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Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

04
Jul22

Tanto talento, e nenhum na TV


Pacotinhos de Noção

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Acabaram hoje os Ídolos... Finalmente.

O "Uma Canção para ti ainda não acabou... Infelizmente.

Para começar, e justificar a imagem que emoldura o texto, gostaria de referir que a maneira como os apresentadores, e até dos júris, são vestidos, define bem estes programas. Uma parolada. Joana Marques, o Elvis manda dizer que quer a roupa de volta.

Não aprecio especialmente estes "talent show" mas também não penso que devem deixar de existir. Defini-los como "talent show", quando o talento é algo que por ali não passa, é que já me parece demasiado.

Portugal é um país pequenino, é natural que não consiga produzir um Paul Potts ou uma Susan Boyle, mas a verdade é que mesmo que aparecesse alguém do mesmo género destes dois, dificilmente iriam ganhar, porque não teriam "star quality", e porque não se encaixam no estilo "pop" que a parolice portuguesa tanto procura.

Os Ídolos já tiveram várias temporadas, Nuno Norte, Sérgio Lucas, Filipe Pinto, Sandra Pereira, Diogo Piçarra e João Couto foram os anteriores vencedores. Fora Diogo Piçarra, nenhum dos outros alcançou uma carreira de sucesso.

Existem alguns participantes que ficaram conhecidos, como a Luciana Abreu, Salvador Sobral ou a Carolina Torres. Tudo pessoas que, me parece, ficam a dever tanto para o mundo da música, como para a sanidade mental, ou educação, como recentemente Carolina Torres mostrou, ao abandonar, de forma prematura, o palco dos Ídolos, para o qual foi convidada. Quem vier com o argumento de que o Salvador Sobral ganhou a Eurovisão, chamo só a atenção de que este ano ganhou a Ucrânia, porque está em guerra, não tem nada que ver com música, já ganhou uma mulher barbuda, ou um barbudo vestido de mulher, e uma tipa vestida de galinha, só por ser israelita.

Voltando, e terminando o assunto "Ídolos", gostaria só de sublinhar que os jurados perdem toda e qualquer credibilidade, quando no lote de finalistas existem vozes paupérrimas, mas ainda assim todos os júris se desfazem em elogios. Posso apenas ser eu que sou duro de ouvido, mas há casos bastante evidentes de participantes que nem em karaokes se safariam.

O caso do "Uma Canção para ti" já é diferente.

A qualidade continua a ser nula, os jurados são 50% de elementos que não percebem nada de música, por muito que o Manuel Luís Goucha defenda a Rita Pereira, arranjando justificação para o facto de ela ali estar, e acho também uma certa piada que elementos do PAN façam burburinho pela exploração de animais para entretenimento popular, mas que não façam chegar nenhuma queixa junto das autoridades, pelo facto de às 00:30 haver miúdos nas cantorias da TVI. Apenas falo nisto devido à falta de coerência, e porque de facto a TVI ganha bom dinheiro com o uso destas crianças. Isto só acontece porque há imensas pessoas a assistir ao programa, pessoas que elevam a voz para reclamar o direito de tudo e mais um pouco, mas ver os meninos a cantar, até tão tarde, dá-lhes alegria.

Sinceramente falando, faz-me confusão a mim? Sim, faz alguma. Nem tanto pelos miúdos ou pelo programa, porque os miúdos até se deverão estar a divertir, e o programa cumpre a sua função que é a de tentar entreter as pessoas em casa, mas não tiro da cabeça que por detrás de cada uma daquelas crianças poderão estar uns pais, para quem faz sentido que os filhos fiquem a cantar até de madrugada, apenas porque assim podem vir a ter uma carreira... Não sei porquê, mas só me consigo lembrar dos pais do Saúl Ricardo.

Só mais uma pequena curiosidade, que reparei agora, enquanto acabo este texto.

A SIC está a transmitir o concerto da Anitta, no Rock in Rio, o que confirma que saber cantar não é o critério por eles escolhido, para hoje aparecer na televisão.

26
Mai22

O trabalho do Milhazes


Pacotinhos de Noção

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Esta informação poderá ser toda recolhida e confirmada na internet, mais especificamente na Wikipédia.

José Milhazes rumou à União Soviética em 1977. A ideia inicial seria a de estudar e voltar ao seu país de origem, mas logo após se formar, em 1983, acabou por casar e ficou pelas terras dos czars. Voltou em definitivo a Portugal em 2015, o que significa que passou 38 anos pelas terras de Tolstoi, autor, aliás que Milhazes traduziu para português, por entre outros tantos, em que também fez o mesmo trabalho.

Ao longo das décadas passadas na Rússia, Milhazes tornou-se jornalista e, consequentemente, colaborador, e correspondente para rádios e jornais como a TSF, o Público, Agência Lusa, RDP e mais tarde a SIC.

Lançou mais de uma dúzia de livros, variados artigos científicos e tem também já uma extensa carreira como historiador.

Ultimamente era visto semanalmente, como comentador, no programa da SIC Notícias, Invasões bárbaras, apresentado por Iryna Shev, e em que partilhava mesa com Olivier Bonamici e Giuliana Miranda.

Como podem agora observar, o título "O trabalho do Milhazes" não tinha o intuito de ser um trocadilho para brincar com a tradução feita pelo jornalista no Jornal da Noite, deixando Clara de Sousa escandalizada, Nuno Rogeiro divertido, e todo um país que reclama para si um intelecto superior, ao afirmar que não vê programas como o Big Brother, por exemplo, por não gostar do que representa e daquilo que por lá se diz, mas que vai aos píncaros da emoção por haver uma constatação do Milhazes ao afirmar que os jovens russos num concerto, em plena Rússia, repetem que "A guerra que vá para o c@r@Ih0", ignorando que José Milhazes o fez para sublinhar a coragem daqueles jovens, perante as forças policiais comandadas por um ditador que, até agora, não tem tido qualquer pudor em bater, invadir, prender, matar.

Esta mensagem de Milhazes foi remetida para segundo plano, e aquilo que gerou memes e transformou o jornalista no novo herói português foi a reprodução de um palavrão no horário nobre na SIC.

Para alguém com uma carreira tão rica e tão extensa como a de José Milhazes, ser reconhecido e vangloriado apenas devido a um palavrão, haverá de ser muitas coisas, sendo que a principal será a frustração. 

Força Milhazes, és bem mais que aquilo que agora te querem imputar, e se por acaso continuarem a chatear-te com essa treta, manda, mas é toda a gente para o...

10
Abr22

Por mim não passa


Pacotinhos de Noção

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Estreou hoje a nova temporada dos Ídolos.

Admito que não sou apreciador deste tipo de programas, os chamados "talent show", principalmente porque, e peço desculpa aos mais susceptíveis, mas penso que Portugal tem muito pouco talento.

O talento é como a nossa dentição. Não nascemos com ela, vai aparecendo, mas se não a cuidarmos, rapidamente se estraga, e o que acontece é que temos a convicção de que o talento é algo com que se nasce e que não desaparece... Errado, acho eu.

Reparem no Cristiano Ronaldo. Tinha o talento, mas quando estava no Sporting não se adivinhava chegaria ao patamar onde chegou, e tal aconteceu porque trabalhou, e ainda trabalha, para conseguir manter o seu talento acima da média.

De qualquer das formas, e não apreciando o conceito, tive sempre o hábito de ver os episódios iniciais para poder testemunhar aquilo que tantos espectadores prende no Mundo todo, e que acabou por dar fama ao programa, os Cromos.

Acontece que, nesta nova temporada, parece que a aposta não vai tanto no sentido de mostrar os Cromos. Não sei se é a moda do politicamente correcto, se porque a sociedade agora é uma florzinha de estufa, que desata a fazer queixas à Entidade Reguladora da Comunicação (ERC) quando há uma piada que não se gosta, se alguém canta uma nota acima, se alguém é vesgo, se aparenta não ter tomado banho... enfim, não interessa o porquê, interessa é que se façam queixas e que se comportem todos como super-heróis, de vítimas que não pedem para ser salvas, e que por vezes até criam um boneco de forma a conseguir os seus 5 minutos de fama. Aconteceu com o rapaz que tinha "Star quality", com o do "Tá forte, tá, eles não gostam de mim..." e com tantos outros que eram o que dava grande parte da graça ao programa.

Algo que também perdeu a graça foram os comentários dos júris e a apresentação.

Sinto falta do enfado de Pedro Boucherie Mendes. Joana Marques parece-me um tanto ou quanto pouco à vontade. Também acontece comigo, que nem os parabéns consigo cantar de forma aceitável, ficar confrangido quando estou num ambiente onde outros cantam. Percebo que a ideia seria a de que fosse extremamente desagradável, mas uma coisa é sê-lo para aqueles que estão mesmo a pedi-las, outra coisa é sê-lo para pessoas que, por mais inconscientes e sem noção que sejam, têm um sonho, que poderá ali ser destruído.

A apresentação só teve a perder com o não retorno de João Manzarra, que nos seus diálogos com os participantes dava bastante ritmo ao programa, coisa que agora não acontece, sendo mesmo até aborrecido. A culpa não é de Sara Matos, que provavelmente será uma figura mais acolhedora para os participantes, mas são estilos muito diferentes e este, a mim, não me agrada.

Mas posso até afirmar que a escolha de Sara Matos terá feito todo o sentido se tivermos em consideração que a génese do programa mudou radicalmente.

Dantes era um "talent show" que tinha uns Cromos engraçados que nos divertiam, agora parece mais um "reality show", com todas as historietas de superações, de avós que morreram, de problemas psicológicos como depressões e bipolaridades. Parece mais que a fila é para uma sala de terapia e não para uma audição. Não faz sentido o ecrã com a aparição de amigos e familiares com mensagens de apoio. Parece tudo demasiado forçado para ficar mais sentimental, mas apenas fica mais aborrecido e insosso.

Em relação às vozes que apareceram hoje, como já afirmei, para mim, é um pouco secundário, mas também posso dizer que não ouvi nenhuma claramente agradável e ouvi uma que nada valia, mas que até levou um cartão dourado. O pragmatismo leva-me a entender que apenas tal aconteceu porque na próxima fase também há alguns que têm que ficar pelo caminho.

Visto que a parte que me interessa no programa deixou de existir, por mim está feito, não vejo mais, e se quiserem fazer a final já para a semana, por mim tudo bem.

06
Mar22

Um TABU de que se deve falar


Pacotinhos de Noção

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Estreou ontem o novo programa do Bruno Nogueira, TABU.

Relembro-vos há uns meses ter escrito o quão desiludido fiquei com o programa "Princípio, Meio e Fim", porque se assemelhava a uma reunião confusa de amigos, que decidiram que haveriam de se juntar todos, filmar, e depois mostrar o que dali resultou.

Muitos colocaram no programa o epíteto de genial, e que só os mais requintados poderiam gostar, que era preciso aprender a apreciar por ser muito fora da caixa, mas a verdade é que se um programa de comédia precisa de instruções para fazer rir, então não é um programa de comédia, é só um programa.

A verdade é que começou em glória, não cativou a grande generalidade do público e terminou sem deixar nenhum tipo de saudades.

Não critiquei uma única vez a capacidade humorística de Bruno Nogueira, pois não era com aquele programa que tinha que prestar provas. As provas necessárias já foram dadas anos antes, com outros formatos e outros estilos, e no "Princípio, Meio e Fim houve apenas a concepção de algo que não foi tão bem conseguido, quanto o haviam pretendido.

Aquilo que se destaca, ao observar o percurso de Bruno Nogueira, é a vontade de sempre fazer diferente, de aproveitar um espaço que, de certa forma, ninguém teve a ousadia, o discernimento ou o vislumbre de pegar. Se o "Princípio, Meio e Fim" era uma reunião de amigos, que não transparecia para o público qualquer tipo de afecto ou simpatia, TABU é uma reunião de desconhecidos que partilham entre eles (e também connosco) parte das suas histórias de vida, mas que corre muito bem, pois não existem piadas pré-concebidas e humores gastos e requentados metidos a martelo. Pelo contrário, existem ali pessoas em conversa onde, de uma maneira ou de outra, a piada surge, sendo aproveitada, para o programa, e funciona muitíssimo bem. Depois temos a parte de "stand up" do Bruno, que mata um pouco as saudades do tempo em que frequentava o "Levanta-te e Ri", mas que o súpera em muito. Temos agora alguém mais maduro, com menos manias de miúdo rebelde, uma inteligência mais acutilante, e que lhe é até exigida, tendo em atenção os assuntos focados.

Este programa não nos mostra como a vida pode ser perfeita mesmo que se tenha limitações. Mostra-nos, isso sim, que no meio da imperfeição que é a vida, existe espaço para momentos perfeitos em que nos conseguimos rir de motivos que normalmente nos levariam a chorar.

TABU é uma lufada de ar fresco por vir meter a mão de forma abrupta e indelicada, em assuntos que são normalmente mexidos com pinças, e com uma dose cavalar de cautela, que só assim acontece devido aos grupos crescentes de "canceladores" que julgam que o humor, o cinema, a televisão, a escrita e o teatro, se devem reger por regras por eles definidas, e que têm uma elasticidade elevada a zero, obrigando a que todos tenham que andar dentro de uma linha por eles definida.

Nogueira passa essa linha por vontade própria, e fê-lo de maneira exímia, pois tratou todos os protagonistas do programa de ontem, sem "coitadismos", ouvindo as suas histórias, mas brincando com o que havia para brincar. Não sendo o mesmo formato, assemelho muito este programa ao "Som de Cristal", em que Bruno brincava com os artistas da música popular portuguesa de uma forma divertida, mas nunca ofensiva, mostrando por eles um respeito que não existe normalmente nem nalguns anfitriões de programas que vivem tanto na base destes artistas, e que até fazem Festas e Domingãos inteiros, com a música por eles comercializada.

Se este programa mostrou a genialidade de Bruno Nogueira?

Não mostrou este, assim como não mostrou o "Princípio, Meio e Fim". A genialidade do artista não se constrói com um ou outro programa. Constrói-se com uma carreira de sucessos e insucessos, altos e baixos, louvores e polémicas, mas sempre com a constante de dar algo de novo e interessante a quem vê. No panorama humorístico nacional actual existe apenas um génio, e é Herman José, que tem carreira, vida, história e que foi ousando.

Sei que existe também quem considere Ricardo Araújo Pereira um génio, e aqui não poderia estar mais em desacordo. Não querendo comparar os dois, mas já comparando, Bruno Nogueira já caminhou por vários estilos e não teme a mudança, RAP está preso à comédia política, e parece de lá não querer sair, tansformando-se assim num Jon Stewart de Carnaxide, o que nem é desprimor nenhum, e o ex-Gato Fedorento e bastante bom naquilo que faz, mas ficando muito preso a um estilo, poderá deixar de saber fazer todos os outros. Já Bruno gradualmente vai construindo o tal caminho para um dia poder acalentar a ser

um génio, não comparável ao Herman, mas que terá também lugar de destaque.

Parabéns ao Bruno Nogueira, à SIC e aos protagonistas do primeiro episódio do TABU. Fico, ansioso, a aguardar os próximos episódios.

24
Out21

Terra Nossa do c@r@1h0


Pacotinhos de Noção

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Começo esta m€rd@ deste post duma maneira que vos poderá f*d*r o juízo, mas c@gu€i.

Acharam bonito a introdução que hoje escolhi?

Pois, também me pareceu que não. É vulgar e despropositada.

Não sou um menino de coro nem sequer andei numa escola de padres.

À verborreia conheço-a toda, e até uso com mais frequência do que aquela de que gostaria, mas apenas com quem me sinto à vontade, e só me sinto à vontade com pessoas que me são muito próximas, e raramente o faço na forma escrita. Não sei porquê mas uma asneira escrita parece-me sempre mais sonora do que falada.

Introduzo este tema depois de assistir a mais um episódio do programa Terra Nossa, com o César Mourão.

Não vou criticar o programa, do qual gosto bastante e que é uma fórmula ganhadora, principalmente se forem episódios novos como agora acontece, e não 359 repetições, como a SIC andava a fazer, e essa fórmula ganhadora fica a dever-se quase na sua totalidade à grande capacidade do César Mourão agarrar nos cromos que lhe aparecem, que nos vamos apercebendo que cada vez são mais comuns, arriscando até a que só nos calhem repetidos, e transformando-os naqueles especiais, que todos querem, e que têm até uma moldura prateada todo em volta.

Mas de entre aqueles cromos repetidos, que de tanto saírem até já enjoam, estão os cromos que são as velhas desbocadas que fazem da asneira gratuita e da ordinarice o seu cartão-de-visita.

O problema aqui está no facto de que parece tudo muito forçado. Houve uma primeira dessas senhoras que falou como um tipo das obras, ficou em êxtase quando reparou que a sala se ria e depois foi quase impossível controlar. A seguir a esta pioneira do palavrão, tem havido quase sempre uma velha destas, que em cada frase lança duas ou três pérolas da linguagem chula, que fariam corar até o próprio Bocage.

Não rara é a vez em que estas senhoras ainda não acabaram o "-lho" e já estão a olhar em volta, na procura de gargalhadas que validem a piada que tão bem elaborou.

Percebo que a produção aproveite o momento para colocar no programa, e sei também que não tenho pergaminhos para sugerir ou afirmar se deveriam ou não colocar essas senhoras, porque na verdade o intuito deste texto nem é esse.

Gosto imenso do programa, adoro a maneira como o César Mourão o faz e não mudaria nada, apenas o utilizo porque foi o que despoletou a que escreva este texto que visa criticar um tipo de linguagem que vai cada vez mais sendo corriqueiro e que utiliza despudoradamente o palavrão, ainda para mais o palavrão de "carga pesada".

Quem vier com o argumento que no Norte o palavrão é vírgula, eu apenas coloco dois exemplos que confirmarão se é realmente vírgula ou não.

1º No Norte, quando o pessoal tem uma dor e vai ao médico, para se queixarem dizem, "Sr.Dr. tenho uma dorzinha aqui que me incomoda" ou "tenho uma dorzinha aqui que me está a deixar f***do?"

E quando falam com o Padre da paróquia dizem "Venho-me confessar porque pequei" ou "Venho-me confessar porque fiz m€rd@"?

Mas regionalismos à parte.

Vivo na linha do Estoril, zona reconhecida por ter os betos de Cascais, os meninos e as meninas de bem (tios) e pessoal com educações e formações superiores. Os rapazes são filhos dos actuais administradores de empresas multinacionais e como tal futuros administradores dessas mesmas multinacionais, e as raparigas são as "Tichas" as "Patis" as "Tetés" que vão casar com esses administradores, e a linguagem que mais tenho ouvido ultimamente, utilizada por estes elementos, é de passar pedra-pomes na língua.

Curiosamente até são as raparigas que agora mostram maior orgulho em dizer asneirada e fazem-no com sobranceria, em alto e bom som, sem quererem saber onde estão e quem poderá estar presente, porque elas são "da best" e não devem respeito a nada nem ninguém, e ai de alguém que lhes tente dizer alguma coisa porque "se nem o meu pai me diz como devo falar..." E se calhar é mesmo aqui que mora o problema.

Com tudo isto, aquilo que quero na realidade dizer é que desde as senhoras velhas a dizer asneiras na televisão, (e não só) até às betas de Cascais a ter comportamentos semelhantes, mas sem ser em televisão, com muita pena delas, é-nos permitido chegar à conclusão que o uso deste tipo de linguagem não tem que ver com idade, estrato social ou região. Tem apenas que ver com educação ou falta dela e com noção ou falta dela.

O Fernando Rocha, que sempre foi tão criticado pelas asneiras que tanto utiliza, já apresentou e participou em programas de "day time" e mostrou que sabe, e consegue, falar com todas as vírgulas e pontos nos i's sem ter que no fim dizer "é pró bujão... Mai nada", pois tal não se adequava.

E o Herman, que durante anos foi perseguido por pessooal que dizia que ele era ordinário porque dizia asneiras, asneiras essas que se resumiam a um "cocó", nos dias actuais.

Bem, eu expus aquilo que pensava. Se concordarem concordam, se não concordam vão mas é todos para o...

 

20
Out21

Joana Marques, sua Liliputiana


Pacotinhos de Noção

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Num anterior post intitulado "A estupidez deixa-me estúpido", já tinha enaltecido a capacidade da Joana Marques se rir com a estupidez que nos inunda diariamente, quer na rua, no trabalho e até em casa, mais concretamente ao fim-de-semana à tarde, se tivermos a infeliz ideia de assistir à programação dos canais privados generalistas.

Ao Sábado temos na TVI o "Em Família", com o Rúben Rua.

Considerar que estamos em família até que faz sentido, pois todos temos pelo menos um membro familiar que é sem noção, sem talento e que ainda por cima tem uma enorme falta de sentido de humor. Algo que é também natural pois é defendido que o sentido de humor é uma característica de quem tenha inteligência. Se isto é verdade ou não, não sei, porque nunca achei piada a este tipo de estudos.

Ao Domingos temos o Domingão, com os tripulantes do camião TIR, Luciana e Emanuel.

Uma curiosidade. Já repararam que para a palavra ALUCINADA basta apenas adicionar as letras A e D a LUCIANA, e que em inglês adicionar é ADD. Tem mais um D do que o necessário mas acaba por fazer sentido. O D que sobra do "alucinada" de Luciana pode bem ser entregue ao Emanuel, uma vez que também ele anda ali, em cima do camião, todo alucinado. Estou em crer que possa ser consequência da inalação dos gases de escape da viatura, mas não sei.

Mas o que une Joana Marques, Rúben Rua e Luciana Abreu? A maior parte dos leitores já saberá, até porque quase toda a gente ouve o Extremamente Desagradável, mas eu resumo.

A Joana brincou com uma entrevista parola que o Rúben Rua deu na Rádio Comercial, em que se o modelo/apresentador/namorado da Cristina tivesse o mínimo de noção, fazia-se de morto ou então fingia ter achado piada de tão ridícula que realmente foi essa entrevista. Nela deu para perceber que ele não se acha a última bolacha do pacote, ele é o pacote todo. Vazio, mas é o pacote.

Mas não. Rúben Rua quis demonstrar o quão eloquente conseguiria ser na resposta à humorista, e a ideia que dá é que queria fazer piada com a pouca altura da Joana Marques. Pesquisou "altura" no Google e apareceu-lhe uma explicação da Wikipédia sobre a densidade do ar e ele copiou a parte em que se falava de altura fazendo com que o que escreveu tenha sido uma salgalhada que mistura os limites da comédia, com educação e densidade do ar. Um fartote, digo-vos eu.

Menos discreta acabou por ser aquela que poderia ser considerada a vuvuzela do canal de Carnaxide, Luciana Abreu.

É sabido que a antiga Floribella não nutre grande simpatia pela animadora das manhãs da Renascença, e aproveitou a oportunidade para enviar um recadinho bem endereçado mas sem destinatário explícito, mas que todos perceberam que era a Joana. Até a própria. Deu para perceber porque mais uma vez os pontos comuns com Rúben foram os de que não podem ser ultrapassados os limites do humor, que não se pode brincar com tudo e com todos e, mais importante, indirectas à altura da mulher do quase gigante, Daniel Leitão.

Tanto o Rúben Rua como a Luciana Abreu, são exactamente o tipo de virgens ofendidas que gritariam aos quatro ventos terem sido vítimas de "body shaming", caso alguém fizesse menção a alguma característica física fora do normal da qual pudessem padecer. No entanto é essa a arma que preferiram utilizar... Mas é normal, este é o tipo de arma utilizada pelos ignorantes mas se realmente quisessem ofender a Joana Marques de maneira vincada, mas subtil ao mesmo tempo e em que até fariam o brilharete de mostrar que leram o livro "As Viagens de Gulliver", sem terem tido uma síncope. Poderiam ofender ao dizer que ela era uma "Liliputiana". Ofendiam pela pequena estatura característica dos liliputianos e depois ofendiam também pela fonética "putiana" que não significa nada, mas que reporta logo a algo bem mais ofensivo, se é que me faço entender.

28
Set21

O regresso da "Querida Júlia"


Pacotinhos de Noção

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Caso estejam a pensar que falo do extinto programa das manhãs, apresentado pela Júlia Pinheiro, estão redondamente enganados.

A querida Júlia de que falo é outra. Era aquela Júlia que vinha acompanhada pelo querido Rui Zink, pelo querido Manuel Serrão, pelo querido Miguel Esteves Cardoso e até pela, por mim um pouco menos querida mas ainda querida por estar incluída neste "bouquet", Rita Blanco.

Hoje foi para o ar o primeiro episódio do "podcast" d'A Noite da Má Língua.

Infelizmente, o Miguel Esteves Cardoso não embarcou nesta magnífica viagem no tempo, mas tenho esperança que futuramente nos faça uma surpresa.Bonito bonito foi ouvir de novo, 25 anos passados, todas juntas estas vozes tão conhecidas, que têm na boa disposição e na assertividade das suas opiniões a fórmula vencedora, e que tanto sucesso fez no passado. Sucesso esse que certamente se irá repetir.

O curioso é que ao começar a ouvir o episódio senti-me como quando ficamos sem estar com um amigo durante muito tempo, mas que quando o encontramos a conversa surge e flui com naturalidade. Aqui a conversa surgiu, da parte dos emissores com a fluidez que lhes era característica e eu absorvi como sempre o havia feito. Com gosto e ávido de mais.

Há 25 anos estes tipos ajudaram um adolescente a formar as suas opiniões, a definir os seus pontos de vista e a compreender que a política não teria que ser algo aborrecido.

Lembro-me bem do pequeno segmento programático que era a atribuição dos prémios da Má Língua. De início, quando ainda não se sabia bem o que era o programa, eram ainda alguns os vencedores que recusavam o prémio, que não recebiam a Júlia e que eram até desagradáveis. Mais tarde, quando a fama já os precedia, era habitual os visados dos prémios mostrarem o seu sorriso amarelo, muito "contentinhos" com a oferta e havia até alguns que coleccionavam os cilindros de ponta esférica cravejados de bicos.

Fiquei, e estou, genuinamente contente por ter um dos meus programas preferidos de volta. Foi o precursor de programas como o Governo Sombra, agora Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer, o Eixo do Mal e outros que entretanto até deixaram de existir. Mas nenhum conseguiu nunca ter o "Je ne sais quois" que "A Noite..." tinha.

Fico também contente por ter a Júlia Pinheiro de volta a um formato que é aquele que de facto lhe fica bem. Fui já entrevistado duas vezes pela comunicadora, em contextos diferentes. Foi sempre muito simpática e profissional, e mesmo sabendo que trabalho é trabalho, não conseguia deixar de pensar que a Júlia Pinheiro, que tinha ali à minha frente, era aquela que políticos, alguns até com os cargos mais elevados do país, temiam e evitavam.

Não tem desprimor nenhum apresentar um programa da manhã ou da tarde, e esse é ainda o formato que Júlia Pinheiro está a fazer, mas tenho que admitir que este género de programas está demasiado bem servido nalgumas das caras de quem os conduz, aqui personificado na Júlia Pinheiro e no Manuel Luís Goucha, noutro caso concreto.

Mas não é disso que queria escrever.

Queria apenas regozijar-me e informar que a Noite da Má Língua voltou, no formato "podcast" e para terem acesso basta pesquisarem no Spotify, por exemplo.

Vou ficar a torcer para que dure pelo menos tanto tempo como o de há 25 anos durou, que o MEC se venha juntar aos seus compinchas, e que daqui a pouco tempo passe de novo para a SIC generalista, para podermos assim ficar tontos com as opiniões inebriantes do Rui Zink, as gargalhadas estrondosas do Manuel Serrão e o mau feitio da Rita Blanco, que tem no Serrão o seu saco de pancada preferido, e vice-versa. Isto tudo conduzido pela Júlia Pinheiro que julguei que já não mais ia rever e que é, esta sim, a Querida Júlia que tanta faz falta à televisão. 

09
Ago21

Todos juntos não fazem um


Pacotinhos de Noção

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Alguns já reconheceram o senhor que está na foto, outros não fazem a mínima ideia de quem seja.

Este senhor é (ou era, sinceramente não sei se ainda está vivo) o Sr.Engenheiro Luís Almeida, ou o mais comummente conhecido "Papa Concursos".

Nos anos 80 foi vítima de muita admiração, de muita inveja e de muita maledicência.

Inveja e maledicência porque como participava em todos os concursos, e geralmente ganhava, as pessoas afirmavam que não era normal ele conseguir ser sempre seleccionado e que por isso devia estar feito com as produções dos concursos. Lembro-me da justificação dada pelo próprio Engenheiro numa entrevista da época. Espantem-se, mas o senhor naquele tempo tinha em casa um aparelho espectacular e ultra moderno e que era uma fotocopiadora. Como tal, fotocopiava milhares dos cupões que saiam nas revistas e assim tinha quase a garantia de que seria seleccionado.

Mas porque me lembrei de falar neste senhor que "papava" todos os concursos?

Na verdade foi por causa de um pensamento que me surgiu hoje ao saltar de canal em canal.

Reparei que na SIC tínhamos mais uma série do programa das casadoiras que caçam um agricultor, e na TVI acontecia também a magia da paixão, com "O Amor Acontece". O pensamento surgido foi que todos estes concorrentes juntos, os do reality-love show da TVI , com os da SIC e até com concorrentes de séries anteriores destes programas, todos juntinhos não conseguiriam fazer um Engenheiro Luís Almeida. Quer em carisma, quer em inteligência, quer em cultura geral. Aliás, podemos até juntar ao role dos concorrentes os apresentadores e nem assim conseguiríamos chegar perto da capacidade intelectual do antigo concorrente dos concursos.

Isto não é um caso claro de "antigamente é que era bom". Se calhar até nem era, aliás recordo-me bem de uma massa crítica que abominava e falava mal da existência de tantos concursos televisivos... Mal sabiam eles. Mas até dou de barato e vamos fingir em concordar que o antigamente não era bom. O problema não está ai. O problema está é no facto de que o agora não chega sequer a mau, de tão medíocre que é.

Peço imensa desculpa a todos aqueles que assistem a estes programas, e que se possam sentir melindrados por esta minha crítica.

Se gostam de ver este género de programas o problema é vosso, mas o chato é que também acaba por ser um bocadinho meu. Isto porque o consumo feito por vós deste lixo televisivo, vai fazer com que os canais de televisão continuem a apostar nestes formatos, e mesmo eu sabendo que existem outros canais, pergunto-me porque será que os generalistas não podem passar programas que valham um bocadinho a pena?

Eu faço a pergunta e dou a resposta.

PORQUE QUEM VÊ É BURRO. Lamento mas não tenho outro nome. São burros.

Os canais não inventaram nada de novo, eles só dão ao público aquilo que o público pede e que é esta porcaria.

O nível das pessoas que hoje em dia participam nestes programas é tão mau que o pessoal que participou no primeiro Big Brother português, nem para defecar se sentariam ao lado deles, mas ainda assim têm quem os idolatre.

Tenho consciência que programas como "A Noite da Má Língua", com o Rui Zink, "As Noites Marcianas" com o Carlos Cruz, o "CQC" com o Pedro Fernandes ou até uma pérola humorística como o "Herman Enciclopédia" do Herman José, hoje em dia não teriam palco. Não porque não tivessem qualidade, mas porque o público quer o prato todo mastigado para fácil deglutição. Isto já não é de agora. Falando no Herman lembro-me por exemplo do "Hora H", que foi um fracasso não porque não prestasse, mas porque para se ter humor há que ter pelo menos um pouco da massa cinzenta a funcionar, e ao que parece a dormência é total.

Reparem que mesmo programas considerados mais ligeiros como "O Fura-vidas" com o Miguel Guilherme e Ivo Canelas, ou até "Os Malucos do Riso" com o Guilherme Leite e a Carla Andrino, hoje não teriam a quantidade de público como o que foi na altura granjeado, porque aquilo que davam não era "reality", não eram acontecimentos do dia-a-dia... Mas quantas pessoas têm um dia-a-dia tão podre como o destes "reality show" amorosos!?

Há uns anos lembro-me que davam notícias de que na Holanda existia uma zona apelidada de "Red District", em que as senhoras ficavam em montras para venderem os seus corpos aos clientes. Era um escândalo.

Hoje a montra transformou-se em televisão, já são senhoras e senhores, os corpos que se vendem e vendem-se a preços de saldo.

Têm um minuto de fama e sentem as luzes da ribalta, mas um minuto são apenas 60 segundos e a lâmpada funde-se depressa.

01
Jun21

Quem quer cozinhar com o agricultor?


Pacotinhos de Noção

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Se numa conversa intimista o Daniel Oliveira me perguntasse "O que dizem os teus olhos?", à data de hoje eu diria: "Como telespectador do Hell's Kitchen, clamam por respeito."
Não sou aquele tipo de pessoa que pensa que conta muito para a estatística, mas sou aquele tipo de pessoa que tem a esperança que muitas outras pessoas pensem como eu e que, como tal, também façam como eu quando se sentem de alguma forma desrespeitadas.
O director de programas da SIC, na incessante luta por audiências que devo dizer penso ser perfeitamente legítima, afinal de contas um canal sem audiências é um canal sem interesse empresarial, esqueceu que quem lhe fornece as tão desejadas audiências são os telespectadores. Ao fazer mudanças de programação, com pouco sentido, para poder assim enfiar a martelo a nova temporada do "Quem quer namorar com o agricultor?", esquecendo por completo que durante várias semanas foi vencedor nas audiências por causa de quem via os pupilos do Ljubomir, foi apenas e só um cuspir no prato em que comeu. Ainda por cima um prato em que lhe foi servida uma refeição abastada.
Acredito que o programa do agricultor que quer deixar de ser solteiro, também conte com bastantes audiências. Se assim não fosse isto não ia já para a temporada nº542. Mas há tempo para tudo, e não faz muito sentido deixar de dar a final do programa "Hell's Kitchen" para começar a dar um outro programa e inventar ainda também, para depois do agricultor, uma espécie de fantochada de "Hell's Kitchen - Os finalistas", que mais não foi que a repetição de momentos do programa que deram ainda não há muito tempo.
Não sei se quem vê o programa, que não sendo culinário se pode considerar de cozinha, também vê o programa do namorico com o agricultor. Eu não vejo. Não tenho nada contra "reality shows" e "talent shows" mas o conceito deste, especificamente, não me atrai nem nunca atraiu, sendo que nem nunca assisti a 5 segundos, sequer, do mesmo. Foi por isso que quando tomei conhecimento que este programa tinha sido iniciado, sem sequer ter sido transmitido o final do outro, fiquei um pouco aborrecido.
Então e o que é que vou fazer para demonstrar o meu desagrado? Perguntarão vocês.
Nada que incomode ninguém o suficiente, mas posso garantir o que não vou fazer. Não vou ver a final do Hell's Kitchen, seja ela quando for. Tal como disse, não vai fazer mossa a ninguém, mas eu vou-me sentir muito bem comigo próprio pelo facto de não "papar" aquilo que me querem impingir, apenas porque desta forma promovem um novo programa e guardam o trunfo da final para outro dia. Posso também garantir que nessa altura, o simples facto de não estar a assistir ao programa transmitido pela SIC, não significa que vá obrigatoriamente para a concorrência. Não tendo nada contra, a verdade é que também não suporto "talents shows". Primeiro porque talento há muito pouco, e reparo que quanto menos existe mais baixo é o grau de exigência de quem assiste. Depois porque dos dois que estão a ser transmitidos àquela hora, um deles pertence à Cristina Ferreira, e em vez de assistir a programas da princesa da Malveira, posso aproveitar o tempo para fazer coisas que me custem menos fazer. Entre eles:
- Puxar pêlos do nariz com uma pinça
- Arrancar as unhas dos pés recorrendo a um alicate ferrugento
- Gotejar a vista com sumo de limão
- Decorar o alfabeto cirílico de trás para a frente
- Entalar o escroto no fecho das calças.

17
Mai21

Como diria Bruno Nogueira: "Fraquinho... Muito fraquinho"


Pacotinhos de Noção

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Foi hoje o 6º e último episódio do "Princípio, Meio e Fim".
Uma vez que escrevi o que pensava, depois do primeiro episódio, no post "Um tanto ou quanto desiludido" achei por bem voltar a fazê-lo depois do último episódio.
Na altura defendi que a ideia era engraçada mas que faltava alguma comicidade e que dava a sensação de que eram usadas demasiadas "private jokes" que só os intervenientes perceberiam.
Tive imensas reacções ao post, dizendo que o programa era de génio, que era preciso entender a comédia, que as "private jokes" não eram "private jokes".
A verdade é que com o passar dos episódios o programa foi perdendo cada vez mais e mais audiências. Esvaziou rapidamente como se de um balão se tratasse e o recurso ao grito histérico, como forma de tentar ser engraçado, deixa de ter piada quando chegamos aos 4/5 anos de idade e deixamos de ser tão infantis.
Depois de ter assistido a todos os episódios, devo dizer que a série além de nunca descolar na verdade foi-se afundando cada vez mais.
Foi um projecto pioneiro, funcionaria talvez se fosse de episódio único, mas assim mostrou aquilo mesmo que pensava. Serviu apenas para divertir quem nele participou.
Já sei que imensa gente poderá dizer que é preciso aprender a gostar, mas para mim quando o argumento que é usado para uma série que se quer de comédia, é o mesmo argumento que é usado para o sushi, então temos mesmo um problema.
Os intervenientes não deixam de ser bons por terem participado em algo que não funcionou. Já houve outros programas que também não funcionaram e que depois até se tornaram de culto, como a Hora H, do grandioso Herman José, mas o "Princípio, Meio e Fim" por muitas voltas que se dê, penso que difícilmente chegará ao culto.
Algo que também não correu muito bem, foi o facto de os autores criticarem o horário a que o programa foi transmitido. Não me parece que o problema tenha sido o horário, até porque quando a obra se entranha, vê-se nem que seja no dia a seguir, e aqui não aconteceu, tendo até em consideração a falta de burburinho que a mesma criou, a não ser depois do primeiro episódio.
Bruno Nogueira já teve ideias fantásticas, e esta também não era má, mas foi mal conseguida e arrastou-se por demasiados episódios. Foram só 6, mas pareceram muitos mais.

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