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Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

29
Jan23

Embora ajudar?


Pacotinhos de Noção

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NOTA PRÉVIA:

 "Fiz este pedido no Instagram.

Quem tiver conta que vá até ao meu Instagram e que faça o que peço a seguir. Não custa nada e não sabemos se realmente estaremos a ajudar a salvar alguém."

Depois do post acerca da mãe e do filho que moram numa tenda, na praia, curiosamente fui-me deparando com mais algumas situações problemáticas.

Uma delas, vi aqui pelo Instagram, e é a de alguém que atingiu um ponto de desespero tal que até já enviou mensagem para a conta do Primeiro-Ministro

Não sei quem a pessoa é, mas imagino que esteja bastante desesperada, pois fala até em pôr termo à vida, o que me leva a pensar quantas pessoas já terão cometido suicídio por viverem uma situação onde não vêem solução à vista. Uma situação que, tenho que admitir, não têm os nossos governantes a total responsabilidade, uma vez que é uma crise global, mas têm total responsabilidade, isso, sim, por não terem estruturado a nossa economia com alicerces fortes, que não ruíssem sempre que há um sopro de crise. Têm responsabilidade, sendo Portugal um país tão pequeno, em não blindar o nosso sistema económico-social, de modo que todos os cidadãos de Portugal, possam sobreviver à crise, mantendo algo que se pareça com um modo de vida digno, sem ter quer perder o emprego, a própria casa e até a capacidade de adquirir a alimentação básica e indispensável. É por isso que peço a todos quanto leiam este post, que o reencaminhem para aquele que, sendo o Primeiro-ministro, é o mais alto responsável pela falta de defesa dos direitos mais básicos dos cidadãos do seu país, para que se sinta obrigado a prestar auxílio à pessoa que lhe pediu socorro. Nós temos o nome rasurado e não sabemos quem é, mas na caixa de mensagens de quem gere a conta do senhor Primeiro-ministro, não aparecerá rasurado, e poderão assim identificar a pessoa.

04
Dez22

O copo meio cheio


Pacotinhos de Noção

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No final de uma semana em que os chefes de equipa das Urgências do Hospital Garcia de Horta demitiram-se em massa, em que houve notícias de que nesse mesmo hospital haveria pessoas nos corredores em macas, e cadeiras de roda, há 3 dias, e em que eu pude testemunhar o caos nas urgências pediátricas do Hospital de Cascais, onde médicos e enfermeiros não tinham mãos a medir, ouve-se dizer, ainda assim, para que ninguém se preocupe porque está tudo óptimo. Está tudo a andar sobre rodas.

Não sou eu que o digo, era a anterior Ministra da Saúde (que não deixa saudades), Marta Temido, é o Sr.Primeiro-ministro, para quem aquilo que realmente interessa é saber com que olhos o vêem os grandes da Europa, e é o actual Ministro da Saúde, Manuel Pizarro, que tem o carisma de uma couve de Bruxelas, mas que para marioneta do Primeiro-Ministro, chega perfeitamente.

A moda de António Costa, que respinga para todos os seus fantoches, é o ser extremamente positivo, o de encarar tudo com o copo meio-cheio, para espantar assim o negativismo para bem longe de si, e fazer com que os mais incautos não se apercebam no esgoto a céu aberto em que o nosso país se torna e, mais especificamente, o Serviço Nacional de Saúde.

Manuel Pizarro, imbuído talvez do espírito natalício, presenteia-nos com declarações em que afirma que as demissões apresentadas não colocam em causa o normal funcionamento do Hospital Garcia de Horta, e aqui até temos que concordar, pois desde há muitos anos para cá que o normal funcionamento daquele hospital é péssimo. Mas isto não se diz, o que se diz é que está tudo normal... é o tal copo meio-cheio.

A inflação sobe a pique, o poder de compra diminui, os preços aumentam absurdamente, e Costa afirma não haver lugar a alarmes. Portugal até subiu mais do a Alemanha, por exemplo, diz o nosso Primeiro Vigaristro, perdão, ministro. Copo meio-cheio, vêem? Aquilo que convém falar é que Portugal subiu mais que a Alemanha. Não sei bem a que níveis se referem, mas se for, por exemplo, no que diz respeito a subir a escadaria do Bom Jesus de Braga, então aí concordamos, porque as promessas dos portugueses para fugir à fome, hão-de ser tantas que aquilo é um corrupio de gente, a subir e descer as escadas.

Mas, porque diabos haveria Costa de achar que o copo não estaria meio-cheio? Se existe tipo que nasceu com a regueifa virada para a lua, esse tipo é ele.

Sucedeu a um Governo que teve que tomar atitudes difíceis, impopulares e que fizeram os portugueses apertar o cinto. Na altura em que iria haver uma retoma da economia, António Costa consegue chegar a Primeiro-Ministro sem sequer ganhar as eleições. Recebeu de herança um país com as decisões difíceis já tomadas, e teve assim a desculpa perfeita para dizer que tudo o que de mal pudesse vir a acontecer não seria da sua responsabilidade, teve uma pandemia que, numa altura em que a sua popularidade descia, permitiu-lhe criar, junto com o seu compincha Marcelo, estados de emergência uns, a seguir aos outros, e propagandear assim uma luta hercúlea que teve contra a pandemia.

Foi lançando umas migalhas aos povo, sob uma capa de subsídios de ajuda à pandemia. Uns não receberam, outros não eram elegíveis, outros eram elegíveis, mas os cálculos eram referentes a meses onde já havia pandemia e então a ajuda era miserável... Mas o copo continua sempre meio-cheio, porque depois veio um PRR, que seriam rios de dinheiro que colocariam o português comum a viver como um marajá, mas porra, começou a guerra na Ucrânia. O PRR passa a ser canalizado para outros efeitos porque a guerra criou uma crise que, curiosamente, estava já anunciada, ainda nem se imaginavam os devaneios de Putin, mas pronto, mais uma vez Costa tem a desculpa perfeita.

O nosso Primeiro-Ministro não pode ser o bode expiatório de todo o mal que acontece no Mundo, isso é óbvio, mas é, isso sim, o bode principal que causa a maioria dos grandes males do nosso país.

Que algo está mal, só não vê quem não quer. Houve mais uma remodelação governamental. Saíram uns amigos do Costa, entraram outros, um foi promovido, mas mais uma vez o enchimento do copo é positivo porque há um Mundial e assim o escrutínio da situação é colocado de lado.

Mas no final o maior motivo que faz com que António Costa ande de sorriso nos beiços, e que considere sempre que tem o copo meio-cheio, não é o facto de estar rodeado de uma sua máfia, não é o facto de ter uma imprensa que lhe até é favorável, vá-se lá saber o porquê, nem é o facto de que sabe que mais tarde ou mais cedo terá um cargo apetitoso para desempenhar na europa, não, não é isso. O que lhe dá essa característica é saber que tem aqui, neste entalado rectângulo entre mar e Espanha, um grande grupo de idiotas, pouco esclarecidos e imbecilóides, que além de lhe terem dado a maioria, ainda hoje o defendem e, muito provavelmente, fariam com que ganhasse de novo as eleições.

Para esses eu não queria um copo meio-cheio, queria um balde completamente cheio, para lhes atirar às trombas para ver se acordam.

15
Abr21

Se não nos governam, que nos governemos


Pacotinhos de Noção

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Quem andar distraído, e que não conheça a realidade do país, poderá deixar-se envolver pelo mediatismo destas duas personagens. Ambos são exímios em enfiar a cabeça na areia quando algo dá para o torto e a realidade é que não nos governam, apenas se deixam levar. Não me estou apenas a referir a toda a situação em torno do COVID. Fazendo um muito pequeno esforço de memória relembro os incêndios de 2017, que foram uma clara demonstração de falta de prevenção e organização. O de Pedrógão foi uma tragédia e o 1º Ministro, o Presidente e até o Gato das Botas vieram lamentar o acontecimento, mas a verdade é que acabando no calendário a época de incêndios, achou-se por bem que já não havia grandes perigos, sem levar em consideração que estávamos a viver um dos inícios de Outono mais quente dos últimos anos e eis senão quando em Outubro se registam novos incêndios, e se em Junho já tinham morrido 66 pessoas, em Outubro morreram mais 49. Foram 115 mortes em poucos meses, sem que qualquer tipo de vírus tivesse interferido.

A verdade é que tudo passou, não houve consequências políticas, a não ser uma Ministra da Administração Interna que claramente não servia para o cargo e que demonstrava que os mortos não eram gente, mas apenas números.

Isto para dizer que muito pouca coisa mudou. Continuamos a ser marionetas nas mãos destes dois que nós vão deitando migalhas de pão bolorento mas que o propagandeiam como sendo pão-de-ló.

Aquilo que na altura fizeram foi imputar as culpas em quem tinha terrenos e que não os limpava. Gerou-se aqui uma nova oportunidade de multa fácil, que é o que se pretende.

Agora com o COVID a situação acaba por ser a mesma. Não haver vacinas é culpa de todos menos de quem as compra. Biden afirmou que iria vacinar 100 milhões de americanos, depois aumentou a fasquia para os 200 milhões e a verdade é que lá a vacinação decorre a passos largos. Têm mais poder económico? Pois claro que terão, mas o que ganham em poder económico ganha António Costa em chico-espertice. Posso estar a elaborar uma nova teoria da conspiração, mas a nossa vacinação é tão lenta que a ideia que dá é que Costa e Marcelo pretendem que se chegue a uma imunidade de grupo europeia e nós, sendo pequenos e estando aqui neste cantinho, acabamos por poupar ao não ter que investir nas vacinas... Mas a imunidade não se gera desta forma. E depois tentam fazer-nos viver a medo, ameaçando com novos confinamentos. Não é a confinar que a coisa se resolve, mas ainda assim poderá ser a que lhes sai mais baratos, porque apoios são próximos de zero e quem está em teletrabalho até se tem adaptado.

Vacinar, vacinar, vacinar, deveria ser o mote. Não pretendo respeitar caso haja novo confinamento. Os portugueses têm feito a parte deles respeitando o que tem sido indicado, mas acaba por ser frustrante estar a ser prejudicado para depois ver os números aumentar porque os miúdos tiveram que ir para a escola, porque os pais já não os aguentavam em casa, ou porque há uns tantos parasitas que querem beber imperiais nas esplanadas.

Itália, França, Líbia, Holanda, nestes países houve confrontos por causa da revolta que as pessoas começam a sentir por terem que confinar. Não devemos chegar a tanto, a violência só gera violência, mas se TODOS os negócios abrirem e se TODOS fizerem uma vida normal, ainda assim tendo todos os cuidados necessários para evitar ao máximo a transmissão, julgo que conseguimos demonstrar o nosso desagrado.

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