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Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

05
Ago21

Eu pinto, se for só o dedo do meio


Pacotinhos de Noção

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Vi destacado no Sapo Blogs um post do blog Dezanove.pt, em que se questionavam o porquê de incomodar tanto ver um homem com as unhas pintadas.

Para mim este é um assunto que não é assunto. É por este tipo de lutas ridículas que depois lutas mais valorosas não têm o destaque merecido, porque são colocadas todas no mesmo saco.

Um homem que pinta as unhas não é menos homem por fazê-lo. É apenas um homem que quer fazer de tudo para chamar a atenção para si. Não quer saber aquilo que representa, quer apenas mostrar que é diferente, sendo igual a tantos outros que utilizam a mesma fantochada por acharem que estão a ser diferentes.

Colar isto ao movimento LGBT é até uma falta de respeito. É estar a apalhaçar algo que se quer normal e corriqueiro e que é cada um poder amar quem quiser e como quiser. Pintar as unhas ajuda a mudar isso em quê?

Quem quiser pintar as unhas que o faça, mas se faz questão de chamar a atenção para esse facto parecerá apenas aqueles miúdos chatos que estão sempre a dizer "olha, olha o que eu sei fazer".

Todos os homens que tenho conhecimento de que pintam as unhas têm em comum serem personagens manientas que invariavelmente têm sempre muitas lutas para defender mas nunca nenhuma é verdadeiramente dele, ou dá verdadeiramente o corpo ao manifesto.

Homens a pintar as unhas não demonstra que são homossexuais e também não demonstra que são iluminados. É apenas uma mariquice que a moda quer transformar em tendência. Em relação a mariquice... Procurem o conceito.

 

 

 

22
Jul21

Decidam-se


Pacotinhos de Noção

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Tem circulado esta imagem, com esta notícia, pelas redes sociais. Na Argentina passará a ser reconhecido o trabalho das mães, que ficam com os seus filhos em casa, e será contabilizado para efeitos de reforma. Este reconhecimento tem a duração de 1 ano, o que a mim me parece escasso, mas 1 ano sempre é melhor que nenhum e quem crítica sou eu, um português que vive inserido num sistema que nem nunca colocou esta hipótese em cima da mesa.

Agora vamos à parte com a qual não concordo.

Esta medida é catalogada como uma vitória feminista e é apenas orientada para as mães. É impressão minha ou vejo aqui uma feminilidade tóxica, de uma sociedade que delega o homem para segundo lugar e que despreza o papel desse mesmo homem como pai e que poderá também querer ter a alternativa de ficar a tomar conta dos seus filhos? Então mas isto dos direitos funciona só para um dos lados?

Não são respeitados os direitos da mulher e é uma vergonha, não são os dos homens e é uma vitória feminista.

Por essa ordem de ideias significa que o magro insultar o gordo, o branco ser racista com o preto e um bronco ofender um homossexual é uma desgraça, mas um gordo insultar um magro, um preto ser racista com um branco e um homossexual ofender um bronco é uma vitória das ideias que, neste caso, os agressores defendem?

Sei que é um exemplo arcaico, mas quero com isto dizer que não pode haver dois pesos e duas medidas. A justiça das acções tem que sofrer de igualitarismo.

Em relação a esta medida devo dizer que não a vejo como uma vitória feminista mas sim uma vitória social. Afinal de contas os primeiros anos de um filho deveriam ser juntos dos pais e não entregues a pessoas, que fazendo o seu melhor, por mais que se esforcem não são pais e que estão a formar crianças que desde cedo se habituam a ser institucionalizados. Dai achar que o acompanhamento de um dos pais, caso quisessem, deveria ser até aos 5 anos de idade.

Voltando à questão do feminismo há mais um ponto que me chama à atenção.

Então uma das principais lutas das mulheres, não foi durante anos e anos não quererem ser encaradas como simples parideiras, que o seu papel não poderia ser apenas o de donas de casa e de mães e que queriam ter o seu lugar no mercado de trabalho... E quando finalmente parece que a coisa se está a compor, afinal uma vitória do feminismo é voltar dois passos atrás, voltando para casa a tomarem conta dos filhos?

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