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Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

27
Jul22

Dr. Venturanstein


Pacotinhos de Noção

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Este post é particularmente dedicado à Irma Ribeiro, ao AGIR, à Carolina Deslandes e a toda uma geração "woke" que tem a sua motivação nas lutas bacocas que só servem para sentirem que o sangue corre-lhes nas veias. Afinal de contas são a geração que tem já a papinha toda feita e que, acabando o último nível do GTA, fica sem grande coisa para fazer. Quando se tem 13 ou 14 anos, ainda se pode dar o benefício da dúvida, e tapar o sol com a peneira dizendo que "quando crescerem entram nos eixos", mas temos aqui já pessoas adultas e com filhos, que servem até de influenciadores de malta mais nova.

O que me leva a escrever isto é a mais recente polémica acerca da música interpretada pela Irma, escrita pelo AGIR, cuja ideia surgiu numa conversa da intérprete com a Carolina Deslandes, e que no final foi dançada pela Rita Pereira, acusada de apropriação cultural, porque o fez usando umas tranças africanas... 

Só abordo este assunto dada a importância que tem e o contributo que pode dar para a nossa sociedade actual - NENHUM.

Deixem de ser idiotas.

Percebo que, por exemplo, o AGIR tenha uma herança pesada, ou não tenha sido o "Depois do Adeus", do seu pai, que serviu de senha para despoletar o 25 de Abril, mas isso não significa que a vida de todos tenha que ser uma luta, ou pelo menos uma luta a cada instante.

Enquanto perdem tempo com parvoíces como a apropriação cultural, a identidade de géneros ou uma emancipação feminina levada a níveis de ridículo, o verdadeiro perigo vai crescendo a olhos vistos, como se de um cancro se tratasse, e um daqueles malignos que espalha metástases para tudo o que é sítio.

Os assuntos que falei atrás  são - não assuntos-. A apropriação cultural é das coisas mais estúpidas de sempre. Se eu gostar de tranças não posso usar porque são africanas, se gostar de kizomba também não posso dançar porque não sou preto? Isso é estar a colocar a cultura africana num nicho que não se quer. Então se durante anos se lutou, a sério, para que deixasse de ser um nicho, agora quer-se voltar atrás? A cultura não tem donos, a cultura pertence a todos, e quem a usa homenageia, não se apropria. Por essa ordem de ideia só os ingleses poderiam jogar futebol, críquete e basquete, porque foram eles que inventaram. Se outros o fizerem, então é apropriação cultural. E já agora o Chuck Norris tem que ser cancelado, porque em todos os filmes, e séries, que fez utilizava artes marciais que, como sabemos, são orientais... Apropriação cultural, claro está.

Enquanto perdemos tempo à procura de cabelos em ovos temos no parlamento um partido que já foi de um só homem, que é agora de 12, e segundo as últimas sondagens poderá aumentar, e muito.

André Ventura e o seu CHEGA, já deixaram de ser o bobo da corte para serem aquele oficial da Casa Real que está bem perto do Rei, na esperança de mais cedo ou mais tarde conseguir espetar a sua faca, e tomar o poder.

Não se iludam, que André Ventura não é o monstro inútil que muitos idealizam, e sim o Dr.Frankenstein que cria o monstro, e lhe dá vida. O monstro, esse, está entre nós. Andava envergonhado e adormecido, à espera da descarga eléctrica que necessitava para se erguer e balbuciar os seus grunhidos, e é isso que acontece. Basta ver nas redes sociais, e até no dia-a-dia, em que encontramos cada vez mais acéfalos racistas, xenófobos, machistas, preconceituosos e homofóbicos, e que se assumem sem vergonhas. Alguns até são juízes e professores universitários…

Eu tenho que admitir que em tempos até já admiti que Portugal não era um país racista, mas hoje não consigo fazer a mesma afirmação com tanta certeza como outrora. Assim como não me arrisco a dizer não haver homofobia.

Alguns dirão que estes sentimentos retrógrados surgem precisamente porque existe uma geração "woke", que quer à viva força fazer com que aceitemos tudo obrigatoriamente.

Não sei se será isso. Acho, isso sim, que este tipo de animal sempre existiu, mas tinham vergonha de abrir o bico porque julgavam ser uma minoria, mas com o surgimento de um CHEGA, e de coisas como a pandemia, que fez com que grande parte das pessoas não queira deixar para amanhã o que pode ofender hoje, meteram as manguinhas de fora. A Maria Vieira é uma prova disso mesmo. Uma pessoa que tantos tão bem-queriam, que se embeveciam pelo facto da senhora tratar dos seus cães como elementos da família, e agora ela mostra que é alguém com uma mente completamente desequilibrada, e que de simpática tem muito pouco.

Voltando ao assunto do "woke" devo dizer que sim, são uns chatos do caraças, é um facto. Parecem aquela velha que quer sempre levar a dela avante, e está sempre a falar das maleitas que tem, mesmo quando o assunto é outro, e até mais importante, e tal como a essas velhas, também não os suporto, mas há-de passar, espero.

Acabo agora como comecei, dirigindo-me às mesmas pessoas do princípio, que sendo elas figuras públicas, conseguem ter um alcance que um simples anónimo não terá. Coloquem a mão na consciência e vejam o perigo que têm pela frente e com o qual, mais tarde ou mais cedo terão que lidar, e julgo que o ideal é que lidem o mais cedo possível. Não sou alarmista, é um perigo real e o caso do Putin e da Ucrânia é o exemplo perfeito de como ignorar o óbvio nunca dá bom resultado. Ventura com o poder nas mãos será a ruína deste país, conforme agora o conhecemos. O retrocesso será catastrófico, e o racismo, a homofobia, o machismo e o nacionalismo tóxico vão atingir níveis incomportáveis. Deixem-se de lutas menores, de tentativas de afirmação que, perante aquilo que nos ameaça, serão apenas migalhas. Temos que garantir o básico e o essencial da convivência humana. Que cada um ame quem quiser, que o Governo do país trate todos os que cá estão de igual forma, e que ter quem nos governe não seja sinónimo de ter quem nos agrilhoe. Acreditem que já estivemos bem mais longe disso, e parte dos portugueses são culpados, sem sequer imaginarem que também poderão sofrer às mãos, daqueles que hoje defendem, e julgam ser um salvador da nação e dos bons costumes.

23
Jun22

Espectáculo de aberrações


Pacotinhos de Noção

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Quem for leitor habitual do que escrevo saberá serem algumas as vezes em que abordo assuntos tratados no programa Extremamente Desagradável. Tendo eu um blog, e página de Instagram, com o nome "Pacotinhos de Noção", e sendo os visados daquela rubrica de rádio, personalidades que necessitam de doses cavalares de noção, julgo que esta parceria abusiva, da minha parte, acaba por ser natural.

Nos programas de 2.ª e 3.ª feira, ouvi algo que pensei estar banido já há muitos anos. Os espectáculos de aberrações. Aqui não há o homem elástico nem a mulher barbuda, apenas um homem parvo e uma mulher estúpida. Pelos epítetos aplicados até poderiam chegar lá, mas como um dos intervenientes não é assim tão famoso, o melhor é dizer-vos quem são. Falo de Maria Vieira, a "Parrachita", a Marilyn Monroi do André Ventura, a meia leca que é louca e meia.

E falo também de Sérgio Tavares... Quem?! Perguntarão vocês, ao que vos respondo que não sei, mas estive a pesquisar um pouco, e entre o NADA e o MUITO POUCO lá está este grandioso comunicador do mundo actual, que ninguém conhece, mas que, ao que parece, tem muito sucesso nas redes sociais, principalmente a ser bloqueado pelas mesmas, por dizer tanta estupidez e barbaridade.

Como um maluco a falar sozinho é apenas um maluco a falar sozinho, Sérgio convidou a Parrachita para serem comentados assuntos da actualidade e passou assim a existir uma conversa de malucos.

Deram uma lambidela por todas aquelas que são algumas das mais populares teorias da conspiração. Desde as vacinas do Covid, o próprio Covid, a Nova Ordem Mundial, a criação da guerra na Ucrânia por parte da NATO, a de que é o marido da Maria Vieira que lhe escreve os posts, o Grupo Bilderberg, enfim, tudo e mais alguma coisa.

Mais uma vez dá para perceber que estes conspiracionistas estão de mal com o mundo, e querem à viva força fazer o sangue correr-lhes nas veias, mas tenho más notícias. É que as alforrecas não têm sangue, são apenas uma massa gelatinosa, muito incómoda, e que têm uma curiosidade comum ao Sérgio, à Maria Vieira e a todos os outros como eles, e que é a de que o mesmo orifício que serve de boca também serve de ânus, o que confirma aquilo que tantos dizem, e que é o célebre "quando abrem a boca, ou entra mosca, ou sai..." E vamos então a algumas dessas saídas, para perceberem o calibre de retardados com que lidamos.

Não vou parafrasear "ipsis verbis", mas o contexto é exactamente o que descreverei. Foram ditas coisas como:

 "— Adoro o meu Bolsonaro"

"— Castração química não, deviam era cortar logo tudo"

"— Agora até já é possível casar homens com homens"

"— Os epidemiologistas da Covid mereciam morrer"

"— A varíola dos macacos é transmitida pelo rabo"

"— Já só falta legalizar a pedofilia e não estamos longe disso quando permitirem casamentos entre adultos e crianças como nos países muçulmanos"

"— O Milhazes mandou todos para o c@r@1h0 e é um aldrabão porque o Putin é apenas um conservador, nacionalista, contra a eutanásia, e contra a ideologia de género..."

"— Portugal manda dinheiro para a Ucrânia e os nossos pensionistas vivem debaixo da ponte"

"— A verdade acerca da varíola dos macacos é que só existe devido aos homossexuais"

"— Uma vez apanhei uma parada gay na rua e até fiquei doente "

Admitam lá que estão maravilhados com estas pérolas que vos dou.

Isto não é um qualquer bloco humorístico, são mesmo duas pessoas desprezíveis à conversa e que, infelizmente, são uma amostra da população que se vai alargando mais, o que é bastante assustador. É assustador imaginar que temos um partido com assento parlamentar e com reais perspectivas de crescimento para as próximas eleições. Houve uma altura em que todos riram e acharam divertido ver no André Ventura o palhacinho que não era para considerar, mas a percepção que tenho é que existe muita gente inconsequente que votou, e pondera votar nesse palhacinho.

Aquilo que posso desejar é apenas que a outrora acarinhada Maria Vieira, agarre nesta Maria Vieira podre e azeda, e faça mais espectáculos degradantes como aquele em que cantou o "Happy Birthday ao André Ventura. É que não foi só a Marilyn Monroe que andou as voltas na tumba, os estômagos de todos os portugueses também, e pode ser que cause um asco tal, que na hora de votar até se afastem do quadradinho do CHEGA.

25
Jan22

Esta doença tem que acabar


Pacotinhos de Noção

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Na tarde de Domingo resolvi ver o filme "Boy Erased".

É um filme de 2018 e que acaba por ser uma biografia de Garrard Conley cujo livro, que conta a sua história pessoal, serviu de base para a adaptação ao cinema.

Jared Eamons é um rapaz de 17/18 anos, filho de um conservador pastor da Igreja Baptista que, aquando da sua ingressão na faculdade, acaba por ter um fugaz relacionamento com um colega.

Não descobriu nessa altura que era homossexual, pois no seu âmago já o sabia, mas sempre resistira aos seus impulsos, amedrontado por aquilo que a sociedade e os seus pais poderiam pensar.

Por motivos que acabam por ser agora secundários, esse rapaz com que Jared se envolveu, liga aos pais conservadores do protagonista desta história e conta-lhes acerca da homossexualidade do filho.

O pai (Russell Crowe) e a mãe (Nicole Kidman) decidem "institucionalizar" o próprio filho numa espécie de casa de correcção católica, para jovens que sofrem da nefasta doença que é a homossexualidade. 

A partir daqui o filme segue o seu caminho e não vos vou contar o final, até porque este texto não serve propriamente para falar acerca do mesmo e sim da doença presente em todo o filme, e que penso que deveria ser tratada rapidamente, sob pena de conspurcar e derrubar a nossa sociedade, até porque essa enfermidade está cada vez mais enraizada e somos constantemente atacados por ela e membros que nos serão próximos, alguns até familiares, começam a "dar ares" de que já a podem ter entranhada em todos os poros do seu corpo.

Nesta fase devo estar a induzir em erro quem me lê, porque a doença a que me refiro não é a da homossexualidade, que essa julgo que a Organização Mundial de Saúde não classificou como sendo uma doença ou condição, mas mesmo que fosse não viria daqui nenhum mal ao Mundo, pois não incomoda ninguém, ou pelo menos não deveria incomodar.

Se incomodar porventura, então significa que os incomodados sofrem da tal doença sobre a qual quero realmente falar, e que é uma que se apresenta com imensos sintomas, que passo a enumerar para que, caso os tenham, se sintam mal... Muito mal.

Sintomas como a intolerância, a idiotice, a imbecilidade, a alarvidade, a estupidez,  a arrogância e a prepotência são resultados de um mal maior e que é a IGNORÂNCIA.

Digo-vos já que não é vírus nem bactéria, mas têm um índice de transmissibilidade com valores muito acima da média de tudo aquilo que já se viu. Também não é nada de novo, mas ganha força ocasionalmente. Uma das suas características é por vezes se conseguir disfarçar de PREOCUPAÇÃO COM O BEM ESTAR DE ALGUÉM ou de SÓ QUEREMOS O MELHOR PARA TI.

Estamos em 2021, 21 anos a mais do que aqueles que deveríamos viver, dado que o Mundo iria acabar no ano 2000, se bem se recordam, mas não acabou e 21 anos após a virada do milénio constato que de facto a evolução é uma suposta verdade conveniente, muito difundida, mas que me parece que serve apenas para camuflar outra verdade, muito inconveniente que é a de que no essencial continuamos a ser uns acéfalos e atrasados que julgam que podem definir como, quando ou quem uma pessoa pode amar. 

No caso desta história, que vos recordo ser real, os pais tentaram mudar aquilo que o filho sentia. Na instituição onde o colocaram, houve até um rapaz que se a suicidou porque interiorizou que o facto de gostar de pessoas do mesmo sexo, e não o conseguir mudar, era grave o suficiente para não poder continuar a viver.

Existe quem defenda que não se morre por amor. Eu discordo, acho mesmo que se pode morrer por amor, mas só acho, não tenho a certeza completa. Já morrer por falta de amor sei que sim, é possível morrer e o mais certo é que aconteça. Seja o amor de um homem, de uma mulher, de familiares ou amigos, se não houver então o destino estará traçado.

Esta não é uma realidade ficcional, é uma realidade que deu em livro que se transformou num filme, mas gostava que tivessem presente que existem vários estados norte-americanos onde os homossexuais são pessoas consideradas secundárias e existe até um país enorme onde nele inteiro ser homossexual ainda não é um crime, mas é proibido e que é a Rússia de Putin.

18
Out21

Isto chega para ser machista?


Pacotinhos de Noção

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Para mim não há cá essa mariquice de igualdade de géneros, e a justificação é muito simples.

Não pode haver igualdade de géneros porque os géneros não são iguais. E se isto fosse um meme agora aparecia o senegalês Khaby Lame a abrir os braços, porque isto é lógico.

Se houver feministas a ler neste momento já estarão cheias de urticária. Das duas uma, ou é alergia ao que escrevi ou aos 50 gatos com que vivem, mas antes que me destinem a forca devo desenvolver o assunto, para tentar fazer com que não me definam como um porco machista. Ou então definam porque se o fizerem é por pura e simples ignorância, ou porque apenas têm que ter um alvo para que possam assim dar algum tipo de valor às vossas lutas sem sentido.

Não se confundam. Quando digo que não acredito na igualdade de género não quero com isto defender que o homem é superior, ou que a mulher não deve ter as mesmas oportunidades. Aquilo que defendo ao não acreditar na igualdade de géneros é que deve, isso sim, haver uma igualdade de géneros... Não é gralha. Escrevi exactamente aquilo que queria, e passo a explicar.

Aquilo que se está a generalizar não é igualdade em parte nenhuma do mundo.

O que se está a fazer é a tentar menorizar deliberadamente, e até a ostracizar, toda e qualquer acção que o homem possa desempenhar, afirmando que não a faz por mérito próprio mas apenas porque tem mais testosterona.

Igualdade não é definir quotas mínimas de mulheres no parlamento, numa empresa, no cinema (a desempenhar protagonistas farsolas) ou em qualquer outra situação.

Igualdade não é abolir a definição de "Homem" quando nos referimos à humanidade, ou inventar palavras que não

possam ser definidas como masculinas. Se assim for então também terá que se rever "A" sociedade, que é composta por mulheres mas também por homens, "A" maternidade, que apenas acontece quando um espermatozóide produzido num corpo masculino fecunda um óvulo dum corpo feminino, ou "A" religião, que é para todos os crentes, independentemente do sexo.

Estes exemplos são estúpidos porque o conceito, todo ele, é estúpido.

Esta luta define-se como "Alcançar a igualdade de género e empoderar TODAS as mulheres e raparigas". Logo na definição isto está mal.

Empoderar todas as mulheres parte do princípio que todas têm esse direito, tenham capacidade para ser empoderadas ou não, então qual seria o mérito do empoderamento? Ser mulher? Nesse caso estão apenas a fazer o mesmo que criticam no homem, que é o de ser empoderado apenas por ser do sexo masculino.

Perdoem-me as puristas do feminismo, mas por muitos anos que viva serei, e quero continuar a ser, machista se a definição de ser machista tiver incluído (e actualmente tem) o tratar de forma mais branda uma pessoa por ser mulher, o abrir uma porta, ou deixar que passe primeiro que eu numa qualquer entrada. Isto não é condescendência, é uma questão de educação e é algo contra o qual não quero lutar. Para mim é uma questão de bom gosto, assim como é de bom gosto senhoras que usam desodorizante e que não gostam de andar com os sovacos cabeludos.

Sim senhora, é uma opção de cada uma e o "vosso corpo, as vossas regras" mas o meu nariz faz parte do meu corpo e também existem algumas regras que ele gosta que se respeitem, como as regras da higiene e do civismo, por exemplo.

É um facto que há homens que cheiram a cavalo, mas não me parece que esse seja o método a copiar, para se conseguirem empoderar. Homens porcos sempre houve e sempre houve porque, e mais uma vez chegámos à mesma conclusão, não têm educação e não sabem viver em sociedade.

A sociedade beneficiaria em ter mulheres em cargos políticos não apenas por serem mulheres, ou pretas, ou LGBT, ou com uma qualquer debilidade física ou mental. Estas características não têm qualquer tipo de interesse face àquelas que realmente importam, e que infelizmente são colocadas para segundo plano. São características como a integridade, a inteligência, a educação, o profissionalismo e a competência. Quem reúna estes requisitos pode até vir mascarado de Panda ou palhaço Batatinha, que para mim teria um lugar de destaque onde quer que fosse.

Tivemos casos de mulheres que deram muito certo, é verdade, mas também tivemos outros que eram um desastre anunciado e nem sendo mulheres conseguiram contrariar o que se temia. Podemos lembrar-nos de Dilma Rousseff, por exemplo, ou de Joacine Katar Moreira, que é uma deputada não inscrita e que é também uma deputada a não ser levada em conta, pelas enormidades que gosta de vomitar.

- Temos homens incompetentes a desempenhar altos cargos em empresas e até no Estado? - perguntarão vocês.

Agora assim de repente o meu machismo não me deixa lembrar de nenhum, até porque nem temos uma companhia de aviação e vários bancos falidos, geridos por homens. Mesmo o nosso Primeiro-Ministro é de uma eficiência impressionante.

Quer dizer, ser até é, que ele tem sido eficiente a manter-se no seu lugar. Lembrei-me até de uma analogia nada machista:

"O homem está agarrado ao poder de tal forma que até parece um grupo de mulheres, a segurar a última peça de roupa, em dia de saldos."

15
Set21

Livre de dar opinião, se for permitido


Pacotinhos de Noção

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Não gosto de nêsperas nem de nespereiras.

A nêspera é demasiado doce, mas ao mesmo tempo meio borrachona. Já a nespereira teima em dar abundantemente um fruto do qual não gosto, e só para me afrontar ainda os deixa cair quando estão maduros.O que acontece depois é ver as formigas todas atarefadas, atropelando-se umas às outras, famintas pelo pedaço e pelo açúcar, da nêspera de que não gosto, mas que lhes proverá o alimento do Inverno rigoroso.

Está corrida desenfreada das formigas, ilustra perfeitamente aquilo que hoje aconteceu na internet. Por muita volta que se dê, acaba sempre por aparecer a notícia de que o Quintino Aires foi dispensado, de que fez comentários homofóbicos e que devia ser queimado na fogueira.

Tudo bem, esta parte da fogueira inventei, mas pouco falta.

Vou já sublinhar que não suporto o Quintino. Não o conheço pessoalmente, nunca me fez mal algum, mas de todas as vezes que lhe ouvi a voz senti que a minha fraca opinião acerca da psicologia tem um fundamento bastante válido. Bem sei que não é uma ciência exacta mas é um facto que tem bases. Essas bases perdem alguma sustentabilidade porque existem diferentes pontos de vista e várias vertentes, o que a mim me dá a percepção (pode até ser errada) de que ser psicologo mais não é do que debitar as suas opiniões, por mais ridículas que possam ser. O Quintino Aires, para mim, é a prova viva do que acabo de dizer. Ele é pago para dar a sua opinião, e podendo ser ridículo ele aproveita e é.

Podemos ou não concordar com aquilo que disse. Eu, por exemplo, também não acho piada às marchas de orgulho LGBT. Acho que com estas marchas folclóricas, ao invés de estarem a agir com a normalidade que se ser homossexual ou heterossexual deverá ter, estão apenas a querer criar um nicho, mostrando que só eles percebem o que é ser-se ou não LGBT. E estão certos, só eles é que deverão perceber. Eu, que não sou, não tenho interesse nenhum em saber. A minha mentalidade não foi mudada por qualquer marcha que tenha visto ou em que tenha participado, até porque a minha mentalidade não mudou.

Para mim, que sou heterossexual, faz todo o sentido que o homem se junte com uma mulher, mas para mim, que sou heterossexual, também faz todo o sentido que o Joaquim se junte com o Manuel, porque se amam. São dois homens!? Tudo bem, não me faz qualquer espécie, mas isto foi acontecendo no meu âmago, porque sim. Não foi nenhum panfleto, não foi nenhuma marcha, não foi o Brokeback Mountain. Foi o não querer saber, porque realmente não quero. Cada um ama quem quiser, e respeito isso.

No meio disto tudo o que me causa algum repúdio é, mais uma fez, esta política de cancelamento, de amordaçar e quase esventrar publicamente quem tem uma opinião que, ou não é politicamente correcta, ou não respeita a normalidade que as redes sociais instituíram.

Os movimentos LGBT lutam pela sua liberdade, pelos seus direitos mas são os primeiros a tentar acorrentar e a desprezar alguém que pensa e sente diferente.

O Quintino Aires não incitou ao ódio, expressou uma opinião macaca e descabida na óptica da maioria, mas é apenas a sua opinião. Foi pago para isso, sabe que ser polémico gera audiência, barulho e potenciais clientes, mas esqueceu-se que estamos a viver numa época de virgens ofendidas, que querendo usufruir das suas liberdades não querem permitir que os outros também as tenham, porque lhes podem beliscar o orgulho.

Falando em liberdade alguém argumentará que a liberdade de alguém termina quando começa a do outro. Mas e se a liberdade do outro for mais invasiva do que a minha? Quem define o tamanho da liberdade de quem?

Comecei com uma analogia, meio que inserida a martelo, e vou acabar com outra.

Sinto que actualmente voltámos à época das arenas romanas, em que a populaça, para se sentir um bocadinho menos excrementosa daquilo que era, fazia questão de querer que alguém sofresse, quase sempre até à morte. Dava-lhes gozo imaginar que o desfecho se devia àquilo que decidiam, quando de facto esse poder não lhes cabia. Apenas se regozijavam porque existia alguém, naquele momento, para quem conseguiam canalizar as suas frustrações.

Não sou psicólogo, mas também sei inventar.

 

05
Ago21

Eu pinto, se for só o dedo do meio


Pacotinhos de Noção

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Vi destacado no Sapo Blogs um post do blog Dezanove.pt, em que se questionavam o porquê de incomodar tanto ver um homem com as unhas pintadas.

Para mim este é um assunto que não é assunto. É por este tipo de lutas ridículas que depois lutas mais valorosas não têm o destaque merecido, porque são colocadas todas no mesmo saco.

Um homem que pinta as unhas não é menos homem por fazê-lo. É apenas um homem que quer fazer de tudo para chamar a atenção para si. Não quer saber aquilo que representa, quer apenas mostrar que é diferente, sendo igual a tantos outros que utilizam a mesma fantochada por acharem que estão a ser diferentes.

Colar isto ao movimento LGBT é até uma falta de respeito. É estar a apalhaçar algo que se quer normal e corriqueiro e que é cada um poder amar quem quiser e como quiser. Pintar as unhas ajuda a mudar isso em quê?

Quem quiser pintar as unhas que o faça, mas se faz questão de chamar a atenção para esse facto parecerá apenas aqueles miúdos chatos que estão sempre a dizer "olha, olha o que eu sei fazer".

Todos os homens que tenho conhecimento de que pintam as unhas têm em comum serem personagens manientas que invariavelmente têm sempre muitas lutas para defender mas nunca nenhuma é verdadeiramente dele, ou dá verdadeiramente o corpo ao manifesto.

Homens a pintar as unhas não demonstra que são homossexuais e também não demonstra que são iluminados. É apenas uma mariquice que a moda quer transformar em tendência. Em relação a mariquice... Procurem o conceito.

 

 

 

28
Jul21

Imbecilidade olímpica


Pacotinhos de Noção

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Uma das notícias que durante o dia de hoje teve maior divulgação, foi o facto de nestes jogos olímpicos se ter batido um recorde. Não é na natação, não é no atletismo e não é no halterofilismo.

Estes jogos olímpicos têm mais de 160 atletas que são LGBT.

Fico um bocado confuso porque sabendo que os jogos olímpicos são pura competição, não sabia que a competição tinha mais valor tendo em consideração se gostamos de pessoas do mesmo sexo ou não! Nem sequer sabia que havia uma competição a esse nível.

O atleta britânico de saltos para a água sincronizados Tom Daley, depois de se sagrar campeão olímpico, aproveitou a conferência de imprensa para afirmar que "neste momento se sente muito poderoso por ser um homem homossexual e ainda assim ter conseguido ser campeão olímpico". A confusão instala-se de novo. Não sabia que o ser-se homossexual faz com que fisicamente não se seja tão apto como um heterossexual! Vamos supor então que se o Rocky Balboa fosse homossexual, provavelmente não teria conseguido ganhar ao Apollo Creed? E a Rosa Mota e o Carlos Lopes, teriam menos capacidade de maratonistas? Ficariam a meio da prova?

Reparem que todo e qualquer membro LGBT que afirme que se sente orgulhoso por "mesmo sendo gay conseguir chegar a campeão olímpico", está a ser o mais preconceituoso possível para com toda uma comunidade. É um preconceito com o intuito de ser positivo, mas não deixa de ser preconceito. Na minha opinião é até mais grave porque tem uma carga pesadíssima de condescendência...

-"Ai tão gira, gosta de mulheres mas é muito feminina na dança sincronizada"

-"É homossexual mas segura nos alteres como se fosse hetero"

Esta condescendência aplica-se a tudo e é sempre igualmente feia:

-"Vocês, de leste, são mesmo inteligentes. Vem para um país diferente e aprendem a língua tão bem"

-"Os africanos têm a música e a dança entranhada... Não sei, parece que vem da pele ou está-vos no sangue"

Conheço pessoas de leste que estão cá há 20 anos e não percebem puto de português e conheço pretos que a cantar são uma desgraça e até têm dois pés esquerdos.

Mas voltando ao recorde batido nestes jogos olímpicos.

Competências não se podem confundir com tendências e ao falar de tendências não estou a falar do ser-se ou não homossexual. Estou a falar na tendência crescente de se meter os pés pelas mãos, de se pensar que tudo tem que ver com tudo, e não é verdade. Tom Daley diz que sempre pensou que não conseguiria ser ninguém por ser homossexual. Isto prova que ser imbecil não é exclusivo de heterossexuais. Existem, e existiram, pessoas importantes e vencedoras que sendo homossexuais nunca o viram como entrave. Dou como exemplos Tim Cook, que é presidente da Apple, e Harvey Milk, que sendo gay em 1970, nuns E.U.A. conservadores e extremamente preconceituosos, conseguiu ainda assim vencer em eleições, um cargo de elevada importância em S.Francisco. Defendeu os direitos dos gays e acabou por ser assassinado por isso, mas ele não chegou onde chegou por ser gay, assim como Tom Cook. Chegaram por serem competentes.

Incomoda-me ter conhecimento de heterossexuais que discriminam a comunidade LGBT, mas incomoda-me ainda mais os membros da comunidade que não a respeita, e não se respeitam, utilizando a sua sexualidade como estandarte e como forma de extra validação.

 

 

29
Jun21

Falemos do assunto sem mariquices


Pacotinhos de Noção

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Tenho aqui um grande problema e não sei bem como o resolver. Vou contar-vos e depois dirão de vossa justiça, ou poderão até ofender-me caso existam extremistas a ler o que escrevo.

Pelo menos que saiba, não tenho nenhum amigo ou familiar gay, homem ou mulher (é importante referir por causa da igualdade de géneros) e de vez em quando utilizo termos como "maricas", "apaneleirado" ou "paneleiragem".

Não utilizo estes termos referindo-me a dois homens que se beijam ou andam de mãos dadas na rua, por exemplo. Utilizo no contexto de algum homem que está a fazer um escândalo por um motivo que se possa considerar fútil, como por exemplo o de ter engordado 500 gramas. Ou quando se enfiam nas calças da mulher por serem mais apertadinhas e dizem ser suas só porque está na moda, ou até quando pintam as unhas porque querem ser "trendy" e chocar, ou quando se valem de um qualquer estatuto, que possam considerar superior, para destratar alguém que lhes possa estar a prestar um serviço.

O meu problema agrava-se ainda mais quando admito que não tenho qualquer tipo de simpatia para com movimentos gay ou  LGBT, numa altura em que até nas floristas vendem flores com uma pétala de cada cor, para apoiar o movimento.

Então e qual é o real problema?

Não sou homofóbico mas afirmando o que afirmei acima colocar-me-ão esse epíteto, quer eu queira ou não. Dirão que se não defendo o movimento então é porque o sou.

Tento explicar que não defendo porque para mim, que não tenho nada que ver com o assunto, a maneira ideal de travar esta luta não é fazendo paradas e festivais, onde invariavelmente há sempre alguém que comete excessos e extremismos, isto porque - e quem quiser que se espante - há pessoas nestes movimentos que só ali estão para o circo e em nada dignificam o que se defende.

E como é que eu sei que não sou homofóbico? Será porque sinto que seria capaz de namorar com um homem?

Nada disso. Até porque não seria. Não me deixo ir na moda de que "o que gosto são de pessoas", até porque na verdade gosto cada vez menos de pessoas... Mais um pouco e torno-me eremita.

Mas não, não seria capaz de me apaixonar por um homem porque nunca tive qualquer tipo de impulso ou curiosidade e até porque o ser-se homossexual não é seguir impulsos ou curiosidades. É-se e pronto.

Sei que não sou homofóbico por causa dos comentários que leio ou ouço, de quem é realmente homofóbico/ignorante e sinto que devia lavar os olhos e os ouvidos com WC Pato, tal a forma como estes me incomodam.

Sei que não sou homofóbico porque já várias vezes comecei a imaginar como me sentiria se um dos meus filhos me viesse dizer que gosta de alguém do mesmo sexo, e aquilo que sinto é que iria dizer: " Filho... Se é o que sentes, se amas essa pessoa e se essa pessoa te ama, então vai em frente e tens o meu apoio. Vais encontrar no caminho ignorantes que te vão criticar e incomodar, mas iriam sempre fazê-lo, fosse porque motivo fosse. Dito isto só te peço o seguinte... Que não uses calças apertadas, parecidas com as da tua irmã, porque isso para mim, é de uma paneleiragem sem precedentes".

 

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