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Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

29
Set21

Então e agora, faz-se o quê?


Pacotinhos de Noção

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A pandemia acabou.

Ainda não vi nenhuma notícia que o divulgue mas isto é um facto. A pandemia conforme já a vivemos, acabou.

Ainda há casos de Covid, vão continuar a haver mas agora é que se vai começar a viver o tantas vezes repetido "novo normal", e o novo normal mais não é do que nos habituarmo a viver numa normalidade parecida com a que dantes tínhamos, com a consciência de que existe um vírus que faz parte de tantos outros que nos afectam e que nem por isso nos escondemos em casa, ou andamos a medo na rua.

A prova não foi bravamente superada. Muitos morreram, muitos ficaram com mazelas, muitos viram negócios e vidas destruídas. Não sabemos quantos assassinatos foram cometidos por causa dos confinamentos, e não sabemos quantos suicídios, com ligação directa à pandemia, aconteceram. O saldo não poderá nunca ser positivo.

A situação que vivemos permitiu perceber que a nossa sociedade não é má. A nossa sociedade é uma autêntica merda.

No início, quando pensavam que isto ia durar uma, na pior das hipóteses, duas semanas, andaram a espalhar arco-íris, a bater palmas e a fazer serenatas das varandas de uns para os outros. Mas isto era fogo de palha. Ateou rápido, mas rápido se extinguiu.

Os confinamentos deram os seus frutos. Os trolls, os adolescentes e os velhos malucos que não tinham vida, e que passavam o dia "alapados" em frente a um computador, não aguentaram estar em casa, com familiares com quem não estavam habituados a coabitar sem ser apenas à noite. Precisaram de fugir de qualquer contacto social normal que poderiam ter, e de tão malucos procuraram teorias que lhes fizessem correr o sangue nas veias. Deram de caras com as teorias negacionistas e adoptaram para si estas anormalidades, que se podem equiparar ao "terra planismo".

Mas e agora que o COVID vai começar a ser muito menos falado, o que vai acontecer? O que poderão estes nossos amigos fazer para continuarem a ter papel tão activo e tão importante para a sociedade e que é o papel de mentecaptos?

Já vi um ou outro exemplo de que agora se vão começar a virar para outras pandemias que assolam a nossa sociedade. Aquela que me saltou à vista foi a da obesidade. Já há alguns destes elementos que vão preparando terreno e afirmando que a "obesidade envenena a sociedade".

Se virem um gordo num restaurante vão gritar e chamar-lhe pedófilo, como fizeram com Ferro Rodrigues?

Eu sei, isto parece descabido, mas o problema é real porque este pessoal é como os animais que provam sangue uma vez, e depois ficam quase que em estado selvagem, salivando pela próxima vez em que o possam voltar a provar.

Não costumo generalizar mas neste caso vejo-me obrigado a isso. Houve uma altura em que ainda justificava que tínhamos várias espécies de negacionistas, mas a verdade é que não. Não há um negacionista que seja bom da cabeça. Quem defenda o que os negacionistas defendem, quem se baseie em vídeos e artigos de pessoas que claramente têm distúrbios mentais, como o juiz que está a usar estes desgraçados para se promover com o intuito de um dia mais tarde se candidatar a um qualquer cargo político, demonstra claramente de que, e desculpem-me a expressão, "não jogam com o baralho todo".

Sugiro desde já, que caso estes indivíduos se juntem para estigmatizar alguém, ou grupos de pessoas, deviam de imediato ser alvos de processos criminais que deverão chegar às últimas consequências. Vivemos em liberdade mas também vivemos em sociedade, e se existe alguém que não o compreenda ou respeite, então tem que ser chamado à razão.

Para terminar gostaria de mais uma vez prestar a minha homenagem aos Almirante Gouveia e Melo.

Terminou hoje, com um sucesso avassalador, a sua missão na Task Foce.

Não levantou ondas, fez o seu trabalho e quando viu que estava feito, meteu-se no seu caminho, rumo ao pôr-do-sol, sem se sentir necessitado de colher louros, que lhe seriam todos mais que justos. Mas estes louros não ficarão muito tempo no chão. António Costa há-de lhes fazer uso.

O que não é de todo normal é existir alguém que faz um trabalho de excelência mas que chegando a altura certa de se retirar o faz sem qualquer tipo de problema.

Os meus parabéns pelo trabalho e os parabéns pela dignidade...

Amigos negacionistas, dignidade é uma coisa que dificilmente compreenderão. Tem que ver com moral, decência e respeito.

21
Jul21

Uma questão de educação


Pacotinhos de Noção

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O ser humano é estúpido. E pronto é só isto.

Resumidamente é isto mas de verdades de La Palisse está o Mundo cheio, por isso convém contextualizar.

Já desde miúdo que desenvolvi um demasiado forte sentido crítico. Não encaro esta característica como uma virtude e sim como um defeito. É mais forte do que eu e julgo que mais cedo ou mais tarde desenvolverei uma úlcera nervosa, tal mexem comigo situações do dia-a-dia.

A falta de educação está cada vez mais generalizada e com esta história da pandemia parece que se tornou ainda mais forte. No meu entender "o novo normal" de que tantos falam é só um normalizar da anormalidade que já antes existia mas que muitos tentavam esconder. Agora nem vale a pena porque "amanhã posso ter que ficar em casa", ou "a vida são dois dias e o isolamento são 14", por isso é preciso ser-se uma trampa nos dois dias em que se anda à solta.

Tenho visto de tudo e nem tudo se justifica com o vírus do COVID. Desde uma javarda que no supermercado tira a máscara para falar ao telefone e ao mesmo tempo espirra para cima dos artigos nas prateleiras, desde clientes que insultam quem está num balcão porque, por exemplo não admite ter que fazer pré-pagamento, e até a empregados de balcão que atendem mal clientes porque onde se estava bem era no "lay-off".

A tantas vezes proclamada República das Bananas ainda não foi proclamada, mas aquilo que mais vejo são macacos tontinhos e egoístas que querem muito ser vacinados porque as férias deles são mais importantes que tudo. Mais uma vez repito, esta não é uma questão que se prenda com a pandemia. O vírus foi o que deu o mote para que a vergonha, que já pouco existia, fosse completamente eliminada.

Reparem por exemplo nas questões dos testes rápidos nos restaurantes. Testes que eram cobrados a 5€, agora passaram a valer três, quatro ou cinco vezes mais, e muitas das vezes são as próprias farmácias a cobrarem estes valores. Já tínhamos visto situações semelhantes aquando da escassez de máscaras e álcool gel, e a coisa torna a repetir-se. Faz-me um pouco de confusão que existam autoridades de regulamentação para tanta e tanta coisa, e nestes casos não. Mas por um lado percebo bem porquê, o IVA de 20€ é muito mais apetecível do que o IVA de 5.

Posso ir contra a corrente e falar também nos médicos e enfermeiros do SNS, por exemplo. Estão a ser catalogados como heróis e era assim que deviam ser vistos, caso aquilo que fazem fosse altruísta. Mas a verdade é que hoje existem mais pessoas a morrer por causa de outras enfermidades do que de COVID, e é mais fácil ganhar um prémio bom no Euromilhões do que conseguir consulta num centro de saúde, porque todos os esforços são canalizados para a vacinação. Não porque se queira acabar rápido com o bicho, mas porque horas a vacinar são horas extraordinárias.

Todo o quadro de beleza, entreajuda, compreensão, apoio ao próximo e altruísmo, aos poucos e poucos vai-se transformando num feio quadro de naturezas mortas mas em que o que é retratado não são frutas ou flores. É uma humanidade podre e decadente que poderia ser colocada bem no centro da Idade Média e que não ficaria a dever em nada, aos "grunhos" que por lá viveram.

Será toda a gente assim?

Não, não será. Mas aqueles que não o são sentem-se sozinhos, desesperados e desamparados, porque a sociedade onde vivem, e da qual fazem parte, está apoiada em alicerces tortos e instáveis e sentem que nada podem fazer porque são uma minoria que se vê abafada pelos urros e gritos de uma imensa maioria cuja principal preocupação é a de se agora no Verão podem ou não beber umas "jolas" na esplanada, ou ir passar o fim-de-semana ao Algarve.

Se não fosse o egoísmo e falta de educação, não só cá mas no Mundo inteiro, não estaríamos dois, de não se sabe quantos anos mais, a sofrer. Basta colocar os olhos na Islândia.

Quem argumentar que a Islândia tem pouca população... Também os Açores e a Madeira.

25
Mai21

A pandemia deu um pandemónio de educação


Pacotinhos de Noção

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Sobre o início da pandemia.

Vou relembrar a esperança instalada nalgumas pessoas, que afirmaram no início deste fado, que a pandemia também traria coisas positivas, sendo que a mais evidente seria a empatia, a proximidade e o reforço da humanidade.

Estas previsões pareciam as dos astrólogos, que no início de cada ano dizem aquilo que inventam, e que em nada acertam. No princípio, quando todos julgavam que "isto" ia durar uns 2 ou 3 meses, havia gente a bater palmas às janelas, a fazer serenatas, a emocionarem-se com as palavras do Bento Rodrigues e do Rodrigo Guedes de Carvalho. Ao passo que foram entendendo que a situação afinal não era uma mera brincadeira, então começou a mostrar-se a verdadeira essência do ser humano actual.

Primeiro foi a situação do papel higiénico. Amedrontados com o facto de puderem ser apanhados pelo COVID com as calças na mão, o "tuguinha" decidiu que até podia ficar com o rabo de fora, mas tê-lo-ia tão limpinho e tão lustrado, tal foram as engraxadelas à base de tantos rolos de papel higiénico, que com o espanto de ver esfíncteres tão imaculados, o vírus viraria as costas e ia embora, todo envergonhado. Este foi dos primeiros actos de estupidez e egoísmo, e foi mesmo no princípio, para que ninguém se cansasse de esperar...

Depois foram os passeios higiénicos. Nunca se viu tanta gorda de leggings como agora. O passeio deixa de ser assim tão higiénico, quando as leggings usadas são sempre as mesmas, e aparentam ser lavadas muito de vez em quando. Todos pensaram o mesmo e todos se acharam mais inteligentes e iluminados que todos os outros. O pensamento era "vou dar as voltinhas que quiser dar, mas como vou com roupa desportiva digo que estou no passeio higiénico". 

As luvas e as máscaras passaram a ser uma realidade diária. Entretanto as luvas deixaram de se usar tanto. Na minha opinião porque esteticamente, no chão, são menos apelativas que a máscara. A luva dá a sensação de que uma peixeira estava a escamar uma dourada, teve que sair de repente e deixou a luva caída no chão. Já a máscara dá mais estatuto. Quando a vemos no chão a ideia com que ficamos é a de que um médico teve que sair de urgência, para ir salvar uma vida, e nem teve tempo de a colocar no lixo.

Outra das características que ficaram mais vincadas na sociedade foi que deu para perceber, ainda melhor, que a grande maioria das pessoas são porcas. Percebe-se pelas tais luvas e máscaras no chão e também pelo aumento de poias de cães. Passear o canito era mais uma desculpa para andar na rua, mas se bem me lembro não havia nenhum decreto que desse minutos extra de soltura por andar a apanhar bostas. Então vai de deixá-las onde estão.

Filas de supermercado. Havia intermináveis.

Quem quisesse ir buscar um pacote de leite, amaldiçoava a hora em que não comprou uma vaca para ter em casa. Escusado será dizer que se viam famílias inteiras a ir "passear" para o supermercado, e não era rara a vez em que utilizavam o argumento do puto de colo, para passar à frente na fila.

Mas depois de 2 anos de pandemia, a verdade é que se nota que, talvez pelo facto de se ter perdido o hábito de nos cumprimentarmos, as pessoas estão mais mal educadas. É que não é um aperto de mão ou 2 beijinhos que demonstram o quão educado se é.

Estive há poucos dias no hospital. O número de lugares sentados é consideravelmente menor que antes, uma vez que se têm que respeitar distâncias de segurança. A verdade é que nunca tinha visto tanta correria às cadeiras como agora. Ainda por cima de malta mais nova, que quase atropelam os velhos para se conseguirem sentar antes deles. Uma miséria de gente que levou a conversa do Rodrigo Guedes de Carvalho do "aos vossos pais pediram que fossem para a guerra, a vocês pedem que fiquem no sofá..." demasiado à letra. Mas daquilo que percebi, o sofá é em casa, pá!!

Para mim, o balanço que faço desta pandemia acaba por ser positivo, no sentido em que dantes achava que era rezingão, pois tinha a desconfiança de que a sociedade era desgraçada, podendo ser injusto e estar errado. Agora vejo que não estava e o facto de estar certo é extremamente positivo. Pelo menos para mim é.

23
Mar21

Importações importantes


Pacotinhos de Noção

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Já foi o tempo em que a Portugal tudo chegava anos depois.

Com a sede de vanguardismo, e graças a vivermos numa enorme aldeia global, as novidades agora chegam num espaço de dias, quando não de apenas horas.

Isto seria de facto positivo se o que nos chega a velocidade supersónica fossem coisas importantes e que realmente valessem a pena, mas infelizmente não é o que acontece.

O que rapidamente nos chega é o que é mais irrelevante e muitas vezes até azeiteiro. Se calhar é por isso mesmo que cá chega depressa, porque com o azeite escorrega melhor.

Primeiro foram as palmas ao pessoal que trabalha na área da saúde. Começaram fora das nossas fronteiras mas rapidamente aqui entraram.

Foi um gesto muito bonito para quem aprecia, mas não é demais recordar que cerca de um mês antes da chegada da pandemia, as notícias que se viam acerca dos profissionais de saúde era que recebiam palmas, mas era na cara e o clima de medo que sentiam ainda não era contra a COVID mas contra "esperas" feitas à porta das urgências para "fazer a folha a este ou aquele médico". E o respeito pelos profissionais de saúde acabam nas palmas e nos murais desenhados nas cidades, porque quando estes apelavam para que as pessoas se protegessem, a maior parte fazia ouvidos moucos.

Ouvidos moucos que só funcionavam quando era para ouvir as cantorias e serenatas nas varandas. A início o pessoal levou isto na palhaçada e até pensavam que o confinamento iam ser 10/15 dias, e então para fazer gracinhas começaram a cantar e a fazer espectáculos nas varandas, como lá fora faziam... Não correu assim tão bem, porque enquanto em Itália se ouviam tenores aqui tinhamos que nos ficar pelo José Malhoa.

Arco íris à janela não dá imunidade de grupo, caso contrário estava tudo imunizado e o COVID há muito tinha desaparecido. Muitas impressoras viram os cartuchos de tintas esvaziados como se não houvesse amanhã. Era urgente imprimir as 7 cores do arco da velha e dar a perceber que "vai ficar tudo bem". Como se sabe não ficou tudo bem, cada vez se vê mais arco íris de cores desbotadas e teria sido muito mais económico se os arcos fossem a preto e branco. Importa referir que este grandioso golpe de marketing, que ao que se saiba poucas ou nenhumas vendas rendeu, foi iniciado por crianças, também em Itália, que realmente quiserem criar algo que desse esperança aos mais velhos. Já a frase "Vai ficar tudo bem" também foi  golpe de marketing, feito por uma artista italiana, mas essa sim conseguiu lucrar com o feito, pois até lançou um livro sobre o assunto.

Com tanta importação de coisas sem importância aguardo quando se vai importar a nova moda.

Vi hoje nas notícias que em Espanha a nova moda é uma festa de dança silenciosa, em que todos dançam, ouvindo música pelos auscultadores... Poluição sonora não causam, mas visualmente parece uma dança de acasalamento de pessoal pedrado, e a verdade é que só estarem pedrados justifica a irresponsabilidade de livre e espontânea vontade criarem um foco de propagação do vírus, só porque sim. Estou à espera de ver uns quantos alucinados, na Praça do Comércio, a fazerem esta dança silenciosa. Se deixarem um chapéuzinho no chão deixo lá a minha moedinha de 0,10€. Se deixo a outros malucos porque não hei-de deixar a estes.

Por último uma moda que não acredito que chegue cá.

No Brasil marcaram uma festa dentro de uma carruagem de um comboio público. A carruagem encheu na totalidade e a festa ocorreu durante o período de funcionamento normal do transporte de passageiros. Cá em Portugal não acredito que aconteça. Na linha de Sintra era provável que houvesse a supressão do comboio naquele horário. As pessoas chegavam para a festa e não havia festa nenhuma. Na linha de Cascais poderia haver o comboio, mas caia uma cantonária, como tantas vezes acontece e ficava ali o comboio parado e ia tudo para casa a pé.

21
Fev21

Parece que isto só está mau para uns...


Pacotinhos de Noção

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Quase diáriamente tenho visto nos noticiários o quão difícil é para a restauração enfrentar esta pandemia.

Não podem receber clientes, o TAKE-AWAY não é suficiente para fazer frente às despesas e como tal o Estado deverá, obrigatoriamente, ajudar o sector.

Tudo isto são verdades e acredito que esta altura seja realmente bastante difícil, mas e todos os outros que não são da restauração?

Não sei bem qual foi o critério dos media para escolher qual seria o sector de negócio que merecia a benesse de quase diáriamente ter o papel de coitadinho em todos os noticiários de todos os canais, mas pelos vistos o nome que saiu em sorte foi "RESTAURAÇÃO".

Ao contrário da restauração há inúmeros negócios a quem não lhes é permitido abrir portas, que não podem fazer TAKE AWAY ou entregas, e que provavelmente também não vão conseguir qualquer apoio do Estado, por está ou aquela vírgula que estará a menos ou a mais num qualquer impresso das Finanças ou da Segurança Social.

O Sr.António, que é sapateiro, fechou totalmente. Assim como a Clarisse Cabeleireira, o Alfredo Alfaiate, o Francisco que tem uma boutique, a Alzira que é costureira, o Cajó que tem uma discoteca ou quem tenha um bar, uma sala de espectáculos, uma barbearia, um salão de estética... Todos os negócios estão em maus lençóis, infelizmente muitos deles não vão certamente reabrir e como tal não é DE TODO a restauração o sector de negócios que está a ser o mais fustigado. Calha até o negócio não ser um restaurante e ser uma pastelaria vizinha do INEM, ou de um quartel de Bombeiros, e poderá vir a ter direito a umas vacinazinhas antes que toda a gente. Ora aí está mais uma vantagem que os outros negócios não têm.

Neste momento não há uns mais coitadinhos que os outros. Estão todos no mesmo barco e este barco mete água por todos os lados, mas lá diz o ditado... Quem não chora não mama.

27
Jan21

Uma pandemia sem vacina


Pacotinhos de Noção

 

Todos estão a par deste vírus que se espalhou rápidamente e que não tem vacina e nem parece ter fim à vista.

É um vírus que não mata, mas moe e que tem um efeito de propagação devastador... Não, não estou a falar do COVID 19. Estou a falar da Cristina Ferreira.

Dizem que um país tem os políticos que merece e pelos vistos tem também os ídolos que mais se lhe adequam. O facto de ser uma saloia não é  característica de demérito, e não deveria também ser um estandarte glorioso. Ser saloia faz alguém mais nobre e genuíno que um tripeiro ou alfacinha? Percebo que seja saloia porque é da Malveira, mas não consigo compreender a justificação de ser desprovida de qualquer tipo de senso comum, noção ou capacidade de identificar o ridículo a que se expõe.

Já todos vimos os cartazes que a magnata da azeitice divulgava, quando ia ser transmitido determinado filme ou programa na estação de Queluz de Baixo. Imaginem que iam passar o filme da Disney "A Bela e o Monstro". O cartaz ia ser a cara da Cristina Ferreira no lugar da Bela, no lugar do bule e no lugar do Monstro... e que monstro criei eu, pensará por esta altura Manuel Luís Goucha.

Nem se pode dizer que fossem cartazes com um qualquer tipo de mensagem subliminar porque a mensagem, essa, estava bem explícita, era -"tomem Cristina até mais não. Cristina de manhã, à tarde e à noite, Cristina na televisão. Cristina nas revistas e até no telhado do pavilhão. É Cristina em comprimidos, em gotas e já se está a preparar em supositório (o vulgo foguetão)"-

Não me preocupa minimamente o desgaste da imagem da empresária. Na verdade até tenho todo o gosto que se gaste depressa. Apenas tenho pena que existam tantos e tão bons comunicadores/apresentadores de televisão colocados na prateleira, e que sejamos obrigados a consumir esta pessoa de manhã à noite.

Se me disserem que tenho sempre a opção de mudar de canal, tendo a concordar. Mas isto é uma pandemia, a pessoa já não está circunspecta só ao canal, está generalizada e parece um sonho mau, para onde quer que me vire é só Cristina, Cristina, Cristina.

A única coisa que usaria com gosto, caso a Cristina Ferreira decidisse lá colocar a cara, seriam rolos de papel higiénico, mas de escatologia falarei noutro post em que fale de políticas.

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