Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

20
Jul22

Que se feche o Governo!


Pacotinhos de Noção

png_20220720_003239_0000.png

Segundo as últimas sondagens, o Governo PS de António Costa, se fosse agora a votos, perderia a maioria.

PS perdeu votos e PSD subiu, mas se isto acontecesse o problema não seria grande para o nosso magnífico Primeiro-Ministro, porque quem "geringonceia" uma vez "geringonceia" duas.

O que esta descida realmente significa é que a sobranceria de António Costa, com uma maioria absoluta nas mãos, faz com que o povo esqueça um pouco aquele gordinho bonacheirão, que a todos dá a volta, e se lembrem daquele gordo brutalhão que queria dar uma galheta num velho, que até o punha a andar às voltas.

Para acrescentar à arrogância que o Sr.Costa demonstra, a populaça (aquela que nele votou) começa a aperceber-se que o que realmente conta não é o bem-estar dos votantes, mas sim o bom descanso dos votados. Ao invés de se resolverem os problemas que beneficiariam os portugueses, o Governo de António Costa decidiu começar a dar a volta às questões. O comportamento é como o de um mau mecânico que não conseguindo identificar qual o problema que faz existir uma luzinha de avaria no painel do carro, decide resolver o problema tirando a lâmpada dessa luzinha. Poupou-se a uma série de trabalhos, recebeu por um algo que não foi feito, e quem sairá prejudicado é o cliente, nunca ele. E é desta forma que António Costa dá a volta às questões. Com a pandemia habituou-se a mandar todos para casa e essa é também a solução encontrada para quando está calor, e há o risco de incêndios, anulam-se os eventos, e que vá tudo para casa, colocar os pés de molho.

Acaba por ser como um castigo, castigo esse mais que merecido, se tivermos em conta que os culpados destes incêndios somos todos nós. Primeiro porque não fizemos como o aconselhado, e saímos de casa, depois porque, como tão bem se sabe (segundo António Costa) os incêndios têm sido, maioritariamente perto das populações e "não nascem de reação espontânea - surgem sempre devido ação humana, de forma deliberada (pela mão de incendiários)"... Então se afinal a culpa é dos incendiários, porque é que não se punem exemplarmente esses incendiários? Porque é que não se aposta num reforço de vigilantes florestais, em vez de amedrontarem velhotes sem dinheiro, com a ameaça de multa, caso não limpem os terrenos em volta das suas casas?

A par de declarações destas foram feitas outras como "o Estado não é o segurador universal de ninguém". É um facto, não o é, mas se não é para uns, não deveria ser para ninguém, como por exemplo o NovoBanco, a EFACEC, a TAP. Já para não falar no dinheiro que aí vem do PRR, que deveria ser para apoiar empresas que passaram mal por serem obrigadas a fechar portas durante o confinamento, mas não, mais de metade desse dinheiro vai para uma empresa só, de um barrigudo Mário Ferreira, dono de um canal de televisão, e com quem António Costa gosta muito de almoçar, jantar e ir a festas.

O desgosto dos portugueses vem também muito agregado aos problemas que se têm sentido no SNS que, não sei se se recordam, estava vivo e de boa saúde.

Vivo até concordo que ainda está, assim como está vivo um peixinho que saltou do aquário e que, ainda vivo, estrebucha que nem um louco no chão, segundos antes de se finar. Conselhos transmitidos, para evitar os problemas com o SNS são tão bons como "não fiquem doentes em Agosto", e "não comam Bacalhau à Brás", mas se tal acontecer, e forem para o hospital, a culpa, mais uma vez, é toda vossa, como disse o Sr.António.

Como os problemas continuam há que solucionar, e qual foi a solução para o SNS?

Fechar urgências e urgências obstétricas, e fica o assunto arrumado.

Seguindo esta linha de pensamento, e tendo em consideração que este Governo, ainda que com maioria absoluta, funciona de uma forma tão má e atabalhoada, como se constatou na situação do aeroporto, com Pedro Nuno Santos, não seria caso para se começar a pensar em encerrar este mesmo Governo, com a vã esperança de que quem venha a seguir seja um pouco melhorado, ou pelo menos que tenha um pouco mais de vergonha na cara?

Fica a pergunta no ar, mas em balão de ar quente, porque de avião ia ser difícil de fazer o embarque, quanto mais de descolar.

21
Mar22

Escapadinha ao 3º Mundo


Pacotinhos de Noção

20220321_221312_0000.png

Na 5.ª feira passada dirigimo-nos ao Hospital de Cascais com a nossa filha mais pequena, que estava com febres altas, na ordem dos 38, 39, 40 graus. 

Tínhamos plena consciência do que seria porque, infelizmente, durante os seus 17 meses, esta já seria a terceira vez a desenvolver uma infecção urinária. De qualquer das formas o diagnóstico tem sempre que ser feito por quem sabe, até para poder ser administrado o antibiótico à miúda.

O cenário com que nos deparámos era dantesco.

A sala de espera da pediatria estava apinhada de gente. Não havia uma cadeira vaga e imensos estavam em pé. Um A/C demasiado quente, pessoas para quem o uso de máscara já não é uma obrigatoriedade e que faziam questão de tossir para o ar. Uma criança que fez diarreia no chão e outra que fez xixi pernas abaixo. São crianças, é natural que estes desastres aconteçam. Aquilo que não será já tão natural é a enfermeira colocar apenas paninhos por cima das porcarias e afirmar que não vai dar para limpar porque as senhoras da limpeza não têm como caber ali, com o seu carrinho da esfregona.

Entrámos pelas 17:30 e só saímos perto das 2:00. A nossa senha era o 148, mas quando viemos embora chamavam pela 346...

Nunca tinha visto um hospital nestes preparos, senti estar num país de 3.º Mundo, e é mais escandaloso ainda quando temos em consideração que é o Hospital de Cascais. Um hospital que até há bem pouco tempo era utilizado como referência para outros hospitais.

O que mudou entretanto?

Será que foi aquele bicho peçonhento que nos andou a atormentar, e ainda atormenta? Só o facto de ainda andar por ai, justifica eu não escrever o nome, para não ter assim o texto, obrigatoriamente referenciado como "texto que aborda nesse assunto"... O assunto do "Quem nós sabemos", "Aquele cujo nome não deve ser pronunciado".

Ou será antes que a culpada é a guerra na Ucrânia? Sim, porque a vez do "outro" foi tomada, e se eu amanhã quiser ir ao barbeiro, e não tiver hora disponível, vão pedir imensa desculpa, "mas com isto agora da guerra, sabe como é..."

Mas não, amigos leitores, vou deixar-me de especulações e dizer, CONCRETAMENTE, o que mudou.

O que mudou foi que o Governo mentiroso, oportunista, explorador e pouco transparente que tínhamos, transformou-se agora num monstro de maioria absoluta, e que fará aquilo que lhe der na real gana.

O Hospital de Cascais, assim como o Hospital de Braga, por exemplo, eram dois exemplos de hospitais PPP (Parcerias Público Privadas) que davam muito certo. Hospitais dirigidos como empresas, não geravam prejuízos, muito pelo contrário, chegavam a gerar lucros, e que mesmo sendo geridos como empresas permitiam que uma pessoa sentisse ser isso mesmo, uma pessoa, quando se ia a um destes serviços hospitalares.

Acontece que "El António Costa — o Afanador" ou se quiserem, "António Costa — O Discípulo Socrático", decidiu que estas PPP deixariam de existir desta forma. Passariam de novo para as mãos do Estado, sem uma justificação plausível, que nos permita perceber o porquê?

Ao não haver explicações, cada um de nós é livre de pensar aquilo que quiser, e eu, mente retorcida como só eu sei ser, começo a imaginar se o término das PPP, que não geravam derrapagens orçamentais, não acontecerá precisamente devido às derrapagens que não aconteciam?

É que os desvios de dinheiro não se fazem em empresas de contas certas, que coloquem tudo preto no branco e sejam organizadas. Para Governos como este, quanto mais bandalheira melhor, porque assim no meio de tanta confusão, uns milhões que fogem para aqui, e outros que fogem para ali, acabam por fazer tal confusão, até na cabeça de quem rouba. Por isso é que depois, nas comissões de inquérito onde são chamados devido a negócios menos claros, nunca sabem bem sobre o que são inquiridos, ou nem sequer se lembram do que "passou-se", como diria o outro.

Voltando ao Hospital de Cascais, e à consequência do mau planeamento, da falta de higiene, em suma, de toda a falta de condições... Estou no segundo dia de internamento da minha filha. A somar à infecção urinária que tinha, agora ganhou uma forte gastroenterite, tendo deixado de comer, de beber. Desonesto não posso chamar ao médico que nos atendeu. Disse, desde logo, que a probabilidade da minha filha ter apanhado este vírus no hospital é de quase 100%. Mas de que me interessa saber de onde vem o vírus, quando eu queria era que ele se fosse embora?

A minha pequenina continua alimentada a soro, ainda não tem grandes apetites e passa a maior parte do tempo a dormir. A febre, felizmente, já parece ter dado tréguas.

Este é um hospital onde trabalha boa gente, caso as deixem trabalhar. É uma pena que o VOSSO Governo (sinta-se ofendido quem neles votou) tente mandar abaixo aquilo que outros construiram e que, pasmem-se, até funcionava.

Em campanha, António Costa e Marta Temido não tiveram pudores em dizer que o SNS estava perfeito. E estará, caso as siglas do SNS signifiquem "SUICÍDIO NATURAL DA SAÚDE"

25
Nov21

Solução Óbvia


Pacotinhos de Noção

20211125_015313_0000.png

Temos sido todos uns tansos e uns idiotas. Afinal a grande solução para quase todos os problemas é apenas aquela que é uma das palavras da moda e surgiu quase na mesma altura que este nosso visitante indesejado, o COVID.

A todas aquelas mulheres violadas eu gostava de dizer que lamento muito, mas só o foram por culpa vossa. Faltou-vos resiliência.

Gritaram por socorro, esbracejaram e lutaram pela vida, mas resiliência não tiveram, por isso sofreram.

Do mesmo mal sofre quem não ganha o suficiente para pagar uma renda de casa. Dinheiro há por aí, só não tem quem não quer. Para conseguir mais poder monetário no final do mês, ou mesmo no meio, se assim o entenderem, precisam apenas de resiliência.

A resiliência serve para tudo caros amigos, é um pouco como o lubrificante WD40, cujas aplicações são quase tantas quantas as receitas de bacalhau.

Queres comprar carro, mas não tens dinheiro? Resiliência.

Queres ter filhos, mas não tens suficiente contagem de espermatozoides? Resiliência é a solução e aproveita e dota também os teus espermatozoides dessa resiliência e vais ter gémeos e filhos vencedores.

A resiliência é tanta que até vem aí um Plano de Resolução e Resiliência que tornará este nosso rectângulo lusitano numa das maiores potências mundiais.

Sei que uso esta palavra ao máximo e que poderá até ferir a vista, tanta repetição, mas nunca é demais fazê-lo para que todos saibam como evoluir.

Esta fórmula deveria ter sido divulgada há mais tempo.

Marta Temido decidiu dar uma ajuda titânica aos médicos indicando-lhes o que realmente lhes faz falta. Não são condições, não são horas de descanso e aumento de efectivos, mas sim resiliência porque até hoje, dia em que Marta Temido deu a dica ideal, a maior parte dos nossos médicos não faziam mais do que andar a coçar o escroto... e até mesmo isso faziam com pouca convicção, estou em crer.

Recordo-me de toda a celeuma que há uns anos se levantou, quando Pedro Passos Coelho aconselhou a que os portugueses emigrassem para ir ganhar a vida noutros países, que lhes pudessem dar as oportunidades que Portugal não conseguia.

Uma vergonha, um ultraje, um incentivo à deserção de um país que precisava dos portugueses para se reerguer, defendiam alguns. Outros diziam ser a velha e boa falta de respeito da direita pela população e que faziam pouco caso do esforço feito por quem cá mora.

Mas vamos colocar nos pratos da balança e pesar o que será mais grave. Se incentivar a que se vá ganhar melhor no estrangeiro, visto que o próprio país não lhes consegue prover aquilo que seria justo, ou esfregar na cara dos médicos que fazem bancos de 12 horas, ou mais, que ficam imenso tempo sem conseguir conciliar os horários de forma a estar com a família, passando antes esse tempo familiar em hospitais com deficiências que não lhes permitem despenhar as suas funções conforme deveriam/mereciam, que todos estes males mencionados só acontecem porque os médicos têm pouca resiliência.

Que dizer então de um Governo que não conseguiu ver aprovado um orçamento e como consequência houve uma dissolução? O que será que faltou a esse Governo?

Aquilo que vai ficando cada vez mais explícito é o desrespeito que este Governo PS tem pelas pessoas e fica bem mais patente em alturas de crise. Aconteceu na altura dos grandes incêndios, aconteceu quando os números da pandemia estiveram descontrolados e começa a acontecer agora de novo por haver a anunciação de uma 5.ª vaga, que se quer adiar ao máximo, mas só porque em Janeiro há eleições.

Tal como Marta Temido tenho um conselho para quem me lê.

Em Janeiro, mesmo que esteja muito frio e a chover, peço-vos que tenham resiliência e que se desloquem às urnas, e que resilientemente façam uma cruz num quadradinho que não seja o do PS. Força nisso.

01
Mar21

Os processos do COVID


Pacotinhos de Noção

depositphotos_357061212-stock-illustration-a-cryin

O COVID emitiu um comunicado a dizer que está farto de que lhe sejam imputadas as culpas de tudo, sobre tudo, e como tal já instruiu os seus advogados para que comecem desde já a processar, quem denegrir o seu bom nome.

Este parágrafo seria o bom início para uma fábula, acerca de um vírus que teve uma ascensão meteórica. Num dia era totalmente desconhecido e no outro teve uma projecção mundial. Como vírus que é essa projecção não se deveu só a si, mas também a quem lhe serviu de hospedeiro, que não sabendo o propagou mas que mesmo depois de o saber, também foi sendo incauto.

Sendo o vírus o vilão desta fábula depois teriam que existir os heróis, que são todos aqueles que o combatem, todos os que já sofreram com ele, todos os que batem palmas à janela e todos os que desenharam arco-íris. Para apimentar a história são então adicionadas aquelas personagens mesquinhas que acabam por não ser a parte fundamental, mas que por serem tantas,tem grande foco, queiramos nós ou não. São eles os oportunistas/lesados do COVID.

Estas personagens são as que precisaram apenas da oportunidade para assim puderem retirar das suas costas toda e qualquer culpa, incompetência, falta de profissionalismo, imbecilidade e colocar nas costas do COVID.

Temos casos públicos que todos identificam, como o de Jorge Jesus, e do Benfica, que jogam mal e pouco, não pela falta de qualidade, pela diminuta capacidade de prospecção de jogadores, que o treinador e o clube têm demonstrado, mas sim por causa do COVID. Temos o caso do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que parece que só começou a funcionar mal agora, que apareceu o COVID. Dantes não, dantes o SNS parecia um relógio suíço todo afinadinho, que funcionava às mil maravilhas... O raça do COVID é que veio lixar tudo. Mas na área da saúde há coisas que mudaram para melhor, senão reparem. Antes do COVID iamos a uma consulta no Centro de Saúde e quando no dirigiamos ao "guichet" para dar entrada, junto da funcionária, tinhamos que levar com a carantonha de quem está a fazer um frete, ao premir dedo a dedo o nosso nome no teclado do computador. Agora não. Agora com o COVID não nos deixam sequer ir ao Centro de Saúde. Dizem-nos para ligar a marcar consulta ou deixar recado, que depois o médico liga, e assim não temos que ver a tal carantonha, nem sequer ouvir a voz, porque quem já tentou telefonar sabe que dificilmente é atendido.

Mas resumindo:

Atraso nos transportes - culpa do COVID

Extraviou-se uma carta - culpa do COVID

Falhas na internet - culpa do COVID

Combustível mais caro - culpa do COVID

Uma velha mata a filha - culpa do COVID (vi esta notícia na CMTV - curioso é que nenhuma das duas estava infectada)

Sporting vai ser campeão - aqui a culpa não é do COVID... Júpiter deve-se ter alinhado com Saturno, dado uma cambalhota com Plutão, alinhou os chacras e passou na casa partida e recebeu 2 contos. Só esta conjunção de situações permite ao Sporting ser campeão, por isso é que é tão raro.

Mas voltando à fábula acerca do COVID.

Este estilo literário tem como intuito apresentar um final com uma moral que nos dá a conhecer uma característica do ser humano que deveria ser modificado.

Este meu post está então a chegar ao fim e lendo e relendo tento extrair essa moral que vos deixaria a pensar um pouco, mas a verdade é que não me está a ocorrer nada, ou se ocorre não me parece que seja bom o suficiente para escrever.

Como vou então descalçar esta bota!

Na verdade se fosse noutra altura tinha aqui um final fantástico para vos maravilhar, mas com toda esta situação do COVID vou ter que terminar mesmo assim, fraquinho, fraquinho.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub