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Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

16
Fev22

Carta escancarada para Bruno de Carvalho


Pacotinhos de Noção

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Caro Bruno,

 

Após a carta aberta escrita por uma activista cuja maior actividade é fazer barulho no Instagram, a Francisca Magalhães Barros, da Carolina Deslandes e a Mariana Mortágua te apontarem o dedo sem qualquer tipo de vergonhas ou pudor, e a Pipoca Mais Doce e o Flávio Furtado terem tido o despautério de terem dado as suas opiniões como se fossem pagos para isso, resolvi escrever esta carta que mais que aberta é escancarada, pois, é um rascunho que não tem medo de ir contra a corrente daquilo que a maior parte da sociedade portuguesa teima hoje em afirmar, e que são os teus alegados crimes de abuso sobre a Liliana.

Tenho que admitir que te dirijo hoje esta minuta com um pouco mais de conhecimento de causa, não porque tenha andado para trás na box ou, porque tenha feito uma aprofundada pesquisa, mas sim por ouvir o Extremamente Desagradável, da Joana Marques, em que foi reunido um maravilhoso "Besta Off" dos grandes laivos de amor que foste tendo ao longo da tua estadia no programa.

Sendo assim aproveito para te pedir desculpa em nome da Carolina, da Mariana e de todos quem, injustamente, te acusaram de seres criminoso quando, afinal, eras apenas uma vítima.

Sim, eu sei que esta minha afirmação não será a mais agradável de se ler por aqueles que te querem mal, mas tenho certeza que todos concordarão comigo quando digo ser passível de acção criminal toda e qualquer pessoa que dê início a um relacionamento amoroso com um indivíduo que claramente padece de uma forte desvantagem mental. Aliás, esta discussão gerou-se toda à volta do assunto da violência doméstica quando, na verdade, se devia ter focado antes noutro assunto muito actual que é a falta de saúde mental.

E é com isto que estou preocupado Bruno. Preocupa-me muito a tua saúde mental, que ao que parece nunca foi muita, mas que está agora pelas ruas da amargura.

A tua saúde está doente, pinga do nariz e não tem lenços com que se assoar.

Um ponto que o demonstra é a fraca capacidade de discernimento em distinguir entre alguém que está apaixonado por ti e alguém que precisa de se aguentar dentro de um programa de televisão e que para isso aproveita o primeiro patego que lhe aparece para fazer de par romântico. Poderia tentar justificar que te deixaste engabelar por teres falta de amor-próprio, mas estaria a mentir, porque amor-próprio é algo que não te falta. Só isso justifica pensares que alguém, que cá fora tinha um relacionamento lésbico, com todas as lutas que isso significa e que hoje ainda se tem que travar na sociedade, para viver esse mesmo amor, ia deitar tudo cano abaixo só pelos teus lindos olhos e o teu magnífico romantismo, vomitado pela tua maviosa voz. É atitude de herói, tenho que reconhecer, herói esse que admito até que possas ser. Para mim tu és o Hulk. És verde, descontrolado e quando falas não se percebe nada... Uns calções roxos e podias até ir fazer parelha com os outros Vingadores.

Para terminar queria fazer menção a alguns "prints" que circulam pelas redes sociais, em que se lê o quão bem te defendes quando alguém te ataca de forma vil e despropositada. Vi aquele giríssimo da senhora que te aconselha a procurar ajuda psiquiatra e em que o meu querido Bruno, simpático, cortês e prestável como só tu sabes ser, perguntas à senhora qual o tamanho de dildo prefere que lhe dês, se o S, M ou L.

Ao ler isto fiquei com dúvidas nalgumas coisas. A primeira é porque é que tens uma colecção de dildos tão impressionante, e a segunda é porque é que omitiste o dildo XL e o XXL? Não estarás aqui a ser um pouco invejoso, ao querê-los só para ti?

E pronto, haveria muito mais para dizer, mas não tenho tempo.

Espero que leias esta carta com todo o amor e carinho com que a escrevi, e que ela te encontre bem, pelo menos fisicamente, porque mentalmente sabemos que a coisa já viu melhores dias.

Forte abraço e por este abraço não precisas de dizer que me amas.

25
Nov21

Solução Óbvia


Pacotinhos de Noção

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Temos sido todos uns tansos e uns idiotas. Afinal a grande solução para quase todos os problemas é apenas aquela que é uma das palavras da moda e surgiu quase na mesma altura que este nosso visitante indesejado, o COVID.

A todas aquelas mulheres violadas eu gostava de dizer que lamento muito, mas só o foram por culpa vossa. Faltou-vos resiliência.

Gritaram por socorro, esbracejaram e lutaram pela vida, mas resiliência não tiveram, por isso sofreram.

Do mesmo mal sofre quem não ganha o suficiente para pagar uma renda de casa. Dinheiro há por aí, só não tem quem não quer. Para conseguir mais poder monetário no final do mês, ou mesmo no meio, se assim o entenderem, precisam apenas de resiliência.

A resiliência serve para tudo caros amigos, é um pouco como o lubrificante WD40, cujas aplicações são quase tantas quantas as receitas de bacalhau.

Queres comprar carro, mas não tens dinheiro? Resiliência.

Queres ter filhos, mas não tens suficiente contagem de espermatozoides? Resiliência é a solução e aproveita e dota também os teus espermatozoides dessa resiliência e vais ter gémeos e filhos vencedores.

A resiliência é tanta que até vem aí um Plano de Resolução e Resiliência que tornará este nosso rectângulo lusitano numa das maiores potências mundiais.

Sei que uso esta palavra ao máximo e que poderá até ferir a vista, tanta repetição, mas nunca é demais fazê-lo para que todos saibam como evoluir.

Esta fórmula deveria ter sido divulgada há mais tempo.

Marta Temido decidiu dar uma ajuda titânica aos médicos indicando-lhes o que realmente lhes faz falta. Não são condições, não são horas de descanso e aumento de efectivos, mas sim resiliência porque até hoje, dia em que Marta Temido deu a dica ideal, a maior parte dos nossos médicos não faziam mais do que andar a coçar o escroto... e até mesmo isso faziam com pouca convicção, estou em crer.

Recordo-me de toda a celeuma que há uns anos se levantou, quando Pedro Passos Coelho aconselhou a que os portugueses emigrassem para ir ganhar a vida noutros países, que lhes pudessem dar as oportunidades que Portugal não conseguia.

Uma vergonha, um ultraje, um incentivo à deserção de um país que precisava dos portugueses para se reerguer, defendiam alguns. Outros diziam ser a velha e boa falta de respeito da direita pela população e que faziam pouco caso do esforço feito por quem cá mora.

Mas vamos colocar nos pratos da balança e pesar o que será mais grave. Se incentivar a que se vá ganhar melhor no estrangeiro, visto que o próprio país não lhes consegue prover aquilo que seria justo, ou esfregar na cara dos médicos que fazem bancos de 12 horas, ou mais, que ficam imenso tempo sem conseguir conciliar os horários de forma a estar com a família, passando antes esse tempo familiar em hospitais com deficiências que não lhes permitem despenhar as suas funções conforme deveriam/mereciam, que todos estes males mencionados só acontecem porque os médicos têm pouca resiliência.

Que dizer então de um Governo que não conseguiu ver aprovado um orçamento e como consequência houve uma dissolução? O que será que faltou a esse Governo?

Aquilo que vai ficando cada vez mais explícito é o desrespeito que este Governo PS tem pelas pessoas e fica bem mais patente em alturas de crise. Aconteceu na altura dos grandes incêndios, aconteceu quando os números da pandemia estiveram descontrolados e começa a acontecer agora de novo por haver a anunciação de uma 5.ª vaga, que se quer adiar ao máximo, mas só porque em Janeiro há eleições.

Tal como Marta Temido tenho um conselho para quem me lê.

Em Janeiro, mesmo que esteja muito frio e a chover, peço-vos que tenham resiliência e que se desloquem às urnas, e que resilientemente façam uma cruz num quadradinho que não seja o do PS. Força nisso.

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