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Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

02
Fev23

Pó de palco


Pacotinhos de Noção

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O pó de talco, tão comummente usado, há uns anos, por velhotas menos asseadas, que na sua fuga ao banho, enchiam a sua roupa interior desta neve branca, e também nos rabinhos dos bebés, para evitar assaduras, tem um cheiro bastante agradável, que todos reconhecem. Já o pó de palco, que é o pó que já ganhei a esta história do palco do Papa, pelo contrário, tem um cheiro pestilento, que se nos entranha no nariz, e que dificilmente sairá.

Mais de 5 milhões de euros, para construir uma "mezzanine" celestial, seria valor que pouco me importaria, caso parte desse valor não fosse pago por todos nós, os contribuintes, e sendo eu um triste agnóstico, fico ainda mais aborrecido porque é dinheiro que vai ser gasto em algo que nem sequer me convém. É o mesmo que ir à Women Secret e comprar uma combinação feminina para mim. Se calhar até me ficava bem, mas é coisa que não vou usar, o que significa que, à pergunta de Carlos Moedas, "se querem ou não um evento como as Jornadas Mundiais da Juventude, em Portugal", a minha resposta é que não senhor, não quero, mas essa pergunta devia nos ter sido feita antes, não agora, já próximo do facto consumado. Devia ter sido até um pouco antes daquela figura ridícula que o Palhaço da República... Perdão, Presidente (os correctores ortográficos estão cada vez piores) do "Conseguimos, esperávamos, desejávamos, vitória, conseguimos"... E de facto conseguimos. Conseguimos fazer figura de parvos mais uma vez. Conseguimos arranjar mais um evento de grandes dimensões, com ajustes directos, orçamentos de milhões e compadrios sem fim, para ver onde a derrapagem escorrega melhor. Conseguimos que mais uns quantos políticos se embrenhem ainda mais nas teias da igreja portuguesa, para que aquele, que se deseja um Estado laico, de laico tenha cada vez menos, até porque se laico fosse, os padres pagariam impostos como todas as pessoas normais, que trabalham e também o fazem. Com esta mistura de Estado e Igreja, não é então de admirar que projectos de lei, como o da eutanásia, aborto, casamentos entre pessoas do mesmo sexo, adopção de crianças por essas mesmas pessoas, sejam sempre projectos de difícil resolução, e que demoram muito mais tempo a ser aprovados do que é, por exemplo, a ser construído um palco de dimensões correspondentes ao valor de 5 milhões de euros. Uma obra desta envergadura, feita assim às pressas, é mesmo um acto de fé, porque com mais de 2000 mil pessoas lá em cima, só com muita fé e reza à mistura, é que aquilo não vai tudo abaixo.

5 milhões de euros nem é um valor assim tão elevado, quando temos em consideração que é apenas uma pequena parte de todo um bolo bem mais guloso. Ao que parece a Câmara Municipal de Lisboa vai entrar com 35 milhões, a Igreja com 80 milhões, e há-de haver mais dinheiro de patrocinadores, mais propriamente daquela empresa chamada Estado, e depois todos os voluntários a trabalhar nas jornadas ainda pagam uma inscrição de 140€. É verdade, leram bem, quem quiser ir trabalhar para as Jornadas Mundiais da Juventude, PAGA para lá poder ir trabalhar.

Isto é a Igreja a mostrar como continua a ser Igreja, mas agora em vez de ir ao r@binh0  de criancinhas, fá-lo de uma forma mais generalizada. Exactamente, abordo este tema da pedofilia no seio da Igreja, não de forma displicente. Faço-o para relembrar que a descoberta do encobrimento destes casos não foi assim há tanto tempo como isso. Foi ainda durante o ano passado, mas ao que nos é dado a entender nada disso é importante. Aquilo que realmente importa agora é dar festa, e milhões, a essa classe que marcas tão boas foi deixando no decorrer da história, e que como tal merece todo o nosso amor e carinho. Só gostava de saber como a época dos descobrimentos é motivo para cancelamentos e exaltações à vergonha nacional, e anos de Inquisição, caça às bruxas, pedofilia, jogos de poder nos bastidores, são branqueados e ficam mais castos do que um grupo de cardeais do Vaticano.

Mas chega de tanta conversa e tanto assunto. Comecei por falar no palco e a dizer que o cheiro deste pó de palco é pestilento... Relendo o que escrevi dá para perceber bem por quê. O clero não está podre, sempre foi, e vamos poder aplaudir essa podridão, num palco grandioso, que custa mais de 5 milhões de euros. Obrigado Meu Deus.

 

 

16
Nov22

Man"infestações"


Pacotinhos de Noção

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Estou farto de tanta pinça para mexer no assunto, tantos "rodriguinhos", tantos não me toques para com estes "janados", filhos de papá, que se deixaram manipular por partidos de extrema-esquerda, para fazerem o trabalho sujo por eles.

Não se iludam, a essência destas manifestações, feitas por esta praga de idiotas (dai a man"infestação ") não é a descarbonização do ambiente, não é a tentativa de acabar com os combustíveis fósseis. Estes movimentos são apenas políticos, e prova disso é a falta de preparação dos manifestantes.

Estes palhaços têm consciência do que aconteceria se realmente parássemos de imediato com o uso dos combustíveis fósseis? Pois eu digo...

Desemprego, Miséria, Fome, Implosão da Economia, Mortes.

Isto não é ser fatalista, é a realidade pura e dura.

E já agora deixo a pergunta. Qual seria a alternativa imediata aos combustíveis fósseis? A electricidade?

Além de idiotas, são burros e estúpidos.

Em Portugal a produção de electricidade não é maioritária nas barragens portuguesas, ao contrário daquilo que possam pensar. Os caudais dos nossos rios são fracos, pelo que as barragens pouco fabricam. Grande parte da nossa electricidade tem origem na queima de carvão, o que é extremamente poluente, e sim, eu sei que Portugal acabou com o fabrico de electricidade recorrendo a carvão, mas isso não significa que o tenha deixado de utilizar, a única diferença é que agora compra esse tipo de electricidade a Espanha. Significa assim que contribui menos para a poluição? Mais uma hipocrisia.

Mas, tal como estes manifestantes, eu não quero fazer parte do problema, quero fazer parte da solução, e julgo que todos temos que dar um passo inicial. Sugiro então que todos os que boicotam as aulas, tanto no Liceu Camões, na Escola António Arroio e na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, juntem todos os seus telemóveis, tablets, Ipad's, computadores e os entreguem para posterior destruição, e respectiva reciclagem, pois estes são objectos que quer no seu fabrico, quer no seu uso, são altamente poluentes. Fica a sugestão. Já vi comentários a defender que os passos a dar não podem ser individuais, que tem que ser apenas as grandes empresas a arcar com as responsabilidades, contudo no meu entender isto é apenas uma forma fácil de sacudir a água do capote e imputar a culpa aos outros. Assim é muito simples, mas se eu não limpo o meu quintal porque e que deverão vir outros e limpar por mim?

Não sou negacionista de que o ambiente está diferente, mas também não sou alarmista. Sou mais aquilo a que podemos chamar de conformado. 

O ser humano tem uma forte característica, que é a de conseguir destruir tudo à sua volta, e o planeta também tem uma característica ainda mais poderosa, e que  a de, mais cedo ou mais tarde, restabelecer o equilíbrio natural das coisas. Aconteceu com os dinossauros e acontecerá também com os humanos. Numa altura em que o planeta decida fazer uma reinicialização, pois com certeza que o fará, e nós somos o vírus maléfico que desaparecerá com a formatação. Se até esta altura pudermos melhorar a nossa estadia, então concordo que se o faça, mas melhorar não é ter um grupo de piolhosos malcheirosos, cujo pequeno-almoço é à base de ganzas, a impedir que todos os outros colegas de determinada escola, vão assistir convenientemente às suas aulas. Para mim esta gentalha era toda corrida a faltas injustificadas, e não passaria de ano.

Querem manifestar-se por algo realmente exequível? Manifestem-se pela construção de centros de dessalinização em toda a orla costeira. Querem maior fonte de água inesgotável do que a água do mar?

Querem construir "pipelines" para transporte de gás? Construam-nos para o transporte da água dessalinizada até aos leitos dos rios secos. A água não se desperdiçará, porque se bem me lembro do que aprendi na escola, os rios desaguam no mar, e teríamos vários problemas resolvidos. A falta de água, as irrigações agrícolas, a fauna e a flora nos, e junto aos rios, as barragens a funcionar a 100% para a produção de energia limpa... Fica caro? Será que fica tão caro assim? Ficará mais caro que uma TAP, um BES, uma EFACEC e um novo aeroporto que, aliás, nem é necessário. Somos um país pequeno. Temos aeroporto no Porto, em Lisboa, em Faro e um em Beja que está LITERALMENTE, e aqui é mesmo literalmente, às moscas. É descentralizar a chegada e partida de aviões. Poupa-se em construção, poupa-se num aeroporto construído, que não é utilizado, valorizam-se outras regiões do país e é um passo para a descentralização. Querem apostar em energias limpas, apostem na energia nuclear. Atualmente é segura e é das energias mais limpas que se pode usar.

O problema é que depois há todo um conjunto de instituições e associações, cuja fonte de rendimento é o Estado, e as lutas de epopeia que travam, cuja existência deixará logo de fazer sentido.

O texto vai extenso e recordo que o início do mesmo se deveu à tentativa de análise das manifestações contra os combustíveis fósseis, e a exigência de demissão do Ministro da Economia, portanto se estiverem chateados com esta porcaria que leem, levantem o rabo do sítio onde estão sentados, montem-se numa trotineta eléctrica, vão até a uma das escolas acima mencionadas, e espetem um par de estalos bem-dado a um destes manifestantes de rede social. Sim, porque estas manifestações, na realidade, não servem para mudar e melhorar o Mundo. Servem apenas para fazer "lives", e conseguir mais e mais seguidores.

09
Jun21

Até se me arrepia o manjerico


Pacotinhos de Noção

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Nunca fui grande adepto dos Santos Populares e das suas marchas. Houve uma altura em que até ponderei ir às festas mas tendo conhecimento de tamanhos ajuntamentos decidi que não o iria fazer, e atenção que na altura nem sequer se imaginava o que era o COVID.

Acontece que o facto de eu não gostar não significa que mais ninguém possa gostar e esse mesmo facto também não invalida sentir uma enorme injustiça no que diz respeito às restrições que vão ser impostas em Lisboa.

Para que se saiba:

- Caso queiram dar um salto ao Bairro Alto, Madragoa ou Alfama, a PSP não o permitirá e poderá até isolar estas áreas recorrendo a fitas e grades.

- Em toda a Lisboa (concelho) não serão permitidos ajuntamentos e consumo de álcool

- A partir das 19:00 de Sábado, até às 03:00 da madrugada de Domingo, existirão fortes restrições em Lisboa.

Existe forma de contornar esta situação?

Existe sim senhor.

Se se fizer acompanhar de uma carta do Monopoly - Champions League Version que diz "- RECEBEU A CARTA, ESTÁ LIVRE DA RESTRIÇÃO - Caso saiba falar inglês e tenha tracinhos genéticos de hooligan pode fazer o que lhe der na real gana".

Se por acaso não gostar de jogos de tabuleiro também tem a opção de ir vestido com a camisola de um qualquer clube que tenha ganho algo, uma cerveja na mão, e entoar o "We are the Champions", dos Queen e verá que todas as fitas e grades se abrirão, como de magia se tratasse.

Se fosse há uns meses concordaria em absoluto que teria que haver parcimónia, que não se deveriam tolerar ajuntamentos e nem sequer pensar em festas e festinhas, mas depois de todas as excepções dadas, em particular a tudo que diga respeito ao futebol, sinto que agora estão só a ser hipócritas e a tentar tapar o sol com a peneira.

Tudo bem, não vão existir as festas Lisboetas, mas vão existir as portuenses, e se calhar até vai estar calor neste fim-de-semana e provavelmente as praias vão encher e não sei se existirão fitinhas e grades que cheguem.

A vontade que dá acaba por ser anárquica, mas quase que desejaria que as pessoas fizessem pouco caso destas restrições e fossem festejar o S.António, o S.João, o S.Valentim e até a São José Lapa, mas que fossem, e sempre gostaria de ver se os autos aplicados se equiparavam aos dos ingleses e à festa do clube campeão, e que deverão ter andado em torno do zero.

Não tenho nada contra o campeão nem contra os ingleses, tenho contra a falta de organização, a falta de coragem política frente a algumas entidades futebolísticas, e aqui nem equiparo o Sporting à Liga dos Campeões porque no caso do SCP foi só mesmo inoperância das forças de segurança e no caso da Liga dos Campeões foi subserviência dos nossos governantes.

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