Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

27
Jul22

Dr. Venturanstein


Pacotinhos de Noção

png_20220726_233417_0000.png

Este post é particularmente dedicado à Irma Ribeiro, ao AGIR, à Carolina Deslandes e a toda uma geração "woke" que tem a sua motivação nas lutas bacocas que só servem para sentirem que o sangue corre-lhes nas veias. Afinal de contas são a geração que tem já a papinha toda feita e que, acabando o último nível do GTA, fica sem grande coisa para fazer. Quando se tem 13 ou 14 anos, ainda se pode dar o benefício da dúvida, e tapar o sol com a peneira dizendo que "quando crescerem entram nos eixos", mas temos aqui já pessoas adultas e com filhos, que servem até de influenciadores de malta mais nova.

O que me leva a escrever isto é a mais recente polémica acerca da música interpretada pela Irma, escrita pelo AGIR, cuja ideia surgiu numa conversa da intérprete com a Carolina Deslandes, e que no final foi dançada pela Rita Pereira, acusada de apropriação cultural, porque o fez usando umas tranças africanas... 

Só abordo este assunto dada a importância que tem e o contributo que pode dar para a nossa sociedade actual - NENHUM.

Deixem de ser idiotas.

Percebo que, por exemplo, o AGIR tenha uma herança pesada, ou não tenha sido o "Depois do Adeus", do seu pai, que serviu de senha para despoletar o 25 de Abril, mas isso não significa que a vida de todos tenha que ser uma luta, ou pelo menos uma luta a cada instante.

Enquanto perdem tempo com parvoíces como a apropriação cultural, a identidade de géneros ou uma emancipação feminina levada a níveis de ridículo, o verdadeiro perigo vai crescendo a olhos vistos, como se de um cancro se tratasse, e um daqueles malignos que espalha metástases para tudo o que é sítio.

Os assuntos que falei atrás  são - não assuntos-. A apropriação cultural é das coisas mais estúpidas de sempre. Se eu gostar de tranças não posso usar porque são africanas, se gostar de kizomba também não posso dançar porque não sou preto? Isso é estar a colocar a cultura africana num nicho que não se quer. Então se durante anos se lutou, a sério, para que deixasse de ser um nicho, agora quer-se voltar atrás? A cultura não tem donos, a cultura pertence a todos, e quem a usa homenageia, não se apropria. Por essa ordem de ideia só os ingleses poderiam jogar futebol, críquete e basquete, porque foram eles que inventaram. Se outros o fizerem, então é apropriação cultural. E já agora o Chuck Norris tem que ser cancelado, porque em todos os filmes, e séries, que fez utilizava artes marciais que, como sabemos, são orientais... Apropriação cultural, claro está.

Enquanto perdemos tempo à procura de cabelos em ovos temos no parlamento um partido que já foi de um só homem, que é agora de 12, e segundo as últimas sondagens poderá aumentar, e muito.

André Ventura e o seu CHEGA, já deixaram de ser o bobo da corte para serem aquele oficial da Casa Real que está bem perto do Rei, na esperança de mais cedo ou mais tarde conseguir espetar a sua faca, e tomar o poder.

Não se iludam, que André Ventura não é o monstro inútil que muitos idealizam, e sim o Dr.Frankenstein que cria o monstro, e lhe dá vida. O monstro, esse, está entre nós. Andava envergonhado e adormecido, à espera da descarga eléctrica que necessitava para se erguer e balbuciar os seus grunhidos, e é isso que acontece. Basta ver nas redes sociais, e até no dia-a-dia, em que encontramos cada vez mais acéfalos racistas, xenófobos, machistas, preconceituosos e homofóbicos, e que se assumem sem vergonhas. Alguns até são juízes e professores universitários…

Eu tenho que admitir que em tempos até já admiti que Portugal não era um país racista, mas hoje não consigo fazer a mesma afirmação com tanta certeza como outrora. Assim como não me arrisco a dizer não haver homofobia.

Alguns dirão que estes sentimentos retrógrados surgem precisamente porque existe uma geração "woke", que quer à viva força fazer com que aceitemos tudo obrigatoriamente.

Não sei se será isso. Acho, isso sim, que este tipo de animal sempre existiu, mas tinham vergonha de abrir o bico porque julgavam ser uma minoria, mas com o surgimento de um CHEGA, e de coisas como a pandemia, que fez com que grande parte das pessoas não queira deixar para amanhã o que pode ofender hoje, meteram as manguinhas de fora. A Maria Vieira é uma prova disso mesmo. Uma pessoa que tantos tão bem-queriam, que se embeveciam pelo facto da senhora tratar dos seus cães como elementos da família, e agora ela mostra que é alguém com uma mente completamente desequilibrada, e que de simpática tem muito pouco.

Voltando ao assunto do "woke" devo dizer que sim, são uns chatos do caraças, é um facto. Parecem aquela velha que quer sempre levar a dela avante, e está sempre a falar das maleitas que tem, mesmo quando o assunto é outro, e até mais importante, e tal como a essas velhas, também não os suporto, mas há-de passar, espero.

Acabo agora como comecei, dirigindo-me às mesmas pessoas do princípio, que sendo elas figuras públicas, conseguem ter um alcance que um simples anónimo não terá. Coloquem a mão na consciência e vejam o perigo que têm pela frente e com o qual, mais tarde ou mais cedo terão que lidar, e julgo que o ideal é que lidem o mais cedo possível. Não sou alarmista, é um perigo real e o caso do Putin e da Ucrânia é o exemplo perfeito de como ignorar o óbvio nunca dá bom resultado. Ventura com o poder nas mãos será a ruína deste país, conforme agora o conhecemos. O retrocesso será catastrófico, e o racismo, a homofobia, o machismo e o nacionalismo tóxico vão atingir níveis incomportáveis. Deixem-se de lutas menores, de tentativas de afirmação que, perante aquilo que nos ameaça, serão apenas migalhas. Temos que garantir o básico e o essencial da convivência humana. Que cada um ame quem quiser, que o Governo do país trate todos os que cá estão de igual forma, e que ter quem nos governe não seja sinónimo de ter quem nos agrilhoe. Acreditem que já estivemos bem mais longe disso, e parte dos portugueses são culpados, sem sequer imaginarem que também poderão sofrer às mãos, daqueles que hoje defendem, e julgam ser um salvador da nação e dos bons costumes.

18
Out21

Isto chega para ser machista?


Pacotinhos de Noção

Feminismo-x-Igualdade.jpg

Para mim não há cá essa mariquice de igualdade de géneros, e a justificação é muito simples.

Não pode haver igualdade de géneros porque os géneros não são iguais. E se isto fosse um meme agora aparecia o senegalês Khaby Lame a abrir os braços, porque isto é lógico.

Se houver feministas a ler neste momento já estarão cheias de urticária. Das duas uma, ou é alergia ao que escrevi ou aos 50 gatos com que vivem, mas antes que me destinem a forca devo desenvolver o assunto, para tentar fazer com que não me definam como um porco machista. Ou então definam porque se o fizerem é por pura e simples ignorância, ou porque apenas têm que ter um alvo para que possam assim dar algum tipo de valor às vossas lutas sem sentido.

Não se confundam. Quando digo que não acredito na igualdade de género não quero com isto defender que o homem é superior, ou que a mulher não deve ter as mesmas oportunidades. Aquilo que defendo ao não acreditar na igualdade de géneros é que deve, isso sim, haver uma igualdade de géneros... Não é gralha. Escrevi exactamente aquilo que queria, e passo a explicar.

Aquilo que se está a generalizar não é igualdade em parte nenhuma do mundo.

O que se está a fazer é a tentar menorizar deliberadamente, e até a ostracizar, toda e qualquer acção que o homem possa desempenhar, afirmando que não a faz por mérito próprio mas apenas porque tem mais testosterona.

Igualdade não é definir quotas mínimas de mulheres no parlamento, numa empresa, no cinema (a desempenhar protagonistas farsolas) ou em qualquer outra situação.

Igualdade não é abolir a definição de "Homem" quando nos referimos à humanidade, ou inventar palavras que não

possam ser definidas como masculinas. Se assim for então também terá que se rever "A" sociedade, que é composta por mulheres mas também por homens, "A" maternidade, que apenas acontece quando um espermatozóide produzido num corpo masculino fecunda um óvulo dum corpo feminino, ou "A" religião, que é para todos os crentes, independentemente do sexo.

Estes exemplos são estúpidos porque o conceito, todo ele, é estúpido.

Esta luta define-se como "Alcançar a igualdade de género e empoderar TODAS as mulheres e raparigas". Logo na definição isto está mal.

Empoderar todas as mulheres parte do princípio que todas têm esse direito, tenham capacidade para ser empoderadas ou não, então qual seria o mérito do empoderamento? Ser mulher? Nesse caso estão apenas a fazer o mesmo que criticam no homem, que é o de ser empoderado apenas por ser do sexo masculino.

Perdoem-me as puristas do feminismo, mas por muitos anos que viva serei, e quero continuar a ser, machista se a definição de ser machista tiver incluído (e actualmente tem) o tratar de forma mais branda uma pessoa por ser mulher, o abrir uma porta, ou deixar que passe primeiro que eu numa qualquer entrada. Isto não é condescendência, é uma questão de educação e é algo contra o qual não quero lutar. Para mim é uma questão de bom gosto, assim como é de bom gosto senhoras que usam desodorizante e que não gostam de andar com os sovacos cabeludos.

Sim senhora, é uma opção de cada uma e o "vosso corpo, as vossas regras" mas o meu nariz faz parte do meu corpo e também existem algumas regras que ele gosta que se respeitem, como as regras da higiene e do civismo, por exemplo.

É um facto que há homens que cheiram a cavalo, mas não me parece que esse seja o método a copiar, para se conseguirem empoderar. Homens porcos sempre houve e sempre houve porque, e mais uma vez chegámos à mesma conclusão, não têm educação e não sabem viver em sociedade.

A sociedade beneficiaria em ter mulheres em cargos políticos não apenas por serem mulheres, ou pretas, ou LGBT, ou com uma qualquer debilidade física ou mental. Estas características não têm qualquer tipo de interesse face àquelas que realmente importam, e que infelizmente são colocadas para segundo plano. São características como a integridade, a inteligência, a educação, o profissionalismo e a competência. Quem reúna estes requisitos pode até vir mascarado de Panda ou palhaço Batatinha, que para mim teria um lugar de destaque onde quer que fosse.

Tivemos casos de mulheres que deram muito certo, é verdade, mas também tivemos outros que eram um desastre anunciado e nem sendo mulheres conseguiram contrariar o que se temia. Podemos lembrar-nos de Dilma Rousseff, por exemplo, ou de Joacine Katar Moreira, que é uma deputada não inscrita e que é também uma deputada a não ser levada em conta, pelas enormidades que gosta de vomitar.

- Temos homens incompetentes a desempenhar altos cargos em empresas e até no Estado? - perguntarão vocês.

Agora assim de repente o meu machismo não me deixa lembrar de nenhum, até porque nem temos uma companhia de aviação e vários bancos falidos, geridos por homens. Mesmo o nosso Primeiro-Ministro é de uma eficiência impressionante.

Quer dizer, ser até é, que ele tem sido eficiente a manter-se no seu lugar. Lembrei-me até de uma analogia nada machista:

"O homem está agarrado ao poder de tal forma que até parece um grupo de mulheres, a segurar a última peça de roupa, em dia de saldos."

02
Jul21

Tenho testículos. E agora!?


Pacotinhos de Noção

nozes.jpg

Gostaria de deixar aqui o meu testemunho como um ser portador de testículos.

Tenho dois. São ambos meus e o facto de ter dois não significa que tenha para a troca.

Não sei se são grandes ou pequenos mas são fáceis de identificar, pois quando nasci julgo que foi também por ai que puderam afirmar à minha mãe, com convicção, que o estafermo que nasceu era um menino.

Não têm super poderes e não me dão força Hercúlea ou uma coragem acima da média. Posso até referir que tenho algumas cobardias, mas não direi quais por receio que as usem contra mim.

Para mim ter testículos nunca foi motivo de orgulho. Nunca os ostentei nem sequer fiz um retrato para colocar na parede da sala, mas também nunca foram motivo de vergonha... Até hoje. Quer dizer, até hoje não porque na realidade continuo sem ter o mínimo de vergonha de ser um espécime testiculado, mas parece que grande parte da sociedade quer que me envergonhe. É que, segundo me tem sido dado a perceber, todo e qualquer elemento que tenha testículos sofre de um mal a que se chama de masculinidade tóxica. Não percebia bem o que isso queria dizer, afinal sou um neandertal da espécie masculina e fui-me informar no fantástico mundo das internetes.

Descobri que existem mais duas definições e que servem para combater a "masculinidade tóxica". São a "masculinidade histérica" e a "feminilidade tóxica".

Vamos primeiro à masculinidade tóxica que é a mais conhecida.

Todos os dias digo à minha mulher que é uma vaca porque não me engomou bem os colarinhos da camisa. Dou-lhe um estalo porque salgou a sopa e ao fim do dia, depois de ver o Preço Certo e os trajes reduzidos da Lenka, exijo que a minha mulher que faça uma bela massagem nos pés. Não os lavei e cheiram pior que o penico do Satanás, mas ela é a minha mulher por isso ou massageia ou vai haver chatice. Quase TODOS os homens sofrem de masculinidade tóxica. Digo quase todos porque os da próxima categoria não sofrem.

São os que sofrem antes de masculinidade histérica.

Este espécime tem várias características que o definem. Colocam-se vários patamares acima de todos os outros machos porque eles são na verdade os iluminados.

São os primeiros a definir que certo e determinado comportamento são exemplos de masculinidade tóxica, gostam de mostrar que, não tendo um lado feminino, conseguem perceber perfeitamente aquilo que a mulher sente e defendem-na contra tudo e todos, se tudo e todos forem outros homens. São rebarbados mas escondem (mal) porque a "rebarbadisse" é traço de toxicidade masculina. Quando dizem ou fazem algo que pode ser visto como masculinidade tóxica dizem que "era uma piada" ou "estavam a brincar". Acham que a objectificação feminina, se feita por outros é uma vergonha, feita por eles é arte.

Normalmente não têm relacionamentos duradouros porque são uma seca e porque entre quatro paredes exercem masculinidade tóxica.

Última categoria. Feminilidade tóxica.

Todo e qualquer homem que respire, a menos que seja seu amigo, gay ou um masculino histérico, é uma besta.

Numa discussão a mulher terá sempre razão, mesmo que esteja a defender que 2 e 2 são 5. O homem que não concordar é um castrador e merece a prisão.

Os homens não são necessários e só olham para a mulher como um pedaço de carne.

Um homem que queira usar a sua liberdade sexual da maneira que quiser será apelidado de porco tarado, a mulher que faça o mesmo está no seu pleno direito e não é esta sociedade machista e opressora que a deve impedir.

Ouvi já (e isto é mesmo verdade) que se uma mulher quiser andar sem calças e sem roupa interior na rua deveria poder fazê-lo sem ter que lhe ser chamada a atenção, porque o corpo da mulher é da mulher e faz aquilo que com ele quiser. Até aqui estamos de acordo, mas o ar é de todos e há que respeitar o poucochinho que cada um tem.

Já é habitual escrever aqui os meus problemas e mais uma vez o faço.

Não me enquadro em nenhuma destas categorias, mas tem ficado cada vez mais definido que todo o homem que não é histérico é tóxico... Quem o tem definido são as tóxicas e os histéricos e como me ofende que digam isto de mim eu não me sinto com vontade de pertencer ao grupinho deles. Como tenho testículos, e é essa a principal característica do tóxico, já pensei fazer como o Farinelli e castrar-me, mas conforme disse há pouco sou um tanto ou quanto cobarde e não o consigo fazer.

Está visto que solução não arranjo e peço que se alguém souber como descalçar está bota me diga de imediato. Quero começar a ser aceite pela sociedade e não queria mesmo nada ser um masculino histérico, porque teria que pintar as unhas, fazer tatuagens feias, ser hipócrita e deixar de lavar o cabelo.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2023
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2022
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2021
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D