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Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

18
Dez21

Vamos branquear esta situação?


Pacotinhos de Noção

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Há uns tempos Joacine Katar Moreira criticou um cartaz do Bloco de Esquerda porque utilizava a frase "Razões fortes, compromissos claros", o que, segundo a medíocre deputada, revela que a dicotomia claro/escuro tem que mudar, pois o claro não pode ser sempre positivo e o escuro negativo. É por isso que neste título o branquear existe. Quis mostrar à senhora que tem a mania da perseguição, que o branquear também pode ser utilizado de forma negativa quando se refere a uma comunicação social, deputados de uma assembleia e a grande generalidade da população que, tendo conhecimento de uma deputada que se refere a alguém que a criticou como "grande filho da puta", branqueia a situação a ponto de nem se ouvir falar nela.

Esta categoria de ofensa no cidadão comum é por si só uma clara revelação do quão desprezível é a índole de quem a profere, numa deputada da nação, ainda que eleita por clara ignorância dos votantes, que sabendo o que sabem hoje prefeririam votar num cepo, é motivo para no mínimo uma chamada de atenção e, quem sabe, até expulsão. Bem sei que estamos a pouquíssimo tempo de nos vermos livres deste lixo preconceituoso e com ideias e ideais pré-concebidos e despropositados, mas ficaria como exemplo para que outros deputados não se lembrem de ter o mesmo tipo de reacção.

Um deputado tem que se consciencializar de que sendo uma figura pública, e que trabalha, supostamente, para a generalidade dos cidadãos, irá ter sempre quem goste e quem não goste e quem critique justa ou injustamente. Se quiser reagir poderá até fazê-lo, mas não desta forma, como se fosse um qualquer jagunço que assiste a uma partida de futebol.

Gostaria apenas de pedir que tenham atenção à imagem. A pessoa apenas fez uma análise à péssima prestação de Joacine Katar Moreira como deputada, e não mentiu.

Já eu aproveito, e não conhecendo a senhora de parte alguma, e juntado-me a esta crítica de péssimo trabalho, gostaria também de referir que pessoalmente a mesma demonstra ser alguém mesquinho, de baixo carácter e sem valores. Não os tem, e os valores que vai defendendo são apenas aqueles que julga que lhe renderão uma melhor aceitação junto de quem lhe interessará, mas é bom que tenha consciência que muito provavelmente quem lhe interessará não verá em Joacine Katar Moreira qualquer interesse.

Analisando a nobre resposta da ex-menina bonita do Livre, vemos que depois da ofensa acrescenta um (Nada contra as manas). Aqui ela ofende várias pessoas de uma só vez.

Ofende o tipo a quem chamou "grande filho da puta", ofende a mãe do tipo, pois o apelido foi-lhe direccionado, e ofende as "manas" porque só pelo facto de venderem o corpo não significa que tenham que ficar ligadas fraternalmente a uma tipa que não bate bem da bola. O facto pode até afugentar clientela.

Mais tarde a "senhora" ainda se vangloriou de que o tipo não lhe deu mais resposta, que não aguentou os 10 minutos de fama que ela lhe proporcionou. Este é um argumento de uma miúda ridícula, numa qualquer rede social, não de uma deputada de 39 anos, com aparência de 50 e alma de 80.

Mas eu vejo aqui duas hipóteses para justificar a retirada do rapaz. Das duas uma, ou teve vergonha de desperdiçar recursos linguísticos com alguém tão ordinário, ou a deputada, que daqui a uns dias vai levar um pontapé no rabo, tem montada uma falange de apoio de gente tão estúpida quanto ela, que hão de ter feito um tal cerco ao homem que ele decidiu desaparecer... As máfias, por mais ranhosas que sejam, funcionam assim. Já o temos visto com os chalupas negacionistas, por exemplo.

Faço agora umas menções a alguns órgãos de comunicação social, como o Rádio Observador, a Sic Noticias, o Camilo Lourenço, a CMTV, a CNN e o Público, para fazer uma pergunta muito simples...

Se em vez de ter sido a Joacine Katar Moreira a ter este tipo de atitude, fosse o André Ventura, o Rui Rio, o Francisco Rodrigues dos Santos ou o João Cotrim Figueiredo, quanto mato jornalístico iria arder só para queimar um destes nomes? Sei que ainda estamos num Governo de esquerda, e que eles gostam de manipular a comunicação como se fossem mestres de marionetas, mas não vos caberia fazer a vossa parte? Fica a pergunta, responda quem deve.

03
Out21

Ser ou não ser? Eles não são


Pacotinhos de Noção

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Há algumas personalidades que me irritam particularmente. Duas delas são Joacine Katar Moreira e o suposto humorista, Diogo Faro.

Irritam-me porque são pessoas, uma delas até com um cargo político de relevo, que aproveitam a sua mediatização para lutas propagandeadas como essenciais, mas que depois mostram que usam grandes espingardas que apenas disparam tirinhos de fulminantes.

Os exemplos são imensos, mas aquele de que quero falar é apenas um. O racismo.

Tanto um como outro enchem a boca para afirmar que existe racismo no país, que as pessoas são catalogadas pela cor da pele e que tal não é admissível em pleno século XXI.

Se existe ou não racismo no país, não posso afirmar. Posso afirmar que temos uma grande percentagem da população que é ignorante. Uns são ignorantes e têm falta de educação, proferindo por vezes comentários que poderão ser considerados racistas, derivado a esses dois atributos.

Exemplo disso é, em conversa com alguém que nem conhecem bem, referirem-se a António Costa como o "monhé", ou que foram à loja dos "chinocas", pensando que ao falar desta maneira estão a ser hilariantes. No seu âmago nem se estão a referir com o intuito de ofender porque "em casa, com a família, até falam assim na brincadeira" mas a verdade é que não estão casa, não estão com familiares e até podem mesmo estar a ofender. Mas isto é a ignorância aliada à falta de educação, como disse atrás, e também misturada com algum preconceito, que as pessoas limitadas inevitavelmente têm.

Depois temos os ignorantes do outro lado da barricada. Os activistas de causas emprestadas, que de próprio não têm nem os argumentos. Aqueles que pegam em qualquer situação para fazer um festival contra a opressão do povo branco contra minorias, mesmo quando as minorias não se revêem naquilo que eles estão a defender. Os activistas que querem deitar abaixo monumentos, espartilhar toda uma sociedade, obrigar a uma inclusão que é feita de uma forma que tem tudo menos o ser natural, e apagar o passado enquanto acendem o lume de uma fogueira ateada à base de livros do Tintin, do Astérix e do Lucky Luke.

Estas pessoas irritam-me porque deixam de parte o que verdadeiramente importa, e que é a luta contra os que realmente são perigosos. Os que já cometeram crimes de ódio, tornaram a cometer e têm orgulho em demonstrar que o vão continuar a fazer.

Dia 1 de Outubro faria 54 anos Alcindo Monteiro. Faria mas não fez. Na realidade deixou de fazer anos aos 27, quando foi morto numa visita ao Bairro Alto, a 10 de Junho de 1995. Para nós, o dia de Portugal, para ele o seu último dia, para os assassinos, o dia da raça

Pelo nome quase ninguém sabe de quem estou a falar, mas se eu disser que Alcindo Monteiro é o rapaz preto que foi morto no Bairro Alto, pelo grupo liderado pelo skinhead Mário Machado, os Hammerskins, já grande parte se lembrará.

Vamos lá ver, Alcindo teve na verdade um azar do caraças, e estava mesmo a pedi-las.

Primeiro era preto, logo ai estava mesmo a pedi-las, e depois teve azar porque a grupeta das cabeças rapadas bateu em tanta gente naquele 10 de Junho, sendo que mais ninguém morreu, por isso foi só azar.

Alcindo foi morto porque era preto. Todas as outras pessoas que foram agredidas naquele dia foram-no por serem pretas, e não morreu mais ninguém por mero acaso. Os Hammerskins têm um currículo de agressões qie mais parece uma bíblia, de tantas páginas que tem. Desde agressões com recurso a armas brancas, tacos de basebol, murros, pedradas e pontapés. Está lá tudo.

Houve condenações neste caso. As mais altas de 18 anos, as mais baixas de 2 e meio. Mesmo que tivessem cumprido toda a pena (que não cumpriram) já estavam cá fora, como estão, e estando já voltaram a cometer crimes da mesma tipologia. Se bem que agora a escolha é variada. Agridem pretos, chineses, indianos, ciganos, paquistaneses, homossexuais e até pessoas que se intrometam nas agressões que eles perpetram.

As autoridades têm conhecimento que existe esta organização, o Governo também. Não se escondem e têm páginas nas redes sociais. Aliás, a possibilidade de vir a ser invadido e ofendido por comentários destes acéfalos é grande, porque o esgoto da sociedade parece que tem radares. Quando falam deles acabam sempre por ficar a saber e, por incrível que possa parecer, há sempre alguém que por acaso até está de acordo com algumas ideias que eles apresentam, "mas não concordam com as agressões".

Isto não existe. Concordar com uma vírgula, de algo que organizações como a Hammerskin defenda, é estar a validar tudo aquilo que fazem.

Estes são os verdadeiros crimes de ódio que devem ser julgados e cujas penas deveriam ser exemplares. 18 anos para quem tira a vida a outro, sem nenhum tipo de justificação!? Isto foi matar pelo simples prazer de o fazer, e como tal deveria haver excepções à lei e aplicar prisão perpétua, sem hipóteses de recurso. Não me venham com a desculpa de que errar é humano. Estes tipos não são humanos. São monstros que andam entre nós. Camuflam-se por entre claques de futebol, pois é outra forma de validar pancadaria, e quando não há futebol vão à procura das suas vítimas que hoje há-de ter sido alguém, mas amanhã podes ser tu ou um outro alguém, mas que seja da tua família.

É por isto que os tais activistas da esquerda caviar me dão nervos. Apelidam tudo de racismo ou crimes de ódio, e quando há estes que são MESMO crimes raciais e de ódio, a sociedade acaba por não estigmatizar os criminosos, com tanta força como deveria fazer.

De que me interessa ter vergonha no passado. Não posso ter vergonha de algo que não fiz. É passado e lá ficará. Aquilo que tenho é vergonha do presente e temor pelo futuro, porque se de um lado temos os extremismos bacocos de políticos e figuras públicas como a Joacine Katar Moreia e Diogo Faro, do outro temos verdadeiros extremistas que já provaram que para eles matar é mais simples do que conjugar o verbo "Ser". Até porque Ser, eles não são nada.

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