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Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

04
Mai22

A mulher de César é uma badalhoca


Pacotinhos de Noção

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Sempre ouvi dizer que "À mulher de César não basta ser séria, há que parecê-lo", mas se a mulher de César for uma empresa portuguesa do sector energético, então deixa de ser séria e passará a ser uma badalhoca da pior espécie.

Isto porque neste primeiro trimestre de 2022, a petrolífera Galp, conseguiu aumentar os seus lucros em 496%... Sim, senhor, não é gralha e até repito, 496%. E isto sucede devido à guerra na Ucrânia e consequente aumento dos preços. Acontece que muito provavelmente este lucro, no segundo trimestre, poderá crescer ainda mais, se tivermos em consideração que o Governo baixou o ISP dos combustíveis, que se traduziriam numa quebra final dos preços de cerca de 15 cêntimos, mas que, na prática, diminuiu apenas por volta de 8, porque as gasolineiras decidiram absorver parte dessa descida de imposto, conseguindo assim ganhar mais 7 cêntimos por litro, engordando um bocadinho mais os seus cofres.

O Governo já deu a entender que a ASAE irá fiscalizar esta situação, mas o que é verdade é que a ASAE não tem nenhum tipo de poderes para impor que determinada empresa cobre este ou aquele valor, por um produto ou um serviço que oferece. O mercado é livre e uma das características do mercado livre é essa mesma, não terem o dedo de instâncias exteriores à empresa a definirem preços.

E perguntam os meus amigos: "Mas o Governo não poderia criar leis que não permitissem este tipo de abusos?", ao que eu responderia: "Mas vocês são estúpidos?!"

Peço desculpa por esta ofensa que poderá até parecer gratuita, mas reparem apenas no seguinte para que percebam como essa pergunta não faz sentido.

Um dos vogais do Conselho de Administração da GALP é Adolfo Mesquita Nunes, ex-secretário de Estado do Governo PSD-CDS.

Até Janeiro deste ano, Carlos Costa Pina foi membro do Conselho da Administração da Galp. Outro ex-secretário de Estado, desta vez do Governo PS de Sócrates. Renunciou ao cargo ao ser acusado no processo das PPP, processo esse que demonstra que Carlos Costa Pina beneficiaria concessionárias rodoviárias nas negociações de novos contratos para as concessões das SCUT.

Aqui temos dois exemplos da GALP, mas se formos procurar na EDP, na Mota-Engil, na Efacec e em muitas outras empresas, temos uma imensidão de ex-governantes, alguns sem a mínima preparação para os cargos que ocupam, que ocupam cargos de grande relevo. E atenção que são de todos os quadrantes políticos, que aqui a democracia é mesmo democracia, todos mamam.

Mesmo o caso recente do ex-Ministro das Finanças, João Leão, que aprovou um financiamento no valor de 5,2 milhões de euros para o ISCTE, sendo depois nomeado vice-reitor da mesma instituição, mal saiu do Governo, mostra que as ofertas de emprego a ex-governantes não carecem de envio de currículo e posterior entrevista, porque as reuniões que seriam necessárias ter já foram acontecendo previamente, enquanto benefícios podiam ser atribuídos.

Claro que depois tudo não passam de patranhas, de cabalas, de mal-entendidos, que só quem esteja de má-fé é que pode acreditar, mas por mim falo, e se é má-fé que se exige, então a minha está no máximo dos máximos.

E é por isto, meus queridos leitores, que quem está no Governo, seja qual for a cor partidária, nunca vai mover uma palha para mudar seja que lei for, visto que o tipo que matar a galinha dos ovos de ouro, depois teria que comer apenas canja de galinha velha, e sopa, daquilo que me dá a perceber, é comidinha para pobres.

30
Mar22

Agora sim, vai ficar tudo bem


Pacotinhos de Noção

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E pronto, meus amigos. Agora é que a coisa se dá. Vai ficar tudo bem e vai entrar tudo nos eixos. Tomou hoje posse o "nosso" novo Governo. Lembro-vos que termos estado sem quem tão habilmente nos guiasse, levou a uma crise sem precedentes, não só aqui, mas também no Mundo. Estou em crer que se António Costa, e os seus compinchas, já estivessem no poder, o tipo que invadiu a Ucrânia ia pensar duas vezes.

Sim, eu sei que não temos o poderio militar dos E.U.A, a força económica de uma Alemanha, mas o facto é que o biltre, com focinho de Bull Terrier, invadiu o país vizinho quando Costa estava sem o fato-macaco vestido... Coincidência? Se calhar não.

A escalada dos preços dos combustíveis é provável que não pare. Não podemos imputar essa responsabilidade ao nosso tão querido Primeiro-Ministro porque não é ele que manda nos preços. A culpa é desta odiosa guerra que tudo encarece.

Dizem as más línguas, mas eu não acredito, que há muito oportunismo e que agora o conflito russo-ucraniano para tudo serve de desculpa. Que o combustível está caro por pagarmos cerca de 60% de impostos, que o óleo está caro porque aproveitam para dizer que a base da sua produção são cereais importados da Ucrânia, e que o vinho e o azeite, que até são de produção nacional, também encareceram, não por falta de matéria-prima, mas por haver o aumento dos combustíveis. Um litro de azeite que custava 2,80 €, agora custa 3,60 € porque o combustível aumentou e como cada garrafinha de azeite apanha o seu próprio UBER para chegar às prateleiras dos nossos supermercados, então teve que se fazer estes aumentos.

Existem as desculpas de mau pagador, mas aqui temos as desculpas de mau cobrador, que não havendo melhor justificação aproveitam logo aquela que está mais à mão. Até há bem pouco tempo era a pandemia, que tanto nos fustigou, agora isto. Muito resumidamente, é música que o nosso Primeiro toca e que vamos dançando ao ritmo que ele quer.

Neste magnífico novo Governo temos maioria de mulheres. É apenas mais uma do que em relação aos homens, mas como Medina é uma pequena amostra masculina, podemos concluir que o lado feminino ganha por uma ministra e meia.

O que muda isto em relação a outros Governos cuja maioria eram homens?

Para já mudam no que diz respeito à classificação. Dantes dizíamos "estes incompetentes" e agora passaremos a dizer mais frequentemente "estas incompetentes". Depois, e se forem todas tão sensíveis como a Marta Temido, vai ter que haver uma grande fatia do orçamento para lenços de papel. Se bem se recordam Marta Temido chora quando faz trampa, quando diz algo que depois afirma ter sido tirado do contexto, ou quando faz um qualquer discurso fajuto, carregadinho de marketing farsola. Vai ser uma choradeira que não acaba mais.

Gostaria de destacar a nova Ministra da Defesa, Helena Carreiras.

A sua ligação às Forças Armadas acontece porque escreveu alguns livros que abordam o assunto "Mulheres nas Forças Armadas".

Acho bem que tenha sido esse o critério, afinal de contas a Filipa Vacondeus também era apelidada de cozinheira sem nunca o ter sido mesmo, mas como escrevia muitos livros de culinária ganhou esse epíteto.

Pode ser que Helena Carreiras se inspire na cozinheira, tão conhecida pelo seu arroz com cordéis de chouriço, e também consiga fazer uns aproveitamentozinhos, com vista à renovação das nossas tropas.

Vamos aguardar, não quero estar a ser injusto e, como diria Sócrates, o grande Júlio Isidro de Costa, quero deixar o meu voto de confiança a este Governo... "Um voto de confiança de que cada um deles dará o seu melhor, por um país mais justo, por um país mais pobre... Perdão, por um país mais justo, mas também mais solidário." Estas gafes, pá.

21
Mar22

Escapadinha ao 3º Mundo


Pacotinhos de Noção

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Na 5.ª feira passada dirigimo-nos ao Hospital de Cascais com a nossa filha mais pequena, que estava com febres altas, na ordem dos 38, 39, 40 graus. 

Tínhamos plena consciência do que seria porque, infelizmente, durante os seus 17 meses, esta já seria a terceira vez a desenvolver uma infecção urinária. De qualquer das formas o diagnóstico tem sempre que ser feito por quem sabe, até para poder ser administrado o antibiótico à miúda.

O cenário com que nos deparámos era dantesco.

A sala de espera da pediatria estava apinhada de gente. Não havia uma cadeira vaga e imensos estavam em pé. Um A/C demasiado quente, pessoas para quem o uso de máscara já não é uma obrigatoriedade e que faziam questão de tossir para o ar. Uma criança que fez diarreia no chão e outra que fez xixi pernas abaixo. São crianças, é natural que estes desastres aconteçam. Aquilo que não será já tão natural é a enfermeira colocar apenas paninhos por cima das porcarias e afirmar que não vai dar para limpar porque as senhoras da limpeza não têm como caber ali, com o seu carrinho da esfregona.

Entrámos pelas 17:30 e só saímos perto das 2:00. A nossa senha era o 148, mas quando viemos embora chamavam pela 346...

Nunca tinha visto um hospital nestes preparos, senti estar num país de 3.º Mundo, e é mais escandaloso ainda quando temos em consideração que é o Hospital de Cascais. Um hospital que até há bem pouco tempo era utilizado como referência para outros hospitais.

O que mudou entretanto?

Será que foi aquele bicho peçonhento que nos andou a atormentar, e ainda atormenta? Só o facto de ainda andar por ai, justifica eu não escrever o nome, para não ter assim o texto, obrigatoriamente referenciado como "texto que aborda nesse assunto"... O assunto do "Quem nós sabemos", "Aquele cujo nome não deve ser pronunciado".

Ou será antes que a culpada é a guerra na Ucrânia? Sim, porque a vez do "outro" foi tomada, e se eu amanhã quiser ir ao barbeiro, e não tiver hora disponível, vão pedir imensa desculpa, "mas com isto agora da guerra, sabe como é..."

Mas não, amigos leitores, vou deixar-me de especulações e dizer, CONCRETAMENTE, o que mudou.

O que mudou foi que o Governo mentiroso, oportunista, explorador e pouco transparente que tínhamos, transformou-se agora num monstro de maioria absoluta, e que fará aquilo que lhe der na real gana.

O Hospital de Cascais, assim como o Hospital de Braga, por exemplo, eram dois exemplos de hospitais PPP (Parcerias Público Privadas) que davam muito certo. Hospitais dirigidos como empresas, não geravam prejuízos, muito pelo contrário, chegavam a gerar lucros, e que mesmo sendo geridos como empresas permitiam que uma pessoa sentisse ser isso mesmo, uma pessoa, quando se ia a um destes serviços hospitalares.

Acontece que "El António Costa — o Afanador" ou se quiserem, "António Costa — O Discípulo Socrático", decidiu que estas PPP deixariam de existir desta forma. Passariam de novo para as mãos do Estado, sem uma justificação plausível, que nos permita perceber o porquê?

Ao não haver explicações, cada um de nós é livre de pensar aquilo que quiser, e eu, mente retorcida como só eu sei ser, começo a imaginar se o término das PPP, que não geravam derrapagens orçamentais, não acontecerá precisamente devido às derrapagens que não aconteciam?

É que os desvios de dinheiro não se fazem em empresas de contas certas, que coloquem tudo preto no branco e sejam organizadas. Para Governos como este, quanto mais bandalheira melhor, porque assim no meio de tanta confusão, uns milhões que fogem para aqui, e outros que fogem para ali, acabam por fazer tal confusão, até na cabeça de quem rouba. Por isso é que depois, nas comissões de inquérito onde são chamados devido a negócios menos claros, nunca sabem bem sobre o que são inquiridos, ou nem sequer se lembram do que "passou-se", como diria o outro.

Voltando ao Hospital de Cascais, e à consequência do mau planeamento, da falta de higiene, em suma, de toda a falta de condições... Estou no segundo dia de internamento da minha filha. A somar à infecção urinária que tinha, agora ganhou uma forte gastroenterite, tendo deixado de comer, de beber. Desonesto não posso chamar ao médico que nos atendeu. Disse, desde logo, que a probabilidade da minha filha ter apanhado este vírus no hospital é de quase 100%. Mas de que me interessa saber de onde vem o vírus, quando eu queria era que ele se fosse embora?

A minha pequenina continua alimentada a soro, ainda não tem grandes apetites e passa a maior parte do tempo a dormir. A febre, felizmente, já parece ter dado tréguas.

Este é um hospital onde trabalha boa gente, caso as deixem trabalhar. É uma pena que o VOSSO Governo (sinta-se ofendido quem neles votou) tente mandar abaixo aquilo que outros construiram e que, pasmem-se, até funcionava.

Em campanha, António Costa e Marta Temido não tiveram pudores em dizer que o SNS estava perfeito. E estará, caso as siglas do SNS signifiquem "SUICÍDIO NATURAL DA SAÚDE"

20
Fev22

A D.Leonor foi despedida


Pacotinhos de Noção

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Imaginem então:

D.Leonor, 65 anos, trabalhou mais de 40 numa fábrica que agora fechou. A idade da reforma é 66 anos e 7 meses. 

Recebe subsídio de desemprego, direito que se lhe assiste tendo em consideração os anos trabalhados.

É obrigada a estar inscrita no IEFP, fazer prova de procura activa de trabalho e frequentar cursos de formação profissional, sob pena de que caso não o faça perde o seu subsídio.

Isto não é ficção, são casos reais que acontecem diariamente e que muitos de nós conhecemos.

Os Institutos de Emprego e Formação Profissional, deveriam ser órgãos de apoio à procura de primeiro emprego, formação adequada e procura de novo emprego, mas não o são.

Os IEFP deste país, funcionam apenas como meios fiscalizadores e até dissuasores, com o intuito de fazer com que se falhe uma qualquer reunião, que a pessoa se recuse a fazer uma formação proposta disparatada, ou que não aceite um trabalho que nada tem que ver com a sua área profissional, e que ainda por cima será extremamente mal pago.

No caso específico da D.Leonor, e de tantos como ela, é desumano que depois de uma longa vida de trabalho, seja-lhe dito que para receber um subsídio, seu por direito, tenha que continuar a procurar trabalho, mesmo que seja em algo completamente diferente daquilo em que sempre trabalhou, ou que tenha que frequentar um curso de Animador Sócio-Cultural, ao invés de fazerem como de fossemos um país de primeiro mundo, tendo em consideração que faltando tão pouco tempo para a D.Leonor atingir a idade da reforma, que, se quiser pode procurar algo, ou então aguardar até ser reformada. Posso dar o exemplo dos Países Baixos, em que sei que isto acontece, até porque a minha sogra viu-se nesta mesma situação.

Já nos tempos idos, do nosso mui amável e saudoso Eng.José Sócrates, se engendrara um plano deste tipo. Era o chamado programa Novas Oportunidades, em que o intuito era exactamente igual ao de agora.

E perguntam-me vocês muito amofinados:

"Então, mas o que o Governo ganha com isto?"

Ganha duplamente. Se a D.Leonor os mandar dar uma grande volta, deixa de estar inscrita no Centro de Emprego, baixando assim os números de desempregados do país, dando s entender que foi criado emprego, e não foi, e ganham também menos um subsídio de desemprego que têm que pagar, porque se a D.Leonor se recusar a fazer a formação proposta, essa é logo a mais rápida consequência.

Formação obrigatória a pessoa acima de 60 anos é violência. Não que as pessoas não tenham capacidade de aprendizagem, mas, porque são pessoas que JÁ PASSARAM UMA VIDA A TRABALHAR.

Imaginem que até há uma proposta de trabalho semelhante à função que a D.Leonor desempenhava, e que precisam dela. Pois muito bem, julgo que sim, que a D.Leonor deve ocupar aquele cargo e trabalhar até à reforma, cuja idade é estupidamente alta, aliás, mas só se a proposta for completamente adequada ao perfil da senhora.

Mas como já disse isto é apenas mais uma forma encapotada de total desprezo e desrespeito pelo cidadão comum, e trabalhador que, na verdade, é aquele que sustenta esta máquina ferrugenta e balofa que é o Estado. 

Pergunto, mas de que estou eu a queixar-me? Neste microcosmos que é a minha página, estatisticamente mais de metade das pessoas votaram PS, por isso não há que reclamar. Eles são uma trampa e cheiram mal, mas fomos "nós" (entre aspas porque nós é muita gente, e eu incluo-me fora disso) que decidimos continuar a comer com eles, servidos numa travessa de porcelana caríssima, porcelana essa paga por nós.

14
Out21

Tanto queixume


Pacotinhos de Noção

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Cambada de amélias queixosas, é o que vocês todos são.

Gasolina a 2,00€ parece-me bem, aliás parece-me até mais do que bem. Estes preços são necessários para a nossa evolução e por isso acho até que deviam aumentar para 4 ou até 8,00€. Ao fazer isto são só vantagens.

Com gasolina a preços proibitivos só vão passar a andar na estrada doutores e engenheiros, tudo o que é a ralé vai de transportes. Desta forma, caso haja algum acidente, coisa que duvido muito tendo em consideração que quem andará na estrada serão só pessoas de educação acima da média, e como tal condutores conscienciosos, mas na eventualidade de acontecer, não haverá escaramuças porque são todos pessoas que não armam barraca por dá cá aquela palha. Chegarão a acordo calmamente e com termos, e podem até preencher a declaração amigável durante um maravilhoso almoço no Gambrinus, regado com um bom Dom Perignon. A conta deste almoço fica ao preço de meio depósito de combustível.

Com os impostos arrecadados, por cada litro de combustível, teremos um Estado rico e poderoso que investirá toda essa maquia na saúde e na educação. Há a probabilidade que seja na saúde e na educação deles próprios, mas acho bem também. Precisamos de políticos saudáveis e educados, para levar o barco a bom porto... Mas tem que ser um barco a remos porque ser for a gasolina não poderá ser um barco, acho até que não é possível porque o combustível precioso agora é um pouco elitista e só aceita servir de alimentação a uma lancha ou um iate.

Se há coisa de que não podem acusar este Governo é o de ser incongruente.

Aumenta o combustível mas também aumenta de novo o imposto sobre as bebidas açucaradas, sobre o tabaco, bebidas alcoólicas e aumenta também o esforço no bolso dos portugueses. Mas o que é um esforçozinho a mais quando no final está o bem comum a toda uma nação, e que é o de fechar buracos financeiros deixados por gestões deficientes em bancos no passado, no presente e no futuro, porque não sou bruxo mas aposto o dedo mindinho de que mais dia, menos dia rebenta outro escândalo bancário.

Mas comecei este texto por ofender quem me lê e gostaria muito de o continuar a fazer.

Mordem a mão de quem vos alimenta, ou pelo menos de quem vos alimenta moralmente, porque com o também mais que provável aumento dos bens essenciais ao consumo, alimentação é coisa que começará a escassear. Mas vejo tanta gente com um apetite tão grande em utilizar está tão bonita palavra que entrou na moda e que é a RESILIÊNCIA, que o nosso querido António Costa apenas vos quer dar obstáculos a superar para que possam assim ser mais resilientes. Ser resiliente numa pandemia, ficando fechado em teletrabalho ou recebendo o "lay off" é uma fantochada, no que a resiliência diz respeito. Ser resiliente é meterem-se em transportes, faça chuva ou faça sol, para enfrentarem, no mínimo 8 horitas de trabalho para receberem a vossa compensação no final do mês para depois, terem o tostão para pagar aquilo que nos mandam pagar. E sem resistência porque resistência na resiliência é algo para que os nossos governantes não têm paciência.

Resumindo: Pagam -> Trabalham -> Recebem -> Pagam.

Em linguagem técnica de economia, que não sei se entenderão, esta situação é apelidada de "Pescadinha de rabo na boca" em que nos comem a pescadinha e nós ficamos com um ligeiro sabor a rabo na boca. É lixado, mas é assim mesmo.

Para terminar. Tenho um jerricã de 20 litros cheiinho de gasolina. Troco por T3 na Albufeira ou no Alvor. Contactem-me.

04
Ago21

D.Sebastião! Volta que acabou a folga


Pacotinhos de Noção

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O português sente necessidade de ter um herói e como heróis não os há aos pontapés, acaba por tentar a sua sorte de várias maneiras.

A selecção ganhou o europeu, foram homens para França, voltaram heróis. O Salvador Sobral ganhou o festival, voltou herói. Os enfermeiros, médicos e bombeiros desempenham as funções a que se propuseram e são heróis.

Os feitos de todas estas personagens têm os seus méritos, alguns bastante valorosos, mas à conta de tanto apelidar de heróis tudo e todos, quando realmente precisamos de um, acabamos por ficar confusos com tanta abundância heróica e depois dos "noves fora nada", ficamos sem nenhum.

A verdade é que está a chegar a uma altura em que convém que surja um herói e é importante que ele comece a vestir a sua capa e as cuecas por cima das calças, para vir desempenhar a sua missão.

O nosso país está as portas de uma crise que vai ser dificílima e estamos a braços com um Governo que já se começa a sentir colado à cadeira do poder. Sensação perigosíssima para nós, que somos o mexilhão.

Na busca desesperada por quem nos possa salvar podemos acabar por cometer erros crassos que depois dificilmente conseguiremos emendar.

Nunca cheguei a falar de André Ventura e do seu Chega. Não é um assunto tabu mas sou dos que pensa que se dá demasiado destaque à personagem. O tipo não é nada burro, muito pelo contrário, e aproveita qualquer nesga de publicidade para aparecer. Seja ela boa ou má, afinal de contas má publicidade também é publicidade e Ventura sabe rentabiliza-la como ninguém.

Este tipo de exposição que lhe dão traz perigos. Qualquer pessoa de mais idade, que veja num boletim de voto uma cara conhecida, não vai querer saber de programas ou propostas. Vai colocar a cruz na cara conhecida. Chamo a atenção para o facto de que temos um Presidente da República que ganhou a Presidência por ser popular e não ficou popular por ser Presidente.

A verdade é que a nossa demanda por heróis não está fácil. Rui Rio é uma nódoa.

Enquanto presidente da Câmara Municipal do Porto mostrou-se um homem de coragem que não fugia ao confronto, mas agora parece um meigo "poodle" que aguarda com paciência uns biscoitos que lhe sejam atirados pelo Costa.

Não tenho preferências partidárias. Ser de esquerda ou direita é colar-me a uma posição com a qual não concordo. Se houver uma proposta de direita interessante há que a aproveitar, se a proposta afinal for de esquerda idem idem aspas aspas.

O D.Sebastião já se sabe que não voltará, e temo que o nosso fado venha a ser doloroso de formas que ainda nem imaginámos. Uma pequena amostra disso mesmo foram a quantidade de pessoas e pequenas empresas que se viram completamente descalças aquando destes confinamentos obrigatórios. Vem lá uma bazuca, mas não se iludam, ela vai disparar para o lado errado e o tiro vai passar bem longe de quem precisa.

Existem dois políticos portugueses que julgo terem sido mal aproveitados. Por coincidência são ambos de direita e estiveram ligados ao PSD. Como já afirmei isso a mim diz-me pouco. Olho para a obra feita e aquilo que ficou.

O primeiro é já um hábito ser ridicularizado quando na verdade deixou trabalho por onde passou. Em Lisboa, Pedro Santana Lopes lutou contra quem tentou embargar a obra do túnel do Marquês. Quem por lá passava tempo infindável nas horas de ponta, rápido se apercebeu da importância do feito. Costa e Medina, com as alterações no Marquês e com a construção desenfreada de ciclovias, quase que conseguiram anular o escoamento de trânsito que o túnel passou a permitir, mas continua a ser uma enorme mais-valia.

Como Primeiro-Ministro esteve apenas 5 meses. Jorge Sampaio, Presidente na altura, resolveu dissolver o Parlamento, não deixando assim que o Governo continuasse. Quem quiser poderá hoje calcular que foi uma jogada política para levar Sócrates ao poder... Resultou bem.

A outra figura é "persona non grata" dos portugueses, mas fez aquilo que foi obrigado a fazer, e na altura de começar a recolher os louros, apareceu Costa e recolheu-os por ele.

Pedro Passos Coelho recebeu a herança pesada de Sócrates que chamou a troika e com ela negociou, tendo já presente que provavelmente não iria ser ele a aplicar as medidas acordadas. Passos Coelho aplicou-as e doeram-nos na pele. Trabalhámos muito e ganhámos pouco. Houve cortes e apertos de cinto, mas anos de despesismo tinham que ter as suas consequências. Ainda assim ganhou nas urnas o seu segundo mandato, mesmo que sem maioria absoluta. Vários partidos de esquerda uniram-se para votar uma moção de censura ao Governo. Foi o início da Geringonça e o fim da era de Passos Coelho.

Recordo que mal tomou posse, o Governo PS de António Costa, começou com despesismos mas não retrocedeu na maior parte de cortes e impostos que Passos Coelho tinha imposto, aquando da troika.

Não sei se será Passos Coelho o nosso D.Sebastião. Sei isso sim, que os combustíveis estão a preços nunca vistos, que o desemprego está a aumentar e que a propaganda política não tem vergonha e começa a ficar parecida com propagandas ditatoriais.

Peço apenas que coloquem o Chega como carta fora do baralho. A brincadeira de votar num maluco teve consequências nos E.U.A.

Era bom que o maluco aqui não chegasse ao poder.

01
Ago21

Negacionistas


Pacotinhos de Noção

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Hoje tive o meu primeiro contacto com um negacionista. Não lhe falei, os nossos olhos não se cruzaram, mas a presença dele marcou-me. Não pelas alarvidades ditas, que até nem me eram dirigidas. Eram apenas as típicas atoardas que se lançam para o ar e que quem quiser apanhar, que apanhe.

Foi numa pastelaria e lá estava ele, ali com os amigos sentado a um cantinho. Parecia a típica imagem do bêbedo na taberna que só diz baboseiras. Mas o local não era uma taberna e ele não estava bêbedo, o que é ainda mais grave.

Este negacionista pelos vistos não nega só o COVID e as vacinas. Água e banho também são coisas em que não acredita porque, conforme disse há pouco, os nossos olhos não se cruzaram, mas o meu nariz cruzou-se com o cheiro que dele emanava, e era quase tão mau como a porcaria que a sua boca expelia.

Este parágrafo era desnecessário, mas achei importante partilhar tão gratificante experiência. Não queria ser só eu a sofrer.

Um negacionista não é um tipo de ser recente. Existem desde o início dos tempos e são dotados de uma agilidade mental sem precedentes.

Na pré-história, quando todos diziam que existiam mil perigos quando se saía para caçar e os negacionistas afirmavam serem só balelas e que todos os outros estavam enganados. Escusado será dizer que faziam esta afirmação por não serem dos indivíduos destacados para caçar.

Dando um salto temporal de muitos e muitos anos, chegamos a um negacionista famoso. Pitágoras.

Até então a teoria de que o nosso Mundo era plano como um prato era a mais comum, mas Pitágoras tinha a certeza que não, sendo então considerado negacionista. Não conseguiu provar a sua teoria que só veio a ser comprovada mais tarde por Aristóteles...

Exactamente, utilizei a palavra "comprovada" que é uma palavra utilizada também pela maior parte dos negacionistas mas normalmente de forma um tanto ou quanto leviana.

Aristóteles comprovou a teoria da terra redonda e em contraponto surgem então outros negacionistas, que continuavam a defender a teoria da terra plana.

Por incrível que possa parecer, ainda hoje existe quem acredite nessa bizarrice.

Negacionistas há para tudo, durante todos os tempos e para todos os gostos.

Deixo aqui até uma sugestão à Panrico.

Já não existem cromos nos pacotes dos Bollycaos. Porque é que não fazem uma colecção de cromos negacionistas, muito ao jeito do "Tou", no princípio dos anos 90.

Haveria o "Nego as evidências", "Nego a COVID", "Nego a chegada do Homem à Lua", "Nego a morte do Michael Jackson", "Nego ser filho dos meus pais", "Nego que PI seja 3,14"... Há uma série de negas que dariam cromos infindáveis.

O que muito me incomoda é que ainda por cima tenho visto, nas redes sociais, que alguns destes negacionistas até são seres cultos e pensantes, e a ideia que dá é que apenas são negacionistas para conseguirem ser diferentes e assim fazerem as atenções recaírem sobre eles.

Chego a ver afirmações de que "se posso morrer com COVID, mas também há uma possibilidade de morrer por causa da vacina, ainda que numa escala muito menor, então prefiro nem tomar a vacina". Isto é apenas burro.

Também os cintos de segurança e os capacetes chegaram a ser alvo dos negacionistas. Um dos argumentos acerca dos cintos era o de que em caso de capotamento, seria mais difícil a pessoa soltar-se tornando assim mais difícil sair do veículo, e eu até concordo. Sem cinto a possibilidade de ser cuspido é bem maior, e assim nem se tem trabalho a desencarcerar nem nada. É só meter no saco e levar o corpo.

Em relação aos capacetes nem me recordo de nenhum argumento. Era pura e simplesmente casmurrice.

Mas cada um tem o direito de ter os ideais e pensamentos que quiser. Não acreditam, pois que não acreditem, mas o que é certo é que se não forem vacinados poderão ser uma forte fonte de contaminação e transmissibilidade, e como tal não lhes deveria ser permitido, mesmo numa altura de mais desconfinamento, que frequentassem locais de mais afluência.

Este Governo é uma desgraça. Ao contrário do que muitos pensam e defendem, este é dos piores que já tivemos, e compreendo que haja muitos descontentes, mas contrariar só por contrariar não faz sentido, e ao contrariar estas normas, sanitárias e de vacinação, não estão a prejudicar só o Governo, estão a prejudicar também o Estado e lembrem-se, que o Estado somos nós... Ou também negarão esse facto?

Como se pode ver o negacionista é uma espécie que habita entre nós deste sempre. Não podemos fazer nada e penso até que nem valeria a pena fazê-lo. Um negacionista só o é enquanto tiver quem lhe dê atenção. Se estiver a negar sozinho, é apenas um maluco a falar sozinho, por isso deixemo-los falar.

20
Jul21

Sei quem foi mas não me acuso


Pacotinhos de Noção

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Agora foi o Ministro do Ambiente e Transições Energéticas, João Pedro Matos Fernandes, que foi tramado pelo seu motorista. Então não é que o raça do homem se pôs a "voar" a 160 km/h numa nacional onde o limite é 90, e a 210 numa auto-estrada em que o limite é "até bateres num trabalhador"!

O Ministro já prestou declarações afirmando que nem deu por isso mas que não se preocupem porque o culpado, que não é ele, já levou um puxão de orelhas. O culpado obviamente que é o motorista.

Não é o mesmo motorista do Cabrita, esse deve estar a tentar atropelar jardineiros sem o conhecimento do patrão, mas começo a ficar preocupado com este padrão.

Sócrates foi tramado pelo motorista que andava a transportar malas de dinheiro para o estrangeiro, sem o seu conhecimento.

Cabrita foi tramado pelo seu motorista que acelerou que nem um louco, por sua livre e espontânea vontade, acabando por atropelar um tipo que teve o topete de vir a falecer.

Matos Fernandes foi tramado pelo seu motorista que sofre do mesmo mal do motorista de Cabrita, mas sem a parte do atropelamento, mas porque não calhou.

Então e qual o ponto comum nestes três casos?

Os mais distraídos cairão no erro de dizer que o ponto comum é o facto de serem motoristas a tentar tramar pessoas de bem, mas como anteriormente disse, estão distraídos. Não são pessoas de bem, eram o Sócrates, o Cabrita e o Matos Fernandes. Indivíduos sem espinha dorsal, sem respeito por nada nem ninguém e que têm imensa dificuldade em assumir seja o que for.

Sócrates e Matos Fernandes sei que têm filhos, Cabrita desconheço, mas admitamos que até tem... Assumem-nos como seus ou colocam também as responsabilidades nos motoristas? Parece uma pergunta descabida, mas já estou por tudo.

Os governos PS são sempre vítimas das circunstâncias. Tudo que de mau lhes acontece, acaba por ter sempre um culpado comum que é o "Não fomos nós".

Culpados da queda da Ponte de Entre-os-Rios?

Governo PS - Não fomos nós

Culpados da chegada do FMI "Troika" a Portugal em 1977, 1983 e 2011?

Governos PS - Não fomos nós

Culpados do buraco financeiro criado pelo BES?

Governo PS - Não fomos nós

Culpados dos incêndios de Pedrógão em 2017 e do grande incêndio de Outubro, também em 2017, totalizando 111 mortos?

Governo PS - Não fomos nós

Culpado da recuperação económica de Portugal, que se deu em 2016, depois de entre 2011 e 2015 se terem feitos cortes de salários, congelamento de pensões, aumentos de impostos?

Governo PS - Não fomos nós... Quer dizer, a parte da recuperação económica fomos nós, o resto não... Foi o Passos Coelho.

Aquilo que com o passar dos anos, em que vamos tendo governos PS verifico é que sendo um governo socialista, demonstra uma falta de respeito pela sociedade e pelo ser humano em geral. Somos tratados como números e algo de descartável.

Economicamente a época de Passos Coelho foi dura. Na verdade foi duríssima, mas agora quando a factura dos confinamentos surgir, é que vamos conseguir perceber o que é um verdadeiro lobo com pele de cordeiro e ainda vamos ter muitas saudades do Passos Coelho, que nos salvou de um Sócrates mas que não sei se salvará de um Costa.

Voltando à questão dos motoristas, penso que se devia tentar desmantelar esta rede obscura de motoristas que tentam descredibilizar Ministros do Governo PS. Está mais que visto que é uma cabala e não me admirava nada que o outro tipo em Espanha e o de Reguengos de Monsaraz, que se atiraram para cima das esplanadas, sejam agentes motoristas dessa dita rede.

Importa saber se no banco de trás dos carros destes tipos vinha algum ministro, a passar pelas brasas.

 

09
Jun21

Até se me arrepia o manjerico


Pacotinhos de Noção

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Nunca fui grande adepto dos Santos Populares e das suas marchas. Houve uma altura em que até ponderei ir às festas mas tendo conhecimento de tamanhos ajuntamentos decidi que não o iria fazer, e atenção que na altura nem sequer se imaginava o que era o COVID.

Acontece que o facto de eu não gostar não significa que mais ninguém possa gostar e esse mesmo facto também não invalida sentir uma enorme injustiça no que diz respeito às restrições que vão ser impostas em Lisboa.

Para que se saiba:

- Caso queiram dar um salto ao Bairro Alto, Madragoa ou Alfama, a PSP não o permitirá e poderá até isolar estas áreas recorrendo a fitas e grades.

- Em toda a Lisboa (concelho) não serão permitidos ajuntamentos e consumo de álcool

- A partir das 19:00 de Sábado, até às 03:00 da madrugada de Domingo, existirão fortes restrições em Lisboa.

Existe forma de contornar esta situação?

Existe sim senhor.

Se se fizer acompanhar de uma carta do Monopoly - Champions League Version que diz "- RECEBEU A CARTA, ESTÁ LIVRE DA RESTRIÇÃO - Caso saiba falar inglês e tenha tracinhos genéticos de hooligan pode fazer o que lhe der na real gana".

Se por acaso não gostar de jogos de tabuleiro também tem a opção de ir vestido com a camisola de um qualquer clube que tenha ganho algo, uma cerveja na mão, e entoar o "We are the Champions", dos Queen e verá que todas as fitas e grades se abrirão, como de magia se tratasse.

Se fosse há uns meses concordaria em absoluto que teria que haver parcimónia, que não se deveriam tolerar ajuntamentos e nem sequer pensar em festas e festinhas, mas depois de todas as excepções dadas, em particular a tudo que diga respeito ao futebol, sinto que agora estão só a ser hipócritas e a tentar tapar o sol com a peneira.

Tudo bem, não vão existir as festas Lisboetas, mas vão existir as portuenses, e se calhar até vai estar calor neste fim-de-semana e provavelmente as praias vão encher e não sei se existirão fitinhas e grades que cheguem.

A vontade que dá acaba por ser anárquica, mas quase que desejaria que as pessoas fizessem pouco caso destas restrições e fossem festejar o S.António, o S.João, o S.Valentim e até a São José Lapa, mas que fossem, e sempre gostaria de ver se os autos aplicados se equiparavam aos dos ingleses e à festa do clube campeão, e que deverão ter andado em torno do zero.

Não tenho nada contra o campeão nem contra os ingleses, tenho contra a falta de organização, a falta de coragem política frente a algumas entidades futebolísticas, e aqui nem equiparo o Sporting à Liga dos Campeões porque no caso do SCP foi só mesmo inoperância das forças de segurança e no caso da Liga dos Campeões foi subserviência dos nossos governantes.

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