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Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

05
Jan23

Blockbosta do momento


Pacotinhos de Noção

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Um "blockbuster" é um filme que gera interesse e, acima de tudo, gera retorno financeiro. Temos na saga "Star Wars", e nos seus tantos episódios, o exemplo perfeito disso mesmo.

O blockbosta é um bocadinho diferente. Tem imensos episódios, mais até que as películas de George Lucas, e o intuito não é gerar retorno financeiro, é antes gerar transtorno financeiro. Transtorno não para os protagonistas da história vergonhosa, mas sim para todos os que assistem, e que somos nós. Eles, como protagonistas que são, recebem o seu magnífico quinhão, sendo aquilo que dá a origem ao blockbosta. É então um círculo vicioso, inerente a um círculo de viciados, não por drogas, mas por poder e também por poderem meter-nos a mão ao bolso.

Neste tipo de película António Costa chama garoto a George Lucas, pois cria enredos bem teados e onde não existem heróis, só vilões e otários. Os vilões são os protagonistas, os otários somos nós.

Não é gralha o cartaz desta coboiada de bandidos, ter actores de outras épocas, como José Sócrates e Manuel Pinho. Serve para demonstrar que este grupo de malfeitores percorrem o seu caminho há já muitos anos, e não apareceu ainda um Xerife que lhes conseguisse deitar a mão. Quando houve um que tentou, no seu cargo de Procuradora Geral da República, Joana Marques Vidal foi prontamente afastada do cargo e foi lá colocada uma marioneta que dá pelo nome de Lucília Gago. Poucos a conhecerão, e é natural que assim seja, pois a senhora faz questão de não levantar ondas, e para isso vai ao sabor da maré.

Tantos casos assim, uns atrás dos outros, sendo que todos envolvem desvios de dinheiros do Estado, nomeações que não deviam acontecer, e até atropelos mortais de trabalhadores das autoestradas, seriam motivos, mais que muitos, para que um Presidente da República a sério, pensasse numa dissolução governamental. Relembro os meus amigos que, por muito menos, Pedro Santana Lopes, em 2005, viu o tapete ser-lhe puxado debaixo dos pés, pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio, que não cedeu a pressões, antes pelo contrário, aceitou-as de bom grado, pois sendo o senhor do PS aproveitou assim para abrir caminho, feito Moisés, para que José Sócrates ganhasse as eleições, e desse início à hegemonia destes larápios.

Sim, sei que vão argumentar que pelo meio houve Pedro Passos Coelho, e que foram anos negros... E sim foram, e sim serão. Isto porque depois deste segundo Governo de Costa, também terá que vir alguém arrumar a casa, tapar os buracos que foram deixados, e o português, sendo de memória curta e gostando de viver na base da esmola, vai voltar a cair no mesmo erro e depois vilipendiar aquele que tentará tirar este chiqueiro do lamaçal. Depois virá de novo o PS, esvaziar e rapar os cofres do Estado, para distribuir umas migalhas pelos papalvos, e para dividir o bolo recheado e guloso, com aqueles que são os seus braços direitos, os seus braços esquerdos e todos os outros membros que se possam lembrar porque, como se sabe, os polvos têm muitos braços.

E é assim, o guião deste filme, que sendo fraquinho, é dos mais caros que se vão fazendo, deixando James Cameron ruborizado de vergonha pela mixaria que gastou no Titanic. Mas ao menos esse teve a Céline Dion na banda sonora, que gostando ou não se gostando é uma estrela. Nós, pelo andar da carruagem, aquilo que vamos ter como banda sonora é um grupo de carpideiras, velhas e decrépitas, que chorarão a bom chorar, por verem a economia a definhar. Ainda assim, o Sócrates é o preferido delas, porque é o George Clooney da política portuguesa, e também gostam muito do Costa, a quem apelidam de "Chamuças", mas que lhes ofereceu 120 €, que bastante jeito lhes deram.

Termino com aquilo que sinto, sempre que falo de Costa e dos seus comparsas.

Têm o Governo que merecem, foram vocês que votaram nele.

Eu, admito, em 2005 votei Sócrates, e consequentemente PS, mas foi como chupar uma azeda apanhada num qualquer jardim. Quando a tinha na boca lembrei-me que os cães mijam por perto, e provavelmente mijaram também ali. Nunca mais chupei uma azeda.

04
Dez22

O copo meio cheio


Pacotinhos de Noção

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No final de uma semana em que os chefes de equipa das Urgências do Hospital Garcia de Horta demitiram-se em massa, em que houve notícias de que nesse mesmo hospital haveria pessoas nos corredores em macas, e cadeiras de roda, há 3 dias, e em que eu pude testemunhar o caos nas urgências pediátricas do Hospital de Cascais, onde médicos e enfermeiros não tinham mãos a medir, ouve-se dizer, ainda assim, para que ninguém se preocupe porque está tudo óptimo. Está tudo a andar sobre rodas.

Não sou eu que o digo, era a anterior Ministra da Saúde (que não deixa saudades), Marta Temido, é o Sr.Primeiro-ministro, para quem aquilo que realmente interessa é saber com que olhos o vêem os grandes da Europa, e é o actual Ministro da Saúde, Manuel Pizarro, que tem o carisma de uma couve de Bruxelas, mas que para marioneta do Primeiro-Ministro, chega perfeitamente.

A moda de António Costa, que respinga para todos os seus fantoches, é o ser extremamente positivo, o de encarar tudo com o copo meio-cheio, para espantar assim o negativismo para bem longe de si, e fazer com que os mais incautos não se apercebam no esgoto a céu aberto em que o nosso país se torna e, mais especificamente, o Serviço Nacional de Saúde.

Manuel Pizarro, imbuído talvez do espírito natalício, presenteia-nos com declarações em que afirma que as demissões apresentadas não colocam em causa o normal funcionamento do Hospital Garcia de Horta, e aqui até temos que concordar, pois desde há muitos anos para cá que o normal funcionamento daquele hospital é péssimo. Mas isto não se diz, o que se diz é que está tudo normal... é o tal copo meio-cheio.

A inflação sobe a pique, o poder de compra diminui, os preços aumentam absurdamente, e Costa afirma não haver lugar a alarmes. Portugal até subiu mais do a Alemanha, por exemplo, diz o nosso Primeiro Vigaristro, perdão, ministro. Copo meio-cheio, vêem? Aquilo que convém falar é que Portugal subiu mais que a Alemanha. Não sei bem a que níveis se referem, mas se for, por exemplo, no que diz respeito a subir a escadaria do Bom Jesus de Braga, então aí concordamos, porque as promessas dos portugueses para fugir à fome, hão-de ser tantas que aquilo é um corrupio de gente, a subir e descer as escadas.

Mas, porque diabos haveria Costa de achar que o copo não estaria meio-cheio? Se existe tipo que nasceu com a regueifa virada para a lua, esse tipo é ele.

Sucedeu a um Governo que teve que tomar atitudes difíceis, impopulares e que fizeram os portugueses apertar o cinto. Na altura em que iria haver uma retoma da economia, António Costa consegue chegar a Primeiro-Ministro sem sequer ganhar as eleições. Recebeu de herança um país com as decisões difíceis já tomadas, e teve assim a desculpa perfeita para dizer que tudo o que de mal pudesse vir a acontecer não seria da sua responsabilidade, teve uma pandemia que, numa altura em que a sua popularidade descia, permitiu-lhe criar, junto com o seu compincha Marcelo, estados de emergência uns, a seguir aos outros, e propagandear assim uma luta hercúlea que teve contra a pandemia.

Foi lançando umas migalhas aos povo, sob uma capa de subsídios de ajuda à pandemia. Uns não receberam, outros não eram elegíveis, outros eram elegíveis, mas os cálculos eram referentes a meses onde já havia pandemia e então a ajuda era miserável... Mas o copo continua sempre meio-cheio, porque depois veio um PRR, que seriam rios de dinheiro que colocariam o português comum a viver como um marajá, mas porra, começou a guerra na Ucrânia. O PRR passa a ser canalizado para outros efeitos porque a guerra criou uma crise que, curiosamente, estava já anunciada, ainda nem se imaginavam os devaneios de Putin, mas pronto, mais uma vez Costa tem a desculpa perfeita.

O nosso Primeiro-Ministro não pode ser o bode expiatório de todo o mal que acontece no Mundo, isso é óbvio, mas é, isso sim, o bode principal que causa a maioria dos grandes males do nosso país.

Que algo está mal, só não vê quem não quer. Houve mais uma remodelação governamental. Saíram uns amigos do Costa, entraram outros, um foi promovido, mas mais uma vez o enchimento do copo é positivo porque há um Mundial e assim o escrutínio da situação é colocado de lado.

Mas no final o maior motivo que faz com que António Costa ande de sorriso nos beiços, e que considere sempre que tem o copo meio-cheio, não é o facto de estar rodeado de uma sua máfia, não é o facto de ter uma imprensa que lhe até é favorável, vá-se lá saber o porquê, nem é o facto de que sabe que mais tarde ou mais cedo terá um cargo apetitoso para desempenhar na europa, não, não é isso. O que lhe dá essa característica é saber que tem aqui, neste entalado rectângulo entre mar e Espanha, um grande grupo de idiotas, pouco esclarecidos e imbecilóides, que além de lhe terem dado a maioria, ainda hoje o defendem e, muito provavelmente, fariam com que ganhasse de novo as eleições.

Para esses eu não queria um copo meio-cheio, queria um balde completamente cheio, para lhes atirar às trombas para ver se acordam.

20
Jul22

Que se feche o Governo!


Pacotinhos de Noção

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Segundo as últimas sondagens, o Governo PS de António Costa, se fosse agora a votos, perderia a maioria.

PS perdeu votos e PSD subiu, mas se isto acontecesse o problema não seria grande para o nosso magnífico Primeiro-Ministro, porque quem "geringonceia" uma vez "geringonceia" duas.

O que esta descida realmente significa é que a sobranceria de António Costa, com uma maioria absoluta nas mãos, faz com que o povo esqueça um pouco aquele gordinho bonacheirão, que a todos dá a volta, e se lembrem daquele gordo brutalhão que queria dar uma galheta num velho, que até o punha a andar às voltas.

Para acrescentar à arrogância que o Sr.Costa demonstra, a populaça (aquela que nele votou) começa a aperceber-se que o que realmente conta não é o bem-estar dos votantes, mas sim o bom descanso dos votados. Ao invés de se resolverem os problemas que beneficiariam os portugueses, o Governo de António Costa decidiu começar a dar a volta às questões. O comportamento é como o de um mau mecânico que não conseguindo identificar qual o problema que faz existir uma luzinha de avaria no painel do carro, decide resolver o problema tirando a lâmpada dessa luzinha. Poupou-se a uma série de trabalhos, recebeu por um algo que não foi feito, e quem sairá prejudicado é o cliente, nunca ele. E é desta forma que António Costa dá a volta às questões. Com a pandemia habituou-se a mandar todos para casa e essa é também a solução encontrada para quando está calor, e há o risco de incêndios, anulam-se os eventos, e que vá tudo para casa, colocar os pés de molho.

Acaba por ser como um castigo, castigo esse mais que merecido, se tivermos em conta que os culpados destes incêndios somos todos nós. Primeiro porque não fizemos como o aconselhado, e saímos de casa, depois porque, como tão bem se sabe (segundo António Costa) os incêndios têm sido, maioritariamente perto das populações e "não nascem de reação espontânea - surgem sempre devido ação humana, de forma deliberada (pela mão de incendiários)"... Então se afinal a culpa é dos incendiários, porque é que não se punem exemplarmente esses incendiários? Porque é que não se aposta num reforço de vigilantes florestais, em vez de amedrontarem velhotes sem dinheiro, com a ameaça de multa, caso não limpem os terrenos em volta das suas casas?

A par de declarações destas foram feitas outras como "o Estado não é o segurador universal de ninguém". É um facto, não o é, mas se não é para uns, não deveria ser para ninguém, como por exemplo o NovoBanco, a EFACEC, a TAP. Já para não falar no dinheiro que aí vem do PRR, que deveria ser para apoiar empresas que passaram mal por serem obrigadas a fechar portas durante o confinamento, mas não, mais de metade desse dinheiro vai para uma empresa só, de um barrigudo Mário Ferreira, dono de um canal de televisão, e com quem António Costa gosta muito de almoçar, jantar e ir a festas.

O desgosto dos portugueses vem também muito agregado aos problemas que se têm sentido no SNS que, não sei se se recordam, estava vivo e de boa saúde.

Vivo até concordo que ainda está, assim como está vivo um peixinho que saltou do aquário e que, ainda vivo, estrebucha que nem um louco no chão, segundos antes de se finar. Conselhos transmitidos, para evitar os problemas com o SNS são tão bons como "não fiquem doentes em Agosto", e "não comam Bacalhau à Brás", mas se tal acontecer, e forem para o hospital, a culpa, mais uma vez, é toda vossa, como disse o Sr.António.

Como os problemas continuam há que solucionar, e qual foi a solução para o SNS?

Fechar urgências e urgências obstétricas, e fica o assunto arrumado.

Seguindo esta linha de pensamento, e tendo em consideração que este Governo, ainda que com maioria absoluta, funciona de uma forma tão má e atabalhoada, como se constatou na situação do aeroporto, com Pedro Nuno Santos, não seria caso para se começar a pensar em encerrar este mesmo Governo, com a vã esperança de que quem venha a seguir seja um pouco melhorado, ou pelo menos que tenha um pouco mais de vergonha na cara?

Fica a pergunta no ar, mas em balão de ar quente, porque de avião ia ser difícil de fazer o embarque, quanto mais de descolar.

19
Mai22

Opiniões que nos definem


Pacotinhos de Noção

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Nalgumas situações as redes sociais acabam por ser como a realidade. Diariamente nos cruzamos com gente que não interessa e temos duas opções, ou engolimos, ou mandamos dar uma volta.

Não vou divulgar o "nome" da pessoa em questão porque receio que exista sempre alguém que a possa importunar, mas sei perfeitamente que ela vai ver este post, e ainda bem.

Esta é uma senhora com quem estou quase sempre em desacordo. Adora o Costa e os Governos PS. Gostos são gostos, e tal como ela, mais de 50% dos votantes tiveram a triste ideia de votar em quem enterra consecutivamente o país. A falta de gosto é ainda mais flagrante quando mostra que é das tais senhoras de meia-idade que continuam seduzidas pelos cabelos grisalhos de Sócrates. A certa altura defendia que o SNS é maravilhoso, mas pouco tempo após o proferir foi operar as cataratas à CUF, em vez de usufruir daquilo que tanto diz apreciar. Para finalizar, e para mim, foi a gota que transbordou o copo, desde que começou a guerra na Ucrânia já demonstrou não ser a favor de algumas sanções, que o Zelensky é o demónio na terra e agora insinua, como as imagens demonstram, que os ucranianos são nazis, conforme o próprio Putin defende.

Se em todos os outros assuntos posso compreender que existam opiniões diferentes da minha, neste caso da guerra não é sequer admissível que se veja o outro lado da mesma moeda. É um assunto em que não se pode ficar em cima do muro.

Quem tiver o mínimo de dúvida em condenar Vladimir Putin, mesmo não o afirmando, como no caso do PCP, aliás, das duas uma, ou é estúpido, ou é idiota, e são pessoas assim que me repugnam e deixam-me aziado, e com os quais não pretendo ter o mínimo de ligação, quer seja no dia a dia, quer seja aqui, neste mundo virtual onde o anonimato até me dá a cobarde coragem de dizer a esta senhora o quanto ela não tem noção de quão pouco humana consegue ser. E é até a amostra de que quem gosta de animais não tem que obrigatoriamente ser boa pessoa. Bem sei que aos 50/60 anos, viver com gatos nem sempre é opção, é apenas a consequência de uma vida de amargura, arrogância e estupidez, mas ainda assim fica sempre bem mostrar que se tem muito amor pelo Nóquidó e pelo Riscas.

Alguns estarão agora a perguntar-se o porquê deste destaque a alguém que é anónimo, que assim se manterá e que provavelmente não merece o tempo que gastam ao ler estas linhas. Os motivos são dois.

O primeiro é porque o Pacotinhos de Noção nasceu por causa destas pessoas. Serve de escape para falar sobre situações e elementos da sociedade, que vivem entre nós, julgam e comportam-se como se fossem a última bolacha do pacote, mas só porque não tem a noção que aquilo que defendem e aquilo que acreditam faça delas, sim senhor, a última bolacha do pacote, mas é um pacote de bolachas de Água e Sal velho e bolorento, com aquela bolacha que todos rejeitaram e está até toda esmigalhada.

O segundo é porque ao observar as fotos desta pessoa, a ideia que dá (e aqui até posso estar enganado) é a de que trabalha num estabelecimento de ensino. Não sei se como auxiliar ou professora, não é importante, mas aquilo que importa é que alguém que não consegue discernir do que é facto e do que é propaganda, do que é uma desculpa esfarrapada para invadir um país e do que é real, e que não consegue compreender que morrem pessoas, incluindo crianças, crianças com quem trabalhará e como tal até deveria haver um laço mais afectivo, no lugar do coração deve ter uma pedra e no lugar do cérebro apenas vácuo e deveria ter sido submetida a importantes testes psicotécnicos para que em vez de trabalhar com miúdos, trabalhasse com... sei la, calhaus.

04
Jan22

Debates são mais que as mães


Pacotinhos de Noção

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Falta pouco tempo para as eleições e se existe desta vez algo de que não nos podemos queixar é da falta de debates.

Vão acontecer cerca de 30. Não sei se os vou conseguir acompanhar a todos, mas aos dois primeiros fiz questão de ver e já cheguei a uma primeira conclusão. Estamos lixados. Tendo em consideração o que vi, a melhor análise é esta. Não sei se o Público ou o Expresso querem pegar na minha válida afirmação, mas é o que me apraz dizer.

No embate entre António Costa e Rui Tavares do LIVRE, tivemos oportunidade de ver quase um ritual de acasalamento, em que o fundador do LIVRE era o macho, de orgulho ferido, e António Costa era a fêmea difícil e que não se sente convencida com o que o espécime masculino tem para lhe oferecer.

Rui Tavares corre atrás do prejuízo. Nas últimas eleições conseguiu eleger um deputado, feito meritório e poderia até alavancar o partido de forma a um dia almejar ser uma força política a ter em conta, mas deram vários tiros no pé.

O primeiro foi a escolha de quem os representaria.

Pelos visto no partido não fazem testes psicotécnicos e escolheram Joacine Katar Moreira, que nos testes, claramente, não passaria na parte do "psico". 

Depois apalhaçaram a sua representatividade no Parlamento, com a história provocatória do assessor de Joacine, que decidiu ir de saia para o hemiciclo, o que me chocou e a tantas outras pessoas.

Em relação às outras pessoas, não posso saber o que as chocou, em relação a mim, posso dizer que o choque não esteve na saia, mas na fraca escolha de uma saia plissada comprida, azul escura, conjugada com umas meias verdes de cano médio. Não combina, não faz sentido e só por isto o lugar deveria ter sido posto à disposição. Se queremos marcar impacto, ao menos que se marque com estilo, mas não marcou. Aquilo que transpareceu foi claramente o uso de saia, não como indumentária usual, mas apenas usada como acessório que pretendia ser disruptivo em relação à maneira de vestir dos deputados. Ora num parlamento em que nos devíamos preocupar mais com a índole dos intervenientes, do que com a farpela que envergam, a atitude foi só parva.

Parvo foi também, mais uma vez, Rui Tavares, que escolheu alguém difícil de controlar, não por ser de forte convicções, mas sim por ter fortes convulsões de linguagem, dizendo tudo como os malucos, e de forma mais alucinada do que os próprios malucos, e perante tal volatilidade o historiador decidiu retirar o apoio político a Joacine.

Para ela tanto lhe vez, o lugar dela estava guardado, mas a verdade é que a representatividade do partido acabou e já muitos se esqueceram que o LIVRE existe.

Isto justifica a apatia de António Costa, no qu diz respeito ao adversário que tinha no debate. Preferiu ignorar as investidas de Tavares, que fez quase juras de amor, desde que pudesse fazer parte de uma nova Geringonça, mas António Costa não lhe fez caso. Devo até dizer que foi indelicado e mal-educado, ignorando o oponente que ali tinha e aproveitando para mandar recados a Rui Rio, fazendo propaganda política barata.

O outro debate colocou frente a frente Catarina Martins e André Ventura.

É devido a debates como este que depois, pessoas com um bocadinho menos de clarividência, optam por votar CHEGA.

Catarina Martins foi insossa, monocórdica, secante e bastante desagradável.

Referiu-se várias vezes ao adversário como o candidato da extrema-direita, o partido da extrema-direita, a extrema-direita isto, a extrema-direita aquilo, ignorando que o BE também pode ser conotado como partido de extrema-esquerda, mas que não se referem assim ao mesmo porque é deselegante.

Bem sei que o alvo da deselegância é André Ventura e o CHEGA, mas haver a mínima hipótese de fazer estes dois elementos passarem por coitadinhos, que é uma das formas fáceis de ganhar votos, é estar a entregar o ouro ao bandido.

A líder do BE falou, acusou e foi populista. Parecia a narradora de uma história para crianças e quis fazer crer que o Lobo Mau estava à sua frente sendo que ela seria o caçador que o ia esventrar, mas a verdade é que se pareceu mais com a avozinha débil que se deixou abocanhar, pois lançou atoardas que foram de fácil resolução para André Ventura, dando-lhe até deixas importantes para poder ele lançar assuntos menos claros e esclarecidos por parte do BE, como o caso Robles, por exemplo, e que Catarina Martins não justificou.

Várias vezes a líder esquerdista foi também apanhada em falso, lançando dados para a mesa que demonstraram não ser correctos, mais concretamente no que diz respeito a propostas no parlamento contra a corrupção, que o doido adepto de Viktor Orban rapidamente tratou de desmentir com factos.

A verdade é só uma, André Ventura ganhou este debate, e isto para a democracia é perigoso. Não podemos fazer quase nada, por a democracia ser isto mesmo, temos que dar voz a todas as facções, desde que não sejam criminosas, por mais idiotas que nos possam parecer, mas cair no erro de tentar usar as mesmas armas que eles é assinar a própria sentença.

Catarina Martins tentou ser populista, até citou várias vezes, diga-se que de forma ridícula e bacoca, o Papa, mas não deixou nunca o adversário sem palavras e em situação menos confortável, já ela escondeu-se por detrás de um discurso com bastante aparência de falso e muito mal ensaiado.

Temo que a continuar assim, o CHEGA vá conseguir conquistar votos a todos aqueles que estão ainda indecisos, desiludidos ou indignados.

Quero assistir ao debate de hoje entre Rui Rio e André Ventura e tenho curiosidade em ver como se sai João Cotrim de Figueiredo nos debates, mas como é óbvio não irei analisar todos os debates, para não vos causar fastio.

Como reparam aqui é possível analisar o Big Brother Famosos, as eleições e assuntos em geral. Isto porque burro não é o que vê o Big Brother, nem inteligente é o que lê Maquiavel. Inteligente é quem vê Big Brother e pesquisa quem é Maquiavel no Google.

E depois desta minha demonstração de superioridade intelectual despeço-me cheio de arrogância e amizade.

12
Out21

Metam-me dentro. JÁ!!!


Pacotinhos de Noção

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Hoje mais um passarinho ganhou asas e voou.

Quase todos saberão que me refiro à libertação do inocente Armando Vara.

Existe a presunção de inocência, em que até ser julgado todos são inocentes, e agora vai começar a haver a "desprisão da inocência" que é o nome atribuído quando alguém ligado ao PS esteve preso, mas que afinal estava engaiolado injustamente e quando sai reafirma que mais inocente que ele nem a Madre Teresa de Calcutá, aos 5 anos.

Mas para falar destas miudezas existem imensas pessoas e eu não quero ser apenas mais um e por isso quero abordar o tema que realmente interessa. Aquilo que passou na cabeça de todos que viram as imagens de hoje, amplamente difundidas, e que eram a das declarações daquele garoto, o Armando Vara.

Mas que raio de alimentação andam a dar ao pessoal nas prisões portuguesas?

É a dieta paleo e jejum intermitente? São alimentados a batidos e suplementos da Prozis? Ou são obrigados a fazer ferro nos ginásios da pildra? Pilates duvido, mas nunca se sabe.

As imagens falam por si.

Isaltino Morais, talvez dos únicos que não apregoou inocência depois de sair, não sei se é um caso de descaramento, sentimento de impunidade ou o chamado "estou-me marimbando que eu ganho as eleições à mesma", entrou na prisão claramente fora de forma e com cores pálidas e doentias. Passados uns tempinhos saiu todo moreninho e com uma compleição bem mais composta.

Armando Vara entrou um pilantra de 65 anos e saiu um inocente de 67 mas que parece ter uns 50 e também parece que esteve num spa a fazer bronze. O corte de cabelo foi claramente mudado. Agora tem um corte todo fixe, todo mais para o modernaço.

O Camilo de Oliveira é que tinha razão, "cá fora está-se pior".

Tenho que admitir que agora começo a ficar muito curioso. Como é que vão estar a Rosa Grilo e Pedro Dias, quando vierem cá para fora. Não sendo bruxo quase que aposto que vão estar inocentes, mas Rosa Grilo vai desfilar à Moda Lisboa e Pedro Dias vai estar em melhores condições físicas que o montanhista Bear Grylls e vai-lhe custar muito menos andar a passear no meio dos bosques e matas. Experiência já tem alguma, as capacidades é que ficavam aquém.

As prisões portuguesas são autênticos "health clubs" e acho bem. Farto-me de ver gente dizer que para ficar bonito é preciso sofrer e no meu entender se é para os meliantes sofrerem é dar-lhes aulas de musculação, body pump e até algumas massagens, mas daquelas à bruta.

Quem não concordar com a minha teoria só está a negar as evidências. Dei estes dois exemplos de simpáticos vigaristas que saíram de prisões portuguesas reabilitados, nem que seja só fisicamente. Se olharmos para Vale e Azevedo, que esteve numa prisão inglesa, rapidamente nos apercebemos de como está gasto e envelhecido. Nunca foi um homem bonito, mas podia ter melhorado um pouco.

Isto mostra o quão o sistema prisional português está bom e se recomenda, e é por isso que exijo que me ponham lá dentro. Acho que mereço um tempo de qualidade só para mim, o chamado "miminho".

07
Set21

"Oh comadre, parece que ele gosta de homens"


Pacotinhos de Noção

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Paulo Rangel gosta de homens.

Quando digo que gosta de homens não me estou a referir a Homens com H maiúsculo, como se à Humanidade me estivesse a referir. Falo no sentido sentimental e sexual.

Uma vergonha, digo eu.

Um homem a sério não gosta de homens. Um homem a sério faz como o José Maria Carrilho, por exemplo, que gostava de dar umas lambadas na Bárbara Guimarães. Tinha aspecto afeminado mas era todo valente e ainda por cima cheio de cultura.

Paulo Rangel gosta de homens e há vídeos dele bêbedo numa madrugada, nas ruas de Bruxelas.

Paulo Rangel gosta de homens, há vídeos dele bêbedo numa madrugada, nas ruas de Bruxelas e teve a audácia de emagrecer... Deve ser doença.

Paulo Rangel gosta de homens, há vídeos dele bêbedo numa madrugada, nas ruas de Bruxelas, emagreceu porque deve estar doente, não gosta de vídeos com gatinhos e uma vez respondeu mal à sua mãe. Isto é só para que saibam como este menino tem o diabo no corpo.

É impressão minha ou Paulo Rangel foi escolhido para saco de pancada, mas os tipos que lhe estão a tentar bater parece que o estão a fazer vendados e não acertam uma. O Paulo Rangel neste momento é uma pinhata em que não acertam nunca.

Quem, no seu juízo perfeito, pode criticar o eurodeputado porque se soube que ele é homossexual. A resposta por ele dada é aquela que, na minha opinião, vale 100 pontos. Nunca escondeu, e a quem lhe interessava que soubesse ele contou.

Estamos em 2021. Há uns tipos que estão a ver se conseguem ir fazer turismo à lua, foi inventada uma vacina num curto espaço de tempo, há já carros que estacionam sozinhos e ainda se perde tempo a discutir a sexualidade de alguém.

Grave não é isto, grave é a perseguição de que Rangel está a ser alvo de forma descarada. O vídeo que surgiu dele bêbedo, depois de um jantar com amigos e que tem já uns anos é mais uma tentativa de descredibilizar o homem. Aproveito para dizer que quando o vi ali a cambalear, todo bêbedo, até ganhou a minha simpatia pelo andar bonacheirão e por não se mostrar como sendo daqueles bêbedos agressivos, a quem não se pode dirigir a palavra. E eu nem suporto bêbedos.

Porque razão é que só agora foi o vídeo divulgado? Serão lutas políticas de boca de esgoto, que têm como protagonistas pessoas que utilizam de todos os estratagemas para tentar manchar a imagem dos adversários? E atenção que adversários não são obrigatoriamente de outra cor partidária. Muitas das vezes isto é utilizado dentro dos próprios partidos, porque antes das lutas externas há lutas internas para marcar posições, escolher lideranças, ocuparem-se lugares.

Paulo Rangel saiu na rifa não se sabe ainda muito bem porquê, mas mais tarde ou mais cedo a neblina dissipa-se e ficaremos a perceber um pouco mais.

Como a coisa não correu como o esperado, José Magalhães, um daqueles deputados que já o são desde sempre e que dificilmente o deixarão de ser porque muito embora se queixem que os deputados ganham mal depois vai-se a ver e têm milhões em propriedades, arte e contas na Suíça, mandou uma "laracha" para o ar de que talvez se viesse a saber também nomes de casas sadomasoquistas de Bruxelas... Porquê o interesse do senhor? Gostaria de frequentar?

A única gravidade que vejo nisto tudo são as insinuações, a pequenez de quem faz "política" na penumbra da maledicência.

Grave grave é termos, por exemplo, uma Ministra da Presidência que nunca trabalhou na área para o qual estudou. De facto nem nunca trabalhou, pois mal acabou o seu curso conseguiu logo uma nomeação directa e depois outra e mais outra, até chegar a número 2 do nosso Governo. E é a isto que estamos entregues, a gente dos "jobs for the boys" que agora são "jobs for the people" por causa da igualdade de géneros.

Ao Paulo Rangel... Que seja muito feliz, da maneira que entender, se assim lho permitirem.

20
Jul21

Sei quem foi mas não me acuso


Pacotinhos de Noção

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Agora foi o Ministro do Ambiente e Transições Energéticas, João Pedro Matos Fernandes, que foi tramado pelo seu motorista. Então não é que o raça do homem se pôs a "voar" a 160 km/h numa nacional onde o limite é 90, e a 210 numa auto-estrada em que o limite é "até bateres num trabalhador"!

O Ministro já prestou declarações afirmando que nem deu por isso mas que não se preocupem porque o culpado, que não é ele, já levou um puxão de orelhas. O culpado obviamente que é o motorista.

Não é o mesmo motorista do Cabrita, esse deve estar a tentar atropelar jardineiros sem o conhecimento do patrão, mas começo a ficar preocupado com este padrão.

Sócrates foi tramado pelo motorista que andava a transportar malas de dinheiro para o estrangeiro, sem o seu conhecimento.

Cabrita foi tramado pelo seu motorista que acelerou que nem um louco, por sua livre e espontânea vontade, acabando por atropelar um tipo que teve o topete de vir a falecer.

Matos Fernandes foi tramado pelo seu motorista que sofre do mesmo mal do motorista de Cabrita, mas sem a parte do atropelamento, mas porque não calhou.

Então e qual o ponto comum nestes três casos?

Os mais distraídos cairão no erro de dizer que o ponto comum é o facto de serem motoristas a tentar tramar pessoas de bem, mas como anteriormente disse, estão distraídos. Não são pessoas de bem, eram o Sócrates, o Cabrita e o Matos Fernandes. Indivíduos sem espinha dorsal, sem respeito por nada nem ninguém e que têm imensa dificuldade em assumir seja o que for.

Sócrates e Matos Fernandes sei que têm filhos, Cabrita desconheço, mas admitamos que até tem... Assumem-nos como seus ou colocam também as responsabilidades nos motoristas? Parece uma pergunta descabida, mas já estou por tudo.

Os governos PS são sempre vítimas das circunstâncias. Tudo que de mau lhes acontece, acaba por ter sempre um culpado comum que é o "Não fomos nós".

Culpados da queda da Ponte de Entre-os-Rios?

Governo PS - Não fomos nós

Culpados da chegada do FMI "Troika" a Portugal em 1977, 1983 e 2011?

Governos PS - Não fomos nós

Culpados do buraco financeiro criado pelo BES?

Governo PS - Não fomos nós

Culpados dos incêndios de Pedrógão em 2017 e do grande incêndio de Outubro, também em 2017, totalizando 111 mortos?

Governo PS - Não fomos nós

Culpado da recuperação económica de Portugal, que se deu em 2016, depois de entre 2011 e 2015 se terem feitos cortes de salários, congelamento de pensões, aumentos de impostos?

Governo PS - Não fomos nós... Quer dizer, a parte da recuperação económica fomos nós, o resto não... Foi o Passos Coelho.

Aquilo que com o passar dos anos, em que vamos tendo governos PS verifico é que sendo um governo socialista, demonstra uma falta de respeito pela sociedade e pelo ser humano em geral. Somos tratados como números e algo de descartável.

Economicamente a época de Passos Coelho foi dura. Na verdade foi duríssima, mas agora quando a factura dos confinamentos surgir, é que vamos conseguir perceber o que é um verdadeiro lobo com pele de cordeiro e ainda vamos ter muitas saudades do Passos Coelho, que nos salvou de um Sócrates mas que não sei se salvará de um Costa.

Voltando à questão dos motoristas, penso que se devia tentar desmantelar esta rede obscura de motoristas que tentam descredibilizar Ministros do Governo PS. Está mais que visto que é uma cabala e não me admirava nada que o outro tipo em Espanha e o de Reguengos de Monsaraz, que se atiraram para cima das esplanadas, sejam agentes motoristas dessa dita rede.

Importa saber se no banco de trás dos carros destes tipos vinha algum ministro, a passar pelas brasas.

 

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