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Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

26
Mai22

O trabalho do Milhazes


Pacotinhos de Noção

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Esta informação poderá ser toda recolhida e confirmada na internet, mais especificamente na Wikipédia.

José Milhazes rumou à União Soviética em 1977. A ideia inicial seria a de estudar e voltar ao seu país de origem, mas logo após se formar, em 1983, acabou por casar e ficou pelas terras dos czars. Voltou em definitivo a Portugal em 2015, o que significa que passou 38 anos pelas terras de Tolstoi, autor, aliás que Milhazes traduziu para português, por entre outros tantos, em que também fez o mesmo trabalho.

Ao longo das décadas passadas na Rússia, Milhazes tornou-se jornalista e, consequentemente, colaborador, e correspondente para rádios e jornais como a TSF, o Público, Agência Lusa, RDP e mais tarde a SIC.

Lançou mais de uma dúzia de livros, variados artigos científicos e tem também já uma extensa carreira como historiador.

Ultimamente era visto semanalmente, como comentador, no programa da SIC Notícias, Invasões bárbaras, apresentado por Iryna Shev, e em que partilhava mesa com Olivier Bonamici e Giuliana Miranda.

Como podem agora observar, o título "O trabalho do Milhazes" não tinha o intuito de ser um trocadilho para brincar com a tradução feita pelo jornalista no Jornal da Noite, deixando Clara de Sousa escandalizada, Nuno Rogeiro divertido, e todo um país que reclama para si um intelecto superior, ao afirmar que não vê programas como o Big Brother, por exemplo, por não gostar do que representa e daquilo que por lá se diz, mas que vai aos píncaros da emoção por haver uma constatação do Milhazes ao afirmar que os jovens russos num concerto, em plena Rússia, repetem que "A guerra que vá para o c@r@Ih0", ignorando que José Milhazes o fez para sublinhar a coragem daqueles jovens, perante as forças policiais comandadas por um ditador que, até agora, não tem tido qualquer pudor em bater, invadir, prender, matar.

Esta mensagem de Milhazes foi remetida para segundo plano, e aquilo que gerou memes e transformou o jornalista no novo herói português foi a reprodução de um palavrão no horário nobre na SIC.

Para alguém com uma carreira tão rica e tão extensa como a de José Milhazes, ser reconhecido e vangloriado apenas devido a um palavrão, haverá de ser muitas coisas, sendo que a principal será a frustração. 

Força Milhazes, és bem mais que aquilo que agora te querem imputar, e se por acaso continuarem a chatear-te com essa treta, manda, mas é toda a gente para o...

18
Dez21

Vamos branquear esta situação?


Pacotinhos de Noção

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Há uns tempos Joacine Katar Moreira criticou um cartaz do Bloco de Esquerda porque utilizava a frase "Razões fortes, compromissos claros", o que, segundo a medíocre deputada, revela que a dicotomia claro/escuro tem que mudar, pois o claro não pode ser sempre positivo e o escuro negativo. É por isso que neste título o branquear existe. Quis mostrar à senhora que tem a mania da perseguição, que o branquear também pode ser utilizado de forma negativa quando se refere a uma comunicação social, deputados de uma assembleia e a grande generalidade da população que, tendo conhecimento de uma deputada que se refere a alguém que a criticou como "grande filho da puta", branqueia a situação a ponto de nem se ouvir falar nela.

Esta categoria de ofensa no cidadão comum é por si só uma clara revelação do quão desprezível é a índole de quem a profere, numa deputada da nação, ainda que eleita por clara ignorância dos votantes, que sabendo o que sabem hoje prefeririam votar num cepo, é motivo para no mínimo uma chamada de atenção e, quem sabe, até expulsão. Bem sei que estamos a pouquíssimo tempo de nos vermos livres deste lixo preconceituoso e com ideias e ideais pré-concebidos e despropositados, mas ficaria como exemplo para que outros deputados não se lembrem de ter o mesmo tipo de reacção.

Um deputado tem que se consciencializar de que sendo uma figura pública, e que trabalha, supostamente, para a generalidade dos cidadãos, irá ter sempre quem goste e quem não goste e quem critique justa ou injustamente. Se quiser reagir poderá até fazê-lo, mas não desta forma, como se fosse um qualquer jagunço que assiste a uma partida de futebol.

Gostaria apenas de pedir que tenham atenção à imagem. A pessoa apenas fez uma análise à péssima prestação de Joacine Katar Moreira como deputada, e não mentiu.

Já eu aproveito, e não conhecendo a senhora de parte alguma, e juntado-me a esta crítica de péssimo trabalho, gostaria também de referir que pessoalmente a mesma demonstra ser alguém mesquinho, de baixo carácter e sem valores. Não os tem, e os valores que vai defendendo são apenas aqueles que julga que lhe renderão uma melhor aceitação junto de quem lhe interessará, mas é bom que tenha consciência que muito provavelmente quem lhe interessará não verá em Joacine Katar Moreira qualquer interesse.

Analisando a nobre resposta da ex-menina bonita do Livre, vemos que depois da ofensa acrescenta um (Nada contra as manas). Aqui ela ofende várias pessoas de uma só vez.

Ofende o tipo a quem chamou "grande filho da puta", ofende a mãe do tipo, pois o apelido foi-lhe direccionado, e ofende as "manas" porque só pelo facto de venderem o corpo não significa que tenham que ficar ligadas fraternalmente a uma tipa que não bate bem da bola. O facto pode até afugentar clientela.

Mais tarde a "senhora" ainda se vangloriou de que o tipo não lhe deu mais resposta, que não aguentou os 10 minutos de fama que ela lhe proporcionou. Este é um argumento de uma miúda ridícula, numa qualquer rede social, não de uma deputada de 39 anos, com aparência de 50 e alma de 80.

Mas eu vejo aqui duas hipóteses para justificar a retirada do rapaz. Das duas uma, ou teve vergonha de desperdiçar recursos linguísticos com alguém tão ordinário, ou a deputada, que daqui a uns dias vai levar um pontapé no rabo, tem montada uma falange de apoio de gente tão estúpida quanto ela, que hão de ter feito um tal cerco ao homem que ele decidiu desaparecer... As máfias, por mais ranhosas que sejam, funcionam assim. Já o temos visto com os chalupas negacionistas, por exemplo.

Faço agora umas menções a alguns órgãos de comunicação social, como o Rádio Observador, a Sic Noticias, o Camilo Lourenço, a CMTV, a CNN e o Público, para fazer uma pergunta muito simples...

Se em vez de ter sido a Joacine Katar Moreira a ter este tipo de atitude, fosse o André Ventura, o Rui Rio, o Francisco Rodrigues dos Santos ou o João Cotrim Figueiredo, quanto mato jornalístico iria arder só para queimar um destes nomes? Sei que ainda estamos num Governo de esquerda, e que eles gostam de manipular a comunicação como se fossem mestres de marionetas, mas não vos caberia fazer a vossa parte? Fica a pergunta, responda quem deve.

24
Out21

Terra Nossa do c@r@1h0


Pacotinhos de Noção

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Começo esta m€rd@ deste post duma maneira que vos poderá f*d*r o juízo, mas c@gu€i.

Acharam bonito a introdução que hoje escolhi?

Pois, também me pareceu que não. É vulgar e despropositada.

Não sou um menino de coro nem sequer andei numa escola de padres.

À verborreia conheço-a toda, e até uso com mais frequência do que aquela de que gostaria, mas apenas com quem me sinto à vontade, e só me sinto à vontade com pessoas que me são muito próximas, e raramente o faço na forma escrita. Não sei porquê mas uma asneira escrita parece-me sempre mais sonora do que falada.

Introduzo este tema depois de assistir a mais um episódio do programa Terra Nossa, com o César Mourão.

Não vou criticar o programa, do qual gosto bastante e que é uma fórmula ganhadora, principalmente se forem episódios novos como agora acontece, e não 359 repetições, como a SIC andava a fazer, e essa fórmula ganhadora fica a dever-se quase na sua totalidade à grande capacidade do César Mourão agarrar nos cromos que lhe aparecem, que nos vamos apercebendo que cada vez são mais comuns, arriscando até a que só nos calhem repetidos, e transformando-os naqueles especiais, que todos querem, e que têm até uma moldura prateada todo em volta.

Mas de entre aqueles cromos repetidos, que de tanto saírem até já enjoam, estão os cromos que são as velhas desbocadas que fazem da asneira gratuita e da ordinarice o seu cartão-de-visita.

O problema aqui está no facto de que parece tudo muito forçado. Houve uma primeira dessas senhoras que falou como um tipo das obras, ficou em êxtase quando reparou que a sala se ria e depois foi quase impossível controlar. A seguir a esta pioneira do palavrão, tem havido quase sempre uma velha destas, que em cada frase lança duas ou três pérolas da linguagem chula, que fariam corar até o próprio Bocage.

Não rara é a vez em que estas senhoras ainda não acabaram o "-lho" e já estão a olhar em volta, na procura de gargalhadas que validem a piada que tão bem elaborou.

Percebo que a produção aproveite o momento para colocar no programa, e sei também que não tenho pergaminhos para sugerir ou afirmar se deveriam ou não colocar essas senhoras, porque na verdade o intuito deste texto nem é esse.

Gosto imenso do programa, adoro a maneira como o César Mourão o faz e não mudaria nada, apenas o utilizo porque foi o que despoletou a que escreva este texto que visa criticar um tipo de linguagem que vai cada vez mais sendo corriqueiro e que utiliza despudoradamente o palavrão, ainda para mais o palavrão de "carga pesada".

Quem vier com o argumento que no Norte o palavrão é vírgula, eu apenas coloco dois exemplos que confirmarão se é realmente vírgula ou não.

1º No Norte, quando o pessoal tem uma dor e vai ao médico, para se queixarem dizem, "Sr.Dr. tenho uma dorzinha aqui que me incomoda" ou "tenho uma dorzinha aqui que me está a deixar f***do?"

E quando falam com o Padre da paróquia dizem "Venho-me confessar porque pequei" ou "Venho-me confessar porque fiz m€rd@"?

Mas regionalismos à parte.

Vivo na linha do Estoril, zona reconhecida por ter os betos de Cascais, os meninos e as meninas de bem (tios) e pessoal com educações e formações superiores. Os rapazes são filhos dos actuais administradores de empresas multinacionais e como tal futuros administradores dessas mesmas multinacionais, e as raparigas são as "Tichas" as "Patis" as "Tetés" que vão casar com esses administradores, e a linguagem que mais tenho ouvido ultimamente, utilizada por estes elementos, é de passar pedra-pomes na língua.

Curiosamente até são as raparigas que agora mostram maior orgulho em dizer asneirada e fazem-no com sobranceria, em alto e bom som, sem quererem saber onde estão e quem poderá estar presente, porque elas são "da best" e não devem respeito a nada nem ninguém, e ai de alguém que lhes tente dizer alguma coisa porque "se nem o meu pai me diz como devo falar..." E se calhar é mesmo aqui que mora o problema.

Com tudo isto, aquilo que quero na realidade dizer é que desde as senhoras velhas a dizer asneiras na televisão, (e não só) até às betas de Cascais a ter comportamentos semelhantes, mas sem ser em televisão, com muita pena delas, é-nos permitido chegar à conclusão que o uso deste tipo de linguagem não tem que ver com idade, estrato social ou região. Tem apenas que ver com educação ou falta dela e com noção ou falta dela.

O Fernando Rocha, que sempre foi tão criticado pelas asneiras que tanto utiliza, já apresentou e participou em programas de "day time" e mostrou que sabe, e consegue, falar com todas as vírgulas e pontos nos i's sem ter que no fim dizer "é pró bujão... Mai nada", pois tal não se adequava.

E o Herman, que durante anos foi perseguido por pessooal que dizia que ele era ordinário porque dizia asneiras, asneiras essas que se resumiam a um "cocó", nos dias actuais.

Bem, eu expus aquilo que pensava. Se concordarem concordam, se não concordam vão mas é todos para o...

 

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