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Pacotinhos de Noção

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

A noção devia ser como o açúcar e vir em pacotinhos, para todos tomarmos um pouco...

Pacotinhos de Noção

01
Mar22

Separar o trigo do joio


Pacotinhos de Noção

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É costume dizer-se que até do mau se consegue tirar algo de bom, mas eu gostaria de reformular esta afirmação dizendo que a maior parte das vezes do mau se consegue tirar algo que não presta e que não interessa a ninguém.

Já fomos testemunhas deste fenómeno com a problemática da pandemia. Surgiram várias teorias da conspiração, mas acima de tudo, o que surgiram foram personagens a fazer tristes figuras que andaram contra corrente apenas e só porque desta forma dariam mais nas vistas, chamariam mais à atenção.

Foram chamados de negacionistas, chalupas, maluquinhos, eles até se intitulavam de informados e esclarecidos, já eu acho apenas que eram iluminados. Iluminados por essa sabedoria superior que só contempla aqueles seres quase celestiais que veem mais adiante, que não se deixam enganar e que colocam a nu todas as fragilidades das cabalas que eles tão bem souberam deslindar.

A técnica é simples e agora, com a guerra na Ucrânia, já começa também a acontecer.

De repente surgiram todos aqueles, que não sendo Pró-Putin, acrescentam um "MAS", afirmando que isto tudo não passa de um plano maravilhosamente orquestrado por esses demónios na terra que são os americanos.

Nem eles próprios acreditam no que dizem, mas dizem-no, e isto é feito porque um carro em contra mão chama muito mais à atenção do que um que segue no sentido correcto.

Não é fácil o lugar em que se colocam. Defender o indefensável é trabalho dos mais complicados. São adeptos do "MAS".

— "A vacina ajuda, MAS aumenta a hipótese de miocardites".

— "Após vacinação, morreram menos pessoas, MAS o que irá acontecer a longo prazo?"

— "O que fazem à Ucrânia é mau, MAS de facto a Ucrânia já fez parte da União Soviética, e Putin até avisou antes de atacar".

Com tanto, mas, mas, mas, também eu agora pergunto: "MAS quando é que começaram a comer cocó, para terem a triste ideia de que serão mais interessantes se forem contra tudo e contra todos, apenas porque querem destoar?

22
Dez21

Gira o disco e toca o mesmo...


Pacotinhos de Noção

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Tenho evitado voltar a falar do assunto Covid.Evito porque já não há paciência, porque já não há nada de novo, porque já me mete nojo as historietas do "novo normal" do "salvar ou ganhar o Natal", as incertezas dos confinamentos ou não confinamentos, das medidas que eram umas e agora são outras, das conversas de negacionistas, dos que tanto sabiam, mas que afinal não sabiam assim tanto... Não há pachorra.

Continuo a pensar que negar as evidências não é não fazer parte do rebanho nem ser iluminado, é só ser estúpido, mas devo admitir que chego a uma fase em que também eu me vou começando a sentir estúpido.

Acredito na vacina e na sua efectividade. É um facto comprovado e quanto a isso não há grandes dúvidas. Algo em que também não há grandes dúvidas é na falta de capacidade e de organização destes idiotas que nos têm conduzido. Falo do Primeiro-Ministro António Costa, da Ministra da Saúde Marta Temido e da Directora Geral da Saúde, Graça Freitas.

Quanto ao primeiro não se iludam, a sua principal luta não é contra o vírus, é a luta para manter a cabeça à tona de água. Precisa de votos como de pão para a boca, para continuar a alimentar esta sua exacerbada fome de poder.

Parando e analisando pode até ser que a fome de poder não seja uma fome assim tão grande e tendo em consideração o histórico de ex-políticos do PS que estiveram no poder, a probabilidade de António Costa não querer sair, para assim continuar a ter as costas quentes com o cargo que ocupa, evitando ser, mais tarde ou mais cedo alvo de investigações, é algo que não me parece de todo descabida... ou será que é?

A estratégia apresentada, de deitar abaixo quase todas as restrições, e de agora, próximo das eleições voltar a impor algumas, mostrando que se faz tudo por tudo para combater a pandemia, mais não é do que um apelo ao incauto português para no final de Janeiro votar naquele que, cortando-se-lhe o coração, tem que impor estas restrições para nos salvar de uma sorte madrasta.

O que me incomoda é que realmente há por ai muita toupeira, que se deixa enganar por estes "rodriguinhos" de fraquíssimo marketing político, e vai mesmo voltar a votar neste déspota.

As duas personagens que faltam são a confirmação de que, de facto, todos eles pouco se estão "marimbando" para quem se safa, quem não se safa, quem se infecta ou não infecta.

Marta Temido podia ser apelidada de crocodilo, quer pela sua enorme bocarra que não raras vezes abre para dizer asneiras, mas também pelas lágrimas, que já em diversas ocasiões quase lhe rolaram pela face, numa confrangedora tentativa de mostrar que tem sentimentos e que o que lhe corre nas veias é mesmo sangue. Mas não é. O que lhe corre nas veias é descaramento e incompetência, relembro como foi escandaloso o que aconteceu no Inverno passado, e não foi por falta de avisos, assim como não houve falta de avisos para o período invernal e até infernal que por aí vem.

Uma das vozes que recordo ter ouvido várias vezes alertar para a situação a que estamos a chegar, foi a jornalista Clara Ferreira Alves, apelidada até de alarmista por um ou outro seu colega do Eixo do Mal... Pois, não foi alarmista, foi precavida nas chamadas de atenção, ainda no período de Verão, aconselhado a que se fizesse a projecção do que poderia ser o Inverno.

Por fim temos Graça Freitas que parece aquela professora, que todos tivemos, que não percebia bem a matéria dada, que acabava por baralhar os alunos ao misturar alhos com bugalhos. Mas nessa altura um tipo podia estudar em casa ou ir a explicações, neste caso aqui explicações não há e em casa não se estuda, só se fica confinado. Mas não se preocupem pois podemos trocar umas compotas, feitas por nós, no vão das escadas, ou fazer um pequeno-almoço de Natal, em vez da já tão batida ceia.

Bem sei que estas anormalidades não foram ditas pela Graça Freitas e sim pelo seu substituto, visto que a directora estava em casa, de molho, mas se fosse ela a porta-voz a treta seria aproximadamente a mesma. Recordo que a senhora de lenço ao pescoço, que mais faz lembrar o cartoon do "Lone Ranger" (quem não conhece que pesquise e veja o cowboy de lenço), já teve intervenções tão espectaculares como a de não haver o perigo do vírus chegar a Portugal, de que a transmissão do mesmo não seria por pessoa a pessoa e sim por alimentos, que as máscaras dariam uma falsa sensação de segurança, etc.

A única coisa em que está senhora tem sido de uma coerência fenomenal é na tentativa de imputar sempre a culpa aos cidadãos, sendo esta uma táctica concertada por estas três figuras.

Graça Freitas, não rara é a vez, em que insinua que o número de casos só aumenta porque as pessoas não têm todos os cuidados que deveriam ter, António Costa chegou a chamar cobardes aos médicos, e Marta Temido afirmou que os mesmos médicos são pouco resilientes.

Meus amigos, o circo está montado. Depois de Janeiro, quando as eleições ficarem para trás, vai tudo ficar em casa de novo. Não porque vá morrer tanta gente como no ano passado, mas sim porque não há camas nos hospitais, há menos profissionais na área da saúde e porque deixará de interessar assim tanto se as coisas melhoram ou não. Afinal de contas as eleições já hão de ter acontecido e mais votos só serão necessários para as eleições que chegarão muito tempo depois.

21
Fev21

Parece que isto só está mau para uns...


Pacotinhos de Noção

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Quase diáriamente tenho visto nos noticiários o quão difícil é para a restauração enfrentar esta pandemia.

Não podem receber clientes, o TAKE-AWAY não é suficiente para fazer frente às despesas e como tal o Estado deverá, obrigatoriamente, ajudar o sector.

Tudo isto são verdades e acredito que esta altura seja realmente bastante difícil, mas e todos os outros que não são da restauração?

Não sei bem qual foi o critério dos media para escolher qual seria o sector de negócio que merecia a benesse de quase diáriamente ter o papel de coitadinho em todos os noticiários de todos os canais, mas pelos vistos o nome que saiu em sorte foi "RESTAURAÇÃO".

Ao contrário da restauração há inúmeros negócios a quem não lhes é permitido abrir portas, que não podem fazer TAKE AWAY ou entregas, e que provavelmente também não vão conseguir qualquer apoio do Estado, por está ou aquela vírgula que estará a menos ou a mais num qualquer impresso das Finanças ou da Segurança Social.

O Sr.António, que é sapateiro, fechou totalmente. Assim como a Clarisse Cabeleireira, o Alfredo Alfaiate, o Francisco que tem uma boutique, a Alzira que é costureira, o Cajó que tem uma discoteca ou quem tenha um bar, uma sala de espectáculos, uma barbearia, um salão de estética... Todos os negócios estão em maus lençóis, infelizmente muitos deles não vão certamente reabrir e como tal não é DE TODO a restauração o sector de negócios que está a ser o mais fustigado. Calha até o negócio não ser um restaurante e ser uma pastelaria vizinha do INEM, ou de um quartel de Bombeiros, e poderá vir a ter direito a umas vacinazinhas antes que toda a gente. Ora aí está mais uma vantagem que os outros negócios não têm.

Neste momento não há uns mais coitadinhos que os outros. Estão todos no mesmo barco e este barco mete água por todos os lados, mas lá diz o ditado... Quem não chora não mama.

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