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Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

04
Dez22

O copo meio cheio


Pacotinhos de Noção

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No final de uma semana em que os chefes de equipa das Urgências do Hospital Garcia de Horta demitiram-se em massa, em que houve notícias de que nesse mesmo hospital haveria pessoas nos corredores em macas, e cadeiras de roda, há 3 dias, e em que eu pude testemunhar o caos nas urgências pediátricas do Hospital de Cascais, onde médicos e enfermeiros não tinham mãos a medir, ouve-se dizer, ainda assim, para que ninguém se preocupe porque está tudo óptimo. Está tudo a andar sobre rodas.

Não sou eu que o digo, era a anterior Ministra da Saúde (que não deixa saudades), Marta Temido, é o Sr.Primeiro-ministro, para quem aquilo que realmente interessa é saber com que olhos o vêem os grandes da Europa, e é o actual Ministro da Saúde, Manuel Pizarro, que tem o carisma de uma couve de Bruxelas, mas que para marioneta do Primeiro-Ministro, chega perfeitamente.

A moda de António Costa, que respinga para todos os seus fantoches, é o ser extremamente positivo, o de encarar tudo com o copo meio-cheio, para espantar assim o negativismo para bem longe de si, e fazer com que os mais incautos não se apercebam no esgoto a céu aberto em que o nosso país se torna e, mais especificamente, o Serviço Nacional de Saúde.

Manuel Pizarro, imbuído talvez do espírito natalício, presenteia-nos com declarações em que afirma que as demissões apresentadas não colocam em causa o normal funcionamento do Hospital Garcia de Horta, e aqui até temos que concordar, pois desde há muitos anos para cá que o normal funcionamento daquele hospital é péssimo. Mas isto não se diz, o que se diz é que está tudo normal... é o tal copo meio-cheio.

A inflação sobe a pique, o poder de compra diminui, os preços aumentam absurdamente, e Costa afirma não haver lugar a alarmes. Portugal até subiu mais do a Alemanha, por exemplo, diz o nosso Primeiro Vigaristro, perdão, ministro. Copo meio-cheio, vêem? Aquilo que convém falar é que Portugal subiu mais que a Alemanha. Não sei bem a que níveis se referem, mas se for, por exemplo, no que diz respeito a subir a escadaria do Bom Jesus de Braga, então aí concordamos, porque as promessas dos portugueses para fugir à fome, hão-de ser tantas que aquilo é um corrupio de gente, a subir e descer as escadas.

Mas, porque diabos haveria Costa de achar que o copo não estaria meio-cheio? Se existe tipo que nasceu com a regueifa virada para a lua, esse tipo é ele.

Sucedeu a um Governo que teve que tomar atitudes difíceis, impopulares e que fizeram os portugueses apertar o cinto. Na altura em que iria haver uma retoma da economia, António Costa consegue chegar a Primeiro-Ministro sem sequer ganhar as eleições. Recebeu de herança um país com as decisões difíceis já tomadas, e teve assim a desculpa perfeita para dizer que tudo o que de mal pudesse vir a acontecer não seria da sua responsabilidade, teve uma pandemia que, numa altura em que a sua popularidade descia, permitiu-lhe criar, junto com o seu compincha Marcelo, estados de emergência uns, a seguir aos outros, e propagandear assim uma luta hercúlea que teve contra a pandemia.

Foi lançando umas migalhas aos povo, sob uma capa de subsídios de ajuda à pandemia. Uns não receberam, outros não eram elegíveis, outros eram elegíveis, mas os cálculos eram referentes a meses onde já havia pandemia e então a ajuda era miserável... Mas o copo continua sempre meio-cheio, porque depois veio um PRR, que seriam rios de dinheiro que colocariam o português comum a viver como um marajá, mas porra, começou a guerra na Ucrânia. O PRR passa a ser canalizado para outros efeitos porque a guerra criou uma crise que, curiosamente, estava já anunciada, ainda nem se imaginavam os devaneios de Putin, mas pronto, mais uma vez Costa tem a desculpa perfeita.

O nosso Primeiro-Ministro não pode ser o bode expiatório de todo o mal que acontece no Mundo, isso é óbvio, mas é, isso sim, o bode principal que causa a maioria dos grandes males do nosso país.

Que algo está mal, só não vê quem não quer. Houve mais uma remodelação governamental. Saíram uns amigos do Costa, entraram outros, um foi promovido, mas mais uma vez o enchimento do copo é positivo porque há um Mundial e assim o escrutínio da situação é colocado de lado.

Mas no final o maior motivo que faz com que António Costa ande de sorriso nos beiços, e que considere sempre que tem o copo meio-cheio, não é o facto de estar rodeado de uma sua máfia, não é o facto de ter uma imprensa que lhe até é favorável, vá-se lá saber o porquê, nem é o facto de que sabe que mais tarde ou mais cedo terá um cargo apetitoso para desempenhar na europa, não, não é isso. O que lhe dá essa característica é saber que tem aqui, neste entalado rectângulo entre mar e Espanha, um grande grupo de idiotas, pouco esclarecidos e imbecilóides, que além de lhe terem dado a maioria, ainda hoje o defendem e, muito provavelmente, fariam com que ganhasse de novo as eleições.

Para esses eu não queria um copo meio-cheio, queria um balde completamente cheio, para lhes atirar às trombas para ver se acordam.

27
Jul22

Dr. Venturanstein


Pacotinhos de Noção

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Este post é particularmente dedicado à Irma Ribeiro, ao AGIR, à Carolina Deslandes e a toda uma geração "woke" que tem a sua motivação nas lutas bacocas que só servem para sentirem que o sangue corre-lhes nas veias. Afinal de contas são a geração que tem já a papinha toda feita e que, acabando o último nível do GTA, fica sem grande coisa para fazer. Quando se tem 13 ou 14 anos, ainda se pode dar o benefício da dúvida, e tapar o sol com a peneira dizendo que "quando crescerem entram nos eixos", mas temos aqui já pessoas adultas e com filhos, que servem até de influenciadores de malta mais nova.

O que me leva a escrever isto é a mais recente polémica acerca da música interpretada pela Irma, escrita pelo AGIR, cuja ideia surgiu numa conversa da intérprete com a Carolina Deslandes, e que no final foi dançada pela Rita Pereira, acusada de apropriação cultural, porque o fez usando umas tranças africanas... 

Só abordo este assunto dada a importância que tem e o contributo que pode dar para a nossa sociedade actual - NENHUM.

Deixem de ser idiotas.

Percebo que, por exemplo, o AGIR tenha uma herança pesada, ou não tenha sido o "Depois do Adeus", do seu pai, que serviu de senha para despoletar o 25 de Abril, mas isso não significa que a vida de todos tenha que ser uma luta, ou pelo menos uma luta a cada instante.

Enquanto perdem tempo com parvoíces como a apropriação cultural, a identidade de géneros ou uma emancipação feminina levada a níveis de ridículo, o verdadeiro perigo vai crescendo a olhos vistos, como se de um cancro se tratasse, e um daqueles malignos que espalha metástases para tudo o que é sítio.

Os assuntos que falei atrás  são - não assuntos-. A apropriação cultural é das coisas mais estúpidas de sempre. Se eu gostar de tranças não posso usar porque são africanas, se gostar de kizomba também não posso dançar porque não sou preto? Isso é estar a colocar a cultura africana num nicho que não se quer. Então se durante anos se lutou, a sério, para que deixasse de ser um nicho, agora quer-se voltar atrás? A cultura não tem donos, a cultura pertence a todos, e quem a usa homenageia, não se apropria. Por essa ordem de ideia só os ingleses poderiam jogar futebol, críquete e basquete, porque foram eles que inventaram. Se outros o fizerem, então é apropriação cultural. E já agora o Chuck Norris tem que ser cancelado, porque em todos os filmes, e séries, que fez utilizava artes marciais que, como sabemos, são orientais... Apropriação cultural, claro está.

Enquanto perdemos tempo à procura de cabelos em ovos temos no parlamento um partido que já foi de um só homem, que é agora de 12, e segundo as últimas sondagens poderá aumentar, e muito.

André Ventura e o seu CHEGA, já deixaram de ser o bobo da corte para serem aquele oficial da Casa Real que está bem perto do Rei, na esperança de mais cedo ou mais tarde conseguir espetar a sua faca, e tomar o poder.

Não se iludam, que André Ventura não é o monstro inútil que muitos idealizam, e sim o Dr.Frankenstein que cria o monstro, e lhe dá vida. O monstro, esse, está entre nós. Andava envergonhado e adormecido, à espera da descarga eléctrica que necessitava para se erguer e balbuciar os seus grunhidos, e é isso que acontece. Basta ver nas redes sociais, e até no dia-a-dia, em que encontramos cada vez mais acéfalos racistas, xenófobos, machistas, preconceituosos e homofóbicos, e que se assumem sem vergonhas. Alguns até são juízes e professores universitários…

Eu tenho que admitir que em tempos até já admiti que Portugal não era um país racista, mas hoje não consigo fazer a mesma afirmação com tanta certeza como outrora. Assim como não me arrisco a dizer não haver homofobia.

Alguns dirão que estes sentimentos retrógrados surgem precisamente porque existe uma geração "woke", que quer à viva força fazer com que aceitemos tudo obrigatoriamente.

Não sei se será isso. Acho, isso sim, que este tipo de animal sempre existiu, mas tinham vergonha de abrir o bico porque julgavam ser uma minoria, mas com o surgimento de um CHEGA, e de coisas como a pandemia, que fez com que grande parte das pessoas não queira deixar para amanhã o que pode ofender hoje, meteram as manguinhas de fora. A Maria Vieira é uma prova disso mesmo. Uma pessoa que tantos tão bem-queriam, que se embeveciam pelo facto da senhora tratar dos seus cães como elementos da família, e agora ela mostra que é alguém com uma mente completamente desequilibrada, e que de simpática tem muito pouco.

Voltando ao assunto do "woke" devo dizer que sim, são uns chatos do caraças, é um facto. Parecem aquela velha que quer sempre levar a dela avante, e está sempre a falar das maleitas que tem, mesmo quando o assunto é outro, e até mais importante, e tal como a essas velhas, também não os suporto, mas há-de passar, espero.

Acabo agora como comecei, dirigindo-me às mesmas pessoas do princípio, que sendo elas figuras públicas, conseguem ter um alcance que um simples anónimo não terá. Coloquem a mão na consciência e vejam o perigo que têm pela frente e com o qual, mais tarde ou mais cedo terão que lidar, e julgo que o ideal é que lidem o mais cedo possível. Não sou alarmista, é um perigo real e o caso do Putin e da Ucrânia é o exemplo perfeito de como ignorar o óbvio nunca dá bom resultado. Ventura com o poder nas mãos será a ruína deste país, conforme agora o conhecemos. O retrocesso será catastrófico, e o racismo, a homofobia, o machismo e o nacionalismo tóxico vão atingir níveis incomportáveis. Deixem-se de lutas menores, de tentativas de afirmação que, perante aquilo que nos ameaça, serão apenas migalhas. Temos que garantir o básico e o essencial da convivência humana. Que cada um ame quem quiser, que o Governo do país trate todos os que cá estão de igual forma, e que ter quem nos governe não seja sinónimo de ter quem nos agrilhoe. Acreditem que já estivemos bem mais longe disso, e parte dos portugueses são culpados, sem sequer imaginarem que também poderão sofrer às mãos, daqueles que hoje defendem, e julgam ser um salvador da nação e dos bons costumes.

20
Jul22

Que se feche o Governo!


Pacotinhos de Noção

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Segundo as últimas sondagens, o Governo PS de António Costa, se fosse agora a votos, perderia a maioria.

PS perdeu votos e PSD subiu, mas se isto acontecesse o problema não seria grande para o nosso magnífico Primeiro-Ministro, porque quem "geringonceia" uma vez "geringonceia" duas.

O que esta descida realmente significa é que a sobranceria de António Costa, com uma maioria absoluta nas mãos, faz com que o povo esqueça um pouco aquele gordinho bonacheirão, que a todos dá a volta, e se lembrem daquele gordo brutalhão que queria dar uma galheta num velho, que até o punha a andar às voltas.

Para acrescentar à arrogância que o Sr.Costa demonstra, a populaça (aquela que nele votou) começa a aperceber-se que o que realmente conta não é o bem-estar dos votantes, mas sim o bom descanso dos votados. Ao invés de se resolverem os problemas que beneficiariam os portugueses, o Governo de António Costa decidiu começar a dar a volta às questões. O comportamento é como o de um mau mecânico que não conseguindo identificar qual o problema que faz existir uma luzinha de avaria no painel do carro, decide resolver o problema tirando a lâmpada dessa luzinha. Poupou-se a uma série de trabalhos, recebeu por um algo que não foi feito, e quem sairá prejudicado é o cliente, nunca ele. E é desta forma que António Costa dá a volta às questões. Com a pandemia habituou-se a mandar todos para casa e essa é também a solução encontrada para quando está calor, e há o risco de incêndios, anulam-se os eventos, e que vá tudo para casa, colocar os pés de molho.

Acaba por ser como um castigo, castigo esse mais que merecido, se tivermos em conta que os culpados destes incêndios somos todos nós. Primeiro porque não fizemos como o aconselhado, e saímos de casa, depois porque, como tão bem se sabe (segundo António Costa) os incêndios têm sido, maioritariamente perto das populações e "não nascem de reação espontânea - surgem sempre devido ação humana, de forma deliberada (pela mão de incendiários)"... Então se afinal a culpa é dos incendiários, porque é que não se punem exemplarmente esses incendiários? Porque é que não se aposta num reforço de vigilantes florestais, em vez de amedrontarem velhotes sem dinheiro, com a ameaça de multa, caso não limpem os terrenos em volta das suas casas?

A par de declarações destas foram feitas outras como "o Estado não é o segurador universal de ninguém". É um facto, não o é, mas se não é para uns, não deveria ser para ninguém, como por exemplo o NovoBanco, a EFACEC, a TAP. Já para não falar no dinheiro que aí vem do PRR, que deveria ser para apoiar empresas que passaram mal por serem obrigadas a fechar portas durante o confinamento, mas não, mais de metade desse dinheiro vai para uma empresa só, de um barrigudo Mário Ferreira, dono de um canal de televisão, e com quem António Costa gosta muito de almoçar, jantar e ir a festas.

O desgosto dos portugueses vem também muito agregado aos problemas que se têm sentido no SNS que, não sei se se recordam, estava vivo e de boa saúde.

Vivo até concordo que ainda está, assim como está vivo um peixinho que saltou do aquário e que, ainda vivo, estrebucha que nem um louco no chão, segundos antes de se finar. Conselhos transmitidos, para evitar os problemas com o SNS são tão bons como "não fiquem doentes em Agosto", e "não comam Bacalhau à Brás", mas se tal acontecer, e forem para o hospital, a culpa, mais uma vez, é toda vossa, como disse o Sr.António.

Como os problemas continuam há que solucionar, e qual foi a solução para o SNS?

Fechar urgências e urgências obstétricas, e fica o assunto arrumado.

Seguindo esta linha de pensamento, e tendo em consideração que este Governo, ainda que com maioria absoluta, funciona de uma forma tão má e atabalhoada, como se constatou na situação do aeroporto, com Pedro Nuno Santos, não seria caso para se começar a pensar em encerrar este mesmo Governo, com a vã esperança de que quem venha a seguir seja um pouco melhorado, ou pelo menos que tenha um pouco mais de vergonha na cara?

Fica a pergunta no ar, mas em balão de ar quente, porque de avião ia ser difícil de fazer o embarque, quanto mais de descolar.

13
Jul22

Vira o disco e toca o mesmo


Pacotinhos de Noção

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Ia começar uma dissertação de como chegou o Verão, com o calor que tantos pediram e tal, mas não. Vou directo ao ponto. E o ponto é:

VOLTARAM OS INCÊNDIOS, E DE QUEM É A CULPA?

Há vários, mas os principais são todos, menos aqueles que têm responsabilidades no país, e é isso que importa reter, esse não têm a culpa nunca.

Depois dos grandes incêndios de 2017, com a morte de cerca de 100 pessoas, António Costa, já Primeiro-ministro na altura, conseguiu empurrar as responsabilidades para o anterior Governo, para o clima, e até para os donos dos terrenos, que não os limpavam, sendo essa a justificação para o fogo avançar de forma galopante. Como bom aspirante a ditador que é, passou a obrigar que todo aquele que tenha um terreno gaste, todos os anos, centenas, e nalguns casos até milhares de euros para fazer essa limpeza. Caso não a façam é-lhes aplicada coima pesadíssima. Curioso é saber que terrenos, pertença do Governo, normalmente não procedem a esta limpeza.

Na altura a cabeça que rolou, foi a da incompetente Ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa. Aquela que até argumentou que não se demitiria, ainda que lhe desse jeito, para poder tirar férias.

Foi prometido investimento em guardas florestais, equipamento para os bombeiros, vigilância, equipamentos adequados para a prevenção dos fogos. Hoje percebemos que o investimento foi muito bem feito, ao ouvirmos os bombeiros queixarem-se de que não têm condições, que lhes faltam braços e equipamentos. Os aviões Canadair têm que vir de Espanha, não sei se não seria uma boa ideia vender um ou outro submarino, embora nos possam fazer muita falta, dado o nosso enorme poder como força naval, mas o dinheiro de um desses veículos subaquáticos pagavam quantos Canadair, e quantos anos de manutenção? Ainda por cima seria algo que teria uso practico todos os anos.

É verdade que está muito calor, mas isso não explica tudo. Há mão criminosa, há descuido de quem atira uma beata de cigarro pela janela, pode até haver um cabo de alta-tensão a embarrar nas copas das árvores, vejam lá vocês. Mas havendo isso tudo tem também que haver apoio ao combate aos incêndios, não pode haver um lavar de mãos, ou uma desculpabilização com as circunstâncias. Estamos no oitavo ano de governação de António Costa, e tal como em quase todos os outros assuntos, na prevenção de incêndios não houve melhorias. Há a tentativa de imputar responsabilidades às próprias vítimas, como é o caso de quem vê as suas casas queimadas, e vem um engravatado dar palmadinhas no ombro e dizer -"pois, isto é tudo muito triste, mas o senhor evitava isto limpando o seu terreno"-. Assim como foi culpado o desgraçado atropelado, serão culpadas as pessoas que ficarem doentes em Agosto, ou caso comam Bacalhau à Brás, e culpados são também os que andam de comboio em horas de maior calor.

A política de Costa tem já laivos ditatoriais. Habituou-se a manter todos em casa devido ao vírus e então agora, havendo calor, sugere que não se saia de casa e proíbe festivais. Qualquer dia, tendo em conta a baixa natalidade, vai obrigar a que cada casal tenha 3 ou 4 filhos... ai não, esperem lá, não pode ser porque as urgência obstétricas dos hospitais até estão fechados...

O vira o disco e toca o mesmo não é pelo facto de voltarem os incêndios, porque isso é uma fatalidade de quase todos os anos. Curiosamente até baixaram durante a época de confinamentos, o que nos leva a pensar que, de facto, o Homem não acrescenta muito ao planeta, só prejudica, refere-se, isso sim, às fracas desculpas, ou justificações, que os Governos de António Costa deitam cá para fora.

04
Mai22

A mulher de César é uma badalhoca


Pacotinhos de Noção

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Sempre ouvi dizer que "À mulher de César não basta ser séria, há que parecê-lo", mas se a mulher de César for uma empresa portuguesa do sector energético, então deixa de ser séria e passará a ser uma badalhoca da pior espécie.

Isto porque neste primeiro trimestre de 2022, a petrolífera Galp, conseguiu aumentar os seus lucros em 496%... Sim, senhor, não é gralha e até repito, 496%. E isto sucede devido à guerra na Ucrânia e consequente aumento dos preços. Acontece que muito provavelmente este lucro, no segundo trimestre, poderá crescer ainda mais, se tivermos em consideração que o Governo baixou o ISP dos combustíveis, que se traduziriam numa quebra final dos preços de cerca de 15 cêntimos, mas que, na prática, diminuiu apenas por volta de 8, porque as gasolineiras decidiram absorver parte dessa descida de imposto, conseguindo assim ganhar mais 7 cêntimos por litro, engordando um bocadinho mais os seus cofres.

O Governo já deu a entender que a ASAE irá fiscalizar esta situação, mas o que é verdade é que a ASAE não tem nenhum tipo de poderes para impor que determinada empresa cobre este ou aquele valor, por um produto ou um serviço que oferece. O mercado é livre e uma das características do mercado livre é essa mesma, não terem o dedo de instâncias exteriores à empresa a definirem preços.

E perguntam os meus amigos: "Mas o Governo não poderia criar leis que não permitissem este tipo de abusos?", ao que eu responderia: "Mas vocês são estúpidos?!"

Peço desculpa por esta ofensa que poderá até parecer gratuita, mas reparem apenas no seguinte para que percebam como essa pergunta não faz sentido.

Um dos vogais do Conselho de Administração da GALP é Adolfo Mesquita Nunes, ex-secretário de Estado do Governo PSD-CDS.

Até Janeiro deste ano, Carlos Costa Pina foi membro do Conselho da Administração da Galp. Outro ex-secretário de Estado, desta vez do Governo PS de Sócrates. Renunciou ao cargo ao ser acusado no processo das PPP, processo esse que demonstra que Carlos Costa Pina beneficiaria concessionárias rodoviárias nas negociações de novos contratos para as concessões das SCUT.

Aqui temos dois exemplos da GALP, mas se formos procurar na EDP, na Mota-Engil, na Efacec e em muitas outras empresas, temos uma imensidão de ex-governantes, alguns sem a mínima preparação para os cargos que ocupam, que ocupam cargos de grande relevo. E atenção que são de todos os quadrantes políticos, que aqui a democracia é mesmo democracia, todos mamam.

Mesmo o caso recente do ex-Ministro das Finanças, João Leão, que aprovou um financiamento no valor de 5,2 milhões de euros para o ISCTE, sendo depois nomeado vice-reitor da mesma instituição, mal saiu do Governo, mostra que as ofertas de emprego a ex-governantes não carecem de envio de currículo e posterior entrevista, porque as reuniões que seriam necessárias ter já foram acontecendo previamente, enquanto benefícios podiam ser atribuídos.

Claro que depois tudo não passam de patranhas, de cabalas, de mal-entendidos, que só quem esteja de má-fé é que pode acreditar, mas por mim falo, e se é má-fé que se exige, então a minha está no máximo dos máximos.

E é por isto, meus queridos leitores, que quem está no Governo, seja qual for a cor partidária, nunca vai mover uma palha para mudar seja que lei for, visto que o tipo que matar a galinha dos ovos de ouro, depois teria que comer apenas canja de galinha velha, e sopa, daquilo que me dá a perceber, é comidinha para pobres.

30
Mar22

Agora sim, vai ficar tudo bem


Pacotinhos de Noção

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E pronto, meus amigos. Agora é que a coisa se dá. Vai ficar tudo bem e vai entrar tudo nos eixos. Tomou hoje posse o "nosso" novo Governo. Lembro-vos que termos estado sem quem tão habilmente nos guiasse, levou a uma crise sem precedentes, não só aqui, mas também no Mundo. Estou em crer que se António Costa, e os seus compinchas, já estivessem no poder, o tipo que invadiu a Ucrânia ia pensar duas vezes.

Sim, eu sei que não temos o poderio militar dos E.U.A, a força económica de uma Alemanha, mas o facto é que o biltre, com focinho de Bull Terrier, invadiu o país vizinho quando Costa estava sem o fato-macaco vestido... Coincidência? Se calhar não.

A escalada dos preços dos combustíveis é provável que não pare. Não podemos imputar essa responsabilidade ao nosso tão querido Primeiro-Ministro porque não é ele que manda nos preços. A culpa é desta odiosa guerra que tudo encarece.

Dizem as más línguas, mas eu não acredito, que há muito oportunismo e que agora o conflito russo-ucraniano para tudo serve de desculpa. Que o combustível está caro por pagarmos cerca de 60% de impostos, que o óleo está caro porque aproveitam para dizer que a base da sua produção são cereais importados da Ucrânia, e que o vinho e o azeite, que até são de produção nacional, também encareceram, não por falta de matéria-prima, mas por haver o aumento dos combustíveis. Um litro de azeite que custava 2,80 €, agora custa 3,60 € porque o combustível aumentou e como cada garrafinha de azeite apanha o seu próprio UBER para chegar às prateleiras dos nossos supermercados, então teve que se fazer estes aumentos.

Existem as desculpas de mau pagador, mas aqui temos as desculpas de mau cobrador, que não havendo melhor justificação aproveitam logo aquela que está mais à mão. Até há bem pouco tempo era a pandemia, que tanto nos fustigou, agora isto. Muito resumidamente, é música que o nosso Primeiro toca e que vamos dançando ao ritmo que ele quer.

Neste magnífico novo Governo temos maioria de mulheres. É apenas mais uma do que em relação aos homens, mas como Medina é uma pequena amostra masculina, podemos concluir que o lado feminino ganha por uma ministra e meia.

O que muda isto em relação a outros Governos cuja maioria eram homens?

Para já mudam no que diz respeito à classificação. Dantes dizíamos "estes incompetentes" e agora passaremos a dizer mais frequentemente "estas incompetentes". Depois, e se forem todas tão sensíveis como a Marta Temido, vai ter que haver uma grande fatia do orçamento para lenços de papel. Se bem se recordam Marta Temido chora quando faz trampa, quando diz algo que depois afirma ter sido tirado do contexto, ou quando faz um qualquer discurso fajuto, carregadinho de marketing farsola. Vai ser uma choradeira que não acaba mais.

Gostaria de destacar a nova Ministra da Defesa, Helena Carreiras.

A sua ligação às Forças Armadas acontece porque escreveu alguns livros que abordam o assunto "Mulheres nas Forças Armadas".

Acho bem que tenha sido esse o critério, afinal de contas a Filipa Vacondeus também era apelidada de cozinheira sem nunca o ter sido mesmo, mas como escrevia muitos livros de culinária ganhou esse epíteto.

Pode ser que Helena Carreiras se inspire na cozinheira, tão conhecida pelo seu arroz com cordéis de chouriço, e também consiga fazer uns aproveitamentozinhos, com vista à renovação das nossas tropas.

Vamos aguardar, não quero estar a ser injusto e, como diria Sócrates, o grande Júlio Isidro de Costa, quero deixar o meu voto de confiança a este Governo... "Um voto de confiança de que cada um deles dará o seu melhor, por um país mais justo, por um país mais pobre... Perdão, por um país mais justo, mas também mais solidário." Estas gafes, pá.

21
Mar22

Escapadinha ao 3º Mundo


Pacotinhos de Noção

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Na 5.ª feira passada dirigimo-nos ao Hospital de Cascais com a nossa filha mais pequena, que estava com febres altas, na ordem dos 38, 39, 40 graus. 

Tínhamos plena consciência do que seria porque, infelizmente, durante os seus 17 meses, esta já seria a terceira vez a desenvolver uma infecção urinária. De qualquer das formas o diagnóstico tem sempre que ser feito por quem sabe, até para poder ser administrado o antibiótico à miúda.

O cenário com que nos deparámos era dantesco.

A sala de espera da pediatria estava apinhada de gente. Não havia uma cadeira vaga e imensos estavam em pé. Um A/C demasiado quente, pessoas para quem o uso de máscara já não é uma obrigatoriedade e que faziam questão de tossir para o ar. Uma criança que fez diarreia no chão e outra que fez xixi pernas abaixo. São crianças, é natural que estes desastres aconteçam. Aquilo que não será já tão natural é a enfermeira colocar apenas paninhos por cima das porcarias e afirmar que não vai dar para limpar porque as senhoras da limpeza não têm como caber ali, com o seu carrinho da esfregona.

Entrámos pelas 17:30 e só saímos perto das 2:00. A nossa senha era o 148, mas quando viemos embora chamavam pela 346...

Nunca tinha visto um hospital nestes preparos, senti estar num país de 3.º Mundo, e é mais escandaloso ainda quando temos em consideração que é o Hospital de Cascais. Um hospital que até há bem pouco tempo era utilizado como referência para outros hospitais.

O que mudou entretanto?

Será que foi aquele bicho peçonhento que nos andou a atormentar, e ainda atormenta? Só o facto de ainda andar por ai, justifica eu não escrever o nome, para não ter assim o texto, obrigatoriamente referenciado como "texto que aborda nesse assunto"... O assunto do "Quem nós sabemos", "Aquele cujo nome não deve ser pronunciado".

Ou será antes que a culpada é a guerra na Ucrânia? Sim, porque a vez do "outro" foi tomada, e se eu amanhã quiser ir ao barbeiro, e não tiver hora disponível, vão pedir imensa desculpa, "mas com isto agora da guerra, sabe como é..."

Mas não, amigos leitores, vou deixar-me de especulações e dizer, CONCRETAMENTE, o que mudou.

O que mudou foi que o Governo mentiroso, oportunista, explorador e pouco transparente que tínhamos, transformou-se agora num monstro de maioria absoluta, e que fará aquilo que lhe der na real gana.

O Hospital de Cascais, assim como o Hospital de Braga, por exemplo, eram dois exemplos de hospitais PPP (Parcerias Público Privadas) que davam muito certo. Hospitais dirigidos como empresas, não geravam prejuízos, muito pelo contrário, chegavam a gerar lucros, e que mesmo sendo geridos como empresas permitiam que uma pessoa sentisse ser isso mesmo, uma pessoa, quando se ia a um destes serviços hospitalares.

Acontece que "El António Costa — o Afanador" ou se quiserem, "António Costa — O Discípulo Socrático", decidiu que estas PPP deixariam de existir desta forma. Passariam de novo para as mãos do Estado, sem uma justificação plausível, que nos permita perceber o porquê?

Ao não haver explicações, cada um de nós é livre de pensar aquilo que quiser, e eu, mente retorcida como só eu sei ser, começo a imaginar se o término das PPP, que não geravam derrapagens orçamentais, não acontecerá precisamente devido às derrapagens que não aconteciam?

É que os desvios de dinheiro não se fazem em empresas de contas certas, que coloquem tudo preto no branco e sejam organizadas. Para Governos como este, quanto mais bandalheira melhor, porque assim no meio de tanta confusão, uns milhões que fogem para aqui, e outros que fogem para ali, acabam por fazer tal confusão, até na cabeça de quem rouba. Por isso é que depois, nas comissões de inquérito onde são chamados devido a negócios menos claros, nunca sabem bem sobre o que são inquiridos, ou nem sequer se lembram do que "passou-se", como diria o outro.

Voltando ao Hospital de Cascais, e à consequência do mau planeamento, da falta de higiene, em suma, de toda a falta de condições... Estou no segundo dia de internamento da minha filha. A somar à infecção urinária que tinha, agora ganhou uma forte gastroenterite, tendo deixado de comer, de beber. Desonesto não posso chamar ao médico que nos atendeu. Disse, desde logo, que a probabilidade da minha filha ter apanhado este vírus no hospital é de quase 100%. Mas de que me interessa saber de onde vem o vírus, quando eu queria era que ele se fosse embora?

A minha pequenina continua alimentada a soro, ainda não tem grandes apetites e passa a maior parte do tempo a dormir. A febre, felizmente, já parece ter dado tréguas.

Este é um hospital onde trabalha boa gente, caso as deixem trabalhar. É uma pena que o VOSSO Governo (sinta-se ofendido quem neles votou) tente mandar abaixo aquilo que outros construiram e que, pasmem-se, até funcionava.

Em campanha, António Costa e Marta Temido não tiveram pudores em dizer que o SNS estava perfeito. E estará, caso as siglas do SNS signifiquem "SUICÍDIO NATURAL DA SAÚDE"

20
Fev22

A D.Leonor foi despedida


Pacotinhos de Noção

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Imaginem então:

D.Leonor, 65 anos, trabalhou mais de 40 numa fábrica que agora fechou. A idade da reforma é 66 anos e 7 meses. 

Recebe subsídio de desemprego, direito que se lhe assiste tendo em consideração os anos trabalhados.

É obrigada a estar inscrita no IEFP, fazer prova de procura activa de trabalho e frequentar cursos de formação profissional, sob pena de que caso não o faça perde o seu subsídio.

Isto não é ficção, são casos reais que acontecem diariamente e que muitos de nós conhecemos.

Os Institutos de Emprego e Formação Profissional, deveriam ser órgãos de apoio à procura de primeiro emprego, formação adequada e procura de novo emprego, mas não o são.

Os IEFP deste país, funcionam apenas como meios fiscalizadores e até dissuasores, com o intuito de fazer com que se falhe uma qualquer reunião, que a pessoa se recuse a fazer uma formação proposta disparatada, ou que não aceite um trabalho que nada tem que ver com a sua área profissional, e que ainda por cima será extremamente mal pago.

No caso específico da D.Leonor, e de tantos como ela, é desumano que depois de uma longa vida de trabalho, seja-lhe dito que para receber um subsídio, seu por direito, tenha que continuar a procurar trabalho, mesmo que seja em algo completamente diferente daquilo em que sempre trabalhou, ou que tenha que frequentar um curso de Animador Sócio-Cultural, ao invés de fazerem como de fossemos um país de primeiro mundo, tendo em consideração que faltando tão pouco tempo para a D.Leonor atingir a idade da reforma, que, se quiser pode procurar algo, ou então aguardar até ser reformada. Posso dar o exemplo dos Países Baixos, em que sei que isto acontece, até porque a minha sogra viu-se nesta mesma situação.

Já nos tempos idos, do nosso mui amável e saudoso Eng.José Sócrates, se engendrara um plano deste tipo. Era o chamado programa Novas Oportunidades, em que o intuito era exactamente igual ao de agora.

E perguntam-me vocês muito amofinados:

"Então, mas o que o Governo ganha com isto?"

Ganha duplamente. Se a D.Leonor os mandar dar uma grande volta, deixa de estar inscrita no Centro de Emprego, baixando assim os números de desempregados do país, dando s entender que foi criado emprego, e não foi, e ganham também menos um subsídio de desemprego que têm que pagar, porque se a D.Leonor se recusar a fazer a formação proposta, essa é logo a mais rápida consequência.

Formação obrigatória a pessoa acima de 60 anos é violência. Não que as pessoas não tenham capacidade de aprendizagem, mas, porque são pessoas que JÁ PASSARAM UMA VIDA A TRABALHAR.

Imaginem que até há uma proposta de trabalho semelhante à função que a D.Leonor desempenhava, e que precisam dela. Pois muito bem, julgo que sim, que a D.Leonor deve ocupar aquele cargo e trabalhar até à reforma, cuja idade é estupidamente alta, aliás, mas só se a proposta for completamente adequada ao perfil da senhora.

Mas como já disse isto é apenas mais uma forma encapotada de total desprezo e desrespeito pelo cidadão comum, e trabalhador que, na verdade, é aquele que sustenta esta máquina ferrugenta e balofa que é o Estado. 

Pergunto, mas de que estou eu a queixar-me? Neste microcosmos que é a minha página, estatisticamente mais de metade das pessoas votaram PS, por isso não há que reclamar. Eles são uma trampa e cheiram mal, mas fomos "nós" (entre aspas porque nós é muita gente, e eu incluo-me fora disso) que decidimos continuar a comer com eles, servidos numa travessa de porcelana caríssima, porcelana essa paga por nós.

14
Out21

Tanto queixume


Pacotinhos de Noção

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Cambada de amélias queixosas, é o que vocês todos são.

Gasolina a 2,00€ parece-me bem, aliás parece-me até mais do que bem. Estes preços são necessários para a nossa evolução e por isso acho até que deviam aumentar para 4 ou até 8,00€. Ao fazer isto são só vantagens.

Com gasolina a preços proibitivos só vão passar a andar na estrada doutores e engenheiros, tudo o que é a ralé vai de transportes. Desta forma, caso haja algum acidente, coisa que duvido muito tendo em consideração que quem andará na estrada serão só pessoas de educação acima da média, e como tal condutores conscienciosos, mas na eventualidade de acontecer, não haverá escaramuças porque são todos pessoas que não armam barraca por dá cá aquela palha. Chegarão a acordo calmamente e com termos, e podem até preencher a declaração amigável durante um maravilhoso almoço no Gambrinus, regado com um bom Dom Perignon. A conta deste almoço fica ao preço de meio depósito de combustível.

Com os impostos arrecadados, por cada litro de combustível, teremos um Estado rico e poderoso que investirá toda essa maquia na saúde e na educação. Há a probabilidade que seja na saúde e na educação deles próprios, mas acho bem também. Precisamos de políticos saudáveis e educados, para levar o barco a bom porto... Mas tem que ser um barco a remos porque ser for a gasolina não poderá ser um barco, acho até que não é possível porque o combustível precioso agora é um pouco elitista e só aceita servir de alimentação a uma lancha ou um iate.

Se há coisa de que não podem acusar este Governo é o de ser incongruente.

Aumenta o combustível mas também aumenta de novo o imposto sobre as bebidas açucaradas, sobre o tabaco, bebidas alcoólicas e aumenta também o esforço no bolso dos portugueses. Mas o que é um esforçozinho a mais quando no final está o bem comum a toda uma nação, e que é o de fechar buracos financeiros deixados por gestões deficientes em bancos no passado, no presente e no futuro, porque não sou bruxo mas aposto o dedo mindinho de que mais dia, menos dia rebenta outro escândalo bancário.

Mas comecei este texto por ofender quem me lê e gostaria muito de o continuar a fazer.

Mordem a mão de quem vos alimenta, ou pelo menos de quem vos alimenta moralmente, porque com o também mais que provável aumento dos bens essenciais ao consumo, alimentação é coisa que começará a escassear. Mas vejo tanta gente com um apetite tão grande em utilizar está tão bonita palavra que entrou na moda e que é a RESILIÊNCIA, que o nosso querido António Costa apenas vos quer dar obstáculos a superar para que possam assim ser mais resilientes. Ser resiliente numa pandemia, ficando fechado em teletrabalho ou recebendo o "lay off" é uma fantochada, no que a resiliência diz respeito. Ser resiliente é meterem-se em transportes, faça chuva ou faça sol, para enfrentarem, no mínimo 8 horitas de trabalho para receberem a vossa compensação no final do mês para depois, terem o tostão para pagar aquilo que nos mandam pagar. E sem resistência porque resistência na resiliência é algo para que os nossos governantes não têm paciência.

Resumindo: Pagam -> Trabalham -> Recebem -> Pagam.

Em linguagem técnica de economia, que não sei se entenderão, esta situação é apelidada de "Pescadinha de rabo na boca" em que nos comem a pescadinha e nós ficamos com um ligeiro sabor a rabo na boca. É lixado, mas é assim mesmo.

Para terminar. Tenho um jerricã de 20 litros cheiinho de gasolina. Troco por T3 na Albufeira ou no Alvor. Contactem-me.

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