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Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

17
Fev22

Negacionista do pessimismo


Pacotinhos de Noção

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Sou pessimista por natureza, até porque sendo assim sempre que alguma coisa corre bem a satisfação é redobrada. Mesmo sendo pessimista não consigo ver as coisas tão negras como os meios de informação hoje pintam.

A comunicação social sempre foi alarmista, e até sensacionalista, mas de há uns tempos para cá aproveitam qualquer situação para dar a entender que o Mundo está preso por um fio, e até mesmo prestes a acabar. Tornaram-se fatalistas, mas eu vou dar uma novidade. O Mundo vai certamente acabar, pelo menos para cada um de nós irá acabar e isto não é um aviso, é uma promessa

Bem sei que o argumento é o de que algo tem que mudar para garantir as gerações vindouras, mas tenho mais uma novidade que é a de que não controlamos o futuro. Nos anos 90 o problema era o buraco do ozono. Conseguiu-se diminuir o buraco mas nada melhorou, porque há sempre algo pior a surgir no horizonte, ou pelos menos é assim que se pretende que pareça

Não estou com isto a dizer que não existem problemas e que não devem ser combatidos, mas caramba, tudo serve para fazer umag luta e tudo serve para nos dizimar

Esta moda, não da desgraça à espera de acontecer, mas sim da desgraça que está a decorrer, acentuou-se muito mais desde que a CMTV passou a ser um canal presente em todos os operadores de televisão por cabo. Isto porque as pessoas apreciam ver desgraças, prova disso são os abrandamentos para vislumbrar os acidentes de viação, e uma forma fácil de ter acesso a desgraças é assitir às notícias da CMTV. Ora o que os canais precisam, como de pão para a boca são audiências, e se para isso o que funciona é ter desgraças nos blocos noticiosos, então é isso mesmo que será dado ao teleespectador

Continuo a ser um adepto confesso da informação. Gosto bastante e temos imensos jornalistas cheios de qualidade ( @iryna , @bentorodrigues, @carla, @joaopovoamarinheiro, @mike) mas que não são aproveitados na sua totalidade porque acabam por ter que seguir quase que um guião, de forma a que a notícia seja mais pessoal, mais sensivel, mais tocante, mais sensacionalista

Sou pessimista por natureza, até porque sendo assim sempre que algo corre bem a satisfação é redobrada. Mesmo sendo pessimista não consigo ver as coisas tão negras como os meios de informação hoje pintam

A comunicação social sempre foi alarmista, e até sensacionalista, mas de há uns tempos para cá aproveitam qualquer situação para dar a entender que o Mundo está preso por um fio, e até mesmo prestes a acabar. Tornaram-se fatalistas, mas eu vou dar uma novidade. O Mundo vai certamente acabar, pelo menos para cada um de nós irá acabar e isto não é um aviso, é uma promessa

Bem sei que o argumento é o de que algo tem que mudar para garantir as gerações vindouras, mas tenho mais uma novidade que é a de que não controlamos o futuro. Nos anos 90 o problema era o buraco do ozono. Conseguiu-se diminuir o buraco, mas nada melhorou, porque há sempre algo pior a surgir no horizonte, ou pelos menos é assim que se pretende que pareça

Não estou com isto a dizer que não existem problemas e que não devem ser combatidos, mas caramba! Tudo serve para fazer uma luta e tudo serve para nos dizimar

Esta moda, não da desgraça à espera de acontecer, mas sim da desgraça que está a decorrer, acentuou-se muito mais desde que a CMTV passou a ser um canal presente em todos os operadores de televisão por cabo. Isto porque as pessoas apreciam ver desgraças, prova disso são os abrandamentos para vislumbrar os acidentes de viação, e uma forma fácil de ter acesso a desgraças é assistir às notícias da CMTV. Ora o que os canais precisam, como de pão para a nova lei são audiências, e se para isso o que funciona é ter desgraças nos blocos noticiosos, então é isso mesmo que será dado ao telespectador

Continuo a ser um adepto confesso da informação. Gosto bastante e temos imensos jornalistas cheios de qualidade ( @iryna , @bentorodrigues, @carla, @joaopovoamarinheiro, @mike), mas que não são aproveitados na sua totalidade porque acabam por ter que seguir quase que um guião, para que a notícia seja mais pessoal, mais sensível, mais tocante, mais sensacionalista

Depois, com esta crise pandemica que ainda vivemos, os grandes grupos de comunicação perceberam que o medo vende e deixa o público colado ao ecrã, e obviamente têm que aproveitar

Mas isto que digo nem é novidade nenhuma, pois se até o próximo Governo que tomará posse, ganhou uma maioria absoluta tendo por base programática o medo. O medo do vírus, o medo da extrema-direita (que no final acaba por ser também criação da CMTV que deu asas a que o líder do CHEGA tivesse tempo de antena e criaram um Gremlin que se alimentou após a meia-noite, e que de tanto meter água molhou-se, levando agora a que se multipliquem) o medo da crise económica, o medo de que⁶ não nos calhe um bocadinho da bazuca... Resumindo, somos bons é borradinhos e caladinhos e temos o futuro hipotecado

Ninguém tem a certeza disto, mas pelo sim, pelo não, recuso-me a acreditar nestas fatalidades, nestas mortes anunciadas e sem viver amedrontado... Quero aproveitar porque nunca se sabe... 

Imagina que amanhã um asteróide gigante bate na terra!

 

06
Ago21

Foram Cardos, Voltem as prosas... Jornalísticas


Pacotinhos de Noção

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Para os mais novos que não conhecem, para os mais velhos que já esqueceram e para os que são simplesmente desmemoriados, a senhora da foto é Manuela Moura Guedes.

As primeiras imagens que me recordo dela são como locutora de continuidade e como cantora com o seu, "Foram Cardos, Foram Prosas".

Como locutora não estava mal, como cantora não estava bem.

Mais tarde passou a apresentar o Telejornal na RTP, e depois o Jornal das 9, na RTP2.

Teve na RTP um programa que eu via com apetite era ainda miúdo. "Raios e Coriscos" era o seu nome e Manuela partilhava a mesa com Miguel Esteves Cardoso e Catarina Portas.

Anos passaram e foi para a informação na TVI, e é aqui que alcança maior visibilidade.

Foi acusada de sensacionalismo, principalmente pela classe política e por colegas jornalistas. Colegas esses que muito provavelmente ainda trabalham no meio, participando em blocos de informação que perdem 10, 20 ou 30 minutos a destacar o Festival do Caracol de Castro Marim. Isso sim é informação.

É verdade que Manuela Moura Guedes tem um estilo peculiar, mas recordo que se agarrou ao caso de Sócrates como um cão a um osso e só o largou quando foi obrigada. Quando os amigos Socretinos, trataram de retirar a jornalista e o Jornal Nacional do ar. Foi um alívio para a classe política e até mesmo para a classe jornalistica, pois havia alguém a fazer jornalismo a sério e isso é coisa para dar trabalho e até trazer problemas. Decidiram antes colocar Joanas Latinos a dizer baboseiras e jornalistas, que já pareceram sérios, a fazer danças ridículas no programa da manhã da TVI, que se queria, pelo menos um pouco, noticioso.

Mas a verdadeira informação é muito incómoda. A questão não é o lucro, porque informação vende, e quando o público percebe que há ali trabalho de casa, vende bem, mas há outros lucros mais elevados que acontecem por detrás do pano e que justificam fulminar a profissão de uma jornalista.

Tenho que dar a mão à palmatória e dizer que Manuela Moura Guedes faz falta no actual jornalismo português. Faz falta ela e todos aqueles que não se verguem aos grandes grupos empresariais que controlam as televisões e que pretendem também controlar a população, e que infelizmente vão conseguindo. Aquela velha máxima de outros tempos, e que é atribuida aos romanos, vai fazendo sentido. A máxima de pão e circo para a plebe, para que assim fiquem entretidos e não incomodem. Se o pão e o circo forem então transmitidos em horários e em blocos noticiosos, que a população acredita serem sérios, está, a missão de estúpidificação de massas, a caminhar de forma galopante.

Deixo aqui um desafio.

Não às generalistas, que sei que não têm coragem, mas ao director da CMTV. Desafio que coloquem a Manuela Moura Guedes no ar. Seria uma enorme aquisição.

Outro gesto que me agradou na jornalista foi quando abandonou o programa "Barca do Inferno" que era moderado pelo Nilton que curiosamente até fazia um belo trabalho, mas que pecou quando demonstrou claramente que entre Manuela Moura Guedes e as outras três peruas, preferia as peruas. É natural, elas respeitavam mais o alinhamento encomendado.

Em relação ao retorno de Manuela Moura Guedes ao jornalismo, embora gostasse muito, não acredito que aconteça. Hoje em dia falta coragem à informação.

 

22
Jun21

ALERTA CM: Farinhera mata paio em feira de enchidos


Pacotinhos de Noção

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Calma. Este foi apenas um título sensacionalista para vos captar a atenção.
Tanto a farinheira como o paio estão de perfeita saúde e nem sei se o tipo de iniciativas como as feiras de enchidos voltaram a ser permitidos pela DGS.
Uma vez que já conto com a vossa atenção aproveito o facto e falo-vos da crise que vivemos no que a notícias diz respeito.
Numa altura em que há tanta informação mas que a população não a sabe crivar, aqueles que o deveriam fazer, para esclarecer os cidadãos, demitem-se também das suas funções, por causa da tão conhecida luta pelas audiências.
A informação quer-se imparcial, rápida, concisa e de fácil compreensão. Não é tudo notícia, e quem segue o trabalho do Nuno Markl já deverá ter ouvido a explicação do porquê a sua rubrica se chamar "O Homem que Mordeu o Cão". Uma das primeiras coisas que é ensinado a quem estuda comunicação ou jornalismo é que (e é dado este exemplo) a notícia é sempre "o homem que mordeu o cão" e não "o cão que mordeu o homem", pois isso é o que será sempre normal acontecer.
Aquilo que já há alguns anos se tem vindo a verificar é que o que cada vez mais passa a ser notícia é "o cão que mordeu o homem", porque as outras notícias, aquelas que mais poderiam interessar a quem se quer informar, dão trabalho a conseguir e muitas vezes precisam de confirmação.
Com a chegada da internet o trabalho deste novo tipo de jornalistas passou a ser muito mais facilitado. Basta-lhes visitar uma ou outra página de notícias, ou uma ou outra rede social, e começar a partir dai a construir a narrativa de um serviço noticioso.
Com isto a qualidade vai decaindo cada vez mais e para conseguir encher um bloco de informação, que poderia ser de 30 minutos, mas que acaba sempre por ser de hora e meia ou duas horas, falam acerca dos carros do Ronaldo, da feira do caracol de Vale da Azinhaga, do maior pastel de Chaves do Mundo e daquela praia da Costa Vicentina que uma revista da Cochinchina e que ninguém conhece, definiu que pertence às 17 melhores praias do Mundo para fazer nudismo apenas com o chinelo do pé esquerdo calçado.
Ainda há dias assisti a uma outra falha de um jornalista que até considero sério.
José Alberto Carvalho emitiu a sua opinião em pleno noticiário que apresenta, acerca das pessoas que criticavam os pais do Noah. Não o devia ter feito... Aliás, não o podia ter feito. Deveria apenas dizer que havia pessoas a criticar e acabou. Ou até podia nem mencionar este facto, porque a notícia neste caso concreto foi o desaparecimento, a busca, o final feliz e, talvez um dia mais tarde, a informação se alguém foi responsabilizado ou não.
Os jornalistas têm um código deontológico que contém apenas 11 pontos, mas desses 11 pontos parecem não querer respeitar nenhum.
Já no início da pandemia foi para mim sofrível verificar a falta de profissionalismo de alguns "pivots" de informação que acharam que deviam dar o seu cunho mais pessoal e aconselhar os telespectadores que estavam em casa...
Devo dizer que aos nossos pais pediram-lhes que fossem para a guerra, a nós que ficássemos em casa e aos jornalistas pede-se apenas que sejam jornalistas e informem. Se quiser uma catarse vou ao psicólogo.

08
Mar21

Ano não é ano e mês não é mês!?


Pacotinhos de Noção

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Hoje nas notícias da TVI , e depois no Observador Online, li: "Fevereiro foi o 5.º ano mais quente desde 1931 em Portugal Continental".

Senti-me estúpido porque achei que esta frase não fazia sentido. Pensei que o correcto sería: "O mês de Fevereiro deste ano foi o 5° mais quente, desde 1931, em Portugal Continental".

Mas devo estar confuso. Não acredito que a redacção do Observador deixasse passar este erro, não acredito que depois a TVI, quando fosse copiar a notícia para transmitir como sua, não desse pelo mesmo erro e não o emendasse. Tenho para mim que esta será uma frase com um qualquer parecer científico em que de repente Fevereiro passa a ano enquanto que os outros meses continuam apenas a ser meses. Afinal de contas Fevereiro é tão nojentinho que é até o único com 28 dias, só para ser diferente... A coisa piora quando para ser mais diferente ainda, e numa altura em que já nos habituámos aos 28 dias que tem, ele se lembra de depois de 4 anos ter 29... 4 anos e muda tudo. Até os leasing dos carros são de 5 em 5 e Fevereiro não aguenta mais que 3 seguidos com 28 dias?

Mas voltanto ao início da questão. Quando estudei comunicação uma das disciplinas à qual era dada importância era ao Português, para que soubessemos estruturar uma frase ou um discurso, para não cometermos erros de concordância e para que nunca, mas nunca, confundissemos um mês com um ano. Este tipo de erro poderá parecer de gravidade menor, e até é, se não trabalharmos num órgão de comunicação social que se expressa por meio de escrita e palavras. A gravidade aumenta quando percebemos que o crivo qualitativo de um jornal e canal televisivo é alargado o bastante para deixar passar estas gralhas.

Sei que não é uma confusão temporal e sim apenas uma frase mal elaborada, mas isto não deveria acontecer.

Sou saudosista por natureza e longe vão os tempos (que se diga, não os vivi) em que as notícias tinham pessoas como bons revisores de texto, e não correctores ortográficos automáticos, em que existiam jornalistas de dicção perfeita e com um léxico extenso o suficiente para fazer sentido aquilo que diziam, mesmo quando falhava o teleponto, que aliás para alguns pivôs nem existia, ou quando havia um directo cuja necessidade de dar a notícia "sem rede" era imprescindível.

Vivemos num país cuja a escolaridade tem vindo a aumentar, a taxa de insucesso escolar tem vindo a diminuir, o analfabetismo concreto tem vindo a desaparecer, mas a falta de compreensão e a dificuldade de expressão têm aumentado a galope, e se os meios, que se querem de informação, não se regularem por nada menos que a excelência, então não temos para onde nos virar... Mas não faz mal, afinal de contas ontem começou o "All together now".

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