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Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

17
Jun21

Post de merda


Pacotinhos de Noção

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Quem segue o blog, ou o Instagram do Pacotinhos de Noção, sabe que os assuntos sobre os quais aqui escrevo são dos mais fracturantes e importantes para o país. Já falei da dificuldade de comprar cuecas para o meu filho em pleno confinamento, já falei de peixinhos da horta e até de ainda não haver nenhum tipo de sais de fruta para o enjoo que é a Cristina Ferreira.

Hoje vou falar de algo que nos toca a todos e cuja solução não consigo vislumbrar no longo horizonte que é a vida.

Vou falar de merda de pombos.

Peço desculpa pelo linguajar, que escrito não é meu hábito (falado pareço um estivador) mas é que não posso chamar a isto "cocó de pombo", "fezes de pombo" ou seja aquilo que for. Isto porque a merda que o pombo faz não se resume à merda que o pombo faz.

Todos os dias, atenção repito, todos os dias em que tenho roupa no estendal, grande parte tem que ir para lavar novamente, porque os pombos aqui da zona gostam de a usar como casa de banho. Deve ser por estar lavadinha.

Sim, isto está demasiado escatológico, mas a verdade é esta mesmo.

Logo aqui multiplica-se a merda, e é por isso que só me posso referir a ela dessa maneira. É merda porque é, efectivamente merda de pombo. É merda porque é a exclamação que faço quando vejo a roupa salpicada com a obra pombalina. É merda porque começo a pensar no quão merdosas vão ser as contas da água e da luz, com tantas repetições de máquinas de lavar. É merda porque não vou poder usar determinada peça de roupa que queria, porque foi vítima do tiro da cloaca de determinado pombo e finalmente é merda porque me lembro de ter lido uma vez que o distrito de Lisboa controlava a população de pombos, recorrendo a um medicamento contraceptivo de forma a que os pássaros não conseguissem ter crias.

Pois parece que os pombos tomaram antibiótico, porque pelos vistos o efeito da pílula desapareceu e continuam a ter borrachos uns atrás dos outros. Mais vale dar aos pombos a pílula do dia seguinte.

Como podem ver, no meio disto tudo só me podia referir como merda mesmo.

O que é um facto é que a população dos pombos está descontrolada, e ainda para mais ajudar, os velhos têm como "hobby" dar migalhas, e até arrozinho cozido a estas ratazanas voadoras.

Todos sabemos, principalmente os mais velhos, que NÃO SE PODE dar comida a estes bichos, senão nunca mais nos largam, pelo que não percebo a pancada dos velhos em  teimarem fazê-lo. Será que acham que ao serem bonzinhos para estas aves estão assim a abrir caminho para o céu?

Podem ter sido umas bestas a vida toda, mas se nos últimos anos de vida se esforçarem a alimentar a pombalhada, quando morrerem, S.Pedro até os vem buscar ao portão do paraíso e há-de os levar às costas.

Quando o homem não toma o controlo da situação a natureza, que é infinitamente mais sábia, trata de o fazer. Mas a natureza não está cá com "Rodriguinhos" e quando tem que ser violenta é-o.

Qual foi a solução encontrada por ela?

Arranjar pássaros maiores que fizessem frente aos pombos.

Aves de rapina, afirmam vocês.

Antes fossem...

A natureza, na sua infindável sabedoria, resolveu transformar as gaivotas daqui, em carnívoras, e agora todos os dias, às vezes mais do que uma vez por dia, temos ataques de gaivotas a pombos que depois acabam por ficar semi-comidos no chão em frente à casa, no parque infantil aqui ao pé, nos passeios... Parece uma zona de guerra em que os pombos tem saído a perder. Ainda por cima os ataques são violentíssimos.

Para já a minha roupa não vê uma evolução positiva.

Continua a ficar sarapintada e agora, além de temer o tiro ao alvo dos pombos, começo a ter medo se as gaivotas se lembram de fazer o mesmo.

Grande merda para isto.

Como vêem, aqui continuo a escrever sobre assuntos que são, realmente, de extrema importância.

02
Fev21

A badalhoquice do confinamento


Pacotinhos de Noção

 

Os portugueses não são das pessoas mais asseadas do mundo. Basta pensar que temos o chão definido como receptáculo de pastilhas, beatas e escarradelas, mas temos também uma característica magnífica que é "a roupa de Domingo". Ora, a roupa de Domingo é uma prova cabal do quão javardo se consegue ser. Durante a semana não se toma banho e a roupa é lavada em anos bisextos, não vá o tecido estragar. Depois, chegando o dia da missa, toma-se uma banhoca rápida, um encharcamento de perfume do chinês e veste-se a roupa mofenta de Domingo, para se causar sensação na igreja. Mas isto é uma característica talvez já datada e vou então falar de algo mais actual.

Com o confinamento não há quase ninguém na rua. Uma das excepções são os passeios com os amigos de 4 patas. Não sei se pelo relaxamento de não haver tanta gente que observe ou se há dificuldade em comprar saquinhos de plásticos para as bostas dos cães ou ainda se o facto de estarem tanto tempo fechados em casa lhes causou uma qualquer calcificação na coluna, não os deixando vergar, mas a verdade é que nestes tempos andar na rua sem pisar merda de cão é mais difícil que acertar nos números do Euromilhões.

A minas de bolo fecal são um mal que todos conhecem mas tenho reparado que nesta altura de resguardo domiciliário o aumento foi significativo. Digo mais ainda, os senhores e senhoras, donos dos animais, aproveitando o facto de parques infantis não poderem ser frequentados por crianças, usufruem do mesmo para que os seus canídeos possam esvaziar as tripas juntos de um qualquer escorrega, baloiço ou balanzé. Atenção, sei que os animais não têm qualquer culpa. De facto, quanto mais conheço os animais, menos gosto dos donos. Isto porque os animais, para estas pessoas, são como os filhos e como tal são um reflexo dos pais.

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