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Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

28
Out21

"Ganda" melão!


Pacotinhos de Noção

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E eis senão quando numa 4ª feira, que é aquele dia da semana chocho, porque está ali mesmo no meio em que ainda falta para o fim-de-semana mas também já não falta tudo, começam a acontecer coisas, e coisas muito engraçadas e os visados não sei se estariam ou não à espera, mas se não estavam "apanharam um ganda melão".

A primeira é uma autêntica salada de frutas.

A Polícia Judiciária fez hoje buscas na Junta de Freguesia de Arroios e na casa da dupla ex-presidente (da Junta e da ABRAÇO).

Ao que parece a PJ, para fazer o caminho da Junta para a casa de Margarida Martins, aproveitou a boleia de um funcionário da Junta que ia levar um quilo de figos à senhora, que são para pagar mas que ficaram assentes no livro dos fiados.

Ao que parece também a senhora é uma pilantra e usou-se do seu lugar de autarca para desviar algum "bago", e não estou a falar de uvas. Estou a falar de pilim, de carcanhol, de cheta.

Para mim não foi novidade que o abraço que esta senhora mais aprecia é o abraço do vil metal. Nos saudosos anos 90 a escola que eu frequentava contactou a então presidente da ABRAÇO para que fosse feita uma visita de estudo com o intuito de dar a conhecer aos jovens os perigos da SIDA, como evitar, a importância de não estigmatizar, e.t.c., ao que a voraz frugívora respondeu que apenas aceita visitas de estudo mediante pagamento. Mandámo-la à fava.

O segundo acontecimento é assim um tanto ou quanto inócuo.

Então não é que o Orçamento de Estado não foi aprovado? Uma oportunidade impressionante de nos podermos afundar a todos um bocadinho mais e o Parlamento não nos permitiu.

O Presidente da República tinha avisado que caso esta situação acontecesse iria convocar eleições, e ao que parece daqui a uns tempinhos lá iremos nós ao sufrágio.

Tenho que admitir que estou em pulgas. Sinto-me como aqueles garotos que têm uns ténis, velhos, sujos, gastos e mal cheirosos mas que sabem que daqui a pouco vão comprar uns novos e estão ansiosos para mandar para o lixo aqueles que já não prestam.

Não sei se a esquerda vai voltar a ganhar. Não tenho confiança no povo votante, que se vende pelas bazucas e promessas que já foram feitas, não foram cumpridas e que serão feitas novamente e o "looping" continuará infinitamente.

Outro "looping" que também acontece quase sempre são os anos de tortura que iremos viver depois de vários anos de desGoverno PS. Foi assim no pós-José Sócrates e vai ser assim no pós-António Costa. A memória do povo é curta e depois dos primeiros anos de um Governo não PS, já se vão começar a inflamar contra quem na altura estiver no poder.

Para finalizar faço apenas uma pergunta.

Hoje, em Outubro de 2021, estamos melhores do que estávamos em 2015, quando Pedro Passos Coelho deixou de ser Primeiro-ministro?

Fica a pergunta.

30
Jun21

Atropelei um passarinho


Pacotinhos de Noção

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Ia na A5, no sentido Lisboa - Cascais, e quase a chegar às portagens de S.Domingos de Rana um pássaro bateu-me no pára-brisas. O vidro não estalou mas sei que o pássaro morreu. Pela força da batida tenho a certeza que o pardal não se safou.

Isto aconteceu-me há 14 anos. Não é um trauma mas de alguma forma há-de me ter marcado, porque recordo o episódio com clareza até hoje.

Não me senti um cabrão, mas também não me senti um Cabrita.

Não sei o grau de sentimento de culpa do senhor Cabrita. Sei que do tipo que estava a trabalhar a culpa é total, ou pelo menos o comunicado que o MAI emitiu assim o dá a entender, pois os trabalhos não estavam sinalizados, o senhor estava a jogar à macaca no meio da auto-estrada e até tinha a alcunha de "Pombinho", por isso era mais que certo que poderia vir a ter o triste fim que teve o pardal a quem ceifei a vida.

A humanidade não é flor que se cheire mas quando ganham lugares de elementos governativos então fedem que se fartam. Séculos de história estão ai para o provar, mas mesmo sabendo isto, parece-me vergonhoso, obsceno e amoral demais que depois de tanta incompetência de um Ministro, cujos pedidos de demissão se vão acumulando de dia para dia, o mesmo continue em funções, tenha o apoio do Primeiro-Ministro e que o Presidente se feche em copas no que a esta personagem diz respeito.

Dir-me-ão que foi uma fatalidade... Estou de acordo, foi uma fatalidade, poderia acontecer a qualquer um, o que não é fatalidade é tudo aquilo que aconteceu depois.

Estes joguinhos de poder e protecção, esta máfia engravatada que corrompe o nosso dia-a-dia afirmando que nos governa, está só a governar-se a si mesmo.

O que aconteceu no SEF, se não tivesse saído cá para fora, tinha ficado por isso mesmo. Mas foi divulgado e a viúva do cidadão ucraniano ficou sem marido, sem sustento mas como a crítica internacional teve conhecimento do caso, teve que se calar a senhora com perto de 850 mil euros.

A mulher deste trabalhador não tem a crítica internacional do seu lado. Tem pouca da nacional, porque na altura em que o marido morreu, a crítica até estava mais preocupada com os jogos da selecção, e tem também um Ministério da Administração Interna cujo "patrão" é o tipo que lhe atropelou o marido, e que no lugar de lhe valer, só vai complicar mais as coisas. Isto parece até daqueles filmes em que por mais que o herói se tente safar, a areia movediça da máfia que o persegue é tal, e tem tantas ramificações no poder, que a única coisa que lhe resta fazer é dar-se à morte.

A BRISA já veio desmentir o MAI. A obra estava sinalizada, como aliás é apanágio da empresa em todos os seus trabalhos. Já o MAI não indica os níveis dos testes de alcoolemia, não dá a conhecer a velocidade a que seguia o carro e tentam apenas proteger um Ministro que de tão incompetente e arrogante, levou à morte de uma pessoa.

Mas isto não é caso único. Se bem se recordam, no Verão de 2017 deu-se o incêndio de Pedrogão e morreram pessoas.

O Primeiro-Ministro e o Presidente afirmaram que tal não podia tornar a acontecer... Em Outubro, e porque a época de incêndios supostamente já havia acabado, houve novos incêndios mas não havia os meios indicados para os combater. Morreram mais pessoas. Quem foi responsabilizado? NINGUÉM. A única medida que se tomou foi a obrigatoriedade da limpeza das matas, sob pena de se passar elevadas multas aos proprietários dos terrenos. Importa referir que os terrenos do Estado não servem de exemplo e poucos são limpos.

A empresa para quem Nuno Santos "Pombinho" trabalhava cobriu as custas do funeral. Não o devia ter feito. O Governo, do qual faz parte o elemento que custou a vida a esta pessoa, deveria ter olhado a esta despesa e a muitas outras que advém desta morte. Se os filhos de Ihor Homeniuk têm direito a uma pensão enquanto estiverem a estudar, e a viúva a uma indemnização, então também as filhas e a mulher de Nuno Santos deveriam ter. Os casos são diferentes apenas porque um está a ser abafado e o outro não foi.

Ainda se vai chegar à conclusão de que a culpa é só do motorista, que apenas teve que cumprir ordens, mas como se sabe a corda parte sempre para o lado mais fraco.

Eu matei um pardal e senti-me mal, o Cabrita foi responsável pela morte de um homem, mas não tirou o rabo do carro.

15
Abr21

Se não nos governam, que nos governemos


Pacotinhos de Noção

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Quem andar distraído, e que não conheça a realidade do país, poderá deixar-se envolver pelo mediatismo destas duas personagens. Ambos são exímios em enfiar a cabeça na areia quando algo dá para o torto e a realidade é que não nos governam, apenas se deixam levar. Não me estou apenas a referir a toda a situação em torno do COVID. Fazendo um muito pequeno esforço de memória relembro os incêndios de 2017, que foram uma clara demonstração de falta de prevenção e organização. O de Pedrógão foi uma tragédia e o 1º Ministro, o Presidente e até o Gato das Botas vieram lamentar o acontecimento, mas a verdade é que acabando no calendário a época de incêndios, achou-se por bem que já não havia grandes perigos, sem levar em consideração que estávamos a viver um dos inícios de Outono mais quente dos últimos anos e eis senão quando em Outubro se registam novos incêndios, e se em Junho já tinham morrido 66 pessoas, em Outubro morreram mais 49. Foram 115 mortes em poucos meses, sem que qualquer tipo de vírus tivesse interferido.

A verdade é que tudo passou, não houve consequências políticas, a não ser uma Ministra da Administração Interna que claramente não servia para o cargo e que demonstrava que os mortos não eram gente, mas apenas números.

Isto para dizer que muito pouca coisa mudou. Continuamos a ser marionetas nas mãos destes dois que nós vão deitando migalhas de pão bolorento mas que o propagandeiam como sendo pão-de-ló.

Aquilo que na altura fizeram foi imputar as culpas em quem tinha terrenos e que não os limpava. Gerou-se aqui uma nova oportunidade de multa fácil, que é o que se pretende.

Agora com o COVID a situação acaba por ser a mesma. Não haver vacinas é culpa de todos menos de quem as compra. Biden afirmou que iria vacinar 100 milhões de americanos, depois aumentou a fasquia para os 200 milhões e a verdade é que lá a vacinação decorre a passos largos. Têm mais poder económico? Pois claro que terão, mas o que ganham em poder económico ganha António Costa em chico-espertice. Posso estar a elaborar uma nova teoria da conspiração, mas a nossa vacinação é tão lenta que a ideia que dá é que Costa e Marcelo pretendem que se chegue a uma imunidade de grupo europeia e nós, sendo pequenos e estando aqui neste cantinho, acabamos por poupar ao não ter que investir nas vacinas... Mas a imunidade não se gera desta forma. E depois tentam fazer-nos viver a medo, ameaçando com novos confinamentos. Não é a confinar que a coisa se resolve, mas ainda assim poderá ser a que lhes sai mais baratos, porque apoios são próximos de zero e quem está em teletrabalho até se tem adaptado.

Vacinar, vacinar, vacinar, deveria ser o mote. Não pretendo respeitar caso haja novo confinamento. Os portugueses têm feito a parte deles respeitando o que tem sido indicado, mas acaba por ser frustrante estar a ser prejudicado para depois ver os números aumentar porque os miúdos tiveram que ir para a escola, porque os pais já não os aguentavam em casa, ou porque há uns tantos parasitas que querem beber imperiais nas esplanadas.

Itália, França, Líbia, Holanda, nestes países houve confrontos por causa da revolta que as pessoas começam a sentir por terem que confinar. Não devemos chegar a tanto, a violência só gera violência, mas se TODOS os negócios abrirem e se TODOS fizerem uma vida normal, ainda assim tendo todos os cuidados necessários para evitar ao máximo a transmissão, julgo que conseguimos demonstrar o nosso desagrado.

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