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Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

30
Jun22

Até sangrei dos ouvidos


Pacotinhos de Noção

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Algum dia tinha que ser, e é hoje o dia.

Escrevo estas linhas para me retratar sobre o texto que ontem coloquei no Instagram.

Fi-lo após ler uma notícia no Expresso, acerca da afirmação polémica do Miguel Milhão, e ao fazê-lo não reuni todas as informações que deveria, não procurei saber qual o contexto em que as palavras que li foram ditas, nem sequer o tom utilizado.

Peço desculpas a todos quanto leram, e até aos que comentaram, porque hei de ter-vos feito perder o vosso tempo, que há-de ser precioso.

A minha justificação para esta falha é porque eu não conhecia o Miguel Milhão. Sabia ser um jovem empreendedor, filho de pais ricos, que já torrara algum dinheiro em ideias parolas, mas que finalmente lá conseguiu puxar o fio à meada do negócio que o faria ser depois acarinhado por toda a imprensa nacional, que lhe dava o mérito merecido, diga-se, mas que nunca nos avisou que a lesão que Miguel Milhão desenvolveu em treino, e afirma ter sido o que despoletou o início da Prozis, era afinal uma lesão cerebral. Deviam ter-nos preparado, pois, tendo como base o currículo e o sucesso do indivíduo, nunca diríamos que lidamos afinal com um tipo que ao falar dá a ideia de que não distingue um garfo de uma colher. Parece que realmente há ali uma falha.

Só isso justifica as enormidades ditas pelo empresário.

Conforme escrevi atrás, só lera a notícia do Expresso, mas para não ser injusto lá arranjei um tempinho, e ouvi o seu podcast.

Depois de muito sangrar dos ouvidos, comecei a sentir-me estúpido, por ter tido em consideração a opinião que o dono da Prozis dera acerca do aborto. É que aos atrasadinhos mentais não se pode dar ouvidos, porque entre comerem sabão e pensarem serem o Napoleão, ainda arranjam tempo para dizer coisas como "se a minha filha, ou a minha mulher, engravidassem de uma violação, falava com elas e tomava conta da criança. Aliás, até já falei acerca disto com a minha mulher, mas não me lembro o que ela disse..." É muito natural que não se lembre, afinal de contas, se ela ficar grávida de uma violação, ela será apenas um receptáculo.

Percebemos que não estamos perante uma pessoa normal logo pelo nome do seu podcast, o Conversas do K@r@lh0. Sim, eu sei, não é um nome que fique no ouvido, mas ao que parece era algo que estava debaixo da língua de Milhão, quando o pensou, e olha, saiu-lhe.

A principal justificação que este conversador nato encontra para aceitar a revogação, pelo Supremo Tribunal do E.U.A, da lei de Roe vs Wade, é porque (e agora acredito que algumas opiniões contra também mudem) foi feita pelos Estados Unidos, e os Estados Unidos são "muita" fortes. Parece quase a composição que uma criança faz, no Dia da Mãe, em que escreve "Gosto muito da minha mãe, porque é a minha mãe e é bonita. FIM".

Mesmo a construção frásica e o discurso do rei das proteínas, não nos dão a mais pálida pista de que ela possa ter construído o que construiu. Não bate certo, dá a ideia de que ou nasceu com o rabo virado para a lua, ou teve quem fizesse por ele, ou dantes o tipo era uma coisa e tomou tanta proteína, e suplementos da Prozis, que ficou com a mioleira queimada.

Mas, porque é que Miguel Milhão decidiu deitar cá para fora a sua opinião? Logo ele, que até então sempre foi tão reservado e comedido.

Também respondeu a esta pergunta no seu podcast. A resposta é "porque sim". Estava no LinkedIn, não estava a fazer nada e pumba, vai de dizer aquilo que pensa. E daí não viria nenhum mal ao Mundo, ninguém é obrigado a ter, ou defender uma opinião que não é a sua, o problema está, isso sim, na forma como o faz e como reage às críticas que lhe surgem. Mesmo que não estivesse a ser tratado este assunto do aborto, Miguel Milhão seria sempre alvo de críticas, e até de gozo, pela soberba com que se refere àquilo que conseguiu, e de quão bom e magnifico ele consegue ser.

Não querendo tirar mérito ao empresário, mas já tirando, queria só relembrar que Milhão é filho de papás ricos, o que já o alicerça para conseguir fazer o seu percurso, e ainda teve como fundo de maneio 25 mil euros que obteve com a venda do carro que o seu pai dera-lhe... Ora, 25 notas das grandes, por um carro em segunda mão é muito dinheiro, o que significa, muito provavelmente, que seria um topo de gama, o que é mais um sinal de que mal não vivia.

Eu, por exemplo, se quisesse fazer dinheiro com o carro que o meu pai me ofereceu, nem um saquinho de churros comprava, porque o meu pai nunca me deu carro nenhum.

Nunca consumi produtos da Prozis e não pretendo consumir, e neste caso nem tem nada que ver com o tema do aborto. O meu medo é se, comendo os produtos da marca, poderei desenvolver os mesmos sintomas dos quais, Miguel Milhão padece. Não tinha vontade nenhuma de voltar a só conseguir contar pelos dedos.

Ah! E antes que digam que tenho inveja do dinheiro dele, e tal... É um facto, não posso negar.

 

29
Jun22

Um milhão de aplausos, para outros nem tanto


Pacotinhos de Noção

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Não defendo que uma empresa, que dá trabalho a tanta gente, mereça ser cancelada devido à opinião idiota do seu fundador. Isto mostra que uma mente empreendedora não é obrigatoriamente uma mente aberta ou esclarecida.

Miguel Milhão afirmou que a Prozis não precisa de Portugal. Acaba por ser como aquele puto mimado que mamou na teta dos pais até sair da universidade, arranjou um bom emprego, a ganhar bem, mas quando a velhice ataca aqueles que o fizeram crescer, ele não está para se aborrecer e vira-lhes as costas, esquecendo-os num qualquer lar, aguardando a morte.

É verdade que a Prozis cresceu muito, mas tendo em consideração a quantidade de cupões 10 que eu via serem oferecidos, por tudo quanto era canto, tinha ideia que a aposta no mercado português até era forte.

Mas volto a repetir, penso que a empresa não deve ser cancelada, mas tendo em consideração que não precisa de Portugal, nem dos seus cidadãos, não compreendo a indignação do fundador para com as críticas dos portugueses.

Gostaria de dar os parabéns à Marta Melro, Jéssica Athayde, Rita Belinha, Tânia Argent, Sofia Manuel (A Tripeirinha), Diana Monteiro e à Laranja Lima Nutrição.

Algumas destas pessoas nem conheço, mas segundo li são tudo pessoas famosas, cada uma na sua área, que deram por terminado o seu vínculo com a Prozis.

Dos poucos que fizeram questão de não terminar com a parceria temos a ex-concorrente do Big Brother, Joana Albuquerque. Deu as suas justificações, mas aquela que faltou foi a de que é uma aspirante a "tia" de Cascais, que come salsichas com esparguete diariamente, por isso esta pequena esmola até lhe faz falta.

Devo recordar que esta desgraça de pessoa, embora se comporte de maneira altiva e sobranceira, já foi namorada do Bruno Savate, e foi ele que lhe deu um chuto no rabo... Descer mais baixo acaba por ser difícil, mas ela tenta e há-de conseguir, só é preciso é esforço e fé.

Joana Amaral Dias, uma senhora que já foi do Bloco de Esquerda, que sempre foi defensora dos direitos das mulheres, também ainda não colocou a Prozis de parte. O  botox tem os seus custos, por isso há necessidade de amealhar algum.

Para terminar devo dizer que fico a aguardar pela reacção do Rui Unas a esta situação. Afinal de contas, em Portugal (país fora das contas da Prozis) ele é um dos grandes divulgadores da marca.

Acredito que não se venda por apenas 30 moedas.

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