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Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

17
Ago22

Polícias dum catana


Pacotinhos de Noção

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Isto é uma vergonha, é o que é.

Então há imagens destes dois energúmenos, de farda, que desataram a dar pancada neste senhor, que só tinha ido à mercearia comprar brócolos para o almoço?

A violência foi tal que o homem até deixou cair a bengala... Defensores desses biltres que usam a sigla PSP (Porrada Sempre Presente) vão dizer que não era uma bengala, e sim uma catana, mas que sabem eles, senão passar a mão pelo pêlo destes meninos da farda azul, que não servem para nada, que ganham aos milhares, cheios de regalias, autênticos sorvedores de dinheiro do erário. Ganhem vergonha nessa cara e vão fazer qualquer coisa de útil para a sociedade. Quem é que precisa de polícias? Andor!

A grande diferença deste início de texto, para as primeiras notícias que saíram com as imagens dos polícias, numa suposta agressão a um indivíduo, é que eu agora digo - "Ah, ah, ah, eu estava a brincar."

Não sei se por acaso alguém já se veio retratar pelo facto de divulgarem as imagens editadas para que não se visse aquele pequenino objecto cortante. Se vieram pedir desculpa por omitirem que a vítima da feroz polícia, tinha percorrido o Bairro Alto, brandindo aquela arcaica catana, colocando em perigo a vida de quem com ele se pudesse cruzar.

Este indivíduo responde pelo nome de João. É conhecido na zona por ser conflituoso, por ameaçar pessoas e chegou já a ameaçar uma mãe e o seu bebé. A PSP foi chamada ao local por lojistas e habitantes que haviam sido já ameaçados naquele dia. Ofereceu resistência à polícia e, quando assim é, acho que a polícia deve agir em conformidade. Obviamente que quem filmou a cena teria que se colocar no lado da vítima, ou não fosse um saudosista do movimento "Black Lives Matter", ignorando que o correcto de um movimento deste tipo seria que "All Lives Matter".

Em entrevista à SIC, o Steven Spielberg desta película, admitiu que quando viu a actuação da polícia, se lembrou logo desse caso do George Floyd, o que mostra à partida que os polícias só sairiam bem na filmagem se lavassem o rabinho do João Catana, com águinha de rosas.

Depois deste caso devo dizer que fico contente com a resposta que os cidadãos têm dado, divulgando vídeos de situações de agressões contra polícias que, no exercício da sua função, que e a de proteger a sociedade, colocam em risco a sua vida e como agradecimento levam não menos que uma cuspidela na cara.

Lembro-me de uma manifestação em que um idiota levava um cartaz com a mensagem "Polícia Bom é Polícia Morto", pois eu arrisco-me a converter esta mensagem para "Polícia Morto porque era Polícia Bom", porque são os bons, os que cumprem as suas funções, que acabam por sofrer pelo seu bom profissionalismo.

Estamos a viver numa sociedade em que a ordem dos valores é perfeitamente aleatória. Os bandidos batem nos polícias e são protegidos, há um tipo que dispara sobre quatro mulheres, matando duas, e é visto como um herói, porque anda fugido à polícia. Estou a falar no caso do Manuel Palito, que foi, para mim, uma vergonha sem tamanho. Houve até uma altura em que as pessoas torciam para que o assassino não fosse apanhado... Está tudo doido!

A polícia é apelidada uma força de autoridade, mas não pode ser minimamente austera, caso contrário são abertos processos.

Já cheguei a ver um miúdo, ainda a cheirar ao leite da mãe, a reclamar com uns polícias, porque queria estacionar o seu carrinho que não necessita de carta, no lugar onde estava o carro da polícia, porque assim ficava à porta da escola... Falou com um desrespeito e com uma arrogância, que o certo ali era os polícias terem feito um truque de magia, e fazer o cassetete desaparecer num orifício qualquer, não interessa qual.

Sou por uma polícia mais musculada, sou por um código penal que não tenha um limite de 25 anos, permitindo sair passado 8, por bom comportamento. Já pararam para pensar que em Portugal, um tipo que mate um, ou mate 40, no máximo dos máximos apanha sempre 25 anos?

É por isso que quando me recordo daquele antigo caso do sequestro, numa sucursal de um Banco BES, em que o bandido colocava causa a vida de terceiros, tenho orgulho no trabalho daquele polícia que desferiu o tiro certeiro. Será chocante esta minha posição? Possivelmente, mas a mim, choca-me muito mais que o assassino, Pedro Dias, tenha sido condenado a 25 anos de prisão e que, uma vez que já está preso há seis, daqui a pouco tenha a possibilidade de fazer um pedido de liberdade condicional. Choca-me ter polícias na rua, a ganharem pouco mais que o ordenado mínimo nacional, para colocar a vida em risco. Choca-me ter elementos de uma população, que conseguem vislumbrar em qualquer escroque da sociedade um lado humano, mas que se esqueçam que o Robocop só existiu no cinema, e mesmo esse só fazia a diferença porque antes de ser robot também já tinha sido homem, e, curiosamente, morto no exercício das suas funções.

Para terminar, e antes que alguém venha dizer o óbvio, e que é o facto de o "João Catana" poder sofrer de problemas psicológicos, queria dizer que se alguém tem problemas mentais, e tenta fazer mal aos outros, então que seja internado compulsivamente. O Charles Manson também era maluquinho e vejam só o que conseguiu.

05
Jun22

Vitó's Quadradinhos


Pacotinhos de Noção

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Este post acontece após vistas notícias actuais, que mostram que se no melhor pano cai a nódoa, que dizer de um trapo velho, remendado, malcheiroso e que nem para limpar chão serve?

Estou a referir-me à recente notícia da detenção do marido da ex-concorrente do Big Brother, Sónia Jesus, e também do pai de outro ex-concorrente, o Edmar.

O Edmar pouco se deu por ele, assim como entrou, saiu, e até aposto que a esperança do seu pai é que também ele tenha esse mesmo fim, e é o de que mal entrou, saiu, mas ao que parece, nos estabelecimentos prisionais, as saídas não são conseguidas por chamadas feitas pelo público, para um qualquer número de valor acrescentado por isso, ou muito me engano, ou o senhor vai mesmo que continuar a ajoelhar-se no confessionário da prisão, e rezar. Já o marido da Sónia, Vítor Soares, mais conhecido como Vitó, pela mulher, pelos amigos e pelo pessoal que lhe comprava o produto, e agora também conhecido como Nº4839, no Estabelecimento Prisional de Vila Real, foi também detido, sendo que em 2017 já tinha também apanhado uma pena suspensa, portanto condenado ainda que não cumprindo, pelos mesmos motivos. Isto significa que este garboso boneco é já reincidente, e como tal, muito provavelmente, já vai manter a sua visita ao resort prisional por mais algum tempo, ou pelo menos assim o espero.

Sónia Jesus já disse nas suas redes sociais que a sua lei da vida é seguir em frente, de cabeça erguida. Penso que sim, julgo que faz muito bem porque o orgulho, esse, ninguém nos tira... Espero até que seja mesmo muito difícil de tirar, e que essa dificuldade de tirar algo, se transfira também para o "tirar o Vitó da choldra", porque o lugar de bandidagem é atrás das grades.

Que este pessoal é todo rufia já grande parte das pessoas sabia, ao assistir à maneira marginal e descompensado como discutem, mesmo que num reality show, onde estão sempre a ser filmados.

Por falar em ser filmados, gostaria de dirigir aqui uma forte crítica à produção do programa "Big Brother", que mais uma vez demonstram toda a sua incompetência.

Se não estou em erro, a Sónia em pelo menos numa das ocasiões em que participou num dos "realitys" desistiu. Aguentou apenas cerca de 1, 2 meses a ser vigiada e lá saiu, para ir ter com as suas filhotas e com o Vitó. Já o Vitó, segundo as notícias, já era vigiado há cerca de um ano, e aguentou-se que nem um valente.

Dir-me-ão "há, tá bem, mas ele não estava fechado numa casa 24 sobre 24". Agora está, meus amigos, agora está.

Estas duas detenções vêm dar razão a quem defende que de programas como o Big Brother não vem nada de bom. É que esta quadrilha começou a ser montada durante as galas do programa, quando Vitó e Amílcar Teixeira, o pai do Edmar, se conheceram. Parece como no Casablanca, em que Bogart dizia a frase icónica "Louis, eu acho que este é o começo de uma bela amizade!", mas aqui casa não há, há só da blanca. E há também haxixe, armas, veículos e dinheiro.

Agora estarão outros ex-concorrentes do programa a pensar na sorte que tiveram de não levar um balázio, após discussões que tenham tido com a Sónia. Ferramentas para o efeito já vimos haver.

A concorrente aquando da estadia no programa foi um bocadinho ambígua. Dizia passar dificuldades, mas depois dizia que o marido tinha um carro topo de gama. Todos pensar que fosse um BMW ou um Mercedes, mas pelos vistos o topo da gama devia ser comercial, e o carro seria uma Toyota Hiace. É que o Vitó precisava de um veículo que fosse bom nos transportes, afinal de contas o homem fazia constantes incursões a Espanha para ir comprar material. Ainda dizem que vida de traficante é fácil. A mim custa-me a ir ao Pingo Doce mais próximo, só porque me esqueci do leite, quando mais ir até Espanha, para fazer seja o que for.

Joana Albuquerque, outra ex-concorrente, a que é apelidada de tia de Cascais, mas que e apenas uma tontinha que fala de forma anasalada, está a ser muito criticada porque afirmou que “Afinal tinha razões para ter medo enfim. Só tenho é pena das crianças que não têm culpa nenhuma“.

Não vejo aqui nada passível de crítica. Tendo em consideração o histórico do bicho, o sangue-frio para comprar e vender drogas, e andar com armas e munições, dão todo o fundamento para que a suposta "tia" de Cascais se amedronte. É que no final das contas, algum dia, numa ou outra compra, até se pode cruzar com o Vitó.

Assim como alguns autores de textos fazem questão de no fim afirmarem que escreveram com ou sem, o acordo ortográfico, eu faço questão de mencionar todos os visados nestas minhas palavras, para que depois não digam que falo pelas costas e, convenhamos, para quem está na prisão, ter agora alguém a falar pelas costas, é um perigo.

10
Nov21

Sobre Mário Machado


Pacotinhos de Noção

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1997 — Condenado a uma pena de quatro anos e três meses de prisão por envolvimento na morte de Alcindo Monteiro.

2007 — Condenado a 10 meses de prisão por posse ilegal de arma e posse de arma proibida. (Pena suspensa)

2008 — Condenado a quatro anos e dez meses de prisão por crimes iguais aos de 2007.

2009 — Condenado a sete anos e dois meses de prisão por crimes de sequestro, roubo e coação.

Em 2012 o Tribunal Criminal de Loures junta as penas todas e fixa em 10 anos a pena de Mário Machado.

2016 — Condenado a mais 2 anos e 9 meses de prisão pelo crime de tentativa de extorsão agravada, mesmo estando detido.

2017 — Já liberto volta a ser preso na Suécia por participar em manifestações de extrema-direita. Esteve em liberdade condicional até 21 de Novembro de 2020. Ainda assim participou em confrontos violentos com grupos rivais.

 

Matemática nunca foi o meu forte, mas sendo ele condenado a 10 anos, em 2012, por cúmulo jurídico, o que significa que deveria ficar preso ainda mais anos, não deveria sair só em 2022. Bem sei que poderá ter benesses por bom comportamento, mas se foi condenado por crimes cometidos na cadeia, a teoria do bom comportamento não cai por terra?

A cadeia deveria, mas não serve de reabilitação a ninguém. Este indivíduo ainda aproveitou o tempo "na gaiola" para tirar o curso de Direito. Tem 3 filhos, porque infelizmente ainda é permitido procriar, por mais idiota que se seja.

Tem um canal de YouTube onde, como de um cancro se tratasse, espalha aos 4 ventos o excremento que expele pela boca.

Foi preso, mas sabemos que hoje, amanhã o mais tardar, já estará cá fora.

Crítico os que criticaram o Manuel Luís Goucha por ele entrevistar este biltre no seu programa. Penso que fez bem e que todos os programas deveriam convidar esta besta para que toda a população tirasse bem as medidas a este tipo, para terem a oportunidade de atravessar para o outro lado da rua evitando assim terem o desprazer de se cruzar com ele, pondo até em risco o seu bem-estar, caso se incluam no espectro lato de vítimas que Mário Machado gosta de colecionar.

Somos um jardim à beira-mar plantado, mas todos os jardins têm as suas ervas daninhas. São pessoas destas que fazem do Mundo um lugar bem pior para se viver, sejamos nós potenciais vítimas ou apenas pessoas com massa cinzenta o suficiente para não conseguir perceber como são os ciganos perseguidos nas feiras por venderem contrafacção, indo alguns até passar temporadas à cadeia, e depois termos um elemento destes que já mostrou que viva quantos anos viver a sua índole será sempre a pior possível.

 Já que ele gosta tanto do Salazar e do Estado Novo, era muito bem apostado que para este tipo, o Estado tivesse laivos de ditadura, metia-o numa cela e deitava a chave fora.

12
Out21

Metam-me dentro. JÁ!!!


Pacotinhos de Noção

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Hoje mais um passarinho ganhou asas e voou.

Quase todos saberão que me refiro à libertação do inocente Armando Vara.

Existe a presunção de inocência, em que até ser julgado todos são inocentes, e agora vai começar a haver a "desprisão da inocência" que é o nome atribuído quando alguém ligado ao PS esteve preso, mas que afinal estava engaiolado injustamente e quando sai reafirma que mais inocente que ele nem a Madre Teresa de Calcutá, aos 5 anos.

Mas para falar destas miudezas existem imensas pessoas e eu não quero ser apenas mais um e por isso quero abordar o tema que realmente interessa. Aquilo que passou na cabeça de todos que viram as imagens de hoje, amplamente difundidas, e que eram a das declarações daquele garoto, o Armando Vara.

Mas que raio de alimentação andam a dar ao pessoal nas prisões portuguesas?

É a dieta paleo e jejum intermitente? São alimentados a batidos e suplementos da Prozis? Ou são obrigados a fazer ferro nos ginásios da pildra? Pilates duvido, mas nunca se sabe.

As imagens falam por si.

Isaltino Morais, talvez dos únicos que não apregoou inocência depois de sair, não sei se é um caso de descaramento, sentimento de impunidade ou o chamado "estou-me marimbando que eu ganho as eleições à mesma", entrou na prisão claramente fora de forma e com cores pálidas e doentias. Passados uns tempinhos saiu todo moreninho e com uma compleição bem mais composta.

Armando Vara entrou um pilantra de 65 anos e saiu um inocente de 67 mas que parece ter uns 50 e também parece que esteve num spa a fazer bronze. O corte de cabelo foi claramente mudado. Agora tem um corte todo fixe, todo mais para o modernaço.

O Camilo de Oliveira é que tinha razão, "cá fora está-se pior".

Tenho que admitir que agora começo a ficar muito curioso. Como é que vão estar a Rosa Grilo e Pedro Dias, quando vierem cá para fora. Não sendo bruxo quase que aposto que vão estar inocentes, mas Rosa Grilo vai desfilar à Moda Lisboa e Pedro Dias vai estar em melhores condições físicas que o montanhista Bear Grylls e vai-lhe custar muito menos andar a passear no meio dos bosques e matas. Experiência já tem alguma, as capacidades é que ficavam aquém.

As prisões portuguesas são autênticos "health clubs" e acho bem. Farto-me de ver gente dizer que para ficar bonito é preciso sofrer e no meu entender se é para os meliantes sofrerem é dar-lhes aulas de musculação, body pump e até algumas massagens, mas daquelas à bruta.

Quem não concordar com a minha teoria só está a negar as evidências. Dei estes dois exemplos de simpáticos vigaristas que saíram de prisões portuguesas reabilitados, nem que seja só fisicamente. Se olharmos para Vale e Azevedo, que esteve numa prisão inglesa, rapidamente nos apercebemos de como está gasto e envelhecido. Nunca foi um homem bonito, mas podia ter melhorado um pouco.

Isto mostra o quão o sistema prisional português está bom e se recomenda, e é por isso que exijo que me ponham lá dentro. Acho que mereço um tempo de qualidade só para mim, o chamado "miminho".

03
Out21

Ser ou não ser? Eles não são


Pacotinhos de Noção

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Há algumas personalidades que me irritam particularmente. Duas delas são Joacine Katar Moreira e o suposto humorista, Diogo Faro.

Irritam-me porque são pessoas, uma delas até com um cargo político de relevo, que aproveitam a sua mediatização para lutas propagandeadas como essenciais, mas que depois mostram que usam grandes espingardas que apenas disparam tirinhos de fulminantes.

Os exemplos são imensos, mas aquele de que quero falar é apenas um. O racismo.

Tanto um como outro enchem a boca para afirmar que existe racismo no país, que as pessoas são catalogadas pela cor da pele e que tal não é admissível em pleno século XXI.

Se existe ou não racismo no país, não posso afirmar. Posso afirmar que temos uma grande percentagem da população que é ignorante. Uns são ignorantes e têm falta de educação, proferindo por vezes comentários que poderão ser considerados racistas, derivado a esses dois atributos.

Exemplo disso é, em conversa com alguém que nem conhecem bem, referirem-se a António Costa como o "monhé", ou que foram à loja dos "chinocas", pensando que ao falar desta maneira estão a ser hilariantes. No seu âmago nem se estão a referir com o intuito de ofender porque "em casa, com a família, até falam assim na brincadeira" mas a verdade é que não estão casa, não estão com familiares e até podem mesmo estar a ofender. Mas isto é a ignorância aliada à falta de educação, como disse atrás, e também misturada com algum preconceito, que as pessoas limitadas inevitavelmente têm.

Depois temos os ignorantes do outro lado da barricada. Os activistas de causas emprestadas, que de próprio não têm nem os argumentos. Aqueles que pegam em qualquer situação para fazer um festival contra a opressão do povo branco contra minorias, mesmo quando as minorias não se revêem naquilo que eles estão a defender. Os activistas que querem deitar abaixo monumentos, espartilhar toda uma sociedade, obrigar a uma inclusão que é feita de uma forma que tem tudo menos o ser natural, e apagar o passado enquanto acendem o lume de uma fogueira ateada à base de livros do Tintin, do Astérix e do Lucky Luke.

Estas pessoas irritam-me porque deixam de parte o que verdadeiramente importa, e que é a luta contra os que realmente são perigosos. Os que já cometeram crimes de ódio, tornaram a cometer e têm orgulho em demonstrar que o vão continuar a fazer.

Dia 1 de Outubro faria 54 anos Alcindo Monteiro. Faria mas não fez. Na realidade deixou de fazer anos aos 27, quando foi morto numa visita ao Bairro Alto, a 10 de Junho de 1995. Para nós, o dia de Portugal, para ele o seu último dia, para os assassinos, o dia da raça

Pelo nome quase ninguém sabe de quem estou a falar, mas se eu disser que Alcindo Monteiro é o rapaz preto que foi morto no Bairro Alto, pelo grupo liderado pelo skinhead Mário Machado, os Hammerskins, já grande parte se lembrará.

Vamos lá ver, Alcindo teve na verdade um azar do caraças, e estava mesmo a pedi-las.

Primeiro era preto, logo ai estava mesmo a pedi-las, e depois teve azar porque a grupeta das cabeças rapadas bateu em tanta gente naquele 10 de Junho, sendo que mais ninguém morreu, por isso foi só azar.

Alcindo foi morto porque era preto. Todas as outras pessoas que foram agredidas naquele dia foram-no por serem pretas, e não morreu mais ninguém por mero acaso. Os Hammerskins têm um currículo de agressões qie mais parece uma bíblia, de tantas páginas que tem. Desde agressões com recurso a armas brancas, tacos de basebol, murros, pedradas e pontapés. Está lá tudo.

Houve condenações neste caso. As mais altas de 18 anos, as mais baixas de 2 e meio. Mesmo que tivessem cumprido toda a pena (que não cumpriram) já estavam cá fora, como estão, e estando já voltaram a cometer crimes da mesma tipologia. Se bem que agora a escolha é variada. Agridem pretos, chineses, indianos, ciganos, paquistaneses, homossexuais e até pessoas que se intrometam nas agressões que eles perpetram.

As autoridades têm conhecimento que existe esta organização, o Governo também. Não se escondem e têm páginas nas redes sociais. Aliás, a possibilidade de vir a ser invadido e ofendido por comentários destes acéfalos é grande, porque o esgoto da sociedade parece que tem radares. Quando falam deles acabam sempre por ficar a saber e, por incrível que possa parecer, há sempre alguém que por acaso até está de acordo com algumas ideias que eles apresentam, "mas não concordam com as agressões".

Isto não existe. Concordar com uma vírgula, de algo que organizações como a Hammerskin defenda, é estar a validar tudo aquilo que fazem.

Estes são os verdadeiros crimes de ódio que devem ser julgados e cujas penas deveriam ser exemplares. 18 anos para quem tira a vida a outro, sem nenhum tipo de justificação!? Isto foi matar pelo simples prazer de o fazer, e como tal deveria haver excepções à lei e aplicar prisão perpétua, sem hipóteses de recurso. Não me venham com a desculpa de que errar é humano. Estes tipos não são humanos. São monstros que andam entre nós. Camuflam-se por entre claques de futebol, pois é outra forma de validar pancadaria, e quando não há futebol vão à procura das suas vítimas que hoje há-de ter sido alguém, mas amanhã podes ser tu ou um outro alguém, mas que seja da tua família.

É por isto que os tais activistas da esquerda caviar me dão nervos. Apelidam tudo de racismo ou crimes de ódio, e quando há estes que são MESMO crimes raciais e de ódio, a sociedade acaba por não estigmatizar os criminosos, com tanta força como deveria fazer.

De que me interessa ter vergonha no passado. Não posso ter vergonha de algo que não fiz. É passado e lá ficará. Aquilo que tenho é vergonha do presente e temor pelo futuro, porque se de um lado temos os extremismos bacocos de políticos e figuras públicas como a Joacine Katar Moreia e Diogo Faro, do outro temos verdadeiros extremistas que já provaram que para eles matar é mais simples do que conjugar o verbo "Ser". Até porque Ser, eles não são nada.

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