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Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

25
Nov21

Solução Óbvia


Pacotinhos de Noção

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Temos sido todos uns tansos e uns idiotas. Afinal a grande solução para quase todos os problemas é apenas aquela que é uma das palavras da moda e surgiu quase na mesma altura que este nosso visitante indesejado, o COVID.

A todas aquelas mulheres violadas eu gostava de dizer que lamento muito, mas só o foram por culpa vossa. Faltou-vos resiliência.

Gritaram por socorro, esbracejaram e lutaram pela vida, mas resiliência não tiveram, por isso sofreram.

Do mesmo mal sofre quem não ganha o suficiente para pagar uma renda de casa. Dinheiro há por aí, só não tem quem não quer. Para conseguir mais poder monetário no final do mês, ou mesmo no meio, se assim o entenderem, precisam apenas de resiliência.

A resiliência serve para tudo caros amigos, é um pouco como o lubrificante WD40, cujas aplicações são quase tantas quantas as receitas de bacalhau.

Queres comprar carro, mas não tens dinheiro? Resiliência.

Queres ter filhos, mas não tens suficiente contagem de espermatozoides? Resiliência é a solução e aproveita e dota também os teus espermatozoides dessa resiliência e vais ter gémeos e filhos vencedores.

A resiliência é tanta que até vem aí um Plano de Resolução e Resiliência que tornará este nosso rectângulo lusitano numa das maiores potências mundiais.

Sei que uso esta palavra ao máximo e que poderá até ferir a vista, tanta repetição, mas nunca é demais fazê-lo para que todos saibam como evoluir.

Esta fórmula deveria ter sido divulgada há mais tempo.

Marta Temido decidiu dar uma ajuda titânica aos médicos indicando-lhes o que realmente lhes faz falta. Não são condições, não são horas de descanso e aumento de efectivos, mas sim resiliência porque até hoje, dia em que Marta Temido deu a dica ideal, a maior parte dos nossos médicos não faziam mais do que andar a coçar o escroto... e até mesmo isso faziam com pouca convicção, estou em crer.

Recordo-me de toda a celeuma que há uns anos se levantou, quando Pedro Passos Coelho aconselhou a que os portugueses emigrassem para ir ganhar a vida noutros países, que lhes pudessem dar as oportunidades que Portugal não conseguia.

Uma vergonha, um ultraje, um incentivo à deserção de um país que precisava dos portugueses para se reerguer, defendiam alguns. Outros diziam ser a velha e boa falta de respeito da direita pela população e que faziam pouco caso do esforço feito por quem cá mora.

Mas vamos colocar nos pratos da balança e pesar o que será mais grave. Se incentivar a que se vá ganhar melhor no estrangeiro, visto que o próprio país não lhes consegue prover aquilo que seria justo, ou esfregar na cara dos médicos que fazem bancos de 12 horas, ou mais, que ficam imenso tempo sem conseguir conciliar os horários de forma a estar com a família, passando antes esse tempo familiar em hospitais com deficiências que não lhes permitem despenhar as suas funções conforme deveriam/mereciam, que todos estes males mencionados só acontecem porque os médicos têm pouca resiliência.

Que dizer então de um Governo que não conseguiu ver aprovado um orçamento e como consequência houve uma dissolução? O que será que faltou a esse Governo?

Aquilo que vai ficando cada vez mais explícito é o desrespeito que este Governo PS tem pelas pessoas e fica bem mais patente em alturas de crise. Aconteceu na altura dos grandes incêndios, aconteceu quando os números da pandemia estiveram descontrolados e começa a acontecer agora de novo por haver a anunciação de uma 5.ª vaga, que se quer adiar ao máximo, mas só porque em Janeiro há eleições.

Tal como Marta Temido tenho um conselho para quem me lê.

Em Janeiro, mesmo que esteja muito frio e a chover, peço-vos que tenham resiliência e que se desloquem às urnas, e que resilientemente façam uma cruz num quadradinho que não seja o do PS. Força nisso.

01
Mar21

Os processos do COVID


Pacotinhos de Noção

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O COVID emitiu um comunicado a dizer que está farto de que lhe sejam imputadas as culpas de tudo, sobre tudo, e como tal já instruiu os seus advogados para que comecem desde já a processar, quem denegrir o seu bom nome.

Este parágrafo seria o bom início para uma fábula, acerca de um vírus que teve uma ascensão meteórica. Num dia era totalmente desconhecido e no outro teve uma projecção mundial. Como vírus que é essa projecção não se deveu só a si, mas também a quem lhe serviu de hospedeiro, que não sabendo o propagou mas que mesmo depois de o saber, também foi sendo incauto.

Sendo o vírus o vilão desta fábula depois teriam que existir os heróis, que são todos aqueles que o combatem, todos os que já sofreram com ele, todos os que batem palmas à janela e todos os que desenharam arco-íris. Para apimentar a história são então adicionadas aquelas personagens mesquinhas que acabam por não ser a parte fundamental, mas que por serem tantas,tem grande foco, queiramos nós ou não. São eles os oportunistas/lesados do COVID.

Estas personagens são as que precisaram apenas da oportunidade para assim puderem retirar das suas costas toda e qualquer culpa, incompetência, falta de profissionalismo, imbecilidade e colocar nas costas do COVID.

Temos casos públicos que todos identificam, como o de Jorge Jesus, e do Benfica, que jogam mal e pouco, não pela falta de qualidade, pela diminuta capacidade de prospecção de jogadores, que o treinador e o clube têm demonstrado, mas sim por causa do COVID. Temos o caso do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que parece que só começou a funcionar mal agora, que apareceu o COVID. Dantes não, dantes o SNS parecia um relógio suíço todo afinadinho, que funcionava às mil maravilhas... O raça do COVID é que veio lixar tudo. Mas na área da saúde há coisas que mudaram para melhor, senão reparem. Antes do COVID iamos a uma consulta no Centro de Saúde e quando no dirigiamos ao "guichet" para dar entrada, junto da funcionária, tinhamos que levar com a carantonha de quem está a fazer um frete, ao premir dedo a dedo o nosso nome no teclado do computador. Agora não. Agora com o COVID não nos deixam sequer ir ao Centro de Saúde. Dizem-nos para ligar a marcar consulta ou deixar recado, que depois o médico liga, e assim não temos que ver a tal carantonha, nem sequer ouvir a voz, porque quem já tentou telefonar sabe que dificilmente é atendido.

Mas resumindo:

Atraso nos transportes - culpa do COVID

Extraviou-se uma carta - culpa do COVID

Falhas na internet - culpa do COVID

Combustível mais caro - culpa do COVID

Uma velha mata a filha - culpa do COVID (vi esta notícia na CMTV - curioso é que nenhuma das duas estava infectada)

Sporting vai ser campeão - aqui a culpa não é do COVID... Júpiter deve-se ter alinhado com Saturno, dado uma cambalhota com Plutão, alinhou os chacras e passou na casa partida e recebeu 2 contos. Só esta conjunção de situações permite ao Sporting ser campeão, por isso é que é tão raro.

Mas voltando à fábula acerca do COVID.

Este estilo literário tem como intuito apresentar um final com uma moral que nos dá a conhecer uma característica do ser humano que deveria ser modificado.

Este meu post está então a chegar ao fim e lendo e relendo tento extrair essa moral que vos deixaria a pensar um pouco, mas a verdade é que não me está a ocorrer nada, ou se ocorre não me parece que seja bom o suficiente para escrever.

Como vou então descalçar esta bota!

Na verdade se fosse noutra altura tinha aqui um final fantástico para vos maravilhar, mas com toda esta situação do COVID vou ter que terminar mesmo assim, fraquinho, fraquinho.

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