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Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

15
Jan22

Che Guevaras de pelúcia


Pacotinhos de Noção

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É sabido que as modas chegam a Portugal um tanto ou quanto atrasadas, mesmo aquelas que são atrasadas.

Nos E.U.A, há uns anos, alguns iluminados lembraram-se de começar a sair à rua de pijama, começou a procurar-se uma justificação para o facto e teorias apareceram mais que muitas. Que seria uma forma de protesto contra a imposição da expressão do estatuto baseando-se na roupa e no quão cara seria a roupa, uma forma de protesto contra uma sociedade opressora que nos obriga a respeitar determinados conceitos pré-definidos, um deles a forma de vestir, etc.

A verdade é que após longas investigações, realizadas² por organizações tão conhecidas como a Faculdade do Não Interessa de Massachuchas, ou o Centro de Investigação de Coisas Importantes Comó Caraças, no Estado dos Orégãos, a conclusão a que se chegou foi a de que, por mais elaboradas que sejam as justificações, a mais plausível será a de que as pessoas começaram a usar pijamas nas ruas porque são preguiçosas, desleixadas, porcas e sem o mínimo de conceito de saber viver sociedade.

"Mas qual o mal de andar de pijama na rua?!" — perguntarão alguns de vocês.

Tenho pena que o façam e respondo-vos já que não há mal nenhum, assim como não há mal nenhum em mastigar de boca aberta, arrotar na cara dos outros ou soltar gases num elevador pejado de gente. Mal não há, mostra, contudo que se marimbam para a sociedade em que vivem, desrespeitando como ela naturalmente se foi estruturado.

Andar de pijama na rua é como coçar o rabo e depois cheirar, deixar crescer a unha do mindinho para mais tarde usar como palito, usar um penico e despejar pela janela gritando "água vai". Se não temos estas práticas porque é que temos que adoptar outras que são igualmente porcas?

Podem dizer-me que o pijama que alguém usa na rua é, na verdade, limpinho, que a pessoa o usa como uma peça de roupa normal e que até demorou a montar o visual para sair à rua.

Se assim for então desvirtua o movimento norte-americano, em que muitos diziam usarem⁵ o pijama precisamente porque assim acordavam e podiam logo sair à rua sem a preocupação de trocar de roupa.

Quem já se deparou com um destes importadores de modas bacocas, decerto há de ter reparado que o único senão destes tipos nem é só o pijama. Há todo um conjunto de aspecto badalhoco, o uso de chinelos de quarto que estão tão porcos como a boca de uma sarjeta e é também usual estas pessoas terem um aspecto que demonstra claramente que são contra o uso de pastas dentífricas, champô e sabonetes.

Factualmente andarem assim vestidos na rua não me deveria afectar assim tanto, mas tenho que admitir que cenas destas tiram-me do sério e deixam-me enervado.

Vestirem-se deste modo apenas para afrontar deixa claramente em aberto todas as outras situações em que poderão enfrentar autoridades, sejam elas sociais, polícias ou até familiares, apenas porque podem e, porque julgam que assim estarão a ser uns autênticos revolucionários, uns Che Guevaras de pelúcia.

Aquilo que me deixa mais perplexo é que estas pessoas optam sempre pelo caminho mais confortável, e não digo que estejam confortáveis porque estão de pijama, não. Estão confortáveis porque põem em prática a lei do menor esforço.

É que em vez de escolherem esta moda desleixada de andar de pijama, poderiam ter escolhido a resolução de que passariam a andar lavadinhos, impecáveis e aprumadinhos, organizados e responsáveis... Mas isso dá muito trabalho e não causa tanto impacto.

27
Out21

A montanha pariu um trapo


Pacotinhos de Noção

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Tanto barulho, tanto suspense e no fim vai-se a ver e grande tanga, enfiaram-nos o barrete!

Foi bonito ter inserido aqui duas peças de roupa, que provavelmente se poderão encontrar na plataforma online de venda de trapos "About You", certo?

Mas de facto tenho que confessar que fiquei bastante desiludido. Quando fui vendo em outdoors, na televisão e em mais meios de comunicação, todo o marketing e comunicação em volta do "Who the fuck is About You?", vi-me transportado para os primórdios dos anos 2000, em que com uma grande campanha, ainda maior que esta, foi lançada a Yorn. A grande diferença é que ai a montanha não pariu um rato, pois foram oferecidos telemóveis dos mais modernos da altura, os indestrutíveis NOKIA 3210 e 3310, e a Yorn instalou-se no mercado com preços praticados que até então nunca tinham sido vistos, revolucionando assim os tarifários dirigidos à malta mais nova, mas que foram também aproveitados por malta não tão nova assim. Eu posso dizer que fui um YORN PIONEIRO, e que ainda hoje o meu número de telemóvel é o mesmo da altura. É isto motivo de orgulho? Não, mas no mínimo revela que sou constante... Acho eu.

Considero toda esta campanha um acto falho porque depois de retirado o véu, ficámos a saber que a "About You" é realmente apenas mais uma plataforma de venda de roupas online, que não difere das demais.

Navegando um pouco pela página vemos que as marcas são as mesmas que em todos os outros sítios, os preços também não destoam pela positiva, os métodos de pagamento de entrega e devolução não têm nenhuma novidade pelo que tudo isto, junto e misturado, é um enorme nada. Reparei que, pelo menos no que diz respeito a calçado, a "About You" tem algumas peças de marca própria. Não é possível perceber, vendo as fotos, como é a qualidade do material. De uma coisa tenho quase a certeza e que é a de que vai haver confusões no que a tamanhos diz respeito, quer em calçado quer em roupa. E porque é que faço esta afirmação? Terei algo contra a "About You"? Não, mas é comum a todas as plataformas que vendem roupa online, e acredito que esta não vai ser diferente, assim como não foi diferente a divulgação do produto final, e por isso é que afirmo que no final das contas a montanha apenas pariu um grande monte de trapos.

10
Mar21

Fim do mundo (s)em cuecas


Pacotinhos de Noção

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Finalmente vai começar o desconfinamento. Vai ser por fases, bem sei, e uma das fases que mais me interessa ainda não sei quando vai desconfinar.

Estou desejoso de um cafézinho, ou de uma bebida numa esplana. Não me importava de ir a um restaurante ou de assistir a um bom filme no cinema, mas aquilo que preciso mesmo, aquilo que me está a fazer uma falta enorme é poder ir comprar roupa aos meus filhos.

Atenção, isto não é uma vontade, é uma necessidade de maior importância. Quem como eu tiver filhos em fase de crescimento, há-de estar a ter este mesmo problema. Em crianças de meses e de 3/4 anos, 2 meses de confinamento traduzem-se em roupa que deixa de servir, pijamas que já ficam pelos tornozelos e pelos cotovelos, cuecas que já nem nas orelhas lhes servem.

Foi bastante estúpido deixar de permitir que se compre roupa nos supermercados, porque este item é realmente um bem de primeira necessidade. Quem achar que não sugiro que tente só ir fazer um pequeno passeio higiénico com cuecas apertadas nas virilhas e ténis que são já um número abaixo. A opção de andar sem cuecas não está em cima da mesa, pois ai o passeio de higiénico passa a não ter nada.

Bem sei que posso sempre encomendar online, mas o online para roupa é quase como jogar à roleta russa, e no caso de roupa para crianças a roleta russa tem as balas todas e apenas uma câmara vazia.

Sempre ouvi a expressão "Isto é o fim do mundo em cuecas" mas neste caso em específico, o fim do mundo até sem cuecas nos deixa.

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