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Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

03
Dez21

A tenda está montada e somos os palhaços


Pacotinhos de Noção

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Há dias em que nos sentimos afundados num mar de trampa e quanto mais nos debatemos mais somos engolidos, como de trampa movediça se tratasse. Hoje é um desses dias e temo que a coisa não melhore tão depressa assim.

Não sou minimamente nacionalista nem tenho um orgulho incomensurável de ser português, nem penso que sejamos melhores que os espanhóis, por exemplo. Também não penso que por termos uma franja de população vergonhosa que isso faça do país vergonhoso. É apenas um país habitado por gente que não vale um escarro.

Aquilo que me faz realmente ter vergonha, não de ser português, mas sim de ser um cidadão que convive com outros cidadãos que julgo serem pensantes, é estarmos no fim de uma legislatura de aldrabões, mafiosos e criminosos e ainda assim ter a clara percepção de que estes mesmos vigaristas, muito provavelmente, vão de novo ganhar as eleições. Assim como não sou nacionalista também não sou de esquerda, direita ou centro. Sou de ideias e de trabalho apresentado, e também sou crítico quando não existe esse trabalho e sim falta de vergonha crassa e descarada. Voltar a votar no PS, e na esquerda que hoje temos, é ser violado em determinada rua e voltar a passar naquela rua, apenas porque na outra temos que caminhar mais 5 minutos. Arriscamos a ser de novo violados, mas preferimos dores no rabo a bolhas nos pés.

Quem tiver tempo, e tempo sei que sobrará a alguns, desafio que façam um levantamento de obras públicas e desenvolvimento em geral do país, em anos de governo PS, e façam também um levantamento de escândalos quer de corrupção, lavagens de dinheiro, desvios de fundos e de descaramentos em geral, e depois afirmem se vale mesmo a pena votar nestes abutres.

A decisão tomada pela procuradora do Ministério Público, acerca do acidente que envolveu Eduardo Cabrita, não tem apenas uma palavra que a defina. Tem várias e todas muito feias. Pulhice, vigarice, conluio, maquinação e uma, peço desculpa, mas terei que a dizer, autêntica filha da putice.

Todos desconfiávamos que Eduardo Cabrita, o super-ministro, iria sair fresco e airoso de toda esta situação. Tínhamos a percepção de que o culpado seria o desgraçado atropelado, mas a voz do povo uniu-se e de certa forma defendeu a memória da vítima e ficou alerta para perceber se seria cometida injustiça ou não. A maior injustiça cometida não tem mais retorno, o homem foi rebentado por um BMW de um ministro ranhoso, que ordenou que deveria estar em determinado sítio a determinada hora, e como nova injustiça não poderia ser cometida contra o atropelado puxou-se a corda do outro lado fraco, e de quem poucos se lembraram, ou que até lembraram, mas que não queriam acreditar que houvesse o descaramento de quebrar essa parte da corda.

No final das contas o grande culpado deste acidente foi o motorista. O motorista decidiu por ele que os compromissos do ministro tinham que ser cumpridos e como tal teria que pôr o pé no acelerador. O ministro de nada sabia, ele era apenas um mero passageiro, assim como eu e você que me lê, e que é transportado no comboio da CP ou no autocarro da Carris, sem poder definir se o motorista anda rápido ou devagar.

Este argumento de indivíduo doente mental, de que é um mero passageiro, foi vomitado pelo próprio Cabrita, muito provavelmente após ter almoçado um belo prato de fezes, regado com um bom vinho, mas que não lhe faz mal beber, pois ele será sempre um mero passageiro.

A passagem que mais me custa pagar a este indivíduo é a passagem diária de ser ministro de um Governo que não escolhi, mas que é o que me abalroou, como se de um BMW apreendido a um traficante se tratasse.

Acaba por fazer sentido que esta tragédia tenha por parte fundamental um carro usado por um criminoso, que foi agora definido ser o motorista, que também já foi o anterior dono do carro, mas que não será nunca, em tempo algum e em nenhumas circunstâncias, o javardo do ministro para quem o motorista trabalha.

Peço desculpa pelo desrespeito que este texto demonstra por pessoas que seria suposto merecerem o meu respeito, mas quando assisto a um crime, em que o principal criminoso se escapa da forma mais descarada e vergonhosa possível, ainda para mais sempre com a mão do seu companheiro António Costa apoiada nos seus ombros, tenho alguma dificuldade em manter o respeito.

Por isso digo e peço a todos quanto possam, a abstenção não é solução e urge mudar esta gentalha que de já terem os lugares tão cativos ganharam laivos de ditadores. Os que vierem também hão de errar, mas estes erram, tomam-nos por parvos e cospem-nos na cara.

03
Set21

Que comece a palhaçada


Pacotinhos de Noção

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Eis-nos então chegados à tão falada "silly season".

Os chatos já vão começar a dizer que estou desfasado no tempo, porque esta temporada tão falada nos espaços noticiosos é durante o mês de Agosto e acabámos de entrar em Setembro.

Pois digo-vos que desfasados estão vocês, e é da realidade.

Para mim a "silly season" é uma altura em que podemos apelidar como época da parvoeira, e a única altura em que essa parvoeira está mais diluída é precisamente durante o mês de Agosto. Os responsáveis pelos pais vão quase todos molhar o rabo, nas águas mornas algarvias, e como ficam com o cérebro de molho acabam por não ter tempo para dizer asneiras e fazer patacoadas. Mas mal chega Setembro, lá aparecem eles, bem mais tostadinhos, e de baterias carregadas, para nos dar barrigadas de riso e bastantes dores de cabeça.

João Leão, o nosso valoroso Ministro das Finanças, começou esta semana já com piadolas.

Afirmou que a pandemia nos vai custar 40 mil milhões de euros.

Destes 40 mil milhões apenas 5 mil milhões dizem respeito a ajudas à população ou algo que lhes seja inerente. Tudo o resto são despesas do Estado. Muito provavelmente é para pagar a conta de papel higiénico que o Governo há-de ter comprado logo no início da chegada do vírus. Como se lembrarão houve uma corrida aos pergaminhos higiénicos e como quem faz maiores borradas é o Governo, é bem provável que tenham gasto paletes de papel higiénico, como diria o Herman...

Outra palhaçada que se ficou a saber, já no dia de hoje, foi o pedido de indemnização que a ex-presidente da Raríssimas, Paula Brito da Cunha fez, alegando que a sua demissão foi ilegal e que lhe provocou sérios problemas de ansiedade e depressão e passou até a precisar de acompanhamento psicológico. Considero uma vergonha o que fizeram a esta senhora, que estava habituada a tirar os seus tostões da caixa da Raríssimas e que, assim por dá cá aquela palha a colocaram em tribunal e despediram. Afinal de contas a palha são mais de 300 mil euros, mas não deixa de ser palha. Querem mais "silly" que isto? Então cá vai.

Estão quase a acontecer as eleições autárquicas e aqui a palhaçada é tanta que até acaba por ficar confuso.

Palhaçada de quem está no poder autárquico porque há muito pouco trabalho para mostrar. Posso dar o exemplo da presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, que era um concelho que vinha sistematicamente a crescer e a melhorar, e que nos tempos desta Presidente, estagnou e até regrediu. Quem caminha por Almada ou pela Costa, há-de perceber aquilo que estou a dizer.

Outros palhaços são quem deveria ir votar mas não vai.

Há o argumento de que não vão votar, porque as autárquicas não mudam nada no que ao Governo diz respeito, e é por isto que estão a ser palhaços.

Não se iludam ao pensarem que é o Governo que vos vai tratar de problemas camarários. É o presidente da câmara que vai tratar daqueles assuntos mais corriqueiros, mas que acabam por chatear e melhorar o vosso estilo de vida quando são resolvidos, e os resultados das autárquicas acabam por ser um prólogo no que às legislativas diz respeito. A política começa no poder local e aos poucos vai subindo, para chegar até ao Sr.Presidente da República.

Outros palhaços aqui são toda a oposição, que não se organiza de maneira nenhuma para conseguir fazer assim tremer a máquina do Estado que está mal oleada e trabalha mal, mas que continua a ser a primeira opção da população porque as alternativas são tão boas como bater com o dedo mindinho do pé na esquina de uma cadeira.

E pronto. Em relação a mais palhaçadas que tenham entretanto surgido, encobertas pelo manto da "silly season", lamento mas não vou comentar, porque o dia tem 24 horas e estar a tratar assuntos de fontes inesgotáveis, acabam por levar tempo e como não sou palhaço rico, também tenho que trabalhar.

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