".

Não é líquido que quem cometa um crime, ou uma qualquer prevaricação, seja punido. Estes casos servem como prova disso mesmo, mas, numa vertente mais bairrista, posso referir-me aos badalhocos que riscam as paredes, riscos esses a que chamam "tags".

No município onde moro é usual ver funcionários camarários a limpar e a pintar, para fazer desaparecer esses rabiscos feitos por tipos cro-magnons, mas é certinho que passados dois ou três dias está tudo esborratado novamente, porque sabem que nada lhes acontecerá. E nem digo que deviam ser presos, que a prisão é para quem dela realmente precisa, mas pelo menos todas as custas de limpeza urbanística, que fosse necessária como consequência dos seus traços mal elaborados, deveriam ser impostas a quem os fez.

Voltando ao tipo que agrediu o agente da Polícia Municipal.

 É muito curioso que o indivíduo seja já conhecido das forças de segurança. Não foi a primeira vez que pôs em prática esta brincadeira e, ou muito me engano, mas não será a última, e é isto que deveria ser evitado. Esta besta não pode sentir que agredir uma força de segurança é algo que não se pague caro.

Todos nos perguntámos o porquê do polícia não ter reagido de maneira mais física, e eu respondo porquê. Porque não podia.

Se o polícia tivesse tido a feliz ideia de colocar o estupor que o agredia a coxear para o resto da vida, haveriam de aparecer os defensores de toda aquela sociedade marginal, para quem as regras foram feitas para se quebrar, a pedir a caveira do polícia. Estavam várias pessoas a filmar, nenhuma interveio, mas se tivesse sido sacada uma arma e disparado um tiro, mesmo que para o ar, o polícia ia meter-se numa carga de trabalhos, e ser acusado de uso excessivo de força ou de abuso de autoridade.

Isto traz também à discussão a falta de preparação das forças policiais.

Bem sei que uma polícia municipal é um órgão de segurança cuja principal função é a de passarem multas de estacionamento, e peço desculpa esta fraca caracterização, que sendo fraca é real, mas não é por isso que deixa de ser uma autoridade.

Devo também dizer que ambas as situações que envolvem forças de autoridade são consequências das fracas estratégias de recrutamento e até formação dessas forças.

Os GNR humilhadores não podiam nunca ter chegado a ser GNR. Para fazerem da Guarda profissão, significa que falharam os testes de admissão, falharam as entrevistas, falharam os colegas, falharam os superiores hierárquicos e falha todo um Estado, que pagando pouquíssimo às suas forças de segurança, não atrai pessoas com mais capacidades, ficando assim os lugares vagos para aqueles que quando eram miúdos eram os conflituosos, os cábulas, os putos "gangster", a quem diziam que nunca seriam nada na vida, mas que afinal de contas até chegaram à GNR.

Continuam a ser uns nadas, mas aos menos são uns nadas fardados e com capacidade de humilhar os mais fracos.

 

18
Jul21

Ai se fosse comigo...


Pacotinhos de Noção

Vamos falar da inoperância dos dois senhores da GNR que pouco ou nada fizeram, em Reguengos de Monsaraz?

Aproveito já para aplicar um valentíssimo "Ai se fosse comigo...".

Uns aplicarão o deles dizendo que davam um ensaio de bastonada naqueles tipos, outros que sacavam a arma e desatavam aos tiros, outros que fariam valer a sua autoridade, outros que chamariam logo reforços. Já eu aplico o meu da seguinte forma: Ai se fosse comigo, vos garanto, tal como eles borrava-me todo mal visse aparecer o carro cheio de labregos, como apareceu, mas ao contrário dos GNR's que lá ficaram (e muito provavelmente foi por essa razão que o indivíduo já foi detido) eu fugia dali de uma maneira que até batia com os calcanhares no rabo. Afinal de contas não teria como saber se vinham mais, se estavam armados, a que é que estavam dispostos. No final acaba por ser apenas uma questão de aritmética. Dois homens, sejam PSP's, GNR's, GOIS, Rambos, serão sempre menos que uma catrefada dos outros, e uma catrefada dos outros não são só os que saem do carro e os que estavam na esplanada. A catrefada são os que já referi, mais as pessoas que assistiram, as que filmaram, e todos os outros milhões que iriam ver o vídeo e que iriam fazer juízos de valor.

No vídeo vemos que os guardas pouco ou nada fizeram. Vemos que um deles pede reforços, e que o jagunço se mete no carro e atropela três pessoas porque a GNR não o impediu.

Vamos imaginar que um dos GNR's saca da arma e dispara para o tipo que está a causar distúrbios, assim como fazem nos E.U.A. Não teria acontecido o atropelamento, mas nessa altura entrariam em acção os justiceiros dos agressores, que são fracos e oprimidos. Defensores daqueles que não respeitam a autoridade e que quando essa mesma autoridade faz valer a sua força têm logo o pessoal das redes sociais a servir de almofada de conforto, criticando as acções das forças de segurança, afirmando que "polícia bom é polícia morto", que "são heróis porque têm armas" e que "num mano a mano já não são tão homens". Tudo isto não são invenções, qualquer um minimamente informado sabe que é verdade, e se disser que não então é mentiroso.

A inoperância dos dois GNR's, é consequência da caça as bruxas que se tem intensificado de cada vez que a autoridade tem que fazer uso da força. Já sei que eventualmente aparecerá alguém a contar uma história em que a polícia usou de força excessiva. É um facto que nalgumas situações poderá haver abuso de autoridade, mas na grande maioria não, o que há são sempre indignados e indivíduos anti-sistema que têm sempre que tentar deitar abaixo as forças da autoridade apenas porque são, precisamente, autoridade. Esquecem-se que por detrás de uma farda há uma pessoa, com medos, com vida própria e com familiares.

Rui Rio, como já vem sendo hábito, mandou um tiro ao lado. Em vez de questionar o Primeiro-Ministro do porquê da falta de atitude dos GNR's, colocando assim parte da culpa nos dois agentes, deveria antes ter perguntado ao Sr. Costa e ao Sr. Cabrita porque é que existem tão poucos efectivos em todas as polícias do nosso país, não permitindo assim grupos de rusga mais numerosos.

Mas mais uma vez quem sofrerá é o mexilhão. Enquanto os responsáveis deste país (Primeiro-Ministro e Ministro da Administração Interna) fingem não ser nada com eles, a GNR já iniciou um processo de averiguações para, caso se verifique, instaurarem processos disciplinares ao dois agentes.

Vai chegar a altura em que não teremos quem nos defenda, e a culpa será nossa, por os tratarmos e deixarmos que tratem tão mal.

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